<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513</id><updated>2012-01-27T09:24:55.824-03:00</updated><category term='Mensagens'/><category term='Informativo'/><category term='Memes'/><category term='O Barqueiro e o Poeta'/><category term='Crônicas'/><category term='parcerias'/><category term='Posso Ajudar?'/><category term='Outras Viagens'/><category term='Republicações'/><category term='Esclarecimentos'/><category term='Turismo'/><category term='Poemas de Zé Ribeiro'/><category term='Introdução'/><category term='O Caminho de Volta'/><category term='Elucubrações'/><category term='Textos'/><category term='Música'/><category term='Culinária'/><category term='Da vida'/><category term='Opiniões'/><category term='Frases'/><category term='regionalismo'/><category term='Cordel'/><category term='Futebol'/><category term='Poemas'/><category term='Contos'/><category term='Minha vida'/><category term='Selos'/><title type='text'>Adriano Carôso</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Adriano Carôso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00226567887351660453</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>359</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-3489577163392833269</id><published>2010-05-19T06:56:00.003-03:00</published><updated>2010-05-19T07:04:10.760-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>ESPERANDO POR ELA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/S_O3XjMowmI/AAAAAAAABSo/QgIjWzxCOLQ/s1600/feto.png"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 200px; height: 163px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/S_O3XjMowmI/AAAAAAAABSo/QgIjWzxCOLQ/s200/feto.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472919587398402658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ela vem vindo, amada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ela vem vindo, faceira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ela vem vindo, bonita&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ela vem vindo, menina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ela vem vindo, saudável&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ela vem vindo, a luz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ela vem vindo, pra nós&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ela vem vindo, divina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ela vem vindo, em mim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ela vem vindo, em ti&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ela vem vindo, canção&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ela vem vindo, criança&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ela vem vindo. mulher&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ela vem vindo, poema&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ela vem vindo do ventre&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Onde pra nós ela dança.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-3489577163392833269?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/3489577163392833269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=3489577163392833269&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/3489577163392833269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/3489577163392833269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2010/05/esperando-por-ela.html' title='ESPERANDO POR ELA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/S_O3XjMowmI/AAAAAAAABSo/QgIjWzxCOLQ/s72-c/feto.png' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-1453440447917562700</id><published>2009-10-04T12:58:00.002-03:00</published><updated>2009-10-04T13:12:18.761-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Caminho de Volta'/><title type='text'>O CAMINHO DE VOLTA</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Continuação. Para ler o capítulo anterior clique &lt;a style="color: rgb(255, 0, 0);" href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/09/o-caminho-de-volta_27.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPÍTULO 10&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foram horas e horas de muito papo até os velhos amigos botarem as estórias em dia. Marcolino quis saber todos os detalhes da vinda de Antonio, ou melhor Joca, para Minuano. Não teve muito sucesso. Segundo Juca, o homem vivia praticamente em retiro, tinha pouco convívio social, e raramente vinha a cidade. O que se sabia ao certo é que mantinha estreita amizade com Padre Hermínio o amado pároco do lugar, que há anos comandava a paróquia da cidade. Foi justamente como sacristão da igreja, que José Carlos começara sua vida em Minuano. Atualmente tomava conta da fazenda do padre localizada há dois quilômetros da sede do distrito Passaredo e era ajudado por um dos seus cinco filhos, o mais velho, Zequinha. Quando chegou à cidade, a princípio sozinho, nos últimos meses do ano de 1972, tinha um aspecto muito diferente do homem que três anos antes tivera lá comprando a garota. Usava uma farta barba e cabelos compridos. Quando o vira pela primeira vez na igreja, Juca logo desconfiou que o conhecia de algum lugar, mas não conseguia lembrar exatamente de onde. Muito tempo se passou e nada de Bigodão lembrar de onde já vira aquele semblante. Mais ou menos um ano depois da chegada de Joca ao local, depois da missa matinal de domingo, Juca se aproximou do rapaz e o interpelou:&lt;br /&gt;-Joca, há muito que quero te perguntar uma coisa. Tenho a clara impressão de já ter lhe visto antes, mas não consigo lembrar de onde.&lt;br /&gt;-Com certeza o senhor nunca me viu. Sempre morei na Bahia na cidade onde Pe Hermínio morava e era sacristão da igreja dele por lá. Depois de muitos convites resolvi tentar a vida por estas bandas. Agora trouxe minha família.&lt;br /&gt;-Mulher e filhos?&lt;br /&gt;-Sim, seis filhos, mas dois estão com os avós na Bahia.&lt;br /&gt;-Sabe Joca, tenho quase certeza que o conheço ou você parece muito com alguém que já vi antes, mas não consigo lembrar.&lt;br /&gt;-Não senhor, deve estar havendo algum engano.&lt;br /&gt;-Com certeza sim. Tenha um bom dia.&lt;br /&gt;Juca não se conformou com as explicações do sacristão. Sentia um certo desconforto em suas palavras e isto o fez alimentar uma desconfiança gratuita por ele. Foram muitas as tentativas de reanimar a memória até que um dia desistiu.&lt;br /&gt;Marcolino ouvia atentamente cada sílaba proferida pelo amigo.&lt;br /&gt;-Continue Bigodão.&lt;br /&gt;-Uma coisa me deixou mais intrigado ainda. Depois que interroguei o sujeito, ele passou a me evitar nas missas. Procurava não cruzar comigo e sempre virava o rosto para evitar meu olhar. Uns dois meses depois ele saiu da igreja, entrou um outro sacristão novinho e tive notícias que ele tinha ido tomar conta da fazenda que o padre acabara de comprar e por isso se mudara para Passaredo. Até que, pouco depois que o amigo tomou o chá de sumiço, ou seja uns oito anos depois que ele chegara aqui, o Pe Hermínio começou a organizar um jogo de futebol beneficente para os velhinhos e crianças da zona rural lá no campo da fazenda dele. Este evento acontece até hoje uma vez por ano. Os comerciantes e empresários da cidade patrocinam tudo. Tem um grande churrasco e um bingo de um grande prêmio. Às vezes motos, novilhas, já teve até carro. As cartelas são vendidas aos montes. É uma festa que movimenta toda a cidade. Mas eu tenho minhas dúvidas quanto a aplicação do dinheiro arrecadado.&lt;br /&gt;-Você não tem jeito Juca, desconfia de todo mundo mesmo né Tchê?&lt;br /&gt;-Bah Tchê! O homem tem um nível de vida muito alto. Carro novo, casa bonita, fazenda... Se bem que ele já tinha tudo isto antes de começar a organizar este evento. Dizem que ele é de uma família de muitas posses lá na Bahia. Aqui o sujeito é muito adorado.&lt;br /&gt;-Então pare de difamar o pároco, amigo. O homem tá fazendo um trabalho social bonito e você levantando suspeitas.&lt;br /&gt;-Bem, no primeiro ano desta festa, eu fui lá na fazenda ver o jogo e tentar a sorte no bingo. Lá pelas tantas eu vi o Joca tomando umas pinga num bar. Aí sentei pra conversar com ele. O cara já tava meio gambá e aquelas alturas já embolava a língua. Aproveitei sua situação e tentei mais uma vez perguntar de onde eu o conhecia. Não houve jeito dele falar nada, mas naquele dia percebi que sua barba estava mais baixa e seu rosto aparecia mais. Então me concentrei bastante no seu jeito de falar, nas suas feições e me lembrei. Foi aí que perguntei:&lt;br /&gt;-Você conheceu Marcolino? – Ele ficou extremamente nervoso, gaguejou muito, falou um bocado de bobagem até responder que não. Não posso confirmar esta suspeita, não tenho como provar, mas dou minha cara a tapa se ele e Antonio não forem a mesma pessoa. E tem mais. Outra coisa que me intriga é a amizade dele com o padre. Veja se isto não é de se estranhar. Como ele soube da existência de uma criança na cidade cuja mãe morrera e o pai era um bêbado inveterado capaz de vender a própria filha? Alguém daqui o informou.&lt;br /&gt;Neste momento as lágrimas rolaram mais uma vez no rosto de Marcolino. Juca percebeu a mancada que havia dado.&lt;br /&gt;-Desculpe Marquinho, não quis ofender o amigo.&lt;br /&gt;-Não se preocupe Juca. Você falou a pura verdade. Eu fui um crápula mesmo. É por isso que estou aqui, para tentar me redimir um pouco de tudo isto. Você acha então que o padre pode ter participado de tudo?&lt;br /&gt;-Você não acha estranho, um ilustre desconhecido chega a cidade, compra uma menina e some. Três anos depois volta, vai trabalhar com o padre e é seu protegido. Todo mundo sabe disto, não é segredo para ninguém. Há quem fale até que eles têm mais que amizade.&lt;br /&gt;-O povo também é fogo.&lt;br /&gt;-Mas falam isso sim. Há quem diga que os dois são florzinha. Esta estória fica meio abafada porque Padre Hermínio é muito querido por aqui. Ajuda muita gente, faz muita caridade, mas se fala a boca pequena que enche Joca de presentes. Agora eu lhe pergunto, como ele soube da existência da menina? Não teria sido alguém da cidade que lhe deu o serviço?&lt;br /&gt;-Mas se me lembro bem, Padre Hermínio tinha viajado para visitar familiares naquela época. Não estava na cidade.&lt;br /&gt;-Isto só me deixa mais desconfiado. Acho que foi de propósito, para não levantar suspeitas.&lt;br /&gt;-E porque o amigo deixou este assunto de lado? Não informou a polícia, por exemplo?&lt;br /&gt;-Primeiro porque não tenho provas e segundo porque Gerusa deu queixa do amigo. Você lembra bem disto. Na época nada se pode provar e você só passou umas duas noites no xadrez. Mas com algo tão concreto poderia ter sido diferente e o amigo ficar numa situação complicada.&lt;br /&gt;-Começo a achar que suas suspeitas têm fundamento Bigode. Preciso visitar este José Carlos. Como faço para encontrá-lo?&lt;br /&gt;Juca ensinou a Marcolino como chegar a Joca. Os amigos conversaram muito, levantaram diversas hipóteses e Juca se comprometeu a ajudar o amigo.&lt;br /&gt;Marcolino saiu do Bigodão com destino ao Hotel dos Pampas, recentemente inaugurado na cidade e foi muito bem recomendado por Juca. Seus pensamentos eram confusos, não conseguia articular as idéias, mas achava que o amigo tinha muita lógica nas suas suspeitas. Enquanto caminhava envolto nos seus pensamentos, ouviu uma voz conhecida no outro lado da rua.&lt;br /&gt;-Marcolino, é você?&lt;br /&gt;Olhou para o lado e viu Antonieta, prima de Gerusa. Atravessou a rua e se dirigiu a ela.&lt;br /&gt;-Sou eu sim Antonieta. Foi bom encontrá-la aqui. Preciso muito falar com Gerusa. Ela ainda mora no mesmo lugar?&lt;br /&gt;-Mora sim. A gente pensou que você tinha morrido. Por onde andou?&lt;br /&gt;-É uma longa história. Vamos comigo a Gerusa que vou lhe contando.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-1453440447917562700?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/1453440447917562700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=1453440447917562700&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/1453440447917562700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/1453440447917562700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/10/o-caminho-de-volta.html' title='O CAMINHO DE VOLTA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-6465449228866335565</id><published>2009-09-27T09:26:00.005-03:00</published><updated>2009-09-27T09:44:12.648-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Caminho de Volta'/><title type='text'>O CAMINHO DE VOLTA</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Continuação. Para ler o capítulo anterior clique&lt;/span&gt; &lt;a style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);" href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/09/o-caminho-de-volta_20.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CEDMUND%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;CAPÍTULO 09&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;Quando o ônibus começou a se aproximar de Minuano o coração de Marcolino foi ficando apertado disparando no peito. Era difícil voltar a sua cidade natal após treze anos de ausência. Muitas eram as recordações negativas que aquele retorno lhe trazia. Sua culpa o corroía a cada dia, mas depois de muitos anos de trabalho interior, finalmente se sentia pronto para pisar novamente onde um dia, jogou sua vida no ralo e cometeu seu maior desatino. Tinha o claro objetivo de, naquele caminho de volta, resgatar sua dignidade e buscar pistas que o fizessem ter um ponto de partida para encontrar sua filha. Não conseguiria mais viver em paz caso não encontrasse a menina. Imaginava que ela não a perdoasse, sequer sabia que rumo sua vida teria tomado ou mesmo se estava viva, se morava no Brasil ou no exterior, se realmente caíra nas mãos de traficantes ou de um desesperado homem querendo realizar o sonho da paternidade ao lado da esposa infértil. Na verdade nada sabia além da certeza que ele precisava tentar. No meio a estes pensamentos as lágrimas lhe molharam o rosto jorrando dos seus olhos baços e azuis. A passageira sentada ao seu lado, observando o estado do homem, perguntou o que o acometia, se ela podia ajudar, mas ele apenas sussurrou poucas palavras:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;-É só um homem velho, recomeçando a sua vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;Quando final mente desceu do ônibus, observou atentamente as profundas mudanças que aconteceram no lugar. Agora já não era mais a agência de passagens na praça do coreto, a parada final do veículo. Uma pequena estação rodoviária fora construída no meio da Av. Érico Veríssimo, principal entrada da cidade que agora ganhara asfalto e um belo canteiro central com oitis amarelos a cada vinte metros. Imediatamente fora cercado por diversos motoristas de carros de praça oferecendo transporte. Ele no entanto, preferiu seguir a pé. Dois quarteirões a frente, dobrou a direita entrando na rua Getúlio Vargas com destino ao Bairro dos Italianos. As casas estavam mudadas, a maioria foram postas abaixo cedendo lugar a lojas de diversos segmentos, bancos e repartições. A rua havia se transformado numa espécie de centro comercial da cidade. Onde antes funcionava o Bar do Guri, lugar aonde tomara muitos e muitos goles da famosa Caninha Catarinense, hoje se via uma casa lotérica bem equipada, na esquina com Rua do Vaneirão, a antiga casa da família Menotti, era hoje um grande banco. O progresso finalmente havia chegado a Minuano. Começou a se perguntar se o eu primeiro destino ainda encontrava-se de pé. O Bar do Bigodão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;Ao fim da Getúlio se chegava à Praça Anita Garibaldi, mas conhecida como Praça do Coreto. Esta ainda conservava em sua maioria, o encanto singelo de treze anos atrás. O belo jardim, impecavelmente cuidado com seu relógio de flores, era a principal atração do lugar. Na esquina da secular farmácia Menotti, esta parecia não ter mudado nada nos últimos cem anos, se tinha acesso a rua do Meio onde finalmente Marcolino avistou a tão conhecida placa: Bar do Bigodão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;-Bigodão, bota um guaraná aí que agora não tomo mais a branquinha tchê!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;Juca olhava abismado para o amigo de longas datas com seu farto bigode agora branco amarelado pelo fumo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;-És tu Marquinho? Ou será que bebi demais hoje?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;-Não amigo, não bebeste não. Sou eu em carne e osso. Quem é vivo sempre aparece.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;-Barbaridade guri. Onde andaste? Desde que sumiu a gente chegou a pensar que o amigo tinha passado destas para melhor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;-Ainda não chegou o meu dia Juca. Tenho muito a fazer nesta vida antes de desencarnar. É uma longa estória. Vamos sentar para eu lhe contar tudo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;Juca pedia a Moreno, seu principal funcionário, que tomasse conta de tudo, e entrou para os fundos do estabelecimento, onde mantinha uma espécie de escritório e depósito num pequeno quarto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;Marcolino contou tudo nos mínimos detalhes. Como vendeu Carolina, como gastou até o último centavo daquele maldito dinheiro, sua visão com a filha, a ida para Porto Alegre, tudo que sofreu e passou até ser acolhido pelo pessoal do centro. Contou que deixara de beber, que estudara e como se tornara o principal palestrante da casa. Como descobriu sua mediunidade e o quanto já tinha ajudado outros errantes que, assim como ele outrora, andavam perdidos na vida. Explicou para o amigo que estava empenhado em encontrar a filha e que para isso gastaria todos os dias da sua vida, era o seu plano de redenção.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;-Então acho que tenho uma boa notícia para o amigo aqui.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;-Que notícia Bigode?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;-O sergipano Antonio, o que comprou a guria e na verdade se chama Joca, ou melhor José Carlos, e é baiano, está morando a doze quilômetros daqui, no povoado de Passaredo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;Marcolino entendeu que Deus havia lhe dado mais uma chance.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-6465449228866335565?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/6465449228866335565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=6465449228866335565&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/6465449228866335565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/6465449228866335565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/09/o-caminho-de-volta_27.html' title='O CAMINHO DE VOLTA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-1643128316000125649</id><published>2009-09-20T07:00:00.002-03:00</published><updated>2009-09-20T07:03:05.461-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Caminho de Volta'/><title type='text'>O CAMINHO DE VOLTA</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Continuação. Para ler o capítulo anterior clique &lt;a style="color: rgb(255, 0, 0);" href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/09/o-caminho-de-volta_14.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPÍTULO 08&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caminhei até o sol se por completamente. Quando voltei para casa já passavam das sete da noite. Encontrei Carolina absorta na janela, olhando para o horizonte, como se buscasse ali respostas para as inúmeras perguntas que martelavam sua mente. Não quebrei o seu silencio. Eu também procurava respostas para perguntas que sequer sabia enunciar. Sentei no chão da sala e a observei atentamente, até que ela falou.&lt;br /&gt;-Caco, você vai lá em casa comigo? Queria dormir aqui mais uma noite, mas preciso pegar umas coisas. Você me deixa ficar aqui?&lt;br /&gt;- Como posso dizer não a este rostinho angelical? Para falar a verdade vou amar tê-la mais uma noite ao meu lado. Vou tomar um banho rápido e saímos já.&lt;br /&gt;Talvez eu ainda não tivesse consciência, mas acabara de mergulhar de cabeça num mar de tormentas e riquezas. Sem dúvida nenhuma, movido pelo amor. Seria possível um sentimento tão forte nascer em tão pouco tempo? Que magia tinha aquela garota para me deixar tão envolvido? Porque eu não ouvia a voz da razão? Não tinha respostas para nada daquilo apenas queria viver o momento que se apresentava, me deixar levar.