Filé à Parmegina, talharim ao alho e óleo, arroz e purê de batata. Cardápio que preparei no sábado, dia 23/02, na minha despedida na casa de Zé.quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
FOTOS DE VIAGEM - II
Filé à Parmegina, talharim ao alho e óleo, arroz e purê de batata. Cardápio que preparei no sábado, dia 23/02, na minha despedida na casa de Zé.DIÁRIO DE FÉRIAS - Canaã - O Churrasco
Chegamos em Canaã por volta das 3hs da madrugada mas a minha linda afilhada Jade esperava acordada pelo padrinho. O abraço apertado e emocionado que ela me deu muito me tocou e me deixou cheio de remorsos por ter sido tão ausente. Nestes anos todos nem um telefonema sequer. Só recentemente começamos a nos falar pelo MSN. Nunca é tarde para revermos nossas posturas e corrigí-las se preciso. Ela é uma menina muito carinhosa e não imaginava que gostasse tanto de mim assim. Por isso, jamais ficarei novamente tanto tempo sem dar notícias ou ligar para ela. Imediatamente tirei da mala uma blusa que levei para ela. Tinha receio que não gostasse, mas no dia seguinte, ou mais tarde, quando acordei já a encontrei vestida com o presente. Sinal que ela gostou.
Para homenagear a minha chegada, Zé Filho tinha programado um churrasco para o sábado, dia 16, por coincidência aniversário de minha mãe e de Verena, com os seus amigos. Alguns eu já conhecia embora nem imaginasse que iria encontrá-los por lá, outros conheceria naquela ocasião.
Um deles foi Marquinhos. Para falar dele é preciso voltar bastante no tempo. A última vez que o vi, ele devia ter uns dez anos de idade. Filho de um irmão do ex-marido da minha irmã, uma vez saí com o bugre do meu então cunhado para dar umas aulas de direção a ele e a Léo, o meu sobrinho. Primeiro foi Léo. Várias voltas nas tranquilas ruas de Serrinha. Quando foi a vez de Marquinhos, ele não andou nem 50m e a polícia parou o carro. Fomos todos nós parar no posto policial. Carro apreendido e eu tomando o maior pito dos canas por estar dando o carro a uma criança. Por sorte, alguém avisou meu cunhado, muito conhecido na cidade e, depois de umas conversinhas com os policiais, ele deu o velho "jeitinho brasileiro" e voltamos pra casa com carro e tudo. Hoje, uns dezesseis anos depois, estava eu ali, naquele longínquo rincão, tomando umas geladas com aquele moleque que vi sair dos cueiros. Outro que vi no berço também foi João. Irmão de Marquinhos, que não foi ao churrasco por estar viajando no dia, mas depois nos encontramos muitas vezes e tomamos muitas geladas. Hoje, os dois são dentistas e têm uma clínica lá em Canaã.
No churrasco conheci uma figura muito legal, Maurício. Apaixonado por culinária, nem precisa falar que me identifiquei de cara com ele. Pescador e caçador por paixão, é apreciador de pratos exóticos e me apresentou diversas iguarias maravilhosas. O cara me aparaceu com um tal molho de maçã que é de comer rezando.
O churrasco rolou o dia inteiro. Eu, que já não aguento mais o tranco, num determinado momento da festa, saí de fininho e fui pra dentro de casa dormir um pouco. Deitei de roupa e tudo. Bermuda, camisa e tava inclusive com a carteira no bolso. Quando deram minha falta, meu compadre logo desconfiou da minha fuga. Aí, se juntou com outros filhos da puta, me carregaram dormindo, com roupa e tudo e me puseram debaixo do chuveirão "cura ressaca", marca registrada em todas as casas que Zé Filho já teve. Todo molhado, o jeito foi acordar e começar tudo de novo até altas horas da madrugada.
NOVO PRESENTE!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
MAIS UM PRESENTE - Vamos Compartilhar
- Mary - Uma Menina
- Jacinta - Florescer
- Cackau Loureiro - Café Com Creme
- Paulo Bono - Espalitando Dente
- Maz - Let It Beer
Estes são blogs que não dispenso, cuja leitura já faz parte do meu dia a dia. Obrigado Fada. Mil beijos mágicos pra você!
