
Ana
Everton
Jacinta
Mary
Regina

Qual o menino que nunca se apaixonou por uma professora? Que nunca teve sonhos com a tia do pré, desejos proibidos no banheiro pela pró do primário ou sonhos eróticos com a gostosa de Geografia do colegial? Eu. Talvez porque, assim como as empregadas lá de casa(é comum ouvirmos casos de meninos que comeram as empregadas das suas casas) nunca, pelo menos nesta fase, tinha tido uma professora que me despertasse atenção. Admiração sim, e muita, mas paixão nunca.
Cenário do Programa Bahia 50 Graus da TV Record. Transmitido Ao Vivo de Salvador em Janeiro 2003
Não que João tenha feito algo pra me separar de Ray, é bom esclarecer bem este fato. É que suas idéias e um pequeno incidente num trabalho que fizemos juntos, com certeza ajudaram meu compadre a tomar a decisão de acabar nossa parceria.
Passamos semanas no sítio de João e tivemos sérios problemas com o contratante que estava dando trabalho para pagar as parcelas acordadas no contrato. Isto deixou-nos com os nervos a flor da pele e numa noite, durante um balanço financeiro, João disse achar que na comissão, eu estava ganhando demais. Pensava ele que eu, assim como todos os outros deveria ter um cachê específico previamente acordado. Ray concordou e falou que precisávamos revisar nosso acerto. Imediatamente fui contra. Não achava justo ele concordar , e não acho até hoje. Sei da importância da minha colaboração e para mim aquilo era uma desvalorização ao meu trabalho que jamais poderia aceitar. Os tons até se alteraram um pouco mas logo contornamos a situação. A verdade é que naquela mesa, meu destino profissional começou a mudar. Concluído aquele trabalho, um mês depois Ray dissolveu a nossa parceria, mas nunca a nossa amizade.
Sei que este não era o momento, mas já que João entrou na história, resolvi completar a informação. Voltemos pra Porto Seguro de onde não deveríamos ter saído.
Enquanto a equipe trabalhava sem descanso em Salvador, voltei sozinho a Porto para tomar umas providências necessárias a nossa chegada com a equipe e o material. Alugar uma casa para hospedar a galera, contratar secretária para fazer café da manhã, janta e lavar a roupa do pessoal, combinar com a equipe da ilha como seria a montagem e permanência do material por lá, contratar um barco para o nosso deslocamento diário pra ilha bem como o transporte do material e equipamentos, acertar o fornecimento de almoço durante a montagem, pesquisar o comércio local e essas coisas de produção. Tudo resolvido voltei para Salvador me reintegrando à turma até estar tudo pronto para o embarque final.
Eu, Carlinhos e Renato fomos de carro, se não me falha a memória em 20 de setembro de 2001. Saímos cedo e entramos
Durante os trinta e três dias que duraram a montagem, eu e a equipe íamos cedinho pra ilha. Estacionava meu carro no cais e ía de barco com a turma. Quando precisava de qualquer coisa, pegava a lanchinha que era de propriedade da ilha e ía pra cidade comprar. Quando o almoço chegava também atravessava o mar para ir buscar no continente. De tanto que rodei lá dentro, acabei conhecendo a cidade melhor do que muito morador. Costumava até brincar que já poderia ser motorista de taxi por lá. Só não conheci praia e pontos turísticos, mas o centro, a periferia e todo o comércio, virei de cabeça pra baixo.
Aqui abro um parêntese para falar da Ilha. Que lugar maravilhoso. Uma ilha temática, cheia de aquários imensos, com peixes de diversas espécies, tubarões, arraias e tantos outros. Na verdade, uma multi-casa de shows. Lá tinha festas todas as terças e eu, como bom noctívago, não perdi uma sequer. Lá existem vários ambientes. Um espaço para forró, outro para MPB, o meu preferido, uma boate, bares, restaurantes, lojinhas de souvenirs e um palco central para grandes shows. A noite, quando iluminada, principalmente os aquários, ficava deslumbrante. Nos dias de show a ilha enchia de turistas que muitas vezes se excediam. Era comum na manhã seguinte, encontrarmos camisinhas usadas e pontas de cigarro de maconha pela chão. Nunca vi tantas mulheres bonitas reunidas num mesmo lugar como naquelas noites de terça.
Faltando umas duas semanas para inauguração, eu estava junto de Ray quando o celular dele tocou. Vi que ele estava explicando para o interlocutor estar ocupado no momento por causa do trabalho


Minha querida amiga Ana Casanova do blog Anavision, me presenteou com mais este mimo o Prêmio Dardos. Ele tem um significado especial e, se aceito, deve-se linkar a pessoa que o presenteou e oferecê-lo a mais quinze pessoas que na sua maneira de ver o mereçam. Quanto ao link, este já existe aqui há muito tempo. Afinal o Anavision é um dos meus blogs favoritos. O significado: "Reconhecer os valores que cada blogueiro mostra a cada dia, seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. Em suma, demonstra sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras...".
Guta, a Copilouca.
*Rosca: Na Bahia, o nome do drink que todo mundo chama de caipirinha, é diferenciado pelo tipo de bebida com que é feito. Caipirinha se feito com cachaça, Caipiríssima se feito com rum e caipirosca se feito com vodca. Normalmente a fruta usada é o limão. O nome rosca, é uma abreviação e o sabor, ou a fruta, é ao gosto do freguês.
*Cases - Estojo onde se guardam instrumentos ou equipamentos. A pronúncia é algo como queises.
Publicado em 12 de abril de 2007 no marcador textosQue parca poesia me revela
Torpor a atiçar fortes açoites
Mesmo tendo eu criado ela
Nas insones e infindáveis noites
Se minh'alma de poeta está morta
E o breu da insegurança já me corta
E ninguém está ligando pro que digo
O amor de Lai enfim me mostre o norte
Pra conquistar aquilo que eu sigo?
Publicado em 15 de abril de 2007 no marcador Textos
Retiro Tudo Que Disse
(Rudney Monteiro/Jorge Magalhães/Edmundo Carôso)