quarta-feira, 14 de maio de 2008

SUBMISSA


Tudo que eu queria
Era que ele abrisse a porta
Pra que eu pudesse entrar no carro

Tudo que eu queria
Era ganhar um bouquet de flores
Ofertado num dia comum

Tudo que eu queria
Era um beijo carinhoso
Após o sexo selvagem

Tudo que eu queria
Era um alô a qualquer hora
Perguntando como ando

Tudo que eu queria
Era um jantar a luz de velas
Na mesa de centro da sala

Tudo que eu queria
Eram palavras de amor
Sussurradas em meus ouvidos

Tudo que eu queria
Era um braço forte
Carregando as bagagens

Tudo que eu queria
Era um homem de verdade
Que me fizesse mulher

7 comentários:

Jacinta Dantas disse...

Submissa eu? não.
Sou sensível, quero amar o amor, e quero que isso se encaixe como o suave beijo depois do "sexo selvagem". É tão simples....
Beijos Adriano

Anônimo disse...

Belíssimo!Maravilhoso!Perfeito!!!

Ser submissa é isso aí???!!!
Ah, então, devo admitir: tudo o que quero é ser "submissa"...
SEMPRE, SEMPRE, SEMPRE.

Beijo grande.

Ana Casanova disse...

Meu querido,
era exactamente tudo isto que eu queria...
Um beijo cheio de carinho.

Dauri Batisti disse...

Lindo poema,

o único problema é esse conceito "homem de verdade". Estes costumam decepcionar. E o que a poesia deixa transparecer é um outro homem, aquele que na história será um passo a mais além do passo do "homem de verdade".

Leandro Neres disse...

Adriano,
Conhecer a alma feminina é um dom que poucos homens poussuem...
Parabéns... As reações que vi já demonstram por si tua capacidade...
*Sempre provocativos os titulos dos teus poemas!
Parabens
Leandro

Éverton Vidal Azevedo disse...

Eu tenho inveja desses poemas femininos do Adriano hahah.

LIRIS LETIERES disse...

Quase me vi nas linhas Adrianescas