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
A VIDA VOLTA AO SEU CURSO NORMAL
Em primeiro lugar gostaria de agradecer as pessoas que visitaram e comentaram sobre as histórias, poemas e crônicas que mandei de lá. Quero também pedir desculpas aos meus blogueiros favoritos por não tê-los visitado uma vezinha sequer enquanto estive ausente. Foram poucas as vezes que tive acesso à internet enquanto estive fora e me limitei apenas a olhar os e-mails, publicar os comentários e enviar alguns posts.
Sei que os próximos dias ainda serão muito tumultuados. Devo encontrar muita coisa pra por em ordem no escritório e não terei muito tempo pra retomar à leitura dos blogs que costumo frequentar. Aos poucos no entanto, tudo irá se normalizando.
A viagem, apesar de toda a tristeza que já dividi com vocês, foi muito boa. Me deixou revigorado e pronto pra enfrentar a batalha que me espera. Uma coisa no entanto me deixou muito triste. Em Belém comprei um caderno e uma caneta onde escrevi muito. Todo o diário das férias, muitos poemas, algumas letras de música e uma crônica. Parte eu publiquei, outra parte se perdeu num avião da Gol em Brasília. Bem feito para eu aprender a ter mais cuidado e não esquecer coisas de tanta importância em qualquer lugar.
O diário das férias, irei reescrever, assim como já fiz com o 5º dia, e, aos poucos vou publicando os capítulos que faltam. O resto não era pra ser. Agora é tomar uma banho, fazer a barba, almoçar e voltar ao trabalho.
DIÁRIO DE FÉRIAS - Rumo ao Interior - 5º dia
Quando o ônibus da Açailândia, Belém-Canaã, com quarenta minutos de atraso, finalmente entrou em movimento deixando a rodoviária, sem querer me peguei fazendo uma retrospectiva da minha vida deste último ano desde quando Júlia foi morar comigo até àquele momento quando eu a estava deixando com a mãe em Belém. Muitas imagens vieram à cabeça e, embora eu fingisse ler o "Caçador de Pipas", não conseguia assimilar uma linha sequer daquelas páginas, eu chorei. Chorei muito, chorei até ficar cansado e adormeci para os únicos trinta minutos de sono daquela angustiante viagem de treze horas que me separavam de Parauapebas, não o meu destino final, mas a cidade onde eu desceria. Me sentia como aquele cara da música de Djavan: "...sabe lé, o que é morrer de sede em frente ao mar?..." Quando acordei fui buscar forças no fundo da minha alma para me confortar com as sábias palavras de Richard Bach: "Não fique triste nas despedidas. Uma despedida é necessária antes de vocês poderem se encontrar outra vez. E se encontrar de novo, depois de momentos ou de vidas, é certo para os que são amigos." Difícil no entanto, é por em prática tal sabedoria. Contudo, imaginei que aquele forte abraço de Júlia, momentos antes quando a deixei na escola e me despedi dela, não foi o último, mas apenas o primeiro dos muitos que ainda iremos trocar. Me reconfortei um pouco, mas uma tristeza aguda foi minha companheira naquela longa viagem .
As horas se arrastavam naquele ônibus sacolejante e fiquei me amaldiçoando por ter economizado uns míseros reais e transformado uma viagem de cinquenta minutos em treze horas. Viva Santos Dumond que inventou o avião e vaia para mim que comprei passagem de ônibus.
Durante a viagem não me restou outra alternativa senão forçar a vista e me afundar na leitura para não ver o tempo passar. A belíssima história de "O Caçador de Pipas", no entanto muito triste, aliada ao meu estado fragilizado, por várias vezes fazia com que insistentes lágrimas salgassem a minha tez. Foi uma viagem iterminável. Quando a noite caiu, a luz de leitura com defeito, fez com que eu largasse o livro de lado e as horas demorassem mais ainda de passar. Quando de repente acontece o milagre. A meia-noite em ponto o maldito "buzu" pára na rodoviária de Parauapebas. E, é óbvio, meu compadre Zé Filho não estava lá me aguardando. Previsível demais. Conhecendo meu amigo, compadre e irmão José Filho desde fevereiro de 1976, não podia esperar nenhuma pontualidade por parte dele. Nem tudo estava perdido. Em frente à estação, um barzinho que me pareceu interessante. Atravessei a rua e sentei no bar. Não acreditei quando na mesa ao lado avistei minha amiga Rose. Foi uma festa danada. Em outra mesa estava Verena, com o seu namorido Vicente que até então eu não conhecia, apenas de fotos e nome. Logo em seguida Zé Filho chegou e com eles tomei o primeiro dos muitos copos de cerveja que ainda tomaria no interior do Pará.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
DIÁRIO DE FÉRIAS - Belém - 4º dia
Melhor seria dentro do carro
A raridade. Que lindo!