&lt;br /&gt;Pegamos um táxi e quinze minutos depois estávamos na frente de uma mansão cinematográfica, encravada num dos pontos mais altos do Horto Florestal, um dos mais nobres bairros da cidade. Carolina abriu o vidro, falou breves palavras ao segurança da guarita e em segundos o imenso portão de ferro torneado se abria a nossa frente. O táxi percorreu um caminho estreito que margeava uma piscina e um jardim, ambos deslumbrantes até chegar numa espécie de estacionamento para visitantes. Pedimos que nos aguardasse e entramos na casa pela porta da frente.&lt;br /&gt;Eu olhava atentamente todos os detalhes. Nunca tinha estado numa casa daquelas, tão suntuosa e bonita. A sala era imensa, decorada com muito bom gosto e repletas de obras de arte. As esculturas foram as que mais me chamaram a atenção. Carolina tocou um sininho que descansava numa pequena mesa de canto, quando apareceu um senhor que aparentava estar perto dos setenta anos e tinha o típico porte de mordomo de romance inglês.&lt;br /&gt;-Aurino, onde estão todos?&lt;br /&gt;-Seus pais saíram senhorita. A senhorita Paula está com o namorado vendo um filme no home theater.&lt;br /&gt;-Aurino, gostaria de lhe perguntar uma coisa, mas queria que fosse muito sincero.&lt;br /&gt;-Pois não D. Carolina.&lt;br /&gt;-Você tem muitos anos aqui em casa. Trabalha com meus pais desde antes do meu nascimento não é?&lt;br /&gt;-Sim senhorita.&lt;br /&gt;-Como foi que eles me adotaram?&lt;br /&gt;-Do que a senhora está falando?&lt;br /&gt;-Pare com isso Aurino. Sei que você sabe de tudo. Você vê tudo que se passa nessa casa.&lt;br /&gt;-Não senhorita. Não tenho olhos, ouvidos ou boca. Faz parte do meu trabalho. Não deveria me perguntar tais coisas. Se quer saber de algo, porque não pergunta a Dr. Mário ou a D. Sandra?&lt;br /&gt;-Se você fala assim é porque sabe de alguma coisa Aurino. Por favor me conte, eu preciso muito saber.&lt;br /&gt;-Senhorita já disse que nada sei, não me pergunte mais nada.&lt;br /&gt;Foram inúteis os apelos de Carolina. Aurino nada falou, sua fidelidade aos patrões era irretocável.&lt;br /&gt;-Onde está Luzia, Aurino?&lt;br /&gt;-Hoje é sua folga senhorita. Deve chegar mais tarde ou amanhã cedo.&lt;br /&gt;-Obrigada.&lt;br /&gt;Carolina dispensou os serviços do mordomo e falou com Caco.&lt;br /&gt;-Meu amor, vou pegar algumas coisas lá em cima e já volto. Fique à vontade.&lt;br /&gt;-Eu espero Carol. Não demore, não quero estar aqui sozinho se seus pais chegarem.&lt;br /&gt;Trocaram um longo beijo e neste momento, vestindo apenas um camisão, entra na sala uma bela morena, de cabelos negros, olhos expressivos, sobrancelhas grossas e sensualidade à flor da pele. Olhou bem para o Casal e disse:&lt;br /&gt;-Maninha! Não vai me apresentar seu mais novo namorado. Ele é um gato!&lt;br /&gt;-Caco esta é minha irmã Paula.&lt;br /&gt;-Muito prazer, me chamo Caio.&lt;br /&gt;-Seja bem vindo Caco. O prazer é todo meu. –Falou Paula com um tom visivelmente provocador.&lt;br /&gt;Neste momento Carolina me puxou pelo braço e fomos até seu quarto no andar superior. Lá chegando, enquanto ela botava umas mudas de roupa na mochila, ligou a televisão. Foi então que vimos a notícia num programa dominical. Seria aquilo uma coincidência?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-1643128316000125649?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/1643128316000125649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=1643128316000125649&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/1643128316000125649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/1643128316000125649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/09/o-caminho-de-volta_20.html' title='O CAMINHO DE VOLTA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-2145793425820070926</id><published>2009-09-18T10:39:00.006-03:00</published><updated>2009-09-26T17:49:56.765-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cordel'/><title type='text'>TERRA BAHIA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SrONpmRF7FI/AAAAAAAABSI/X2qvhAAlyqI/s1600-h/elevador_lacerda_salvador_bahia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; 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 &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Colonização&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Que se regala festeira&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;À sua maneira&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Num só coração&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Berço de tantos talentos&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Fortes monumentos&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Da nossa cultura&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Velhos, rapazes, rebentos&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Palavras, inventos&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;A arte mais pura&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Terra de mil Caetanos&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Caroso, Adrianos&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Valverdes e Rosas&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Terra dos Novos Baianos&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Amados, fulanos&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;De Ruys e Barbosas&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Terra de boa comida&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Gilbertos dão vida&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Pros tempos de paz&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Castros e Alves na lida&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Poesia esculpida&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Versos de Moraes&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Lugar onde o vento gorjeia&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Menina, sereia&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Tarde, Itapoã&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Quem se deitar nesta areia&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Pulsará na veia&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;De um belo amanhã&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Onde renasçam Caimmys&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Com notas sublimes&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Rede e violão&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Onde na esteira de vime&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Preguiça é vitrine&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Para uma nação&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Onde nasceram Marias&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Bethânias, poesias&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Costas e Gal&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Caldas, Dodôs e folias&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Reinado de dias&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;O som, carnaval&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Cantam Sangalos e Leites&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Pra nosso deleite&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Macedos, João&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Fortes como seu azeite&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Tempero de peixes&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Abará, camarão&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Dadá e seu sorriso lindo&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Nascendo, fluindo&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Para exportação&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Porto seguro, menino&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Correndo, carpindo&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Mais uma canção&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Terra de tantas belezas&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Naturais riquezas&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;De mares e rios&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Terra de tão farta mesa&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Alegria e tristeza&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Num só desafio&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Aqui nasceram pessoas&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Tão raras, tão boas&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Quase uma elegia&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Tu és o hino que entoa&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;O sino que soa&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;És terra, Bahia!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-2145793425820070926?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/2145793425820070926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=2145793425820070926&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/2145793425820070926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/2145793425820070926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/09/terra-bahia.html' title='TERRA BAHIA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SrONpmRF7FI/AAAAAAAABSI/X2qvhAAlyqI/s72-c/elevador_lacerda_salvador_bahia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-3385252267905772109</id><published>2009-09-14T05:49:00.002-03:00</published><updated>2009-09-14T05:53:00.422-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Caminho de Volta'/><title type='text'>O CAMINHO DE VOLTA</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Continuação. Para ler o capítulo anterior clique &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;" href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/09/o-caminho-de-volta.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CEDMUND%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;CAPÍTULO 07&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;Quando Sandra terminou o tratamento com Dr. Clark e finalmente engravidou, sua vida ganhou um novo sentido. Todas as dores e inseguranças do passado se dissiparam e ela teve a impressão que definitivamente agora era uma mulher completa para a vida e para Mário, seu devotado e fiel marido. Foi uma gravidez tranqüila, embora coberta de cuidados redobrados. Dr Ciszem a acompanhou durante a gestação em Salvador e pôde observar o novo ânimo e gás que o fato trouxera para a amiga. Uma coisa no entanto o preocupava muito. Depois de grávida, Sandra demonstrara um progressivo desinteresse por Carolina fato que, parecia, o marido também compartilhava. Muito apegado à afilhada, a quem tinha como uma filha, Ciszem começou a temer pelo destino da menina. Embora procurasse através de conversas abrir os olhos do casal, sentia seu esforço esvair-se sem sucesso. Quanto mais se aproximava a data do nascimento de uma nova menina, já batizada de Paula Cristina, mais o casal deixava Carolina de lado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;Quando Paula nasceu, Carolina já com três anos, cada vez mais bela e inteligente, começou a perceber que não ocupava mais o mesmo espaço naquela casa. As atenções eram todas agora voltadas para o bebê recém chegado. Na inocência infantil, não podia mensurar as conseqüências do abandono cada vez maior que sofreria e a devastação irreversível que tal fato provocaria em sua vida. Extremamente sensível, Carolina absorvia profundamente, cada atitude, cada demonstração de carinho, afeto, indiferença, enfim, ela absorvia mais que os seres humanos normais, qualquer sentimento a ela dedicado, fosse bom ou ruim. E assim a menina foi aos poucos ficando carente, complexada e triste. Era incapaz porém, de reclamar, de se fazer ouvir. Interiorizava tudo a sua volta, e em pouco tempo, tornou-se um paiol transbordando, pronto para explodir a qualquer momento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;Paula foi criada com excessivo carinho e muita permissividade, sem conhecer limites ou barreiras, ficada a cada dia mais desobediente, agressiva, possessiva e egoísta. Tinha um ciúme doentio da irmã, fato que desenvolvera desde muito cedo, embora não tivesse nenhum motivo para tal. Além de tudo, aprontava as maiores malvadezas com a irmã mais velha, como no dia que tocou fogo no rabo do cachorro após encharcá-lo com gasolina e pôs a culpa na irmã. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Por mais que Carolina jurasse inocência, ninguém acreditou nela que ficou de castigo no quarto por uma semana. A palavra de Paula era incontestável. Depois de crescidas, Paula passou a perseguir e desejar qualquer namoradinho ou paquera da irmã. Sem escrúpulos ou pudores, sempre conseguia tomá-los e Carolina nada fazia para contê-la. De certa forma, a própria Carolina também contribuía para os desmandos da irmã que, sem ver limites ou conseqüências para os seus atos descabidos, cada vez mais mergulhava na lama da impunidade e desconfigurava ainda mais o seu já duvidoso caráter.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;Paula perdeu a virgindade aos treze anos com Lucas de dezoito anos, que há três meses namorava Carolina. O rapaz que já tentara por diversas vezes chegar às vias de fato com a namorada, não resistiu aos encantos e insinuações da cunhada. Depois do acontecido, Paula fez questão de contar tudo a irmã que imediatamente terminou o namoro. Paula entretanto, deu um pé na bunda no rapaz, uma semana depois. E assim, tudo fazia para tornar a vida de Carolina o maior inferno possível fazendo tudo para tirá-la do seu caminho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;Quando tinha treze anos, num domingo após o almoço que Ciszen, como comumente acontecia, participara, ouviu uma conversa do pai com o compadre no escritório. Ambos haviam abusado um pouco do álcool e falaram além do que deviam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;- Amigo, lembro de quando aquele homem trouxe Carolina aqui. Se eu soubesse naquele momento que Paula viria um dia, não a teria comprado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;-Não fale isto Mário. Carolina é uma menina encantadora, uma excelente aluna, de beleza sem igual. Uma pessoa doce, de boa índole, vai com certeza dar muito orgulho a vocês.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;- Sei disso compadre, mas Sandra não tem mais o mesmo amor e atenção com ela. Confesso que eu próprio já não me sinto como pai desta menina. É diferente olhar para Paula e saber que ela sim é fruto do meu amor com Sandra. Deveria ter deixado que os traficantes a levassem para a Europa. Às vezes até tenho vontade de procurar seus verdadeiros pais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;-Nem pense numa coisa assim meu amigo. Poderia acabar com a vida da garota. Porque não deixa tudo como está? Além do mais você não conhece o paradeiro deles.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;-Não seria difícil encontrá-los. Dr. Severino, o colega que advoga para o padre que lidera a quadrilha, me contou tudo. Ela foi comprada, me parece que do pai, no Rio Grande do Sul. Numa cidadezinha muito pequena de oito mil habitantes chamada Minuano. Como o amigo pode perceber não seria difícil. Basta por um bom detetive no caso e rapidamente chegamos a eles.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;-Nem pense numa loucura dessas Mário. Você e Sandra têm a obrigação moral de cuidar de Carolina para sempre dando tudo do bom e do melhor para ela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;-Mas é isto que fazemos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;-Não estou falando de bens, luxo, roupas ou coisas assim. Falo principalmente de amor, carinho, compreensão e amizade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;-Na medida do possível fazemos isto também amigo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;-Converse com Sandra compadre. Não é tão difícil assim dividir tanto amor. Pense na imensa alegria que ela trouxe para suas vidas num momento crítico, cujo casamento de vocês estava por um fio por causa da impossibilidade de gerarem herdeiros. Outra coisa que o amigo deve considerar é que você também compactuou com um crime e não gostaria de correr o risco de ver o seu nome envolvido num escândalo destes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;-É verdade Ciszen. Talvez por isso nunca mexi nesse vespeiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;Depois de ouvir aquela conversa, Paula intensificou sua perseguição a irmã e passou a fazer insinuações maldosas quanto a verdadeira identidade de Carol. Até que, oito anos depois, despejos a verdade nos ouvidos da irmã no meio de uma briga entre as duas em pleno aniversário dela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-3385252267905772109?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/3385252267905772109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=3385252267905772109&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/3385252267905772109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/3385252267905772109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/09/o-caminho-de-volta_14.html' title='O CAMINHO DE VOLTA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-96613878428107809</id><published>2009-09-10T20:09:00.002-03:00</published><updated>2009-09-10T20:24:56.262-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Da vida'/><title type='text'>O VENDEDOR</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SqmHYg8HRPI/AAAAAAAABSA/ySepT5MkR9E/s1600-h/remedios.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; 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De repente, uma dor lancinante. Descalço que estava, topara com toda força num objeto metálico e quente por causa do sol &lt;st1:personname productid="em brasa. Depois" st="on"&gt;em brasa. Depois&lt;/st1:personname&gt; de proferir palavrões inenarráveis, abaixou-se para acariciar o dedão na vã tentativa de aplacar a dor. Neste momento observou que o tal objeto, nada mais era que a lâmpada perdida por Aladim. Sem titubear, alisou o objeto mágico libertando o Gênio de séculos de prisão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;-O senhor é meu amo, pois me libertou. Com isso terá direito a três pedidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;-Um minutinho só, enquanto vou correndo no carro buscar o talão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;Não sei se por coincidência ou por capricho do destino, veio parar na minha mão por empréstimo, o livro &lt;b style=""&gt;O Vendedor de Sonhos&lt;/b&gt; de Augusto Cury, justamente no momento que acabo de me tornar um vendedor, não de sonhos, não tenho tal pretensão, mas de remédios e produtos de farmácia. Ainda não descobri o que esse maravilhoso livro, pude perceber isso pelo pouco que li até agora, terá relação com minha nova atividade. Mas uma história destas, contada de maneira tão deliciosa, com ensinamentos profundos, com certeza terá sua contribuição no meu engrandecimento nesta nova jornada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;Ainda não tinha contado isto a vocês, mas depois de um ano desempregado, acumulando dívidas e à beira do desespero, me apareceu esta oportunidade que agarrei com mãos, pés, boca e tudo mais que sirva para agarrar alguma coisa. Vale lembrar que isto foi uma mudança radical na minha vida. Primeiro porque tive que me mudar. Agora fixei residência em Serrinha, a &lt;st1:metricconverter productid="170 km" st="on"&gt;170 km&lt;/st1:metricconverter&gt; de Salvador, para poder atender a região que darei cobertura, o sertão baiano, na área da produção de sisal. São muitas cidades que visito semanalmente: a partir de Serrinha, que também faz parte do meu setor, vem: Teofilândia, Araci, Jorrinho, Caldas do Jorro, Tucano, Quijingue, Euclides da Cunha, Uauá, Canudos, Monte Santo, Cansanção, Nordestina, Queimadas, Santa Luz, Valente, Retirolândia, Conceição do Coité, até chegar novamente a Serrinha, perfazendo uma ferradura de mais de &lt;st1:metricconverter productid="600 km" st="on"&gt;600 km&lt;/st1:metricconverter&gt; de extensão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;Depois, tem o fato de nunca eu ter tido experiência com vendas e não entender praticamente nada de medicamentos e suas substâncias com nomes estrambólicos, parecidos, muitas vezes, e de difícil assimilação. Com isso, venho dando muitas cabeçadas, mas, depois de quase três semanas de atividade, acho que estou me saindo até bem, numa otimista auto-avaliação. Este é um dos motivos, sem querer aqui dar nenhuma desculpa esfarrapada pelo meu desaparecimento do mundo maravilhoso dos blogs. A verdade é que pouco estou podendo acessar a net. Trabalhando quase 13 horas por dia, perambulando por cidades que, na sua maioria, não tem internet nos hotéis, como é o caso de agora que escrevo sozinho, num aconchegante, limpo e agradável quarto de hotel &lt;st1:personname productid="em Santa Luz" st="on"&gt;em Santa Luz&lt;/st1:personname&gt;, ficou mais difícil de escrever coisas novas, ler meus autores blogueiros prediletos e, principalmente, comentar nas suas maravilhosas postagens.