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segunda-feira, 22 de outubro de 2018

OBRIGADO

Senhor, obrigado por mais um dia
Obrigado pela alegria
De acordar vivo e saudável

Oh Deus, obrigado pela beleza
De encontrar a grandeza
De me tornar mais amável

Obrigado pela família
Pelos meus pais
Filhos, filhas
Que tanta força me dão

Agradeço pelos amigos
Que juntos estão comigo
Sem fazer nenhum pedido
E tocam o meu coração

Com sua força Senhor
Hei de encontrar a minha
Sabendo que não estou sozinho
Vê-la se multiplicar

Que nessa estrada de espinhos
As rosas que estão no caminho
Exalem o seu olor
E venham me perfumar

Agora que nasce outro sol
Que venha um dia melhor
Tornando mais leve o meu fardo

Que nesse dia nascido
Os anjos que estão comigo
Me ajudem a dizer obrigado!

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

PALAVRAS




Se as pessoas bem soubessem
O valor que as palavras têm
As economizariam
Como ao dinheiro também

Assim como o vil metal,
É preciso saber usá-las
Comedidamente, com cuidado,
Não gastá-las

Muita gente tem dinheiro
Mas não sabe se conter
Gasta pelo mundo inteiro
Até tudo se perder

A palavra é assim
Também pode acontecer
Se falar, falar sem fim
Mesmo sem nada a dizer



quarta-feira, 19 de maio de 2010

ESPERANDO POR ELA

Ela vem vindo, amada
Ela vem vindo, faceira
Ela vem vindo, bonita
Ela vem vindo, menina

Ela vem vindo, saudável
Ela vem vindo, a luz
Ela vem vindo, pra nós
Ela vem vindo, divina

Ela vem vindo, em mim
Ela vem vindo, em ti
Ela vem vindo, canção
Ela vem vindo, criança

Ela vem vindo. mulher
Ela vem vindo, poema
Ela vem vindo do ventre
Onde pra nós ela dança.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O SUSTO


O susto é o prenúncio do medo
O medo que está por vir
Ou aquele que já veio?
Do veio porvir
Porventura
A cura do medo
Segredo sem farol
Labareda no teu seio
Alimento na ponta do anzol
Assombração entre o arvoredo

Medo, medo, medo
Segredo, segredo, segredo
Arvoredo, arvoredo, arvoredo
Ventura, ventura, ventura
A cura, a cura, a cura
Pura, pura, pura

Assombração entre o arvoredo
Alimento na ponta do anzol
Labareda no teu seio
Segredo sem farol
A cura do medo
Porventura
Do veio porvir
Ou aquele que já veio?
O medo que está por vir
O susto é o prenúncio do medo

sábado, 1 de agosto de 2009

PRESENTE PRA LAI

25 de Julho de 2009

É seu aniversário
E sou eu quem ganho o presente
Da imensa alegria
De estar com você

É seu aniversário
E eu sou quem fico contente
De ver minh'alma cansada
Na estrada rejuvenescer

É seu aniversário
E embora eu não mereça
Que no meu campo floresça
Um belo jardim em flor

Vejo na frente o cenário
De um lindo campo florido
E o sabor colorido
Da língua do seu amor

É seu aniversário
E nada trago nas mãos pra te dar
Nem jóias, mimos ou teréns

É seu aniversário
E nada pra te ofertar
Só meu amor, parabéns!

sábado, 9 de maio de 2009

REFLEXÃO DE SER FILHA

Poema de Júlia Lopes e Adriano Carôso

Nós filhas muitas vezes brigamos
Com nossas mães
E, às vezes pensamos,
Como seriam nossas vidas sem elas?
Eu achei a resposta.
Nada seriam porque as amamos,
Todas elas
E, às vezes pensamos
As amamos tanto
Que mesmo quando elas brigam
Ainda assim a gente gosta.

E vocês mães sabem que amamos muito
Mesmo sendo de um jeito esquisito
Mesmo desobedientes, isto é o amor
E, como uma flor,
Ele é sempre bonito

Minha mãezinha querida
Hoje acordei com vontade
De falar que a amo tanto
No teu dia especial e dedicado
Mas para mim não existe dia melhor
Para mostrar minha felicidade,
Desfrutar do teu encanto,
Que quando estou ao teu lado.

Quero fazer contigo o meu traçado
E assim construir a minha trilha
Ver seu amor a mim dedicado
Para que eu não me fira ou me arranhe
Sermos juntas um só bocado
Ser pra sempre tua filha
Ter-te sempre minha mãe.

Mãe, parabéns pelo seu dia!