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
DIÁRIO DE FÉRIAS - Belém - 3º dia
A "ficha caiu"
Mas, se a sorte estiver ao seu lado, tudo conspirará a seu favor. Foi assim que quando íamos saindo para procurar outras escolas, cruzamos com Ruth no portão da saída. Paulo conversou com ela, explicou nossa situação e ela foi extremamente prestativa. Viu uma reserva que ainda não havia sido efetivada, pesquisou a confirmação e, como esta não chegou, encaixou Júlia na vaga. Ainda por cima, com a choradeira de Paulo, nos concedeu um desconto de 15%. Não poderia ter sido melhor. Saímos de lá ao meio-dia com a menina devidamente matriculada, já podendo começar a frequentar as aulas no dia seguinte.
O resto do dia foi destinado a esvaziar os bolsos e engrossar as pernas, ou seja, percorrer o comércio de Belém à procura de melhores preços de material, livros e fardamentos, todas as coisas necessárias pra que ela estivesse pronta no dia seguinte para o seu primeiro dia de aula em sua nova cidade: Belém do Pará.
sábado, 16 de fevereiro de 2008
JÚLIA
Os intermináveis questionamentos
Nas minhas leituras, as interrupções
E muitos outros aborrecimentos.
Faltará ar para os meus pulmões
Sem seu carinho e sua candura
Sem no meu sono os seus empurrões
Me levarem a dormir em cama dura
O ralo da pia entupido de cabelo,
Preparar o seu café e o seu almoço,
E a tarefa que trazia da escola?
Como viver longe disso tudo?
Onde esconder o profundo desgosto,
Que trago no meu peito agora?
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
BELÉM
Emana aromas do norte do Brasil
Lindas paisagens, praças arborizadas
É canto, olhares de todos os lugares
Mangal das Garças, beleza à beira rio
Doces lembranças comigo levarei
Outras paisagens gravei no coração
Pelas imagens é fácil conhecer
A alma nobre que este povo tem
Raras raízes que hão de florescer
Ávidas plantas do solo de Belém
DIÁRIO DE FÉRIAS - Belém - 2º Dia

SONETO NA CONTRA MÃO

As notas soavam tristes no violão
Palavras sem sabor compunham a letra
Da canção que o compositor tocava
domingo, 10 de fevereiro de 2008
O FUMANTE DA SACADA
Seria até engraçado se não fosse uma história
real!
FÉRIAS
Tristeza, desgosto, quimera, desilusão.
Arrumar as malas pra encontrar com ela
Atravessar o corredor, para a própria execução.
DOR
É maior que este avião
Maior que o mar de nuvens
Que miro da minha janela
Ultrapassa os limites dos campos
Que observo sem fronteiras
Como formigas, casas que parecem
Nunca acabarem na imensidão
Uma dor que me faz
Menor do que eu mesmo
Ainda menor do que pareço ser
A dor de quem entrega a vida
Nas mãos desse carrasco impiedoso
Que se chama destino, fazendo-me morrer
sábado, 9 de fevereiro de 2008
O COMEÇO DAS FÉRIAS - Belém-Pa

Área externa da Estação das Docas
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
RESIGNAÇÃO
Tenho a clara impressão
de que nunca escaparei das pessoas:
as que odeio,
as que amo,
as outras.
Restam em mim
(como uma crosta):
sinais,
cicatrizes
idiossincrasias.
Mesmo que me ignorem,
mesmo que a cabeça teime
com a sua razão inconsútil,
mesmo que me esqueçam,
eu não esqueço ninguém.
Caminho sempre
entre muitas diferentes sombras
e a paisagem não tem cura.
| 12-Resignação.mp3 |
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
A CARTA DO BLOG - Férias e Retrospectiva!