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;Bem, voltando ao vendedor, não consigo descrever a sensação sentida quando por fim, gastei a primeira folha do meu talão de pedidos. Foi deslumbrante, mesmo tendo sido um pedido pouco acima do pedido mínimo e longe de ser um bom pedido. Quase tremia ao preencher aquelas poucas linhas com quantidades, nomes confusos e pouca compreensão. Como um bom sinal, foi no meu primeiro dia de trabalho. Segundo os experientes da área, isto não é fácil. Ponto pra mim. É claro que venho dando minhas cabeçadas, mas aos poucos estou encontrando meu estilo, minha forma de vender. Não sonhos, estes vou tendo enquanto dirijo sob o sol escaldante do sertão baiano, suado nas roupas quentes e &lt;i style=""&gt;apresentáveis&lt;/i&gt; que agora sou obrigado a usar, mas os Diclofenacos, Losartanas, Fluoxetinas, Cloridratos e tantos outros &lt;i style=""&gt;acos, anas e inas &lt;/i&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;da vida, pagando propinas a guardas rodoviários para não me multarem por causa das duas linhas de vidro trincado no pára-brisa do meu carro, que a precária situação financeira não me deixou trocar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;Já foram várias as garfes que cometi. Como perguntar ao cliente o fabricante de determinado remédio mais conhecido que o Papa e ouvi dele: &lt;i style=""&gt;-Já vi que você é marinheiro de primeira viagem. –Sim.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;Respondi. &lt;i style=""&gt;–Porém, não conheço nenhum marinheiro experiente que não tenha dado a primeira viagem ou alguém que aprendeu a nadar sem se jogar pela primeira vez na água.&lt;/i&gt; Semana passada, eu cometi uma outra que me deixou muito envergonhado. Depois de conhecer, num pequeno intervalo de tempo, mais de cem pessoas, cometi a imprudência de confiar na memória. Entrei num estabelecimento, sem consultar minhas anotações, que já tinha visitado na semana anterior e chamei sua dona pelo nome.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;-Como vai Dona Maria Luiza?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;-Bem, mas me chamo Rita de Cássia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;Desconsertado falei a primeira bobagem que me veio na cabeça:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;-Maria Luiza e Rita de Cássia? É quase a mesma coisa, chega até a rimar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;Era a cidade de Queimadas, onde até hoje eu não tinha tirado nenhum pedido. É claro que a senhora não comprou nada em minha mão, por mais que eu tentasse me redimir. No lugar dela eu também não compraria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;- Não se zangue comigo D. Rita. Conheci muitas pessoas nos últimos dias e fica difícil gravar o nome de todas. Tire um pedidozinho com seu amigo, para batizá-lo na cidade. Ainda não vendi nada aqui &lt;st1:personname productid="em Queimadas. Preciso" st="on"&gt;em Queimadas. Preciso&lt;/st1:personname&gt; mandar o leite da menina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;-Não foi nada Adriano. Não tem nada a ver com isso. Estou sem faltas, já pedi o que precisava com outros representantes. Quem sabe na próxima semana.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;Não botei muita fé. Aquelas palavras foi o que eu mais tinha ouvido nos últimos dias. Fui embora desolado sem vender um comprimido na cidade. Hoje, estava retornando à Queimadas e, entrando na cidade, alguns versos surgiram de repente na minha cabeça quase a porta da farmácia da simpática senhora. Então não titubeei. Desci do carro e entrei no estabelecimento falando:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;O que D. Rita de Cássia precisa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;É tirar um pedido com Adriano&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;Para que este não cometa o engano&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;De chamar-lhe Maria Luiza&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;E aí D. Rita de Cássia?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;Flor das acácias de terras amadas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;Minha caneta está pronta&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;Pra marcar na sua ponta&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;Meu batismo em Queimadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;Ela riu, olhou meu catálogo e fez um gordo pedido. Mais um ponto para mim. Quem sabe um dia eu chego lá? Eu acredito e continuo sonhando.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-96613878428107809?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/96613878428107809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=96613878428107809&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/96613878428107809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/96613878428107809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/09/o-vendedor.html' title='O VENDEDOR'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SqmHYg8HRPI/AAAAAAAABSA/ySepT5MkR9E/s72-c/remedios.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-2727352557964001580</id><published>2009-09-08T19:30:00.002-03:00</published><updated>2009-09-08T19:40:02.043-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas de Zé Ribeiro'/><title type='text'>MEU PÉ DE CAJU</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/Sqbb-syeb1I/AAAAAAAABR4/egZIHWJULcY/s1600-h/Cajueiro.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 218px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/Sqbb-syeb1I/AAAAAAAABR4/egZIHWJULcY/s320/Cajueiro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379228675161878354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Fração dos meus averes prediletos&lt;br /&gt;O meu pé de caju detrás de um muro&lt;br /&gt;Safra em safra me dá frutos seletos&lt;br /&gt;Mas deles ele logo fica puro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do passaredo e dos insetos&lt;br /&gt;Mazelas naturais que lhe não curo&lt;br /&gt;Com pedradas garotos irriquietos&lt;br /&gt;Lá não deixam para mim caju maduro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me zango, porque não me exaspera&lt;br /&gt;A garotada lesta divertida&lt;br /&gt;A derribar cajus....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E até quisera ser eu&lt;br /&gt;Um pé de caju da mesma classe&lt;br /&gt;Para que produzindo nesta vida&lt;br /&gt;Desse fruto a quem pedra me jogasse.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-2727352557964001580?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/2727352557964001580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=2727352557964001580&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/2727352557964001580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/2727352557964001580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/09/meu-pe-de-caju.html' title='MEU PÉ DE CAJU'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/Sqbb-syeb1I/AAAAAAAABR4/egZIHWJULcY/s72-c/Cajueiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-3803344927900696175</id><published>2009-09-06T10:41:00.006-03:00</published><updated>2009-09-06T11:01:03.275-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Caminho de Volta'/><title type='text'>O CAMINHO DE VOLTA</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CEDMUND%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt; 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Para ler o capítulo anterior clique &lt;a href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/08/o-caminho-de-volta_30.html"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;CAPÍTULO 06&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-Meus amigos! Onde estaria a justiça de Deus se não existisse a reencarnação. Porque o Senhor colocaria no mundo um pobre coitado, aleijado e miserável enquanto outro é afortunado e perfeito? Aos olhos do Criador não deveriam ser todos iguais sendo Ele pura bondade, justiça e compreensão? Não meus senhores, não seria Deus justo conosco permitindo e criando tamanhas diferenças. É por isso que nascemos e morremos para nascer de novo, tendo a oportunidade de a cada vida reparar os erros de vidas passadas e assim elevar o nosso espírito em busca do engrandecimento e da paz. Somos iguais sim meus irmãos aos olhos de Deus, mas temos contas diferentes a acertar. O mal que causamos aqui, pode nos ser cobrado aqui mesmo, mas muito comumente damos conta dele nas encarnações futuras. É por isso que devemos, na medida do possível, reparar os nossos erros na vida corrente, na mesma encarnação que o cometemos. É uma maneira de amenizar o calvário do espírito até que ele possa reencarnar, para uma vida mais serena, mais feliz. Vou contar uma história aos amigos aqui presentes: &lt;i style=""&gt;Numa pequena cidadezinha do interior, existia um rapaz, ignorante, sem educação ou fortuna, mas que teve a oportunidade de construir uma vida e uma família feliz. Casou com uma moça trabalhadora, fiel e dedicada. No entanto o rapaz, preferia a vida boêmia, refestelando-se nos bares e bordéis da cidade, gastando com bebida e mulheres o pouco dinheiro que a esposa auferia com o suor do seu trabalho. Invariavelmente andava trôpego, sem alimentação adequada, minava a própria saúde na esbórnia da vida. Então a esposa engravidou e ele não gostou nada disto. Não queria uma criança disputando com ele os cuidados e, principalmente, o dinheiro da mulher. Ignorou a gestação ficando cada dia mais longe de casa sem dar o devido apoio que a situação exigia. Chegou o dia da esposa dar a luz. Nasceu uma linda menina e mais uma vez o rapaz teve a chance de redimir-se dos erros e destemperos que cometera, uma vez que o Senhor levou a mãe para junto de si no momento do parto. Em vez disto ele abandonou a guria a própria sorte, na mão de estranhos. Certa feita, um forasteiro aparece na cidade e lhe propõe comprar a garota. Oferece-lhe míseros vinténs e o que fez o rapaz? Raptou a menina da casa das pessoas que a cuidavam entregando-lhe ao forasteiro. Pouco durou o dinheiro recebido. Foram muitas farras e orgias que consumiram o vil metal até o último centavo. Mais uma vez na miséria, sem amigos, sem dinheiro, sem nada, passou a viver perambulando pelas ruas, da caridade do próximo, mendigando trocados que invariavelmente gastava com cachaça. Maltrapilho, sujo e solitário, vivia a espera de esmolas para beber. Ás vezes bondosas almas lhe davam comida e cobertores, sua vida entrava em profundo vazio, num colapso total. Até que um dia, anos depois do acontecido teve uma visão: sua esposa apareceu e disse:&lt;/i&gt; - Vá buscar a nossa filha, ela está sofrendo e vai sofrer muito mais ainda.&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Seu semblante era triste, sua voz embargada pelo choro. Pensou estar tendo uma alucinação provocada pelos nocivos efeitos do álcool, mas a esposa o tomou nos braços, levitaram e sobrevoaram sua vida. Viu seus dias de criança pobre, mas bem cuidada. Sua mãe zelosa a lhe ensinar os caminhos tortuosos do destino. Lição que insistia em não assimilar. Viu o dia que jogou veneno de rato no prato da irmã por pura brincadeira maldosa, levando-a a passar dias e dias internada na enfermaria de um fétido hospital. Viu o dia que apagara da memória, quando foi violentado pelo padrasto e a imensa dor interior que a isto se sucedeu. Viu seu primeiro gole, sua primeira aposta, suas infindas derrotas. Por fim, viu uma linda mulher de olhos azuis com a expressão desesperada dos suicidas á beira de um penhasco. Antes que ele dissesse algo ela se jogou. Observava inerte o corpo em queda livre tendo certeza de que era a sua filha quando a esposa o falou: &lt;/i&gt;-Vai, ainda dá tempo de pegá-la antes da queda. &lt;i style=""&gt;Neste momento acordou imundo, no meio da rua, sob um frio de três graus. A vergonha e a indignação o tomavam. Como pode ter sido tão torpe? Era um monstro. O rapaz fugiu da cidadezinha e foi para a capital. Pediu ajuda neste Centro Espírita onde foi acolhido, alimentado e orientado. Deixou de beber, estudou, e trabalhou durante treze anos, sempre marcado pelo remorso e arrependimento. A culpa lhe corroia até que se sentiu pronto para iniciar o caminho da sua redenção e segurar a mulher antes da queda. Era chegado o momento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-Bem amigos este rapaz da história, é a pessoa que vos fala. Neste momento me despeço de vocês para ir em busca da minha salvação.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Preciso me redimir dos meus erros, encontrar o meu caminho e salvar a minha filha. Talvez não salve a minha vida, mas assim poderei descansar em paz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O palestrante Marcolino foi aplaudido de pé pela imensa platéia presente no auditório do Centro Espírita Dr. Bezerra de Menezes em Porto Alegre.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;st1:personname productid="em Porto Alegre." st="on"&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-3803344927900696175?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/3803344927900696175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=3803344927900696175&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/3803344927900696175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/3803344927900696175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/09/o-caminho-de-volta.html' title='O CAMINHO DE VOLTA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-6388325532963532113</id><published>2009-08-30T07:00:00.000-03:00</published><updated>2009-08-30T07:00:00.875-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Caminho de Volta'/><title type='text'>O CAMINHO DE VOLTA</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Continuação. Para ler o capítulo anterior clique &lt;a href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/08/o-caminho-de-volta_24.html"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;CAPÍTULO 05&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você acha que é o que? Quem você pensa que é? Se enxerga garota. Devia dar graças a Deus de ter a nós. Uma família nobre, dinheiro, posição. Mas não! Ainda reclama. Tem inveja de mim porque? Estou cansada de você, de suas chorumelas e lamentos. Fica posando de santinha, de boa, mas a mim você não engana. Você queria estar no meu lugar, ser a filha verdadeira. Se enxerga Carol!&lt;br /&gt;-O que você disse Paula? Filha verdadeira? Do que você está falando?&lt;br /&gt;-Vai dizer que a ingênua nunca percebeu? Que painho e mainha não parecem com você? Que lhe tratam com indiferença, que gostam mais de mim? Você é burra mesmo!&lt;br /&gt;Carolina desfalecia na cama. O pranto lhe tomava. As duras palavras da irmã eram como um punhal em seu peito. No fundo sempre desconfiara, mas ouvindo daquela maneira era um golpe fatal.&lt;br /&gt;-O que eu te fiz pra você ter tanta raiva de mim Paula? Somos irmãs, fomos criadas juntas, te vi nascer e crescer.&lt;br /&gt;-Eu não tenho irmã. Não sou da sua laia. Nunca fui entregue por meus pais a traficantes. Nem eles mesmos lhe quiseram.&lt;br /&gt;-Traficantes? Aonde você ta querendo chegar? Conta logo de uma vez. Não me torture assim.&lt;br /&gt;-Pergunte pro pai, ele vai lhe dizer quanto pagou pelo brinquedinho deles enquanto me esperavam, até mamãe poder me ter. Como uma quadrilha de traficantes trouxe você pra Bahia. Ele te conta tudo.&lt;br /&gt;-Mentira sua louca, mentira! Você é um monstro. Como pode ser tão torpe?&lt;br /&gt;-Mas é verdade. Eu ouvi painho e seu padrinho conversando outro dia no escritório. Você foi trazida por traficantes de crianças que a levariam para a Europa. Veio de uma cidadezinha do Rio Grande do Sul chamada Minuano e nosso pai comprou você deles. Mamãe não podia engravidar até fazer o tratamento nos Estados Unidos. Então pegaram você, registraram e criaram-na até que eu nascesse. De lá para cá, você foi um estorvo na vida de todos nós. Só você não nota isto.Carolina não conseguia mais emitir uma palavra. Apenas chorava copiosamente olhando desesperada para irmã querendo acreditar que tudo fosse mentira. No fundo sabia que era verdade. Porque Paula a tratava assim? O que tinha feito de mal a ela ao ponto de despertar tanto ódio? Nunca entendera tanta maldade, indiferença e hostilidade por parte da irmã. Agora com a confirmação da desconfiança que não era filha legítima, as coisas começavam a ficar mais claras. Saiu do quarto em disparada a procura dos pais. Eles não estavam em casa. Foi aí que saiu sem rumo, andando pelas ruas ao léu. Era seu aniversário, mas não tinha nada para comemorar. Continuou vagando pelas ruas quando percebeu que já havia anoitecido. Perguntou as horas a um estranho, andou mais um pouco até que sentou num banco de praça e voltou a chorar copiosamente&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-6388325532963532113?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/6388325532963532113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=6388325532963532113&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/6388325532963532113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/6388325532963532113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/08/o-caminho-de-volta_30.html' title='O CAMINHO DE VOLTA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-7381285772791907930</id><published>2009-08-24T20:21:00.006-03:00</published><updated>2009-08-24T20:41:21.107-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Caminho de Volta'/><title type='text'>O CAMINHO DE VOLTA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Continuação. Para ler o capítulo anterior clique &lt;a href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/08/o-caminho-de-volta_16.html"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CAPÍTULO 04&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do alto dos seus trinta e oito anos, dezessete deles dedicados à polícia, o investigador Peçanha nunca vira esquema de crime organizado tão ousado e bem armado. Já completara dez anos que trabalhava na investigação do tráfico internacional de crianças e, há dois, assumira a chefia da operação Mamadeira que investigava o hediondo crime. Embora jovem, sempre se destacou na polícia. Prestara concurso aos dezenove anos, quando já cursava a faculdade de direito. Passou em terceiro lugar. Foi emposssado quase dois anos depois. Após se formar, prestou concurso para delegado passando em primeiro lugar. No entanto, sua paixão sempre foi o trabalho investigativo e desde que entrou na corporação tinha como meta de vida desarticular esta famigerada quadrilha. Agora, após ouvir inúmeras vezes as mais de trinta fitas gravadas com conversas telefônicas, autorizadas pela justiça, sentia que estava mais perto do que nunca de desvendar todo o mistério. O padre miserável, que parecia ser o cabeça de todo esquema, já havia sido expulso da igreja. Não pelos crimes que vinha cometendo, mas pelo fato de manter na cidade da sua paróquia, aos olhos de todos, mulher e filhos. Havia também uma desconfiança dos seus superiores, ele sabia disso, pelo fato do padre ter diversas propriedades como fazendas, apartamentos, casas, andar com carros de luxo e ostentar uma vida de riquezas. A igreja no entanto, preferiu não investigar a fundo a questão e por uma cortina encobrindo os podres do Sr. Ducas. Ele não, estava cada vez mais perto do padre e aguardava a resposta sobre o mandado de prisão que solicitara. Pensara em viajar para Serra Grande, mas aguardava o apoio da justiça. Queria voltar de lá com o padre algemado e para isso não podia se precipitar. Tudo indicava que o vigário não desconfiava estar sendo investigado, a operação transcorria há dois anos no mais absoluto sigilo. Agora, tão perto que estava de por a mão no meliante, não podia correr o risco de espantar a presa e deixá-la fugir.