Dedicado a Cynthia Lopes Pinto

P.S. Dedico também esse post a todas as mães do mundo em especial a minha, Lourdes, a D. Leonor, minha sogra, a D. Maria Helena, avó de Júlia, a minha irmã Sílvia, a Elisângela, a Sandra, a Socorro e a Lai, que ainda não é mãe, mas isto não será por muito tempo.

Adriano Carôso

sábado, 2 de maio de 2009

ANIVERSÁRIO

Será que o corpo aguenta
O peso dos quarenta
Esta maturação?

Será que a cabeça vã
Suporta mais um cã
Outra transformação?

Olho para trás em seguida
Vejo os anos que passaram
As flores que deixaram
E os espinhos que trouxeram

Vejo o filme da minha vida
O futuro que sonhei
No que me transformei
Nas cenas que se expuseram

Vejo o carinho dos amigos
O amor da minha filha.
O filme da minha vida
Terá um final feliz?

O que me reserva o futuro
Este imenso túnel escuro
Este eterno relicário?

Que seja um caminho contente
É o que peço de presente
Em mais um aniversário

quarta-feira, 29 de abril de 2009

FRIGIDEIRA

A madrugada se arrasta lenta
E eu, virando na cama
De um lado para o outro
Como o omelete tostando
Ambas as faces por igual

Mas, para dar sabor a tal prato
Entre as camadas expostas, ao meio,
É necessário o tempero exato
E iguarias no recheio

Justamente ele é o que se ausenta
E eu, jogado na lama
Sou um omelete roto
Sobre o colchão fritando
Sem gosto e sem sal

A madrugada vai alta
E, no meio de cruzado fogo,
Só agora o que me falta
É desligar esse fogo

Vou ver se consigo dormir....

sexta-feira, 17 de abril de 2009

DESEJO

Se eu pudesse saber o que ela queria
Eu queria o que ela quisesse
Se eu pudesse entender o que ela sentia
Sentiria o que nela estivesse

Se eu pudesse ser eu naquele momento
Eu traria o mundo pra dar-te nas mãos
Se eu pudesse falar sobre o sentimento
Naquele momento eu seria a canção

Que a ninasse
A fizesse dormir
Embalasse seu sono
O seu coração

Se eu pudesse ser homem
Um homem pra ela
Cantaria a capela
Eu seria mais eu
Eu faria do mundo
A coisa mais bela
Eu faria da vida
O seu apogeu

Que a encantasse
A fizesse sorrir
Enfeitasse seu pomo
E te desse a mão

Se eu a merecesse, não a perderia
Pra que todo dia
Eu fosse só seu

Se eu a seduzisse enfim bastaria
Aquele sorriso
Seria só meu.

RAINHA

Eu sou uma mulher fatal
Quando me entrego sou completa
Quando me nego sou harpia
Faço para ele tudo que posso
Tudo que me sacia
Tudo que me faz feliz

Sou daquelas que não esperam
Tomo a iniciativa
Sou cativa, sou fogosa
Sou a rosa e o espinho
Sou a rua, sou o ninho
Sou mulher em toda essência

Trago nas mãos o punhal do desejo
No coração o golpe do amor
Sou o carrasco, a cafetina
Sou a menina em forma de flor

Eu sou a Deusa, sou a conquista
A ametista, diamante bruto
A carpideira chorando seu luto
A faxineira limpando seu chão
A dançarina brilhando no palco
Quando desfalco a sua paixão

Eu sou uma pobre criança
Meras lembranças de um tempo longínquo
De mares distantes, de encarnações
A soberana, beata e profana
A vil mundana das mutilações
Quando em seu corpo sem dó eu me finco
Eu sou a dona das emoções

Sou a mulher valente, a mulher amada
Eu sou a fada e sou a bruxa.
A que agrada e a que repulsa
A que faz falta e a que sobra
Sou o autor sem sua obra
Eu sou a obra sem seu autor
Eu sou a mãe, a filha, a sogra
Eu sou o ódio, eu sou amor

quinta-feira, 9 de abril de 2009

POETISA

Se tu soubesses
A força e beleza das tuas palavras
O quão fundo elas adentram os corações
Quando descem coma lavas
E incendeiam as emoções

Se tu soubesses
Como é belo o sentimento
Expostos em teu papel
Quantos sonham com você
Nas estrofes que tu gravas
Com a força do teu cinzel

Como a mágica dos teus versos
Primam na ilusão das rimas
Na mente insana do leitor
Se tu soubesses
Que propagas em poemas
As mais belas cantilenas
E o lindo fruto do amor

sexta-feira, 3 de abril de 2009

A AMIGA

É um pedaço de mim
Um pedaço vital
Que hoje se desprende e vai embora
Queria ter palavras nessa hora
Mas só tenho lágrimas para rolar

É um membro, uma veia,
Um coração devastado
Perde a força, o traçado
Bombeia o sangue errado
Não sabe qual é seu lugar

Como sentir esta falta?
Como viver sem seu lastro?
E dizer que a vida é bela?
Como enfrentar esta fera,
Sem seu ombro pra chorar?