No próximo dia 09 de fevereiro entrarei de férias e farei uma longa viagem para o Norte do país. Férias merecidas, sem dúvida, já que tenho aproximadamente cinco anos sem descansar mais que cinco dias, o equivalente a um feriadão tipo os que tivemos agora nos últimos natal, reveillon e neste carnaval que, até agora pra mim, só serviu mesmo pra descanso. Fiquei em casa, cozinhei, fui à praia e, é claro, tomei algumas. Com isso, há dias estou envolto no meio de muito trabalho já que o meu setor na empresa não estava bem preparado para vinte e cinco dias de ausência minha. Então é aquela coisa de deixar tudo redondinho e as pessoas orientadas o que me fez trabalhar dobrado, e, mesmo assim, algo me diz que ainda vou encontrar muita coisa a ser feita na volta, além dos meus afazeres normais e diários. Sendo assim, nesses últimos dias já fiquei um pouco ausente, principalmente da leitura de meus blogs favoritos, o meu ainda vinha tentando manter um pouco atualizado, e meus blogueiros preferidos devem ter estranhado um pouco a diminuição do meu número de comentários e contatos.
Enquanto estiver ausente, será difícil pra mim manter em dia a produção aqui, mas não irei me ausentar totalmente. Estarei com frequência visitando a minha caixa de e-mails, publicando os comentários e sempre que puder, lendo as "viagens" de meus colegas blogueiros. Então, tive a idéia de imitar Claudia Lis, do Lis'Upgrade. Farei uma retrospectiva do Meu Blog, no intuito de trazer para os posts mais antigos, pessoas que atualmente visitam com frequência estas páginas, interagem comigo através dos comentários e que demonstram até gostar do que lêem. Tem louco pra tudo nessa vida! Espero que Claudia não se aborreça, não lhe pedi permissão, mas já avisei que tinha esta intenção.
Antes porém, quero falar um pouco sobre as minhas férias e o principal motivo de tê-las tirado agora e escolhido o Norte, mais precisamente o Pará, para passa-las. Estou me preparando para esta viagem, como o criminoso se prepara no corredor da morte para o dia da sua execução. Muito já chorei por causa dela e, com a proximidade desta data, cada vez mais a ficha vai caindo e me de deixando ciente que, vou passar a viver muito longe da pessoa que mais amo nessa vida, minha filha Júlia. Morando comigo a a um ano, eu já estava me acostumando a tê-la sempre por perto, com seus questionamentos intermináveis, sua alegria e o seu carinho. Uma parceira, uma grande amiga. Me ajuda nas tarefas de casa, enche de luz os meus dias, mas infelizmente vai morar com a mãe em Belém. Separado a cinco anos da sua mãe, nunca deixei de estar sempre muito perto dela, mesmo antes de ela vir morar aqui. Então vocês devem imaginar o quanto difícil pra mim, será essa separação. Conto com o poder dessa rede, com o MSN e outros recursos, para amenizarem os dois mil kilômetros que vão nos separar a partir de fevereiro.
Chegando em Belém, será a hora de ajeitar sua vida por lá. Junto com sua mãe Cynthia, natural daquela cidade, vamos tomar as devidas providências para deixá-la bem acomodada. Escolher sua escola, efetuar a matrícula, comprar o material e fardamento, contratar o transporte escolar. Quero também ver de perto onde ela vai morar, ter mais alguns dias ao seu lado, na tentativa de deixar claro pra ela que isto é uma fase e que, com certeza Deus irá nos mostrar na frente o caminho, onde novamente estaremos juntos para trilhá-lo. No entanto, embora o sofrimento seja incalculável, voltarei de lá tranquilo, na certeza que estará cercada por pessoas que a amam e que só querem o seu bem. Não posso deixar de citar aqui, a mãe maravilhosa que é a minha amiga Cynthia, que, com certeza, fará de tudo, na medida do possível, pra me fazer participar, mesmo de longe, da vida e evolução da nossa querida filha.