&lt;br /&gt;O delegado, mesmo com a pouca idade, sentia necessidade de parar um pouco. Tirar uma licença, dedicar-se mais a vida pessoal. Lembrou que há tempos não saía com uma mulher, e há muito vinha pensando em casar, ter filhos, enfim, constituir uma família. Por isso, estava muito ansioso para encerrar a operação com sucesso e dar um pouco de si a si mesmo. Sua cabeça era um turbilhão e os pensamentos o tomavam.&lt;br /&gt;-Maia, alguma notícia do mandado?-Falou com o assistente ao interfone.&lt;br /&gt;-Não senhor. Até agora não obtivemos resposta.&lt;br /&gt;-Não estou me sentindo bem. Vou para casa. Preciso me recolher um pouco. Se tiver alguma notícia, seja que hora for, você me encontra no bip, no celular ou no fixo, ok?&lt;br /&gt;-Certo chefe.&lt;br /&gt;Peçanha desceu o elevador distraído. Pegou o carro e saiu pensativo. Era um longo caminho da sede da Polícia Federal na Cidade Baixa até seu apartamento no bairro da Pituba. Repassou na mente todo o plano da operação. Nada podia falhar. Colocou no toca fitas a última das gravações que ainda não havia ouvido inteira.&lt;br /&gt;De repente o inesperado. Através dos códigos que ele já conhecia muito bem, o padre marcava com um casal de italianos a entrega de outra criança. Era bom demais para ser verdade. Um encontro marcado para a próxima semana, num grande shopping da cidade. O Dr. Peçanha voltou o trecho da fita várias vezes. Não teve dúvidas. Era a marcação de um encontro para a entrega de uma criança. O que faltava para o flagrante.&lt;br /&gt;Ouvia a fita à exaustão. O cansaço lhe tomava após três noites quase sem dormir, até que adormeceu na direção, saiu da pista e bateu de frente em um poste de iluminação.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-7381285772791907930?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/7381285772791907930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=7381285772791907930&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/7381285772791907930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/7381285772791907930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/08/o-caminho-de-volta_24.html' title='O CAMINHO DE VOLTA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-9181185718732918936</id><published>2009-08-16T07:00:00.001-03:00</published><updated>2009-08-16T07:30:30.889-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Caminho de Volta'/><title type='text'>O CAMINHO DE VOLTA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Continuação. Para ler o capítulo anterior clique &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/08/o-caminho-de-volta_09.html"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CAPÍTULO 03&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eram três horas da tarde quando Carolina despertou. Não estava mais na sala e sim na minha cama. Ao olhar para o lado não me viu e se assustou. Uma estranha sensação de felicidade a tomava. Estranha, pois há muito não sabia o que era se sentir feliz. Estava leve como uma pluma e sorridente. Um sentimento diferente, o qual nunca havia experimentado, a tomava. Ela não sabia, mas aquilo se chamava amor. Neste momento eu estava tomando banho. Também fazia pouco tempo que acordara. O sol entrava pela janela da sala adentro muito forte e me despertou. Carolina dormia como um anjo. Para protegê-la, carreguei-a até o meu quarto e a pus na minha cama. Fechei bem as cortinas para evitar a entrada do sol e ela pudesse dormir melhor. Seu sono era tão pesado que ela não acordou. Olhava para a mulher ao meu lado e não acreditava no que estava vivendo. Tudo tinha sido tão maravilhoso e intenso que não imaginava aquilo como apenas uma transa a mais. Mas, no fundo, algo me dizia que estava entrando num problema muito sério. Aquela mulher era de um outro mundo, extremamente diferente do meu. Filha de milionários e com todos os problemas que carregava consigo, decididamente não era mulher para mim. No entanto a vontade de levar tudo adiante parecia mais forte que a minha consciência e razão. Após observá-la longamente e cada vez mais admirar sua beleza e seu sono tranqüilo, fui tomar meu banho envolto nesses pensamentos e pouco depois ela acordou. Chamou meu nome, mas não a ouvi. A ducha estava forte e fazia muita zoada. Embora se visse sozinha não sentira medo. Não saberia explicar, mas se sentia segura ali. Estava feliz, muito feliz. Quando voltei para o quarto enrolado na toalha ela me chamou e disse:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Vem fazer amor comigo novamente. Me faz sentir tudo de novo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais uma vez nos amamos, desta feita com mais intensidade e carinho. Parecia que nos conhecíamos há muito tempo, tamanha era nossa intimidade. Depois do amor, nos abraçamos na cama e após um longo silêncio perguntei:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Carol, você já pensou que a gente não tem chances, que não podemos ficar juntos?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Posso ficar com que eu quiser. Sou rejeitada, mas sou dona do meu nariz. Não tenho pais, não tenho ninguém. Logo posso fazer o que quiser e ficar com quem quero e, acredite, quero você. A não ser que você não me queira.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Não é isto que estou falando, você nem me conhece, como pode saber que é realmente a mim que quer? Como pode saber que sou a pessoa certa para você.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Intuição. Não preciso te conhecer mais do que conheço. Já vi quem você é e pronto. Sou uma pessoa determinada, sei o que quero pra mim. Brigo com o mundo se preciso for.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Eu espero que não lhe traga mais problemas do que já tem. As coisas não vão ser como você está pensando. Por mais que não seja filha biológica, que seus pais a rejeitem, você é registrada como tal. Acha mesmo que eles vão admitir que se relacione com alguém como eu? Pobre e sem status?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Meus pais não ligam para mim. Nunca ligaram. Não se importam com que eu ando ou com o que faço. Você verá que é assim. Não me deixe agora Caco, por favor! Preciso de você. Quero que me ajude.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Como assim?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Preciso encontrar meus verdadeiros pais. Não sei bem o que aconteceu para que eles me entregassem aos traficantes. Nem sei se fui realmente entregue ou se fui roubada. Talvez eles me procurem até hoje. Todos os dias vemos nos jornais pais que procuram seus filhos desaparecidos, às vezes por décadas. Tudo que Paula me disse não me dá muitas pistas. Só sei que vim do Rio Grande do Sul, de uma cidade chamada Minuano. Mas já é um bom ponto de partida. É por lá que temos que começar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Temos que começar? Está ficando louca? Que acha que vou fazer? Abandonar minha vida, meu trabalho para sair com você procurando seus verdadeiros pais? Não, isto não faz sentido, nem vai dar o meu sustento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Não pedi para você largar a sua vida, só pedi a sua ajuda. Mas te digo uma coisa Caco: com ou sem você vou descobrir a minha origem, custe o que custar, farei qualquer coisa para isto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Você é realmente muito determinada. Preciso pensar em tudo isto. Parece que de ontem pra hoje minha vida virou 180 graus.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Se a sua virou assim, imagine a minha. Até ontem eu pensava ter pais e uma irmã. Verdade que eles me tratavam de uma forma estranha. Sem carinho, com desprezo até. Sempre achei que havia algo estranho até aquela cobra me dar de presente de aniversário toda a verdade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-O que pretende fazer agora?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Não sei. Ainda não decidi. Preciso pensar o que fazer com muita calma. Talvez procurar a polícia. Se é verdade que eles me compraram na mão de traficantes, então cometeram um crime, não foi?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-É, acho que sim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Por outro lado isto já tem mais de vinte anos. Já deve ter prescrito. Dr. Mário Constantino é uma raposa velha. Advogado sem escrúpulos, sabe como ninguém se precaver de algum problema. Mas acho que posso contar com meu padrinho. Este sim foi um grande pai pra mim. Só não consigo entender porque nunca me contou a verdade. Poderia estar magoada com ele, mas sei que deve ter tido um motivo muito forte. Tenho que procurá-lo. Meus pensamentos estão muito confusos. Preciso por a cabeça no lugar. Posso ficar aqui hoje?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Claro que sim! Eu vou adorar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Vou pensar em todas as possibilidades que tenho, qual o trunfo que disponho. Tem que haver uma forma. Preciso saber de tudo, caso contrário não terei paz o resto dos meus dias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Cuidado para você não se machucar mais ainda. Tem coisas na vida que é melhor a gente nem ficar sabendo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Caco, quando uma coisa martela nossa mente, por pior que seja, é melhor ficarmos a par. Nunca vou saber se é ruim caso não a conheça, entende? E, além do mais, se não tentar morrerei na dúvida. Isto aprendi com meu pai, aliás, com Dr. Mário. Nem sei se tenho pai.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Claro que você tem pai Carolina. Eles te criaram, não esqueça disto. Te deram tudo que tem hoje?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-E o que tenho hoje? Diga-me. Eles só me aturaram por não ter outro jeito. Por serem culpados e não poderem se livrar de mim. Tudo sempre foi para Paula. O mais importante principalmente: o carinho, o amor. Eu nunca tive nada nesta vida Caco. Só ilusões, sonhos e decepções.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Carol, tome muito cuidado com os seus sentimentos. Não deixe que o ódio a domine, ele pode lhe destruir. Lembre-se sempre que a capacidade de perdoar é muito mais nobre e gratificante que a vingança. Aliás, a melhor vingança é o perdão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Não quero me vingar de ninguém, quero apenas me descobrir. Não que ache isto a solução dos meus problemas, mas se estivesse no meu lugar iria me entender. Eu devo ter um pai e uma mãe Caco. Os que me geraram. O que aconteceu com eles? Será que estão vivos? Porque me deram para outros criarem? Será que me deram mesmo ou fui roubada por alguém? E esta história de tráfico de crianças? Você acha que isto deve ficar impune? Não Caco, preciso muito saber de tudo e, acredite, saberei. Quando boto uma coisa na cabeça nada me faz recuar e não vai ser dessa vez. Talvez, depois de saber tudo até entenda melhor os meus pais, tanto biológicos como de criação. A verdade é que isto me dá um novo sentido na vida, algo que não existia. Viver para mim era apenas passar e agora é o caminho para chegar a um lugar específico. Um objetivo, algo porque lutar. Preciso fazer meu caminho de volta para entender como e porque estou aqui. Entende?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Acho que sim minha princesa, espero só que você não se machuque mais. Vou ver como poderei ajudá-la ta?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Oh meu amor! Eu sabia que poderia contar contigo. Soube disto desde o momento que me olhou no banco daquela praça.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Eu tenho medo de me envolver com isto, tenho que ser sincero. Não sei o que pensar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Mas eu sei. Sei o que me fez sentir, sei que me tornou mulher. Nunca me senti tão amada e valorizada. Você deu a minha vida um significado. Algo que ela nunca teve.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Vá tomar um banho meu amor. Vou preparar algo pra gente tomar o café da manhã às cinco da tarde.-Falei rindo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto eu cortava umas frutas para um suco e fazia uns sanduíches Carolina tomou banho e veio ao meu encontro. Falava como uma desesperada, não parava um minuto sequer. Eu, atordoado, tentava assimilar suas palavras, mas era difícil para mim. Tudo porque segui aquela mulher. Mas que mulher? Linda, meiga, decidida, fascinante. Sem querer estava me envolvendo num problema muito sério e era preciso tomar uma decisão logo, antes que fosse tarde demais. Eu sentia que minha vida nunca mais seria a mesma. Só não sabia o que estava por vir. Se seria melhor ou pior de tudo que já tinha vivido. O que me esperava naquele caminho de volta?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Carolina. Espero que não me leve a mal. Preciso ficar sozinho por um tempo. Acho que você também. Fique a vontade. Se quiser ligue o som ou a televisão, ou pegue um livro na estante. Vou sair para caminhar, não demoro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Vai Caco. Estarei aqui esperando você. Ela me beijou. Eu estremeci, senti um arrepio frio na espinha. Saí sozinho e caminhei até a orla. Vaguei sem rumo olhando o mar. O que estava do outro lado dele?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-9181185718732918936?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/9181185718732918936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=9181185718732918936&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/9181185718732918936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/9181185718732918936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/08/o-caminho-de-volta_16.html' title='O CAMINHO DE VOLTA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-6606351918622533736</id><published>2009-08-13T20:43:00.000-03:00</published><updated>2009-08-13T20:43:13.827-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>O SUSTO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SoSkGoOnz9I/AAAAAAAABRw/WF0vgqoMckc/s1600-h/caras-de-susto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369597089517391826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 380px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SoSkGoOnz9I/AAAAAAAABRw/WF0vgqoMckc/s400/caras-de-susto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;O susto é o prenúncio do medo&lt;br /&gt;O medo que está por vir&lt;br /&gt;Ou aquele que já veio?&lt;br /&gt;Do veio porvir&lt;br /&gt;Porventura&lt;br /&gt;A cura do medo&lt;br /&gt;Segredo sem farol&lt;br /&gt;Labareda no teu seio&lt;br /&gt;Alimento na ponta do anzol&lt;br /&gt;Assombração entre o arvoredo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medo, medo, medo&lt;br /&gt;Segredo, segredo, segredo&lt;br /&gt;Arvoredo, arvoredo, arvoredo&lt;br /&gt;Ventura, ventura, ventura&lt;br /&gt;A cura, a cura, a cura&lt;br /&gt;Pura, pura, pura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assombração entre o arvoredo&lt;br /&gt;Alimento na ponta do anzol&lt;br /&gt;Labareda no teu seio&lt;br /&gt;Segredo sem farol&lt;br /&gt;A cura do medo&lt;br /&gt;Porventura&lt;br /&gt;Do veio porvir&lt;br /&gt;Ou aquele que já veio?&lt;br /&gt;O medo que está por vir&lt;br /&gt;O susto é o prenúncio do medo&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-6606351918622533736?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/6606351918622533736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=6606351918622533736&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/6606351918622533736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/6606351918622533736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/08/o-susto.html' title='O SUSTO'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SoSkGoOnz9I/AAAAAAAABRw/WF0vgqoMckc/s72-c/caras-de-susto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-629949552954183945</id><published>2009-08-09T07:00:00.001-03:00</published><updated>2009-08-09T07:00:02.058-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Caminho de Volta'/><title type='text'>O CAMINHO DE VOLTA</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Continuação. Para ler o capítulo anterior clique &lt;/span&gt;&lt;a href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/08/o-caminho-de-volta.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPÍTULO 02&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vida de Carolina foi um verdadeiro conto de fadas até seus três anos de idade. Como única filha, era paparicada por todos. Pai, mãe e avós. Tinha tudo do bom e do melhor vivendo rodeada de presentes e carinho. Chegava a ser demasiado o dengo com o qual era tratada por todos. Tinha tudo para ter uma vida de rainha até que, sem que ela pudesse imaginar, um fato novo viria mudar toda a sua vida e o seu destino daquele dia em diante.&lt;br /&gt;Quando Mário e Sandra resolveram criar Carolina, se conformaram plenamente com aquele desvio do destino. Já que não podiam ter filhos, era esta a vontade de Deus, o jeito seria adotar uma criança. Numa circunstância um tanto estranha conheceram Carolina. A paixão foi imediata. A menina era linda e ainda um bebê de dias. Pele alva e olhos claros o que muito contava para o preconceituoso casal. Dedicaram-se como verdadeiros pais à criação da menina. Registram-na como filha legítima e em tudo no que mais poderia influir na sua formação assim agiam. Sandra até já havia esquecido que jamais poderia ser mãe. Era como se já fosse e pronto. Até fizeram um pacto com os avós maternos e paternos para que jamais fosse revelada a Carolina a sua origem, bem como a qualquer outra pessoa. Sandra não comentara sobre o seu problema com ninguém e, logo que tomaram Carolina para criar, viajaram para a Europa onde passaram quase dois anos. Ao voltar, foi fácil apresentar a menina sem levantar suspeitas. Ela cresceria acreditando ser filha biológica do casal. Tudo isto estava perfeito até março de 1972. Naquela época, Dr. Ciszen retornara de uma viagem de três meses aos Estados Unidos onde fizera um curso de aperfeiçoamento. Ele que, além de médico, era amigo íntimo da família, assim que chegou a Salvador foi a casa dos Constantinos para uma visita, para matar as saudades de Carolina por quem se afeiçoara muito e para contar as boas novas que trazia de lá para o casal.&lt;br /&gt;-Dr. Ciszen! Grande prazer ter o amigo de volta! Vamos fazer um brinde de boas vindas.&lt;br /&gt;-Senti muitas saudades Mário. Esta terra é maravilhosa, realmente mágica. Posso ir pra qualquer lugar do mundo, o mais civilizado que seja, mas só me sinto em casa no Brasil e, principalmente, em Salvador. Aqui tenho meus amigos, minha família, minha casa de praia, enfim, tudo meu está aqui. E Sandra? Tudo bem. E a pequena Carol, estou com saudades da minha afilhada. Deve ter crescido um bocado nesses três meses hein? Deve estar linda. Estou louco para vê-la.&lt;br /&gt;Mário pediu que Aurino chama-se a patroa e descesse com Carolina.&lt;br /&gt;-Mas diga Ciszen, como vão as coisas na América. Lá já é primavera, daqui a pouco chega o verão. Irei a Nova York em breve. Preciso resolver uns negócios para um cliente.&lt;br /&gt;-Aquilo nunca muda. Acho o povo frio, feio e chato. Não posso negar que estão a nossa frente, mas prefiro meu Brasil, por mais esculhambado que seja.&lt;br /&gt;-Que nada Ciszen, aquilo sim é que é país. Não esta porcaria de Brasil.&lt;br /&gt;-Amigo não cuspa no prato que come todos os dias.&lt;br /&gt;Durante aquela conversa informal desce Sandra  sem Carolina.&lt;br /&gt;-Ciszen! Que prazer tê-lo de volta. Carolina está dormindo, por isso não a trouxe. Ela ficaria muito feliz em vê-lo.&lt;br /&gt;-Deixa ela dormir Sandra, quando acordar a verei.&lt;br /&gt;-Vai ficar para jantar conosco. Vou providenciar seu prato predileto.&lt;br /&gt;-Já que a senhora tanto insiste, não tenho como recusar.&lt;br /&gt;-Mas conte-nos como foi a viagem e o curso. – Falou Sandra.