Vai, mas leva contigo
Todo meu ser, minha vida
Saiba que sua amiga
Sempre vai te esperar

Te amo, te amo, te amo,
E sempre que eu te chamo
É por amor que eu clamo
Contigo compartilhar.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

BAIANADA


Agora há pouco, por volta das 18h30, eu estava num ponto de ônibus esperando um amigo. Como este demorava, fiquei observando o intenso movimento de carros àquela altura do início da noite, na movimentada avenida da orla marítima no Jardim de Alah aqui em Salvador. Neste momento, ignorando o recuo apropriado para a parada no ponto, um motorista parou o ônibus no meio da rua abrindo as portas para embarque e desembarque dos passageiros. Não restando outra alternativa, quem descia ou subia no veículo tinha que atravessar a faixa de recuo. Foi então que um apressadinho, motivado pela irresponsabilidade brutal do motô*, resolveu fazer pior que ele e ultrapassá-lo usando o recuo do ponto, quase causando uma tragédia sem precedentes. Não tenho dúvidas que foi a mão de Deus que evitou o desastre. Imediatamente me lembrei de Caetano Veloso, um baiano que dispensa apresentações, e sua música "Vamo Comer", além do post que publiquei aqui, o Baiano na Direção. Gostaria que isto fosse uma brincadeira de 1º de abril, o dia da mentira, mas é a mais pura verdade. Basta ler ou assistir aos jornais locais diariamente para vermos a imensa incidência de acidentes de trânsitos, em boa parte fatais, na capital baiana. A maioria deles seriam evitados se houvesse mais consciência por parte dos motoristas, motociclistas, e pedestres, enfim, pela população em geral. Meu Deus! Até quando amargaremos esta vergonha, este recorde lastimável? Sei que este é um problema mais amplo, que ultrapassa as fronteiras baianas, mas, sinceramente, pelo que já vi e vivi longe daqui, acho que estamos na frente de outros estados, o que é lamentável e vergonhoso.

Como meu amigo demorou mais ainda, fiquei maquinando na cabeça cheia de indignação, os versos expostos a seguir. Não tem nenhuma pretensão poética, foi apenas uma forma de passar o tempo e de dar o meu grito de protesto. Não gostaria de dar razão a Caetano. Que pena!

BAIANADA

O ônibus pára no meio da rua
O carro ultrapassa pelo ponto
"Baiano, burro, nasce e cresce"**
Compra carteira por qualquer cem conto

Quebra-molas é sinal aberto
Canteiro, faixa intermitente
"Baiano, burro, nasce e cresce"
É os ás na direção valente

A vida é uma brincadeira
O carro arma para a guerra
"Baiano, burro, nasce e cresce"
A cada hora uma vida enterra

Tem sempre que chegar primeiro
A rua é pista de corrida
"Baiano, burro, nasce e cresce"
E esquece o valor da vida

Onde andam os nossos valores?
O respeito pela vida humana
"Baiano, burro, nasce e cresce"
Numa corrida cruel e insana

O trânsito é uma batalha
Avenida é campo minado
"Baiano, burro, nasce e cresce"
E passa no sinal fechado

E eu que também sou baiano
Já tô achando que não sou normal
"Baiano, burro, nasce e cresce"
E ainda fala que eu sou boçal

*Motô: Forma carinhosa que o baiano chama o motorista de ônibus.
**Versos de Caetano Veloso da música "Vamo Comer" "Baiano burro, nasce e cresce e nunca pára no sinal. E quem pára e espera o verde é que é chamado de boçal.".

sábado, 28 de março de 2009

O TREM DE MINAS

Uma luz que vem de Minas
Como o trem de Sabará
A beleza explicada
As ondas belas do mar

O mar de minas
A emoção deste sal
Nos caminhos do Belo Horizonte
As cores do cartão postal

O sabor do pão de queijo
O som do clube da esquina
A beleza que não vejo
Da bela moça de Minas

quarta-feira, 25 de março de 2009

A ÁRVORE


Uma árvore frondosa
Cheia de frutos e folhas
Nasceu em meu coração
Sob o nome de amor

Em seus galhos os pássaros
Macacos e bichos preguiças
Encontram abrigos
E tecem seus ninhos

Encontram a fresca sombra
Aqueles que param sob a fronde
Na sesta revigorante
Sob as folhas da paixão