Como nem tudo é tristeza, também vou aproveitar pra fazer um pouco de turismo em Belém. Conhecer melhor a cidade já que, a única vez que fui lá, foi muito corrido e não deu pra muita coisa. O que mais estou ansioso, é pelo dia que passarei no Ver o Peso e pesquisarei ainda mais sobre os sabores e segredos da culinária local, que sempre dão uma ótima referência da cultura de um povo. Depois, vou descer para o sul do estado, a doze horas da capital, para Canaã dos Carajás. Lá, passarei alguns dias com o meu grande amigo, irmão e compadre Zé Filho. Funcionário da Companhia Vale do Rio Doce, há muito Zé foi transferido pra lá. Desde então, nos vimos muito poucas vezes. Apenas em algumas das suas poucas visitas à Bahia, quando deu pra conciliar nosso encontro. Minha afilhada Jade, sua primogênita, que saudade, já está virando uma mulher e, não fosse pelas fotos que eles me mandam, teria eu ainda na cabeça, a imagem daquela menina de uns cinco anos que vi partir. Conhecer seus outros irmãos, os gêmeos Igor e Hugo, que só vi no berço com poucos dias de nascidos. Pelas notícias que tenho, são duas espoletas. Como se diz na Bahia, dois meninos retados. Com certeza vou matar as saudades da minha comadre Jane, das nossas conversas da madrugada na mesa da cozinha, onde quase sempre, enquanto Zé trabalhava madugrada a dentro na mina de ouro em Teofilândia-Ba, "picávamos o pau" nele e nas suas loucuras. Bons tempos aqueles. E os churrascos que fazíamos? Espero que dê pra matar um pouco de tanta saudade.
Lá perto, em Parauapebas, tenho também os queridos amigos, Cícero, Aninha e Verena, a quem também vou fazer uma visitinha. Estes, vi a menos tempo já que Cícero e Ana vieram no Natal e Verena no São João passado. Enfim, no meio de tanta tristeza, só mesmo os amigos para nos trazerem alento, alegria e conforto.
Voltando a falar sobre o blog, nestes dias de ausência, gostaria de saber que meus resignados leitores, continuam passeando por aqui. É por isso que farei esta retrospectiva, deixando links pra post anteriores, como uma forma de fazer que o meu blog, não se sinta abandonado, deixado de lado. Tais links, como os leitores já devem ter percebidos em todos os links aqui, estarão sempre grifados e na cor vermelha. Quando comecei a escrevê-lo não podia imaginar onde ele ía dar. Queria falar sobre tudo, minha vida, minha vontade de ser poeta, experiências de vida, minhas opiniões, crônicas e qualquer outra coisa que viesse à cabeça. Assim, contei muita coisa que vivi. Como as viagens loucas que fiz a Olinda, capítulos I e II e São Paulo, I, II, III, IV, V e Correção. O inicío de minhas experiências profissionais e de uma amizade de vida com meu compadre, amigo e irmão, Ray Vianna, contadas na série Ilha do Pirata, I, II, III, IV, V, VI e VII. Eu, que nunca havia escrito um poema antes, pelo menos não sem ter como muleta a base de uma melodia e, depois de mais de quinze anos sem escrever, publiquei aqui o primeiro deles: Saudade. Daí em diante me arrisquei mais e fiz um bocado de bobagens que agrupei no marcador Poemas. Tem alguns que eu até gosto.
Fiz também outras viagens. Gosto muito das crônicas, Reservado Para Idosos, Gestantes e Deficientes, As Voltas Que o Mundo Dá e Quando o Destino quer..., gosto também dos cordéis. Emiti opiniões sobre assuntos diversos, cidades, política, acidentes, literatura, turismo, dentre outros assuntos. Contei as histórias de como comecei a cozinhar, quando saí da casa de meus pais pra morar em Salvador e outras aventuras. Lavei roupa suja de família com meu irmão Edmundo, I, II, III e IV, lavagem essa interrompida porque ele parou com o blog para dedicar-se a escrita de um livro, enfim, de tudo um pouco coloquei aqui. Ou melhor, ainda pra ser mais exato. Coloquei aqui um pouco da minha vida e é ela que divido com vocês a cada post. Nada daqui existiria se não fosse pelos meus grandes amigos, pelos meus ídolos, aqui incluído todos os blogueiros que leio quase que diariamente e que, em sua maioria encontram-se aqui linkados, outros com certeza virão, pelos corajosos e pacientes leitores e se não fosse pelas minhas viagens em cima das outras viagens que leio, ouço e assisto.
Na esperança de voltar logo e de até poder dar uma publicadazinha nas férias, deixo um grande beijo para todos!
Adriano Carôso
sábado, 2 de fevereiro de 2008
O FUNCIONÁRIO
Por trás das luminárias da seção,
O dia faz-se escuro e carregado;
Mesmo que o sol derrame esta manhã,
Faz chuva na alma vã do funcionário.
Além da cantilena maquinal,
Um silêncio voraz e caudaloso:
É que de tanto ouvi-la, o funcionário
Já traz o tino ausente na alma mouca.