&lt;br /&gt;-Foi tudo muito bom graças ao bom Deus. Pra vocês é que trago uma notícia que, creio eu, vai agradar-lhes muito.&lt;br /&gt;-Não diga! Do que se trata? – Indagou Mário curioso.&lt;br /&gt;-Nos estudos que fiz por lá tomei conhecimento de uma nova técnica no tratamento de alguns casos de infertilidade feminina que creio casar muito bem com o caso de Sandra. Através de um tratamento moderno, desenvolvido por um especialista americano, mulheres como você, têm conseguido em 90% dos casos, restabelecer a possibilidade de ter filhos. O método já foi testado em larga escala com muito sucesso. É um tratamento caro e, por enquanto só pode ser realizado lá. Mas isto não é problema para vocês.&lt;br /&gt;Sandra ouvia atentamente as palavras do médico. Elas lhe davam uma esperança há muito morta no seu coração. Um novo sentido na vida.&lt;br /&gt;-O Sr. acha que valeria a pena submeter-me a um tratamento desses Ciszen?&lt;br /&gt;-Sandra, já diz o ditado que a esperança é a última que morre. Pode não dar certo, mas jamais saberá se não tentar. Deve sim estar preparada psicologicamente para um resultado negativo. Você já tem Carolina que uma princesinha. Caso não dê certo não amargará mais a dor de não ser mãe.&lt;br /&gt;-Dr., Sandra já se conformou com a nossa situação. Temos Carolina que é tudo para nós. Tenho medo de, não dando certo, ela volte a ficar revoltada e caia naquela depressão. Não quero nem imaginar uma coisa assim.&lt;br /&gt;-Calma Mário. Sou eu quem tenho que decidir. Afinal o problema está comigo.&lt;br /&gt;-Eu sei amor, não é disto que falo. Pense bem, lhe darei todo o apoio seja qual for a sua decisão, mas confesso que temo algo de ruim.&lt;br /&gt;-Mário, eu como médico ginecologista e obstetra, sei da importância que é para uma mulher gerar um filho no ventre. Sei também, e vocês mais do que eu, da frustração que é não poder gerá-lo. E, além disso, sou daquelas pessoas que só se dão como perdida quando se esgota a última das últimas das tentativas. Acho que vale a pena Sandra tentar o tratamento.&lt;br /&gt;-Eu quero Dr., quero tentar. O Sr. me dá novas esperanças, este sempre foi o meu sonho. Preciso tentar novamente.&lt;br /&gt;-Posso indicar vocês ao Dr. Clark Gate. Ele é uma das maiores sumidades do mundo no assunto. Foi ele quem desenvolveu este novo método revolucionário. Mário disse-me que está indo a Nova York em breve. Poderiam aproveitar a viagem e fazer uma consulta. Não custa nada. Só ele vai poder dizer se o tratamento se aplica ou não ao seu caso. Pelo que sei, já que fui eu quem acompanhou o seu problema desde o início, e, pelo que estudei por lá, acho que tem grandes chances de dar certo.&lt;br /&gt;Sandra ficou entusiasmadíssima. Nada a impediria de fazer a consulta. Se Dr. Ciszen tinha esperança é porque ela tinha chances. Quem mais do que ele poderia saber disso? Mesmo que Mário não concordasse, ela iria se consultar. Porém, Mário jamais  deixou de fazer as vontades de Sandra e não seria desta vez. Acabou por concordar em levá-la na viagem para que pudesse ir ao médico.&lt;br /&gt;A intenção de Ciszen foi a melhor possível. Gostava muito de Sandra e de toda a família. Ela e a mãe eram, além de amigas, suas pacientes há anos. Mas, gostava muito mais de Carolina que além de sua afilhada era como a filha que sempre desejou e não teve. Não teve também coragem de adotar uma e a sua consciência lhe cobrava isto. Se imaginasse o mal que estava fazendo a menina ao sugerir o tratamento a Sandra, jamais teria dito nada.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-629949552954183945?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/629949552954183945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=629949552954183945&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/629949552954183945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/629949552954183945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/08/o-caminho-de-volta_09.html' title='O CAMINHO DE VOLTA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-5905501183109193437</id><published>2009-08-05T10:44:00.003-03:00</published><updated>2009-08-05T11:26:46.040-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outras Viagens'/><title type='text'>ANA CAROLINA</title><content type='html'>O vídeo já diz tudo. O poema de Elisa Lucinda e a parceria de Tom Zé. Sem comentários!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/pwXhp2pYMXw&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/pwXhp2pYMXw&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-5905501183109193437?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/5905501183109193437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=5905501183109193437&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/5905501183109193437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/5905501183109193437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/08/ana-carolina.html' title='ANA CAROLINA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-6249809582826774795</id><published>2009-08-05T07:54:00.007-03:00</published><updated>2009-08-05T11:27:11.065-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='regionalismo'/><title type='text'>NA BAIANA DO ACARAJÉ</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SnllN9-hUSI/AAAAAAAABRY/1LE_0MeyClE/s1600-h/acaraje.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 254px; height: 228px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SnllN9-hUSI/AAAAAAAABRY/1LE_0MeyClE/s320/acaraje.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366431721638154530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;-Diga aí freguês?&lt;br /&gt;-Baiana, vê um com e um sem pra viage.&lt;br /&gt;-Bota pimenta?&lt;br /&gt;-Tá muito retada?&lt;br /&gt;-Tá boa.&lt;br /&gt;-Então bota como se o cu fosse seu. Tem guaraná?&lt;br /&gt;-Sim. Tem coca, fanta, fanta uva e soda.&lt;br /&gt;-Bota uma coca pra viage também. Sabe dizer onde eu pego o buzu pra Muriçoca?&lt;br /&gt;-Faz o arrodeio a direita. Ele passa na pista de lá.&lt;br /&gt;-Costuma demorar?&lt;br /&gt;-Demora pra caralho. Só passa de caju em caju.&lt;br /&gt;-Ôto dia peguei esse buzu e o motô botou pra fudê. Corria virado na nisgraça, acho que tava comeno água.&lt;br /&gt;-Esses corno num respeita a gente. Leva o buzu como se fosse fusca. Ôto dia o motô fez uma curva virado na porra e derramou meu balaio todo.&lt;br /&gt;-Filho da puta! Porque você num mandou ele pra casa da porra?&lt;br /&gt;-É que tava na pendura, num podia reclamar. Cê sabe né, as vez a gente pega carona.&lt;br /&gt;-Cê tava indo pronde?&lt;br /&gt;-Da Curva Grande pro Pau Miúdo.&lt;br /&gt;-Ah! Longe pra porra.&lt;br /&gt;-O pior né isso. O buzu tava intupido e tinha um viado fazeno terra em mim. Mandei o sujeito tomar no lugar que galo gosta. Que falta de respeito!&lt;br /&gt;-Pois é baiana. O povo num respeita mais nada. É foda! Cê já viu que tem um carioca trabalhano na padaria de seu Nonô?&lt;br /&gt;-Vi, acho que ele é meio tiziu do peito seco.&lt;br /&gt;-Pois é. O sacana ficou rino da minha cara porque pedi uma vara e dois cassetinho, pode?&lt;br /&gt;-Pode não batera, quem essa bicha pensa que é?&lt;br /&gt;-Sei lá. Aquela coca é fanta mesmo.&lt;br /&gt;-Tô indo baiana. Vou levá o acarajé da nêga antes que isfrie. Ah! Bota uma punheta também. Quanto é?&lt;br /&gt;-Seis real.&lt;br /&gt;-Bota no prego baiana. De hoje a oito eu te pago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;P.S.&lt;/span&gt; Este texto é quase uma transcrição literal de um diálogo que ouvi ontem entre a baiana e um cliente quando fui comprar um acarajé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Glossário de Regionalismos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Diga aí freguês:&lt;/span&gt; Saudação de comerciante, principalmente feirante, camelôs e baianas de acrajé, aos seus clientes.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Baiana:&lt;/span&gt; Vendedora de acarajé.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um com, um sem:&lt;/span&gt; Acarajé com e sem camarão.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Muito retada:&lt;/span&gt; Muito forte, ardendo demais.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Como se o cu fosse seu:&lt;/span&gt; pouca pimenta.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Guaraná:&lt;/span&gt; Para o baiano guaraná é sinônimo de refrigerante.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Viage:&lt;/span&gt; Viagem.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Buzu:&lt;/span&gt; Ônibus coletivo.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Muriçoca:&lt;/span&gt; Pernilongo. Neste caso alusão ao Vale da Muriçoca que liga o bairro da Federação a Av. Vasco da Gama em Salvador.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Arrodeio:&lt;/span&gt; Retorno.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pra caralho:&lt;/span&gt; Muito.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;De caju em caju:&lt;/span&gt; De quando em vez, espaçadamente.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ôto:&lt;/span&gt; Outro.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nisgraça:&lt;/span&gt; Desgraça.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Comeno água:&lt;/span&gt; Fazendo uso de bebida alcoólica.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Motô:&lt;/span&gt; Motorista.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Virado na Porra:&lt;/span&gt; Forte, nervoso, com muita intensidade.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Balaio:&lt;/span&gt; Cesto grande trançado de vime ou cipó.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Na Pendura:&lt;/span&gt; Fiado ou de graça.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Num:&lt;/span&gt; Não&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cê:&lt;/span&gt; Você.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pronde:&lt;/span&gt; Para onde.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Curva Grande:&lt;/span&gt; Ladeira no bairro do Garcia em Salvador.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pau Miúdo:&lt;/span&gt; Bairro de Salvador.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Intupido:&lt;/span&gt; Muito cheio, entupido.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fazeno terra:&lt;/span&gt; Roçar por trás nas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;No lugar que galo gosta:&lt;/span&gt; No cu.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Trabalhano:&lt;/span&gt; Trabalhando.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tizio do peito seco: &lt;/span&gt;Homossexual.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rino:&lt;/span&gt; Rindo.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vara:&lt;/span&gt; Pão francês 200g.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cassetinho:&lt;/span&gt; Pão francês 50g.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Batera:&lt;/span&gt; Amigo, parceiro.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Aquela coca é fanta:&lt;/span&gt; O rapaz é gay.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nêga:&lt;/span&gt; Esposa, namorada, amante.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Isfriar:&lt;/span&gt; Esfriar.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Punheta:&lt;/span&gt; Bolinho frito de tapioca coberto com açúcar e canela em pó. Também conhecido como bolinho de estudante.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Botar no prego:&lt;/span&gt; Pendurar, fazer fiado.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;De hoje a oito:&lt;/span&gt; Daqui a uma semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-6249809582826774795?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/6249809582826774795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=6249809582826774795&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/6249809582826774795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/6249809582826774795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/08/na-baiana-do-acaraje.html' title='NA BAIANA DO ACARAJÉ'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SnllN9-hUSI/AAAAAAAABRY/1LE_0MeyClE/s72-c/acaraje.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-3526403475663262015</id><published>2009-08-03T10:34:00.001-03:00</published><updated>2009-08-03T10:36:22.978-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Elucubrações'/><title type='text'>BILHETES II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SnQYW5N_RHI/AAAAAAAABRQ/6ji9bexP88k/s1600-h/bilhete_de_suicidio.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 225px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SnQYW5N_RHI/AAAAAAAABRQ/6ji9bexP88k/s320/bilhete_de_suicidio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364939837700785266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Eu escrevi bilhetes de amor. Escrevi linhas que falavam da minha angústia e do meu desespero. Escrevi cartas com mentiras e verdades tentando aproximar o meu eu da minha razão. Eu fui fundo nas palavras dos bilhetes não lidos. Esquecidos na porta da geladeira. Como aquele que avisava para desligarem o fogo do feijão antes do incêndio consumado. Eu escrevi bilhetes conotativos com idéias desencontradas e palavras sem sentido, cujos significados &lt;i style=""&gt;desconotativavam&lt;/i&gt; o resumo da história. Escrevi bilhetes sem memórias ou lembranças. Sem esperanças, sem pudores. Falava dos meus amores como falo de futebol. Escrevi bilhetes não postados, esquecidos nas gavetas e escaninhos de um cérebro &lt;st1:personname productid="em colapso. Fui" st="on"&gt;em colapso. Fui&lt;/st1:personname&gt; relapso, preguiçoso, fui fugaz. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: georgia; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: georgia; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Recebi bilhete azul me apontando a porta da saída. Na hora da despedida um bilhete de apoio e consolo. Li bilhetes de artistas nos versos das canções. Bilhetes de corações apaixonados. Cartas quilométricas desconsiderando a distância entre seus destinatários. Bilhetes com relicários e um passado no papel. Bilhetes de uma vida, uma encarnação não lembrada, nas sessões de regressão no divã de um analista. Um que veio do florista com as rosas vermelhas e amarelas. Este estava perfumado. Bilhetes deixados na mesa, nos correios, no caderno ou no bolso. Bilhetes, bilhetes, bilhetes, que teimo em ler ou escrever com a caneta já falhando. A tinta acabando no bilhete que deixo agora supurando a ferida. Não conto a minha história, só me despeço da vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-3526403475663262015?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/3526403475663262015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=3526403475663262015&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/3526403475663262015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/3526403475663262015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/08/bilhetes-ii.html' title='BILHETES II'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SnQYW5N_RHI/AAAAAAAABRQ/6ji9bexP88k/s72-c/bilhete_de_suicidio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-7730257045808440929</id><published>2009-08-02T07:00:00.001-03:00</published><updated>2009-08-02T07:00:02.231-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Caminho de Volta'/><title type='text'>O CAMINHO DE VOLTA</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Continuação. Para ler o capítulo anterior clique &lt;/span&gt;&lt;a href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/06/o-caminho-de-volta_15.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPÍTULO I&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando dobrei a esquina vi que ela havia sentado num banquinho da praça. Aproximei-me o mais que pude. Foi então que percebi o seu desespero. Ela chorava muito.&lt;br /&gt;-Posso ajudá-la? – Perguntei.&lt;br /&gt;Ela me olhou e nada disse. Apenas chorava. Seus olhos estavam vermelhos, sua face molhada pelas lágrimas. Observei atentamente suas feições e vi o quão bonita ela era. Linda. Seus olhos brilhavam, de um azul celestial, mesmo embaçados pelo pranto. Sua tez parecia suave como uma seda e os cabelos loiros e lisos balançavam ao vento daquele início de noite.&lt;br /&gt;-Menina, sabe que não deve ficar aqui sozinha? Já escureceu e logo ficará perigoso. – Falei enquanto sentava ao seu lado. Ela me olhou profundamente e, por um instante, parou de chorar. Tentou falar algo, mas o pranto tomou-lhe novamente. Abraçou-me com se me conhecesse há tempos e, com todo o carinho, ofereci meu ombro para consolá-la.&lt;br /&gt;-Não sei que tipo de problema está passando. Não sei se quer o seu nome, mas não gosto de ver uma moça tão linda chorando na rua, em plena noite a se expor.&lt;br /&gt;-Carolina. Me chamo Carolina. – Pela primeira vez ouvi sua voz, estava trêmula. Pela aparência imaginei que tivesse mais ou menos a minha idade, 24 anos, mas não quis perguntar.&lt;br /&gt;-Quer que te leve pra casa Carolina?&lt;br /&gt;-Não. Pra casa não. Nunca mais quero por os pés lá.&lt;br /&gt;-Então o que posso fazer para te tirar daqui. Você não vai ficar aqui sozinha vai?&lt;br /&gt;-Não. Vou para um hotel. Quero passar esta noite refletindo. Amanhã decido o que fazer da minha vida.&lt;br /&gt;-Que tal se fôssemos a um barzinho? Podemos conversar e assim você relaxa um pouco.&lt;br /&gt;-Você me leva?&lt;br /&gt;-Claro. Não a convidei?&lt;br /&gt;Pegamos um táxi e fomos a um bar no Parque do Abaeté. Lá a brisa da lagoa soprava como carícia em nossos rostos.&lt;br /&gt;-Quer tomar um chopp?&lt;br /&gt;-Prefiro uma caipirosca, por favor.&lt;br /&gt;-Garçom! Traga-nos um chopp e uma caipirosca.&lt;br /&gt;-Pouco açúcar, por favor. – Pediu Carolina.&lt;br /&gt;-Tem certeza que não quer conversar sobre você?&lt;br /&gt;-Você já está sendo muito gentil. Não quero te encher com os meus problemas. Provavelmente já tem os seus.&lt;br /&gt;-Isto com certeza. Afinal quem não tiver problemas que mande o primeiro beijo.&lt;br /&gt;Pela primeira vez ela sorriu.&lt;br /&gt;-Desculpe minha falta de educação, sequer perguntei o seu nome.&lt;br /&gt;-Não tem problema, você estava transtornada. Eu é que fui mal educado em não me apresentar. Me chamo Caio Marcelo, mas pode me chamar de Caco.&lt;br /&gt;-Caco, eu espero não estar atrapalhando.&lt;br /&gt;-De forma nenhuma. Na verdade é até bom. Estava indo para casa e ficaria sozinho. Com certeza acabaria a noite deprimido. Sabe, hoje é meu aniversário e não gosto de passar esta data sem estar rodeado pelos amigos.&lt;br /&gt;-É mesmo? Coincidência, também faço aniversário hoje!&lt;br /&gt;-Jura? Quando nasceu?&lt;br /&gt;-Em 69.&lt;br /&gt;-Realmente é muita coincidência, também sou do mesmo ano. Temos exatamente a mesma idade.&lt;br /&gt;-Então vamos comemorar juntos. Um brinde a nós.&lt;br /&gt;-Que tenhamos muitos anos de vida então. Tintin..&lt;br /&gt;Brindamos o nosso dia e conversamos muito noite adentro. Não perguntei mais nada sobre o estado de desespero que a encontrei. Ela já estava descontraída, não quis trazê-la de volta ao sofrimento. Não sentimos o tempo passar até que notei o bar se esvaziando. Já era tarde e os garçons começavam a desmontar as mesas.&lt;br /&gt;-Carolina, acho que já estão querendo fechar a casa.&lt;br /&gt;-É mesmo! A gente perdeu a noção da hora. Vamos pedir a conta.&lt;br /&gt;-Você já decidiu pra onde vai?&lt;br /&gt;-Não, ainda não pensei nisto. Qualquer hotel próximo pra mim ta bom. Olha Caco, queria te agradecer. Você foi demais, conseguiu fazer com que eu esquecesse tudo que estou passando. Muito obrigada mesmo.&lt;br /&gt;-Não agradeça, não fiz nada demais. Pra mim foi maravilhoso também. Salvou minha noite. Gostaria de poder ajudar mais. Sei que algo muito grave está acontecendo contigo, mas não quero me meter na sua vida. De qualquer maneira, saiba que ganhou um amigo e que estarei a sua inteira disposição quando precisar.&lt;br /&gt;O garçom trouxe a conta que Carolina insistiu em pagar porém não deixei que isto acontecesse. Pedi ao garçom que chamasse um táxi.&lt;br /&gt;-Carolina, não quero parecer inconveniente nem mal intencionado, mas se quiser pode ir pra minha casa comigo. Lá preparo algo para comermos, você toma um banho, relaxa, dorme e amanhã, com a cabeça fria, decide o que fazer.