terça-feira, 27 de janeiro de 2009
É TÃO BOM!
O poder dos sentimentos e das expressões
Da música, da poesia e do amor.
É impressionante o poder da flora,
Florindo os corações e as plantações,
Trazendo no vento o cheiro da flor.
Cheiro que vem de longe,
Mas, mesmo assim nos invade.
Traduz a palavra saudade,
E deixa o corpo aberto.
Vento que nunca esconde,
Que fala sempre a verdade,
E com simplicidade
Mostra que o longe está perto.
Marcado por uma música,
Marcado por um poema,
O turbilhão deste som.
Marcado pelo destino,
Marcado pelo desejo,
E, tudo isso "É tão bom!"
“PEGA NO TOMBA” – Fazendo Novos Amigos

Às 4:30hs da manhã na praça da concentração
É Tão Bom
(Luiz Caldas)
É tão bom
Quando a gente se entrega a beleza
Se sente em total realeza
Com a natureza e o amor...
Fazer novos amigos é uma beleza. Para isto, é preciso estar de peito aberto, livre de preconceitos e, às vezes, se meter em aventuras inenarráveis. Contudo, corajoso que sou, vou tentar narrar a viagem que fiz em 26 de agosto de 2007, para um vilarejo por nome Pedras Altas. Era a Festa do Vaqueiro que se realiza todo ano, da qual quase nada vi, já que no ponto alto da festa, dormia profundamente no passeio interno da casa onde fizemos nosso ponto de apoio e, provavelmente, roncava muito, rodeado por uma infinidade de garrafas de cervejas vazias, que a turma pôs ao meu lado de sacanagem, para fotografar e filmar meu vexame.
O convite partiu de Erenilson, um colega de trabalho cuja família mora em Feira de Santana, no bairro do Tomba. Seus pais são de Pedras Altas e até hoje mantêm uma casa na cidade que fica a aproximadamente 280km de Salvador e 170km de Feira. A estrada é a mesma que leva à Juazeiro da Bahia, fronteira com Petrolina-Pe, onde morei dos 05 aos 07 anos. Não lembrava quase nada da região mesmo tendo passado por lá na época que trabalhei viajando com bandas de forró e desbravei todo o interior da Bahia. Desta forma, pouco se conhece de onde se passa. Fazia muito tempo Erenilson insistia na minha ida. Resolvi aceitar o convite. A coisa funciona da seguinte forma. Um grupo de aproximadamente trinta amigos faz a vaquinha para bancar a viagem. Aluguel de ônibus, carne para o churrasco, um panelão de feijoada, a cerveja e o gelo. Tudo com muita fartura. Uma pechincha, tudo isto por R$ 30,00 para cada um.
Saí de Salvador de buzu no sábado, 25/08, descendo em Feira de Santana por volta das 10:40hs. Erenilson já me esperava na rodoviária com dois amigos, Feitosa e Dõe. De lá, fomos direto ao Centro de Abastecimento da cidade. Não sei se já comentei por aqui, mas adoro feiras, mercados, etc. É uma forma muito gostosa de interagir com o povo e a cultura de cada lugar. Primeiro paramos na barraca de Tia Nita. Uma velhinha de pelo menos 85 anos que, a cada garrafa que serve ao freguês surrupia um copinho e bebe com cara de imenso prazer, uma figura. Passeamos pelo Centro parando de bar em bar até chegar a um box-restaurante, onde degustamos um maravilhoso carneiro guarnecido com cuscuz de milho. De lá para o Tomba, continuando a via crucis pelos bares do bairro, até parar na mesa de sinuca onde o viciado Erenilson tratou de garantir nossas geladas através das tacadas certeiras, Aquela altura, não sei como ele conseguia jogar, já que o copo não deu conta de manter em pé. Animado pelas vitórias e pelos efeitos do álcool, derrubou-o no chão. Lembrei um e-mail de humor negro que certa feita recebi, onde dizia que era melhor ter mal de Alzeimer que de Parkison, haja vista ser melhor esquecer de pagar a conta que derrubar a cerveja. Erenilson concorda plenamente. Jantamos uma rabada em outro barzinho e fomos pra casa descansar os esqueletos para a jornada do dia seguinte.
Foi então que tive uma visão assustadora. Pensei que havia morrido e chegado ao inferno onde o Capeta me ordenou o pior dos castigos. Eram 4hs da manhã quando levantei ainda tonto e baratinado pelo sono. Ouvi uma zoada estranha, fiquei angustiado naquele escuro, num lugar que nunca havia visto antes. Levou um certo tempo até descobrir onde estava e que a tal zoada era, na verdade, o chuveiro onde Erenilson tomava seu banho. Quase corri desesperado quando a figura saiu nu do banheiro. Uma visão de terror, digna de haloween. Nervos abrandados, banhei-me também, vesti a roupa e saímos às 4:30hs para a concentração da viagem. Primeiros fomos a casa de Miguel, o tesoureiro, cozinheiro e churrasqueiro da turma e único abstêmio. Lá fizemos o desjejum com um delicioso e forte caldo de feijão. Aprovei o cozinheiro na hora. Lá também se encontrava o imenso isopor abastecido de gelo e latinhas. Era o único lugar seguro para guardá-lo. O resto da turma daria uma baixa com certeza em tão precioso conteúdo. Ajudamos Miguel a levar os bagulhos para a praça. Nesta altura o ônibus já nos esperava. Começaram a chegar os amigos do meu amigo. Alguns eu já havia conhecido no dia anterior, outros estava vendo pela primeira vez ali mesmo. Sei que não lembrarei todos os nomes, mas vamos tentar: Guaxinim, Tenente Pão Com Bufa, Feitosa, João Caruru, Caetano, Zé Braz, Tonho, Nêgo, Hugo, Tião e o filho Adriano, Júnior e o filho Felipe, Zé Pernambuco, Correia, Biro Biro, Paulo, Neto, Professor Embola Roda, Chico de Amália(…”Eu vou pra Maracangalha…”) e tantos outros cuja amnésia alcóolica não me permite lembrar. Desculpem àqueles que ficaram fora desta lista podem crer que estão no coração. Feitosa, de sacanagem, trouxe um coco gelado cujo conteúdo era 10% de água e o restante de cachaça. Saiu oferecendo a todos e alguns, uns desavisados como eu, outros por puro prazer, aceitaram a oferta e sofreram mais tarde as devidas consequências.