Mas nem tudo foi sempre cinza e chumbo:
Bem antes desses dias houve algum
Em que tivera ofício bem mais caro.
Nem pra sempre a escureza do silêncio:
Num tempo, além talvez do vero tempo,
Escreverá poesia o funcionário.
FICHA TÉCNICA
Márcio Valverde: Voz e violão
Júnior Figueiredo: Violão de Aço
| 07-O Funcionário.m... |
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
VINHO
Aquela hora que desmoronou
Épilogo pareceu pra você
Rápido o semblante desabou.
Comigo era o contrário,
Início, tudo de bom,
Aquilo que a incomodou.
Somos uma grande promessa,
O horizonte que desponta.
Uma via quase expressa
Zona desconhecida nos afronta
Ainda que desconexa
De certo entenderia
Aquele poema outra vez
Se tivesse ido ao centro
Imaginado as leituras
Lidas por mim no momento
Vivido à sua procura
Aí saberia o que sinto.
PÉTALAS

Hoje, em pleno carnaval de Salvador, pus pra tocar no cd do carro um dos discos de MP3 que gosto de fazer. São a maior mistura. Músicas de todos os estilos, de diversos compositores e intérpretes, com um único ponto em comum. São músicas que eu gosto muito. Pra mim, parece uma FM que só toca música boa. Como um MP3 cabe uma média de quase 200 músicas, nunca decoro o que tem ali e sempre é uma surpresa a próxima canção. Ainda assim, ponho pra tocar no modo aleatório. Hoje quando tocou essa canção, que por sinal não ouvia há muito tempo, lembrei de Nanda Nascimento, Carol Barcelos, Jacinta Dantas e aí pensei: se eu tivesse tal talento pra escrever uma coisa dessas, dedicaria este poema àquelas meninas. À Dália Rosada, à Rosa de Cristal e à Florescer. Três blogs floridos como esta canção. Por isso, "...só serei flor quando tu flores o verão."
Pétalas
(Herbert Azul/Alceu Valença)
As borboletas voam sobre o meu jardim
São cores vivas, pousam sobre as "onze horas"
Nas rosas claras, violetas e jasmins
Um beija-flor traindo a rosa amarela
Beijou a bela margarida infiel
Papoula e dália estão cravadas de ciúmes
E o beija-flor beijando flores a granel
Pétalas, asas amareladas
Pétalas, espinho seco
Folha, flor, lagarta,
Pétalas
As flores voam e voltam n'outra estação
Só serei flor quando tu flores o verão
JÁ É CARNAVAL CIDADE!

Hoje(ontem) me dei conta do início da festa ao sair do trabalho pra casa e ver a imensa quantidade de pessoas vestidas com seus abadás a caminho da Barra, onde o pau quebra até a quarta-feira de cinzas. Não sinto a menor inveja mas admiro a disposição dessa turma. Vejo também a cidade abarrotada de turistas que enlouquecem nos dias da festa e quase sempre voltam nos anos seguintes. Tudo isso é muito bom. A cidade fica com uma cara ótima, alegre, bonita e convidativa. Talvez até eu me arrisque um dia. Um amigo me prometeu dois camarotes boca livre pra segunda-feira. Se rolar quem sabe eu vá. Senão, não faltarão amigos se esbofeteando por eles.
Quero mesmo é aproveitar pra pegar uma praia se São Pedro deixar. Começou a chover torrencialmente e pelo visto o tempo não vai abrir tão cedo. Aproveito também pra lembrar: não esqueçam da camisinha.
Chame Gente
Ah!, imagina só
Que loucura essa mistura
Alegria, alegria é o estado
Que chamamos Bahia
De Todos os Santos, encantos e Axé,
Sagrado e profano o baiano é carnaval
Do corredor da história,
Vitória, Lapinha, Caminho de Areia
Pelas vias, pelas veias, escorre o sangue e o vinho,
Pelo mangue e o Pelourinho
A pé ou de caminhão não pode faltar a fé,
O carnaval vai passar
Da Sé ao Campo-Grande
Somos os Filhos de Gandhi, de Dodô e Osmar
Por isso chame, chame, chame, chame gente
Que a gente se completa enchendo de alegria
A praça e o poeta
É um verdadeiro enxame, chame chame gente
Que a gente se completa enchendo de alegria
A praça e o poeta !











