&lt;br /&gt;-Não, não quero incomodar. As pessoas lá não estão esperando visitas. Vai ser um transtorno.&lt;br /&gt;-De forma alguma. Primeiro porque moro sozinho e depois será um grande prazer para mim, poder acolhê-la.&lt;br /&gt;-Será que posso confiar em você? – Falou rindo. Um sorriso encantador.&lt;br /&gt;-Sou um cavalheiro. Seria incapaz de te importunar. Fique tranqüila.&lt;br /&gt;Fomos para o meu apartamento. Eu estava confuso. Na verdade, no fundo, no fundo, pensava em tentar algo com ela, mas batia um grande receio de decepcioná-la. Nunca havia tido uma mulher tão linda nos braços. Talvez aquele momento de fragilidade que ela atravessava tornasse as coisas mais fáceis. Por outro lado poderia espantá-la se tentasse alguma coisa. Cabeça de homem! Que horror! Resolvi então me comportar e ser mesmo o cavalheiro que havia propagado.&lt;br /&gt;Quando chegamos à minha casa, arranjei algumas roupas para Carolina poder tomar um banho. Havia algo da minha irmã Helena em casa que sempre vinha do interior passar dias comigo. Dei-lhe toalhas limpas, sabonete novo, etc. Notei que ela me observava a cada passo e que em seus lindos olhos brilhavam um lampejo de medo, uma linha de arrependimento. Como se tivesse lido meus pensamentos anteriores.&lt;br /&gt;Enquanto ela tomava seu banho, fui para cozinha preparar algo rápido para jantarmos. Fiz um macarrão ao alho e óleo com camarões fritos à milanesa. Quando ela saiu do banho, veio para cozinha e ficou observando-me enquanto cozinhava.&lt;br /&gt;-Nunca vi um homem como você sabia?&lt;br /&gt;-O que tenho de diferente dos outros homens?&lt;br /&gt;-Sei lá. Acho que é esse seu jeito gentil, sua maneira de tratar as pessoas. Nunca na vida um homem cozinhou para mim, a não ser em restaurantes é claro, mas isto não conta.&lt;br /&gt;-Os melhores cozinheiros são homens se você não sabe.&lt;br /&gt;-Já ouvi falar isto, mas nunca achei um disposto a me provar.&lt;br /&gt;-Não sou bom. Faço o suficiente para me virar sozinho. Como pode ver não tenho ninguém para cozinhar pra mim.&lt;br /&gt;-Você não tem família Caco?&lt;br /&gt;-Tenho minha mãe e uma irmã, mas elas moram no interior.&lt;br /&gt;-Você não as vê muito?&lt;br /&gt;-Vejo sim. Sempre vou lá visitá-las. Às vezes minha irmã aparece por aqui e fica uns dias, mas não é muito freqüente não.&lt;br /&gt;-Como você se relaciona com elas? Bem?&lt;br /&gt;-Ah sim, muito bem! Elas são maravilhosas.&lt;br /&gt;-Você é que tem sorte. Não posso dizer o mesmo.&lt;br /&gt;-Você está revoltada com sua família? Porque diz que não quer mais voltar para casa?&lt;br /&gt;-É uma história muito comprida Caco. Um dia posso te contar. Agora preferia não falar neste assunto. O máximo que posso te dizer agora é que tenho pais e uma irmã que não são meus e nunca me trataram como se fossem.&lt;br /&gt;-Eles devem estar preocupados com você. Não gostaria de ligar avisando que não vai voltar para casa?&lt;br /&gt;-Não, não precisa. Eles só se preocupam consigo mesmo. Mas este negócio está cheirando bem, hein? Você parece ser bom.&lt;br /&gt;-Quando provar você fala certo?&lt;br /&gt;Foi uma noite maravilhosa. Conversamos muito. Carolina me contou sua vida e as descobertas que tinha feito naquele dia. Todo o seu drama. Observei tudo que dizia. Não imaginava que pessoas como ela pudessem ter aqueles tipos de problemas. Foi uma surpresa para mim. Falei um pouco de mim também. Dos meus sonhos, minhas decepções, meus desencontros e desencantos, meus acertos e progressos e da minha total falta de grana, enfim, falamos de nós. Nada poderia fazer para consolá-la. Seus problemas eram maiores que todos os meus somados. Entretidos que estávamos na conversa, nem percebemos quando o sol raiou. O dia estava lindo, mas o sono nos dominava. Ainda bem que era domingo, não teria de trabalhar.&lt;br /&gt;-Carolina, acho melhor a gente ir dormir. O dia já amanheceu. Foi uma das melhores noites da minha vida. Você é uma companhia muito agradável. Vou para o outro quarto. Espero que consiga descansar o corpo e principalmente a cabeça.&lt;br /&gt;Neste momento ela olhou fundo nos meus olhos. Seu olhar era de ternura. Então, se aproximou e me beijou com uma ternura sôfrega. Aquele beijo foi diferente de tudo que já havia experimentado. O sol que nascia foi a única testemunha do nosso amor. Nos amamos até cairmos exaustos no tapete da sala. Adormecemos profundamente, abraçados como um só ser. Até aquele dia, Carolina era virgem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-7730257045808440929?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/7730257045808440929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=7730257045808440929&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/7730257045808440929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/7730257045808440929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/08/o-caminho-de-volta.html' title='O CAMINHO DE VOLTA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-742490210453392407</id><published>2009-08-01T07:57:00.002-03:00</published><updated>2009-08-01T08:11:13.248-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>PRESENTE PRA LAI</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SnLOaPmKIII/AAAAAAAABRA/kTURk-hhS-Q/s1600-h/presente.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 326px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SnLOaPmKIII/AAAAAAAABRA/kTURk-hhS-Q/s400/presente.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364577056410181762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;25 de Julho de 2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É seu aniversário&lt;br /&gt;E sou eu quem ganho o presente&lt;br /&gt;Da imensa alegria&lt;br /&gt;De estar com você&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É seu aniversário&lt;br /&gt;E eu sou quem fico contente&lt;br /&gt;De ver minh'alma cansada&lt;br /&gt;Na estrada rejuvenescer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É seu aniversário&lt;br /&gt;E embora eu não mereça&lt;br /&gt;Que no meu campo floresça&lt;br /&gt;Um belo jardim em flor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo na frente o cenário&lt;br /&gt;De um lindo campo florido&lt;br /&gt;E o sabor colorido&lt;br /&gt;Da língua do seu amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É seu aniversário&lt;br /&gt;E nada trago nas mãos pra te dar&lt;br /&gt;Nem jóias, mimos ou teréns&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É seu aniversário&lt;br /&gt;E nada pra te ofertar&lt;br /&gt;Só meu amor, parabéns!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-742490210453392407?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/742490210453392407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=742490210453392407&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/742490210453392407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/742490210453392407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/08/presente-pra-lai.html' title='PRESENTE PRA LAI'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SnLOaPmKIII/AAAAAAAABRA/kTURk-hhS-Q/s72-c/presente.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-3495475498675284395</id><published>2009-07-31T07:19:00.004-03:00</published><updated>2009-07-31T08:13:22.872-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Esclarecimentos'/><title type='text'>PREGUIÇA BAIANA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SnLFZRHzlZI/AAAAAAAABQ4/y1-GlWrQchI/s1600-h/Pregui%C3%A7a.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 312px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SnLFZRHzlZI/AAAAAAAABQ4/y1-GlWrQchI/s400/Pregui%C3%A7a.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364567144035227026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;"As vezes sinto uma vontade enorme de trabalhar. Aí, vou para um canto quietinho, fico lá deitadinho, esperando a vontade passar."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Autor Desconhecido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que baiano é preguiçoso. Nunca vi uma mentira maior. O baiano é um povo trabalhador e disposto, mesmo sendo festeiro. Acho que o percursor desta bobagem foi o genial Dorival Caymmi. Preguiçoso de marcar maior, com sua música universal, propagou esta fama mundo afora. Só que a verdade é bem diferente. Mas não foi sobre isto que vim aqui falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia dar um monte de desculpas, falar de falta de tempo, de compromissos inadiáveis, uma fictícia L.E.R. ou algo do tipo, para justificar o longo período de silêncio deste espaço sem qualquer satisfação. No entanto vou falar a pura verdade. Nos últimos tempos me baixou o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;caboclo&lt;/span&gt; Dorival e eu fiquei com uma preguiça danada. Uma preguiça baiana. Fiquei como o cidadão da ilustração acima, esperando a vontade passar. Fui também acometido de um banzo que tentou minar as minhas forças, mas renasço das cinzas para voltar a postar aqui e nos outros espaços que participo. Espero que os caros leitores perdoem-me a ausência e não abandonem este baiano que de preguiçoso não tem nada, mas às vezes tambem tem direito a uma rede. Obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;P.S.&lt;/span&gt; A partir do próximo domingo, darei continuidade a história &lt;a style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;" href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/03/o-caminho-de-volta.html"&gt;"O Caminho de Volta"&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-3495475498675284395?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/3495475498675284395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=3495475498675284395&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/3495475498675284395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/3495475498675284395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/07/preguica-baiana.html' title='PREGUIÇA BAIANA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SnLFZRHzlZI/AAAAAAAABQ4/y1-GlWrQchI/s72-c/Pregui%C3%A7a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-7385429688594418215</id><published>2009-06-15T07:07:00.001-03:00</published><updated>2009-06-15T07:09:04.639-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Caminho de Volta'/><title type='text'>O CAMINHO DE VOLTA</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Continuação. Para ler o capítulo anterior clique &lt;/span&gt;&lt;a href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/06/o-caminho-de-volta.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Introdução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XIII&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Salvador, 29 de maio de 1969&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Joca saiu no táxi com Carolina. Estava extremamente pensativo. Na verdade se decepcionara com Ducas pela traição a Hermínio. Se agia assim com um amigo de tantos anos que não precisava dele para nada, como seria com o próprio sacristão? Estaria só interessado em usar as pessoas? Os pensamentos se misturavam na sua cabeça. Um misto de raiva e decepção. Ou estaria ele ofendido por Hermínio de quem não conseguia esquecer? Não, isto não. Ele sempre fora um homem e não uma bicha apaixonada por um padre! Joca não conseguia se encontrar em seus pensamentos quando o taxista anunciou:&lt;br /&gt;-Chegamos senhor, não vai descer?&lt;br /&gt;Pagou a corrida e olhou para a casa que estava a sua frente. Como alguém podia ter tanto dinheiro e morar num lugar daqueles enquanto outros passavam fome e miséria? É, definitivamente Deus não é justo.&lt;br /&gt;Tocou a sirene e em dois minutos um funcionário da residência veio atendê-lo.&lt;br /&gt;-O que o Sr. deseja?&lt;br /&gt;-Por favor, Dr. Mário Constantino. Ele está a minha espera. Meu nome é Antonio César.&lt;br /&gt;-Acompanhe-me senhor. Ele o espera.&lt;br /&gt;Entraram por um suntuoso jardim impecavelmente cuidado que encantou Joca. Ao fundo via-se a piscina em forma de um caroço de feijão. Ficava cada vez mais impressionado à medida que entrava na mansão. Ao chegar, Dr. Mário o esperava na sala de visitas.&lt;br /&gt;-Prazer Sr. Antonio! Sou Mário Constantino.&lt;br /&gt;-O prazer é todo meu senhor.&lt;br /&gt;Durante as apresentações Mário observava a menina. Embora tivesse mentindo para a esposa, acabou por contar a verdade. Ela era linda. Conforme Dr. Miguel, seu colega, descrevera. Olhos azuis, pele clara e traços finos. Tinha realmente características de nobreza.&lt;br /&gt;-Sr. Antonio. Vou chamar a minha esposa para ver a menina. Caso ela goste, ficaremos com a criança. Se tudo der certo, efetuarei o pagamento em particular no meu escritório ao lado. Não quero que ela presencie isto, entende?&lt;br /&gt;-Claro doutor.&lt;br /&gt;-Outra coisa. Para todos os efeitos eu vi a criança antes. Tive que contar esta mentirinha para convencer minha esposa. O senhor sabe né?&lt;br /&gt;-Sem problemas Dr. Mário.&lt;br /&gt;Mário tocou um sininho e segundos depois adentra a sala o indefectível Aurino. O mordomo que há anos trabalhava na família.&lt;br /&gt;-Aurino. Peça a senhora Sandra que desça. Diga a ela que a menina está aqui.&lt;br /&gt;Quando o mordomo avisou a Sandra, seu coração palpitou e mais parecia rasgar-lhe o peito e querer pular para fora. Não estava certa se era aquilo que realmente queria. Tinha medo, muito medo mesmo. Aquela criança lá embaixo não era sua. Como iria conviver com isto o resto dos seus dias? Seria melhor nem descer para vê-la. Mário não a perdoaria, seria para ele uma afronta. Deu a palavra ao colega que ela veria a criança. Não era justo que nem sequer descesse para olhar. Além do mais, bastava dar uma olhadinha e dizer que não gostou. Que não queria ficar com a menina. Estava decidida. Não iria criar uma desconhecida. Desceu sabendo exatamente o que iria falar.&lt;br /&gt;Tudo mudou quando viu Carolina. Era uma princesa. Como sempre sonhara uma filha. Quando fitou a face da criança esta lhe deu um lindo sorriso. Uma lágrima rolou em seu rosto. Não teve como conter o choro.&lt;br /&gt;Sandra tomou Carolina nos braços. Seus olhos brilhavam. Sentiu uma sensação de maternidade. Pareciam que as duas eram mãe e filha. Foi o que sentiu no momento. Sua mãe tinha razão. Iria criar a menina.&lt;br /&gt;-Mário é linda! Você tinha mesmo razão.&lt;br /&gt;-Ela é nossa filinha Sandra. Como iremos chamá-la meu amor?&lt;br /&gt;-Perdão doutor pela intromissão. A mãe dela, antes de morrer, lhe deu um lindo nome. Carolina.&lt;br /&gt;-É o nome da minha mãe! Exclamou Sandra. Carolina então. Vai se chamar Carolina. Minha Carol.&lt;br /&gt;-Bem Sr. Antonio, vamos até meu escritório para acertarmos todos os detalhes.&lt;br /&gt;Mário efetuou o pagamento a Joca. Foram cem mil dólares. Pagou em espécie e Joca contou nota por nota.&lt;br /&gt;-Sr. Sou uma pessoa influente e não quero meu nome envolvido em escândalos. Por isso o Sr, vai esquecer de mim e de tudo que se passou aqui.&lt;br /&gt;-Não se preocupe Dr. Mário. A discrição é fundamental. Nunca o vi na vida.&lt;br /&gt;-É assim que se fala meu caro. Seja discreto e não irá se arrepender. O mesmo não posso falar caso faça alguma bobagem.&lt;br /&gt;-Não tenha medo. Foi um prazer conhece-lo.&lt;br /&gt;Joca estava satisfeito e orgulhoso de si próprio. Pela primeira vez esteve envolvido tão diretamente nos negócios de Ducas. Tinha consciência que se saíra muito bem. Nunca tinha estado com tanto dinheiro nas mãos. Agora podia entender o que Hermínio queria falar com “lhe pago muito mais”.  Percebeu o quanto era pouco o que lhe cabia pelo tanto que se arriscava.  E se fugisse com o dinheiro e fosse ao encontro de Hermínio? Mas tinha sua mulher e seus filhos. Não poderia abandoná-los. Não, não podia fazer isto. Naquele momento tomara uma decisão. Aceitaria a proposta de Hermínio.&lt;br /&gt;Joca encontrou Ducas no hotel. Deu-lhe o dinheiro e contou-lhe como foi o encontro com Dr. Mário.&lt;br /&gt;-Bom trabalho Joca. Você está a cada dia mais esperto.&lt;br /&gt;-Obrigado padre, o Sr. é um homem muito bom.&lt;br /&gt;- Que nada Joca, apenas sei reconhecer o trabalho e dedicação do amigo. Tome aqui meu filho. Cento e cinqüenta dólares para você. Hermínio pediu que lhe desse um pouco a mais.&lt;br /&gt;-Obrigado padre.&lt;br /&gt;-Não agradeça. Vamos fazer um brinde ao sucesso. Mas Joca, lembre-se sempre: Para Hermínio esta criança custou US$ 50.000,00. Este é um segredo nosso.&lt;br /&gt;-Claro padre.&lt;br /&gt;Joca se riu por dentro e pensou: -Segredo nosso? Sim, meu e de Hermínio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-7385429688594418215?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/7385429688594418215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=7385429688594418215&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/7385429688594418215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/7385429688594418215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/06/o-caminho-de-volta_15.html' title='O CAMINHO DE VOLTA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-1793381429285250133</id><published>2009-06-07T07:00:00.001-03:00</published><updated>2009-06-15T07:07:15.032-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Caminho de Volta'/><title type='text'>O CAMINHO DE VOLTA</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Continuação. Para ler o capítulo anterior clique &lt;/span&gt;&lt;a href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/05/o-caminho-de-volta_31.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;INTRODUÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;XII&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Salvador, 28 de Maio de 1969&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando Hermínio deixou Joca no aeroporto Salgado Filho em Porto Alegre, este estava com uma cara inconfundível: a de quem vai viajar de avião pela primeira vez. Era para ele uma experiência fantástica. Sempre sonhara com isso. Preferia apenas que fosse numa outra circunstância. O padre cuidou do embarque de Joca e da menina. Não tiveram nenhum problema pela presença da criança. A certidão que Hermínio providenciara abriu as portas do vôo para a criança. Hermínio orientou o rapaz de como proceder durante a viagem.&lt;br /&gt;-Bem Joca, espero que faça uma ótima viagem. Ducas vai te esperar no aeroporto de Salvador. Daí em diante é com ele. Ele pagará a você. Quando for pagar a minha parte pedirei que deixe um pouco contigo pela sua competência.&lt;br /&gt;-Não precisa Hermínio. O que for a minha parte já me basta.&lt;br /&gt;-Precisa sim. Não se desvalorize. Seu trabalho foi fundamental e de grande importância. Além do mais, nada paga os momentos maravilhosos que vivemos. Vá com Deus meu filho. Que ele te proteja sempre. Agora pense muito no que te propus. Pense nos seus filhos, na sua mulher, e como será bom tudo isso para nós. Deus te guie!&lt;br /&gt;-Não sei Hermínio. Vejo muita confusão em torno disto. Acho que não vai dar certo.&lt;br /&gt;-Vai sim. Vai com Deus. É a última chamada. Você não pode perder este avião. Daqui pra frente o funcionário da companhia aérea vai te guiar. Boa viagem.&lt;br /&gt;-Obrigado padre. Fica com Deus você também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joca passou o vôo inteiro pensativo. Não pode sequer curtir a sua primeira viagem aérea tamanha era a confusão na sua mente.  Em tão pouco tempo, muitas coisas aconteceram na sua vida que o deixaram atordoado. Bebeu muito durante a viagem e sentiu um forte enjôo. A comissária logo percebeu que Joca não estava passando bem.&lt;br /&gt;-O Sr. está sentindo alguma coisa?&lt;br /&gt;-Estou um pouco enjoado.&lt;br /&gt;-Se der vá ao toillete que eu fico com a menina. Ou então use o saquinho.&lt;br /&gt;-Joca levantou às pressas e conseguiu chegar ao sanitário a tempo. Vomitou tudo que comera e bebera naquele dia, mas saiu bastante aliviado. O vôo foi demorado. Quatro escalas se sucederam até a chegada em Salvador. Teve a sensação que se cansara mais do que na ida, mas achou maravilhoso sair de tão longe e chegar no mesmo dia.&lt;br /&gt;Ducas se encontrava no Aeroporto Internacional Dois de Julho a espera do sacristão. Estava tranqüilo, pois a pouco havia mantido contato com Hermínio e tivera um relatório detalhado de toda ação. Ficara bastante satisfeito com o desempenho de Joca na missão. No início, ficou um pouco apreensivo pela inexperiência do rapaz. Ele próprio não poderia se expor tanto. Resolveu arriscar. Quando a chegada do vôo foi anunciada nos alto-falantes, correu para o mirante e aguardou ansioso. Quando Joca desceu da aeronave com a criança no colo, mandou-lhe um aceno com um sorriso que em poucas ocasiões era tão sincero.