Na volta pra casa, o churrasco já rola a pleno vapor assim como a feijoada. A fartura é tanta que além de toda a excursão, várias pessoas da cidade e parentes dos anfitriões, filam a bóia na casa pequena, cujo coração não caberia neste texto de tão grande que é. É óbvio que depois de toda esta esbórnia, muitos, assim como eu, tiram sua madorninha depois do almoço. Estes sofrem nas lentes das máquinas e do câmera-man, especialmente contratado para registrar a viagem. Uma vez acordados, outro banho no Itapicurumirim renova todas as energias para a jornada da volta.
Foi uma delícia participar deste grupo, conhecer aquelas pessoas. Se Deus me der vida e saúde, quero voltar no próximo ano(e voltei, mais uma vez foi maravilhoso). Pois, se por acaso seu carro não pegar, bote no tombo. Se mesmo assim não der, passe no Tomba que ele pega.
Vaquinha: Reunião de dinheiro dado por diversos amigos com a finalidade de suprir alguma despesa.
Buzu: Ônibus.
Cuscuz: Espécie de bolo feito de fubá de milho com sal e liga de goma de tapioca cozido no vapor. Totalmente diferente do que se chama de cuscuz no sudoeste e sul do país.
Bagulhos: tralhas, bagagem.
Cozinha: Fundo do ônibus.
Amabilidades: Excluído o significado formal, forma irônica de ofensas.
Rango: Comida.
Madorninha: Cochilo
Filar a bóia: Comer de graça.
Pegar no Tombo: Botar o carro para pegar ao ser empurrado ao tempo em que solta-se a embreagem e acelera-se. Algumas regiões falam "pegar no tranco".
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
A JANELA