Um coração selvagem
No meio da floresta
Derrama a sua seiva
Pensando nela

Lindo
Arbusto
Imáginário

segunda-feira, 23 de março de 2009

GRAVURA

Com teus traços
Externas sentimentos
Retratas o belo, o feliz
A imagem profunda
O exato momento
Do sorriso, a mais perfeita matiz

A busca do talento inesgotável
A sombra dá volume à bela face
Gravura de valor inestimável
O orbe que assim representaste

Um coração que aqui emocionado
No momento uma lágrima derrama
Por ver em belas linhas retratado
O rosto da pessoa que mais ama

Para César Sousa, autor da gravura da minha filha Júlia acima.

quinta-feira, 19 de março de 2009

MÃOS DADAS


Há duas semanas atrás eu conversava com a amiga Ana Casanova sobre o poder de aproximação que a internet, e em particular a blogosfera, tem sobre os seres humanos. Distâncias kilométricas tornam-se insignificantes diante da rede. Ela me falava sobre o fato de amigos blogueiros localizados nos mais longínquos rincões estarem usando o poder da rede para fazerem parcerias das mais diversas. Uma idéia muito interessante me pareceu. Eu mesmo já havia visto algo sobre isto e lido alguns frutos destas parcerias. Lembrei também, que muito antes do advento da internet, parceiros como Roberto Carlos e Erasmo Carlos, usaram o telefone para criarem músicas antológicas que, até hoje, mesmo com toda a força da net, se mostram atuais e continuam sensibilizando corações das mais novas gerações. Eu mesmo já fiz músicas através de e-mails com o meu amigo e parceiro Márcio Valverde. Quase sempre o resultado final nos deixa muito orgulhosos. Ela então me propôs o desafio de fazermos um poema juntos. Assim, através de e-mails fomos reunindo idéias de cada um para que juntas transformassem-se numa coisa só. Daí nasceu este poema que por sugestão minha parla sobre o tema em questão. A aproximação que a internet possibilita a quem está tão longe, como no nosso caso, que estamos separados por um oceano imenso.

Mais uma vez lembro a frase de Richard Bach: "podem os kilômetros separarnos dos amigos?"

Mãos Dadas
Ana Casanova/Adriano Carôso

Num campo lindo e florido
Demos as mãos, e
Escrevemos um poema
Poema de amor, de amizade
Poema onde a saudade
Tem um fundo colorido
Poema que nos invade
Poema de quatro mãos
Poema que é canção
Uma bela cantilena
Poema que nos une
Muito embora a distancia
Em tudo nos aproxime
Através do oceano
Transportados em sonhos
Na sintonia das palavras
Na maré das emoções
Poema que nos transporta
Em continentes e ilhas
Nesta imensa simbiose
Pura, singela e sem medos
E, juntos desafiamos
Tudo o que nos afasta
Pela força da partilha
Num poema a vinte dedos.

P.S. Ana Casanova é uma escritora angolana radicada em Portugal que escreve o blog Anavision.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

É TÃO BOM!

É impressionante o poder das palavras
O poder dos sentimentos e das expressões
Da música, da poesia e do amor.

É impressionante o poder da flora,
Florindo os corações e as plantações,
Trazendo no vento o cheiro da flor.

Cheiro que vem de longe,
Mas, mesmo assim nos invade.
Traduz a palavra saudade,
E deixa o corpo aberto.

Vento que nunca esconde,
Que fala sempre a verdade,
E com simplicidade
Mostra que o longe está perto.

Marcado por uma música,
Marcado por um poema,
O turbilhão deste som.

Marcado pelo destino,
Marcado pelo desejo,
E, tudo isso "É tão bom!"

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

A JANELA

Uma noite
Sonhando com ela
Vi na janela um beija-flor
Mandei um beijo por ele
Para que sentisse a pele
Cheirosa do meu amor

Uma noite
Sonhando profundo
Vi na janela um mundo
Mandei o mundo pra ela
Pra que da sua janela
Visse um mundo de amor

Uma noite
Sonhando com sentimentos
Vi na janela o momento
Que ela vinha pra mim
Mandei meu amor pra ela
Pra que da sua janela
Visse um amor sem fim

sábado, 17 de janeiro de 2009

VALE A PENA

Trinta minutos no banho
Quarenta na frente do espelho
Mais dez penteando o cabelo
Amaciante no pé

Não fico com raiva ou vermelho
Escutem o meu conselho
Vale a pena esperar essa mulher

E o tempo que troca vestidos?
Demora escolhendo sapatos
Tiaras e brincos, é fato!
Não usa um batom qualquer

Não fico com impaciência
É doce a experiência
Vale a pena esperar essa mulher

É uma vida esperando
As horas que seguem passando
E o tempo que nunca se finda
Mas eu fico resignado
Pois já estou acostumado
E ela sempre chega linda