&lt;br /&gt;-Joca meu amigo! Fez boa viagem com sua filhinha?&lt;br /&gt;-Fiz padre. Um pouco cansativa, tive alguns enjôos, mas tudo bem.&lt;br /&gt;-É natural da primeira vez meu filho. E a criança como está?&lt;br /&gt;-Muito bem. Esta menina é um doce. Não estranha, quase não chora. Sabe padre, criei muito afeto por ela. Parece até que é minha filha mesmo.&lt;br /&gt;-Ela é sua filha rapaz! Não estrague tudo depois de fazer tudo certo. Vamos, no carro a gente conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ducas foi até o estacionamento retirar o carro e foi pegar Joca na plataforma de desembarque. Ao entrar no veículo, a menina acordou e mostrou seus lindos olhos azuis para o sacerdote.&lt;br /&gt;-Que bela menina Joca!&lt;br /&gt;-Carolina padre. Foi a mãe quem deu o nome quando ela nasceu.&lt;br /&gt;-Ela não tem nome Joca. Quem dará seu nome serão os verdadeiros pais daqui pra frente.&lt;br /&gt;-Quando ela embarca para a Europa?&lt;br /&gt;-Os planos mudaram meu filho. Esta menina deve ficar aqui mesmo.  Será menos complicado e mais lucrativo. O mesmo preço com muito menos despesa.&lt;br /&gt;-Como assim padre?&lt;br /&gt;-Saberá de tudo em breve. Não se preocupe. Afinal, será você mesmo quem vai entregá-la. Falta acertar alguns detalhes. Até amanhã tudo se resolve, mas quero lhe pedir uma coisa. Não vamos comentar nada destas mudanças com Hermínio. Ele não precisa saber. Assim os lucros serão maiores pra gente. Para todos os efeitos a menina embarca para Itália amanhã cedo. Certo Joca?&lt;br /&gt;-Claro padre. – Falou Joca tomado por um profundo sentimento de decepção.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-1793381429285250133?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/1793381429285250133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=1793381429285250133&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/1793381429285250133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/1793381429285250133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/06/o-caminho-de-volta.html' title='O CAMINHO DE VOLTA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-1313191175352255065</id><published>2009-06-05T11:43:00.003-03:00</published><updated>2009-06-05T12:00:41.279-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outras Viagens'/><title type='text'>A LÍNGUA DO "F"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SikvchjxngI/AAAAAAAABG4/b5Tg2rPY-8w/s1600-h/frango.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 274px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SikvchjxngI/AAAAAAAABG4/b5Tg2rPY-8w/s400/frango.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343854599943069186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O discurso etílico de mesa de bar às vezes produz algumas pérolas. Ontem de madrugada fui com uns amigos ao aeroporto esperar meu compadre Zé Filho que veio do Pará passar alguns dias na boa terra. De lá fomos a um barzinho tomar umas geladas e comer uma bela feijoada. Depois de muitas cervejas, meu amigo Goiabão já não conseguia pronunciar corretamente uma palavra sequer chapado que estava. Mas, na hora de contar este "causo" articulou tudo direitinho para delírio dos bêbados a sua volta que deram muitas risadas, incluindo este que vos fala. A autoria é desconhecida, mas vale o registro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um sujeito entra no restaurante, senta e chama a garçonete pelo nome:&lt;br /&gt;-Filomena faça favor!&lt;br /&gt;-Pois não senhor o que deseja?&lt;br /&gt;-Fineza fazer frango frito.&lt;br /&gt;-Algum acompanhamento?&lt;br /&gt;-Farofa e fritas.&lt;br /&gt;-Quer algo para beber?&lt;br /&gt;-Frisante.&lt;br /&gt;Depois de comer, a solícita garçonete pergunta:&lt;br /&gt;-Está satisfeito? Quer mais alguma coisa para comer?&lt;br /&gt;-Filé e fígado.&lt;br /&gt;-Para acompanhar?&lt;br /&gt;-Feijão e farinha.&lt;br /&gt;Quando acabou o segundo prato, Filomena perguntou ao senhor:&lt;br /&gt;-Aceita alguma sobremesa:&lt;br /&gt;-Frutas frescas.&lt;br /&gt;Ela trouxe a fruta junto com um copo de água e um cafezinho. Ao tomar o café o senhor fez uma cara horrível.&lt;br /&gt;-O que foi, não está bom o café?&lt;br /&gt;-Frio e fraco.&lt;br /&gt;-E como o senhor gosta?&lt;br /&gt;-Forte e fervendo.&lt;br /&gt;-Desculpe amigo, qual o seu nome?&lt;br /&gt;-Francisco Fernandes Fontoura Figueira Filho.&lt;br /&gt;-Qua a sua profissão?&lt;br /&gt;-Fui ferreiro.&lt;br /&gt;-E porque não é mais?&lt;br /&gt;-Faltou ferro.&lt;br /&gt;-E o que o senhor fazia?&lt;br /&gt;-Faca, faquinha, facão, fechadura, ferrolho, ferro fundido, funil...&lt;br /&gt;-E agora depois de aposentado como o senhor se sente?&lt;br /&gt;-Feio, fodido e falido.&lt;br /&gt;-Tudo bem seu Fernandes. Se o senhor falar mais seis palavras começadas com F não vai pagar a conta.&lt;br /&gt;-Formidável! Ficando fiado fico freguês.&lt;br /&gt;Ao falar isto, se levantou e saiu sem pagar a despesa. Filomena, percebendo o erro do moço gritou:&lt;br /&gt;-Seu Fernandes, o Sr. disse apenas cinco palavras.&lt;br /&gt;-Foda-se Filomena!"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-1313191175352255065?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/1313191175352255065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=1313191175352255065&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/1313191175352255065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/1313191175352255065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/06/lingua-do-f.html' title='A LÍNGUA DO &quot;F&quot;'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SikvchjxngI/AAAAAAAABG4/b5Tg2rPY-8w/s72-c/frango.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-1196982942643413526</id><published>2009-05-31T07:00:00.001-03:00</published><updated>2009-05-31T07:00:00.202-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Caminho de Volta'/><title type='text'>O CAMINHO DE VOLTA</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Continuação. Para ler o capítulo anterior clique &lt;/span&gt;&lt;a href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/05/o-caminho-de-volta_24.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Introdução&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;XI&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Salvador, 28 de maio de 1969&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os dias que se seguiram à consulta com Dr. Ciszem foram conturbados para Mário e Sandra. Ela desesperada e inconformada, ele exausto, com os nervos à flor da pele, cansado de tentar convence-la que adotar uma criança poderia resolver o problema conforme a orientação do próprio Ciszem. Resolveu pedir ajuda a sogra.&lt;br /&gt;Foi uma decepção muito grande para Sandra que passara a vida inteira sonhando em ser mãe. Na verdade fora criada para isto, ser dona de casa, esposa e mãe. Mas Deus às vezes tem planos diferentes e contra isto não se pode lutar. Sua mãe, D. Carolina, a pedido de Mário, fora passar aqueles dias com ela em sua casa. Consolava Sandra como podia e conversava muito com ela.&lt;br /&gt;-Sandra, acho que Mário tem razão. Não existe outra solução que não seja a adoção de uma criança.&lt;br /&gt;-Mas mãe, um filho que não é nosso, que não sabemos de onde veio, quem são os seus pais, que sangue carrega nas veias. Isto não me parece algo para gente da nossa classe social. A maioria dessas crianças adotadas é de família miserável, às vezes até filhas de marginais. Que tipo de gente podemos botar em nossa casa?&lt;br /&gt;-Filha, ninguém nasce ruim. O mundo e a criação é que se encarregam de formar o caráter de uma pessoa. Se você der amor a um filho adotivo como se fosse seu, educá-lo conforme seus valores, dar-lhe todo o seu amor, sua amizade, seu carinho, é isto que ele vai assimilar na vida. É de um boa índole então que ele vai se formar. E, além do mais, a criança nem precisa saber que não é filha legítima.&lt;br /&gt;-A senhora acha mesmo isto mainha?&lt;br /&gt;-Claro que sim. Veja a minha prima Analu, ela não é filha legítima de tia Olga. Embora saiba disto, é uma pessoa exemplar, uma excelente filha, uma mãe maravilhosa. Foi uma criança largada, sabe Deus por quem, na frente da casa de titia. Quando tia Olga a encontrou, ficou com ela pra criar e hoje são como mãe e filhas sem nenhuma diferença. Mas também foi criada com muito amor e com toda condição. Por que não pode ser assim com você querida?&lt;br /&gt;-Ah mãe, não sei não. Tenho muito medo. Só de pensar que nunca vou poder ter o meu verdadeiro filho...&lt;br /&gt;Neste momento Mário chega em casa todo feliz, cumprimenta a sogra e a esposa e fala:&lt;br /&gt;-Tenho uma notícia maravilhosa para vocês!&lt;br /&gt;-O que é amor? Fala logo.&lt;br /&gt;-Calma Sandra. D. Carolina preciso da sua ajuda para convencer esta teimosa. Louca pra ser mãe e não quer adotar uma criança. Mas acho que ela pode mudar de idéia com o que tenho para contar.&lt;br /&gt;-Fala Mário, estou ficando curiosa. Pára com esse suspense bem.&lt;br /&gt;-Já ouviram falar de crianças brasileiras que são mandadas para a Europa?&lt;br /&gt;-Esta ficando maluco meu genro? Está falando de contrabando de crianças?&lt;br /&gt;-Calma minha sogra, não é nada disto. Falo justamente do contrário, de evitarmos que isto aconteça mais uma vez impunemente. Tem uma menina gaúcha, linda, olhos azuis, branquinha como algodão, linda mesmo, não tem sequer um mês de nascida. Pois esta menina está prestes a ser mandada para a Itália. Se Sandra quiser podemos evitar isto e ficar com ela.&lt;br /&gt;-Você já viu a menina amor?&lt;br /&gt;-Vi sim, fui lá hoje. É linda como uma rosa. – Mentiu Mário. – Tenho um colega que já defendeu umas causas para um dos intermediários do tráfico de crianças. Foi por intermédio dele que tomei conhecimento da menina. Ela pode ser nossa já, basta ligar para que eles mandem traze-la aqui. Depois, ninguém precisa ficar sabendo de nada. Não precisamos contar a ela que não é nossa filha. Temos pessoas de olhos claros na família. Tudo se encaixa perfeitamente. Sandra, só depende de você.&lt;br /&gt;-Quanto vai pagar por ela Mário?&lt;br /&gt;-Isto não vem ao caso. Nada que faça diferença.&lt;br /&gt;-O que a senhora acha mainha?&lt;br /&gt;-Por que não vai ver a menina?&lt;br /&gt;-A gente podia ir ver ela meu amor?&lt;br /&gt;-Não seria bom vocês irem lá. Podemos pedir que eles a mandem aqui. No máximo amanhã ou depois. Tenho certeza que vai adorá-la meu amor. Ela é uma princesa.&lt;br /&gt;-Tudo bem, mande trazer a menina aqui então, mas não prometo nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Luzia, empregada da casa desde os primeiros dias de casamento, hoje uma espécie de governanta do casal, vinha com a bandeja trazendo suco e biscoitos para Sandra e a mãe, não pode deixar de ouvir Mário chegar com a notícia. Ficou no corredor que dava acesso à sala íntima onde conversavam e ouviu tudo. Sentiu um arrepio na espinha e um pressentimento nada agradável.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-1196982942643413526?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/1196982942643413526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=1196982942643413526&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/1196982942643413526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/1196982942643413526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/05/o-caminho-de-volta_31.html' title='O CAMINHO DE VOLTA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-7469127477607857069</id><published>2009-05-24T07:00:00.002-03:00</published><updated>2009-05-24T11:10:44.631-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Caminho de Volta'/><title type='text'>O CAMINHO DE VOLTA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Continuação. Para ler o capítulo anterior clique &lt;/span&gt;&lt;a href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/05/o-caminho-de-volta_17.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;INTRODUÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;X&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Minuano, 27 de maio de 1969&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcolino entrou no Bigodão com sorriso de orelha a orelha e ar de superior.&lt;br /&gt;-Juca, passa a régua na minha conta. Quero pagar o que devo.&lt;br /&gt;-O que aconteceu tchê! Tirou na loteria?&lt;br /&gt;-Dívida é dívida, tem que ser paga guri. Bota logo uma branquinha para comemorar o pagamento Bigode.&lt;br /&gt;-Onde arranjou dinheiro Marquinho? Andou fazendo alguma besteira?&lt;br /&gt;-Marcolino filho da puta! Cadê Carolina seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bagual&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; duma figa? – Era Gerusa aos berros entrando desesperada no bar. – Foi assim que deixou de beber seu canalha? O que foi que você fez com a menina? Cadê minha Carol? – Ela não conseguia nem falar direito tamanho o desespero.&lt;br /&gt;-Êpa! Sua Carol? Se enxerga mulher, sua filha se chama Salomé. Carolina é minha filha e não sua entendeu? Ela está bem, pode ficar tranqüila.&lt;br /&gt;-Pelo amor de Deus Marquinho, onde está Carolina? O que você fez com ela?&lt;br /&gt;-Eu dei para um grande amigo meu criar. Ele é rico, vai dar um futuro melhor pra menina. Escola, casa bonita, viagens, enfim, tudo que a gente não pode dar.&lt;br /&gt;-Quem é esse amigo Marcolino? Nunca soube que tinhas amigo rico, tchê! De onde você conhece ele?&lt;br /&gt;-Ele não é daqui não, é de Sergipe. Terra de gente boa, gente de bons sentimentos.&lt;br /&gt;-O que não é o seu caso desgraçado. Filho da puta! Como pode existir um verme como você? Tu é um monstro! Não liga nem para quem ajudou a botar no mundo, não se importa com o destino da menina. Só pensa em você mesmo. Eu não estou engolindo esta história miserável!&lt;br /&gt;-Claro que me importo com o destino de Carolina. Justamente por me importar que tomei esta atitude. Com o Antonio ela vai ter um futuro digno de uma rainha. Vai ter carinho, amor, educação e tudo que você mesmo diz que uma criança precisa. Será que você não entende Géu, é melhor para ela.&lt;br /&gt;Gerusa olhava para Marcolino com olhos de serpente. A raiva lhe tomava por dentro e antes que fizesse uma bobagem saiu em prantos a correr desesperada pelas ruas sem saber o que fazer. Isto não ficaria assim. Ia por aquele verme na cadeia. Não podia fazer mais nada. Entregaria o mau caráter à polícia. Chegando ao posto policial, o delegado e o único guarda do município não se encontravam. O posto estava vazio. Resolveu esperar. Desde aquele dia, nunca mais dirigiu uma palavra a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Marcolino, esta estória está muito mal contada. – Era Juca que observara a discussão dos dois. – Você vendeu a menina para o sergipano de ontem né Marquinho?&lt;br /&gt;-Relaxa Juca. Antonio é homem decente, rico. Logo se vê que é gente fina. Não pode ter filhos o coitado. Sua esposa sonha com isso. Eles vão dar um futuro melhor para a minha filinha.&lt;br /&gt;-Para com isso Marquinho. Quando foi que te importaste com a menina? Além do mais sei que o sergipano te soltou uma nota preta. Onde tu arranjou dinheiro para pagar a conta?&lt;br /&gt;-Eu não vendi a menina não Bigode. Ele só me deu uma gratificaçãozinha, entende? Nada de muito valor. Então estou aproveitando para honrar meu compromisso. Mas se não queres a grana não precisa que eu pague não é mesmo Juca?&lt;br /&gt;-Não é isto que tô falando tchê. Sabes que não é. Já ouviu falar de contrabando de crianças amigo? Contrabandistas que roubam ou compram crianças no Brasil e mandam para o exterior? E se esse Antonio, se é que ele se chama assim, for um deles?&lt;br /&gt;-Onde já se viu Juca! Um moço tão fino como aquele contrabandista? Tu ta é maluco que nem a desmiolada da Gerusa, isso sim.&lt;br /&gt;-Quem vê cara não vê coração rapaz. Tu não sabe nada da vida mesmo tchê.&lt;br /&gt;-Vamos largar de conversa fiada ô Bigode. Bota mais uma branquinha aí. Preciso de inspiração e abrir o apetite. Tenho que me alimentar bem. Mais tarde vou na Donana. Chegou uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;chinoca&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; da fronteira que é uma beleza. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Macanuda&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; a guria tchê, precisas ver. Deve ter uns quinze anos. Ta todo mundo querendo abater a guria.&lt;br /&gt;-É já me disseram. Mas não to indo na Donana estes dias não. Da última vez deu o maior rolo com a patroa. Você sabe.&lt;br /&gt;-Eu sou um homem viúvo, desimpedido. Só não comi a franga ontem porque ainda tava naqueles dia. Já botei preço e Donana garantiu que hoje guarda ela só pra mim. Vou dar um agradinho a mais pra velha.&lt;br /&gt;-Quando foi que ser casado foi empecilho para você freqüentar Donana ou qualquer bordel da cidade Marquinho? Tu é muito cara de pau guri!&lt;br /&gt;Marcolino passou o dia na boemia. Pagou bebida para os amigos, comeu tudo que podia, depois foi comemorar na Pensão da Donana. Foram exatamente oito dias de comemorações, orgias e farras, tempo suficiente até ele gastar o último centavo do dinheiro que recebeu por Carolina. Depois disso, caiu numa sarjeta de dar dó. Vivia feito mendigo pelas ruas implorando alguns trocados que invariavelmente gastava em cachaça. Comia com a caridade dos outros. Os que se diziam amigos desapareceram, mas o povo de Minuano tinha um bom coração e sempre davam a ele comida e agasalhos. Dormia pelas ruas e raramente tomava banho. O único amigo de farra que não o abandonou foi Juca. Nunca mais ele vendeu ou deu cachaça a Marcolino, mas sempre aparecia com um prato de comida ou cobertores e, era o único que sentava na calçada para conversar com ele. Marcolino passou dez anos perambulando pelas ruas da cidade nesta vida de pedinte. Ficou só pele e osso e quase morreu de cirrose até o dia que teve a visão que mudou a sua vida para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;N.A.&lt;/span&gt; _____________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;1. Bagual: Equino selvagem, não domado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;2. Chinoca: Caboclinha, pessoa do sexo feminino de pouca idade que apresenta traços étnicos indígenas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;3. Macanudo: Bom, superior, belo, admirável, etc.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-7469127477607857069?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/7469127477607857069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=7469127477607857069&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/7469127477607857069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/7469127477607857069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/05/o-caminho-de-volta_24.html' title='O CAMINHO DE VOLTA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-1341056039830107179</id><published>2009-05-17T07:00:00.001-03:00</published><updated>2009-05-17T10:07:00.232-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Caminho de Volta'/><title type='text'>O CAMINHO DE VOLTA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Continuação. Para ler o capítulo anterior clique &lt;/span&gt;&lt;a href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/05/o-caminho-de-volta_10.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;INTRODUÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;IX&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Porto Alegre, 27 de maio de 1969&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem foi tranqüila. Carolina chorou só um pouco. Joca, com a experiência de seis filhos não teve dificuldades. Pegou a mamadeira que preparara na pensão, sob o desconfiado olhar de Donana, e acalmou a menina. Pe Hermínio já o esperava na rodoviária. Já tinha também providenciado um berço para o quarto com o hotel. Joca embarcava na manhã seguinte no primeiro vôo para Salvador.&lt;br /&gt;-Não devemos sair mais hoje Joca, não é conveniente, pode chamar atenção. Desconfio que Gerusa, quando souber do ocorrido, irá procurar a polícia. Por falar nisso ela te viu?&lt;br /&gt;-Não, em nenhum momento.