Sonhando com ela
Vi na janela um beija-flor
Mandei um beijo por ele
Para que sentisse a pele
Cheirosa do meu amor
Uma noite
Sonhando profundo
Vi na janela um mundo
Mandei o mundo pra ela
Pra que da sua janela
Visse um mundo de amor
Uma noite
Sonhando com sentimentos
Vi na janela o momento
Que ela vinha pra mim
Mandei meu amor pra ela
Pra que da sua janela
Visse um amor sem fim
sábado, 17 de janeiro de 2009
VALE A PENA
Quarenta na frente do espelho
Mais dez penteando o cabelo
Amaciante no pé
Não fico com raiva ou vermelho
Escutem o meu conselho
Vale a pena esperar essa mulher
E o tempo que troca vestidos?
Demora escolhendo sapatos
Tiaras e brincos, é fato!
Não usa um batom qualquer
Não fico com impaciência
É doce a experiência
Vale a pena esperar essa mulher
É uma vida esperando
As horas que seguem passando
E o tempo que nunca se finda
Mas eu fico resignado
Pois já estou acostumado
E ela sempre chega linda
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
HÁ VÁRIAS MANEIRAS DE SE DIZER A MESMA COISA
Poema da Foda
Neste Brasil tão imenso
Quando chega o verão,
Não há um ser humano
Que não fique com tesão.
É uma terra safada,
Um paraíso perdido.
Onde todo mundo fode,
Onde todo mundo é fodido.
Fodem moscas e mosquitos,
Fodem aranha e escorpião,
Fodem pulgas e carrapatos,
Fodem empregadas com patrão.
Os brancos fodem os negros.
Com grande consentimento,
Os noivos fodem as noivas
Muito antes do casamento.
Coronel fode Tenente,
General fode Capitão.
E o presidente da República
Vive fodendo a nação.
Os freis fodem as freiras,
O padre fode o sacristão,
Até na igreja de crente
O pastor fode o irmão.
Todos fodem neste mundo
Num capricho derradeiro.
E o canalha do dentista
Fode a mulher do padeiro.
Parece que a natureza
Vem a todos nos dizer,
Que vivemos neste mundo
Somente para foder.
E você, meu nobre amigo
Que agora está a se entreter,
Se não gostou da poesia
Levante e vá se foder
(Autor Desconhecido)
Também pudera, se fosse conhecido, tava fodido.
Isso foi o que recibi no e-mail. Agora a música.
Façamos (Vamos Amar)
Cole Porter - Versão: Carlos Renó
Os cidadãos no Japão fazem
Lá na China um bilhão fazem
Façamos vamos amar
Os espanhóis, os lapões fazem
Lituanos e letões fazem
Façamos vamos amar
Os alemães em Berlim fazem
E também lá em Bhon
Em Bombaim fazem
Os hindus acham bom
Nisseis, níqueis e sansseis fazem
Lá em São Francisco muitos gays fazem
Façamos vamos amar
Os rouxinóis, os saraus fazem
Picantes pica-paus fazem
Façamos vamos amar
Os uirapurus no Pará fazem
Tico-ticos no fubá fazem
Façamos vamos amar
Chinfrins, galinhas afim fazem
E jamais dizem não
Corujas sim fazem, sábias como elas são
Muitos perus todos nus fazem
Gaviões, pavões e urubus fazem
Façamos vamos amar
Dourados no Solimões fazem
Camarões em Camarões fazem
Façamos vamos amar
Piranhas só por fazer fazem
Namorados por prazer fazem
Façamos vamos amar
Peixes elétricos bem fazem
Entre beijos e choques
Cações também fazem
Sem falar nos hadoques
Salmões no sal em geral fazem
Bacalhaus no mar em
Portugal fazem
Façamos vamos amar
Libélulas em bambus fazem
Centopéias sem tabus fazem
Façamos vamos amar
Os louva-deuses com fé fazem
Dizem que bichos de pé fazem
Façamos vamos amar
As taturanas também fazem
Um ardor em comum
Grilos meu bem fazem
E sem grilo nenhum
Com seus ferrões os zangões fazem
Pulgas em calcinhas e calções fazem
Façamos vamos amar
Tamanduás e tatus fazem
Corajosos cangurus fazem
Façamos vamos amar
Coelhos só e tão só fazem
Macaquinhos no cipó fazem
Façamos vamos amar
Gatinhas com seus gatões fazem
Tantos gritos de ais
Os garanhões fazem
Estes fazem demais
Leões ao léu, são do céu, fazem
Ursos lambuzando-se no mel fazem
Façamos vamos amar
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
A VOLTA
Michel e Gilson Mendonça


Distribuindo os presentes, satisfação total, curtindo no seio da família, dos nossos queridos entes, a beleza do natal. Isso foi tudo de bom, assim como o reveillon e o início do novo ano, que pro coração humano, é uma nova esperança. E isso não se traduz,

Criança que lê um livro, ganhado de Papai Noel, na rede da casa de amigos, sugando o saber do papel. Papel que nos traz a lembrança, de tudo que fomos, somos e seremos um dia. Papel que desfaz a distância que nunca se venceria, com nossas pernas cansadas, palmas de pés calejadas de torpor e sofrimento. Criança que é a estrada mais curta para o firmamento.
Criança que nos leva, a visitar os amigos, ver a margem do São Francisco em tão boa companhia. Banhar-nos nas águas do rio, e sentir o arrepio de tamanha alegria. De comer um peixe frito, pescado naquelas águas aonde o mundo deságua, sofrimento e agonias. De beijar sem preconceito, um amigo verdadeiro, que trago dentro do peito e que transformo em canção. Beijar meu negão favorito, beijar o meu grande irmão.







terça-feira, 13 de janeiro de 2009
LONGE DELA

Singraria o oceano
Pra descobrir d'outro lado
Um amor, um sentimento
Para viver cada momento
Que a vida pudesse me dar
Se eu soubesse cantar
Cantaria uma elegia
Que traduzisse em palavras
O que não consigo falar
Porque uma simples imagem
Não traduz toda a viagem
Que busco no fundo do mar
"Vida, vento, vela,
Vela, vida, vento"
Nunca apague este momento
Nem me deixe longe dela