&lt;br /&gt;-Ótimo! Já providenciei que sirvam mingau quando ela estiver com fome. É só a gente pedir. Para todos os efeitos ela é sua filha. Entendeu?&lt;br /&gt;-Olhe para esta menina padre. Quem vai acreditar que é minha filha?&lt;br /&gt;-Não se preocupe. Ninguém precisa vê-la. Agasalhada do jeito que está quem verá a pele dela? Não me chame de padre, me chame apenas de Hermínio. Não está com fome?&lt;br /&gt;-Para falar a verdade estou morrendo de fome.&lt;br /&gt;-Vamos aproveitar enquanto ela dorme para comer. Vou pedir para mandarem algo bem gostoso para nós dois. Acariciou o rosto de Joca enquanto falava.&lt;br /&gt;-Ela tem um nome o Sr. Sabia? Carolina.&lt;br /&gt;-Sabia sim Joca. Mas isto não vem ao caso. Dentro de alguns dias esta menina vai embarcar para a Europa. Ducas já está fazendo os contatos e providenciando a documentação com nosso advogado em Salvador. Quando ela chegar lá, com certeza ganhará outro nome. Às vezes fico com remorsos, mas a verdade é que estamos ajudando e muito esta criança. Teria uma vida de privações aqui. Escola, alimentação, lazer? Que futuro teria essa menina aqui sendo criada por uma lavadeira? Ela vai ser adotada por um casal de condição. Vai ter uma vida melhor, viver num país melhor do que esta merda de Brasil. Por isso Deus não só nos perdoa como nos apóia.&lt;br /&gt;-O Sr. acha mesmo padre?&lt;br /&gt;-Hermínio, me chame de Hermínio meu garoto. Claro que sim Joca. Fique tranqüilo. – Alisou os cabelos encaracolados de Joca enquanto falava. – O que quer comer?&lt;br /&gt;- O que escolher está bom pra mim.&lt;br /&gt;-Então vou pedir um canelone de ricota.&lt;br /&gt;-Cane o quê?!!!&lt;br /&gt;-Canelone de ricota. É um prato italiano. A cozinha deste hotel é maravilhosa. Você vai gostar. Que tal um bom vinho para acompanhar?&lt;br /&gt;-Pode ser.&lt;br /&gt;Comeram no quarto mesmo. Carolina dormia tranqüila. Era uma criança serena, não estranhava ninguém e, justiça seja feita, estava sendo muito bem tratada pelos dois. Joca se deliciava com o canelone e com a segunda garrafa de vinho.&lt;br /&gt;-Hermínio, isto aqui é gostoso mesmo. Vixe Maria! Não sei quando foi que comi algo assim. Acho que nunca. – Falou Joca mais solto sob o efeito do vinho.&lt;br /&gt;-Você ainda vai comer muita coisa maravilhosa nesta vida Joca. Até melhor do que este canelone. Quando experimentar meu filé ao molho de madeira verá que além de bom padre sou um ótimo cozinheiro.&lt;br /&gt;-Tomara que um dia eu possa provar.&lt;br /&gt;-Só depende de você meu caro.&lt;br /&gt;Durante o resto da tarde os dois ficaram com Carolina. Hermínio, sem que Joca notasse sua intenção, não deixava a menina dormir. Brincava com ela o tempo inteiro. Queria que ela sentisse muito sono à noite. Não poderia perder a última noite de Joca no sul. Só de pensar já estava excitado. Estava sentindo que o rapaz gostara do que aconteceu embora fugisse do assunto. Preferiu não pressionar. Esperou que a quarta garrafa de vinho fizesse o efeito desejado.&lt;br /&gt;Joca contou com detalhes tudo que acontecera em Minuano. Como foi fácil convencer Marcolino Os dois riram. Sem nem mesmo entender, não teve coragem de contar ao padre que dormira com a moça na pensão de Donana. Às 10h mais ou menos, após uma última mamadeira, Carolina dormiu exausta. Hermínio serviu dois wiskhys 12 anos.&lt;br /&gt;-Vamos fazer um brinde Joca. Tudo deu certo, temos que comemorar.&lt;br /&gt;-Confesso que estou mais aliviado. Não pensei que fosse fácil assim. Ainda tenho um pouco de medo. A menina estava com uma amiga da mãe. Como o Sr. mesmo falou ela pode chamar a polícia e ainda tem a viagem de avião amanhã para Salvador. E se a polícia tiver avisada no aeroporto?&lt;br /&gt;-Não se preocupe. Mesmo que Gerusa avise ao delegado, pois ela já deve estar louca uma hora dessas, eles não têm recursos para se prepararem em tão pouco tempo. Quando a polícia daqui souber, se souber, você já estará seguro em Salvador e a menina voando para a felicidade na Europa. Além do mais, pensam que é Sergipano. Depois de uns meses tudo vai ser esquecido. É sempre assim. Marcolino foi quem ganhou uma inimiga para o resto da vida, mas isso não é problema nosso.&lt;br /&gt;Hermínio riu com o prazer da vitória. Pensava em quantos dólares valeria a criança. Já fazia tempo que não dava uma engordada destas na sua conta bancária. Ia tratar de abrir uma em Porto Alegre o mais rápido possível. Não poderia chamar atenção em Minuano com um depósito deste valor. Já cometera este erro antes. Agora que estava prestes a largar a batina e se beneficiar de tudo que juntou na vida para ter uma velhice feliz e tranqüila, não podia mais se expor.&lt;br /&gt;-Hermínio, posso te fazer uma pergunta? – Falou Joca com a voz já embolada pelos efeitos do álcool.&lt;br /&gt;-Claro Joca fale!&lt;br /&gt;-Este negócio é muito arriscado não é?&lt;br /&gt;-Não se preocupe. É seguro. Trabalhamos com muito cuidado. Quem poderia descobrir? Não dá nada pra gente não. Fique sossegado.&lt;br /&gt;-Às vezes me dá medo. Não tenho nada Hermínio, nem como me defender caso algo aconteça.&lt;br /&gt;-Não será preciso Joca, relaxe. – Falou enquanto alisava o rapaz e se aproximava mais.&lt;br /&gt;-Tudo bem, confio em vocês. Mas tem outra coisa que quero falar. Não sei por onde começar.&lt;br /&gt;-Pelo começo talvez. O que está te preocupando?&lt;br /&gt;-É a respeito do que aconteceu ante-ontem. Não gostaria que ninguém soubesse. O Sr. me entende né?&lt;br /&gt;-Claro que sim. Nem eu quero que ninguém saiba, muito menos Ducas. Ele não ia me perdoar. Mas quero que saiba que adorei. Você foi fantástico. Isto não é o fim do mundo acredite. – Enquanto falava Hermínio começou a alisar o pênis de Joca por sobre o calção que logo ficou duro. Este tremia de nervosismo e tesão. Não ia conseguir resistir. Amanhã ele iria embora e nunca mais isto aconteceria. Não tinha problema, só aquela vez. Como se adivinhasse os pensamentos de Joca, Hermínio tirou o pênis dele para fora e começou a fazer sexo oral no sacristão. Depois beijou-o na boca e foi correspondido. Mais uma vez fizeram amor ardentemente. Joca era demais, um homem como poucos, pensou o padre. Por isso sua esposa não largava do seu pé. Qualquer mulher, assim como ele, adoraria um homem daquele. Depois do sexo, deitaram juntinhos na cama de casal e Hermínio falou:&lt;br /&gt;-Joca, se você quiser, posso dar-lhe uma vida bem melhor. Basta que venha morar comigo. Pode ser o sacristão da minha paróquia. Em breve pretendo largar a batina e podemos viver juntos num lugar tranqüilo, longe de tudo e de todos. Pode trazer sua família. Consigo uma casa para vocês, uma casa boa. Garanto a escola dos meninos. Te pago bem pelos seus serviços na paróquia. Aí poderemos fazer amor sempre sem que ninguém saiba. Claro que isto não pode ser agora. É preciso dar um tempo para as coisas esfriarem por lá. Você não deve ser reconhecido em Minuano.&lt;br /&gt;-Hermínio você está louco! Pe. Ducas jamais iria me perdoar se eu o deixasse. Tenho uma dívida muito grande para com ele. É mais do que um pai para mim. E, além disto, jamais poderei voltar a Minuano.&lt;br /&gt;-Deixe que eu cuido disso. Quanto a Ducas, tudo que fez na vida foi te explorar. Ficar com a fortuna enquanto só lhe dava migalhas. Você tem idéia de quanto ele lucra em cima do seu trabalho? Vá para a Bahia, pense no assunto. Temos muito tempo pela frente. Pense: é o futuro dos seus filhos que está em jogo. Você não quer dar uma vida melhor para eles? Pense, pense com muito carinho. Eu vou entrar em contato no tempo certo. Se precisar é só me ligar. Sabe como me achar. Agora vamos dormir um pouco, temos que sair cedo amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No berço ao lado, Carolina dormia tranqüila alheia a tudo, ignorando o destino que lhe esperava, por causa daqueles dois.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-1341056039830107179?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/1341056039830107179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=1341056039830107179&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/1341056039830107179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/1341056039830107179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/05/o-caminho-de-volta_17.html' title='O CAMINHO DE VOLTA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-6820496262769132583</id><published>2009-05-10T07:00:00.003-03:00</published><updated>2009-05-11T09:23:00.140-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Caminho de Volta'/><title type='text'>O CAMINHO DE VOLTA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Continuação. Para ler o capítulo anterior clique &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;a href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/05/o-caminho-de-volta.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTRODUÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;VIII&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Minuano, 26 de maio de 1969&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcolino, como nunca acontecia, acordou bem cedo, chamado por Joca. Só pensava no dinheiro que estava prestes a ganhar. Não o interessava o destino da filha. Sabia que Gerusa ia ter um treco, seria capaz de matar-lhe, mas isto depois ele resolvia. Não podia perder esta oportunidade. Eram sete e meia quando chegou à casa de Gerusa. Esta já tinha saído para o trabalho o que para ele era perfeito. Falou então com Salomé, filha de Gerusa que ficava com Carolina enquanto a mãe trabalhava.&lt;br /&gt;-Seu Marquinho! Acordou bem cedo hoje, não foi?&lt;br /&gt;-Vou procurar trabalho Salomé. Não dá mais para continuar nesta vida. Tenho uma filha e preciso ajudar na criação. Não posso continuar levando esta vida. Vou fazer Carolina sentir orgulho de mim. De início, logo deixei de beber.&lt;br /&gt;-Que bom seu Marquinho. Minha mãe vai ficar muito contente.&lt;br /&gt;-Cadê a Carolina, está dormindo?&lt;br /&gt;-Está. Lá no quarto da mamãe. Dei uma mamadeira para ela agorinha mesmo.&lt;br /&gt;-Posso vê-la?&lt;br /&gt;-Claro. Vamos até lá.&lt;br /&gt;Quando chegaram no quarto, Marcolino curvou-se junto ao berço e admirou a criança dormindo feito um anjo. Pela primeira vez percebeu o quanto a menina era bonita.&lt;br /&gt;-Salomé, vai lá no tanque chamar sua mãe. Preciso conversar com ela.&lt;br /&gt;-É pra já seu Marquinho. Olha a menina pra mim. – E saiu correndo ansiosa para contar à mãe como Marcolino havia mudado.&lt;br /&gt;Quando Salomé saiu, Marcolino pegou Carolina no berço, pulou a janela do quarto e saiu em disparada para a pensão conforme havia combinado com Joca. Este já o esperava com tudo pronto. Desde fraldas até certidão de nascimento falsa para não haver problemas na viagem. Hermínio havia pensado em tudo.Estava preocupado e suando frio. Marcolino estava demorando, não podia perder o horário do ônibus. Será que alguma coisa dera errado? Pensou.Teve a preocupação de que Marcolino dormisse na pensão assim ele mesmo o acordara para não haver atraso. Andava de um lado para o outro olhando o relógio a cada segundo. Será que o rapaz chegaria a tempo?&lt;br /&gt;Nem bem acabou de pensar Marcolino entrou no quarto com Carolina nos braços. Ela estava tranqüila, não chorava. Donana no entanto, muito estranhou Marcolino com a menina. Não acreditou quando ele disse que a tinha pego para dar uma voltinha e mostrar ao amigo. Joca pagou a conta e saiu com Marcolino para a rodoviária.&lt;br /&gt;Chegaram em cima da hora, mas o ônibus ainda não havia saído. Antes de embarcar, pegou a menina no colo, pagou o combinado a Marcolino e se despediu.&lt;br /&gt;-Você não vai se arrepender Marcolino. Sua filha vai ter uma vida de rainha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De longe, Antonieta, prima distante de Gerusa, observava intrigada a conversa dos dois. Quem seria a criança que Marcolino estava entregando para aquele estranho? E o que tinha no envelope que recebeu? O que conversavam aqueles dois?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Boa viagem, amigo. Vai com Deus!&lt;br /&gt;O ônibus saiu enquanto Marcolino observava pensando; espero nunca mais vê-lo Antonio. Estava enganado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-6820496262769132583?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/6820496262769132583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=6820496262769132583&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/6820496262769132583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/6820496262769132583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/05/o-caminho-de-volta_10.html' title='O CAMINHO DE VOLTA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-7267447115420851098</id><published>2009-05-09T08:38:00.002-03:00</published><updated>2009-05-09T13:10:02.307-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>REFLEXÃO DE SER FILHA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SgVox38AOxI/AAAAAAAABGw/WwMRY9C6574/s1600-h/mae+e+filha.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 275px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SgVox38AOxI/AAAAAAAABGw/WwMRY9C6574/s320/mae+e+filha.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333784539728722706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Poema de Júlia Lopes e Adriano Carôso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós filhas muitas vezes brigamos&lt;br /&gt;Com nossas mães&lt;br /&gt;E, às vezes pensamos,&lt;br /&gt;Como seriam nossas vidas sem elas?&lt;br /&gt;Eu achei a resposta.&lt;br /&gt;Nada seriam porque as amamos,&lt;br /&gt;Todas elas&lt;br /&gt;E, às vezes pensamos&lt;br /&gt;As amamos tanto&lt;br /&gt;Que mesmo quando elas brigam&lt;br /&gt;Ainda assim a gente gosta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E   vocês mães sabem que amamos muito&lt;br /&gt;Mesmo sendo de um jeito esquisito&lt;br /&gt;Mesmo desobedientes, isto é o amor&lt;br /&gt;E, como uma flor,&lt;br /&gt;Ele é sempre bonito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãezinha querida&lt;br /&gt;Hoje acordei com vontade&lt;br /&gt;De falar que a amo tanto&lt;br /&gt;No teu dia especial e dedicado&lt;br /&gt;Mas para mim não existe dia melhor&lt;br /&gt;Para mostrar minha felicidade,&lt;br /&gt;Desfrutar do teu encanto,&lt;br /&gt;Que quando estou ao teu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero fazer contigo o meu traçado&lt;br /&gt;E  assim construir a minha trilha&lt;br /&gt;Ver seu amor a mim dedicado&lt;br /&gt;Para que eu não me fira ou me arranhe&lt;br /&gt;Sermos juntas um só bocado&lt;br /&gt;Ser pra sempre tua filha&lt;br /&gt;Ter-te sempre minha mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe, parabéns pelo seu dia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Dedicado a Cynthia Lopes Pinto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;P.S. Dedico também esse post a todas as mães do mundo em especial a minha, Lourdes, a D. Leonor, minha sogra, a D. Maria Helena, avó de Júlia, a minha irmã Sílvia, a Elisângela, a Sandra, a Socorro e a Lai, que ainda não é mãe, mas isto não será por muito tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Adriano Carôso&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-7267447115420851098?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/7267447115420851098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=7267447115420851098&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/7267447115420851098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/7267447115420851098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/05/reflexao-de-ser-filha.html' title='REFLEXÃO DE SER FILHA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SgVox38AOxI/AAAAAAAABGw/WwMRY9C6574/s72-c/mae+e+filha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-6755612535441398463</id><published>2009-05-05T19:24:00.028-03:00</published><updated>2009-05-07T08:09:45.236-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol'/><title type='text'>BA x VI - "Quem Não Sabe Brincar, Não Desce Pro Play"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SgHXA8_dYyI/AAAAAAAABGo/vhAVIBBS6aM/s1600-h/BA-VI.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 340px; height: 170px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SgHXA8_dYyI/AAAAAAAABGo/vhAVIBBS6aM/s400/BA-VI.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332779845155644194" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Domingo passado, eu entrei numa aventura sem igual. Não iria contar aqui, mas como meu irmão, se aproveitando da infinita vantagem que o fato lhe dá, está escancarando em seu blog, mentiras escabrosas, resolvi contar a verdade dos fatos para que vocês, queridos leitores, leiam as duas versões e tirem as próprias conclusões. Eu sou um grande admirador de contistas. Daquelas pessoas que têm o talento de pegar uma história real e transformar num conto de carochinhas. De prender o leitor como se aquilo fosse o maior romance do mundo. Edmundo é mestre nisto, mas nada lhe dá o direito de falar tamanhas inverdades ao meu respeito. Até porque, sou torcedor do Bahia desde que tinha sete anos de idade, e ele, bem mais velho que eu, achava que futebol era coisa de maluco. Cansei de o ver falar que ouvir um jogo no rádio, além de lhe dar uma profunda depressão, era coisa de quem tinha de se internar. Pois é, eu não me internei e muita crítica sofri por causa disto. Até que o tal, depois de entrar na fase dos enta, foi trabalhar no Vitória(leia vicetória,com letra minúscula e tudo). O cara virou, da noite para o dia, o maior rubro negro que já conheci. E o maior pirracento também. Coisa que sempre fui, independente o assunto, seja futebol ou mulher, física quântica ou poesia, por causa de tudo que aprendi com ele, que sempre foi um espelho e ídolo pra mim. Mas, resumindo a narração, vamos aos fatos reais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sábado, 02 de maio, era meu aniversário e eu, a contive de meu pai, fui para o interior comemorar. Edmundo, sabido de marca maior, que conhece minhas fraquezas como ninguém, me ligou e disse: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Velho Diu! Tenho dois ingressos para o Ba-Vi&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se você quiser me dar uma carona, já que meu carro está parado por causa da batida, te dou o outro pra gente ir junto&lt;/span&gt;. Eu falei: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Tedinho não sei, vou pra Serrinha na carona de Ruy e não sei que hora ele volta no domingo. Vai ter o churrasco do meu aniversário, boca livre que meu pai tá bancando e isso eu não quero perder. Se Ruy voltar cedo eu vou com você&lt;/span&gt;. Ele, sabendo como me influenciar desde que eu nasci, disse: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Eu não posso garantir nada, se você não vier, vou fazer um plano B. Acho outro amigo, talvez um Vitória, que queira ir comigo, ingresso de graça e tudo o mais e aí não posso garantir nada&lt;/span&gt;. Meu orgulho foi às alturas e me deu vontade de mandá-lo tomar banho para não dizer outra coisa. Mas, como até então eu precisava dele, preferi ficar calado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, com medo de perder a boca livre do estádio, ou por saber que ele não queria amigo nenhum, Vitória ou Bahia, e sim o irmão de quem estava morrendo de saudade, do interior o liguei e falei: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Não marca nada com ninguém. Se Ruy não for cedo, vou embora de ônibus e chego no horário do jogo&lt;/span&gt;. O filho da puta falou: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Venha almoçar aqui em casa. Vou fazer um rango, a gente come e vai pro estádio depois&lt;/span&gt;. Eu disse: -&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ôpa, muito bom. Como seu rango depois vamos pro jogo, assim não preciso gastar a grana para comer na rua&lt;/span&gt;. Nos 170kms que me separavam de Salvador, ele me ligou três vezes, querendo saber onde eu estava e se ia mesmo cumprir o nosso combinado. Eu sempre falando que estava chegando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parei na porta de casa ao meio dia na carona gratuita de Ruy. Nem me despedi direito, subi, botei a camisa do Bahia, como chovia muito e fazia frio, pus o gorro também. Peguei meu carro e fui filar o feijão na casa do carcamano. Chegando lá ele falou: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Meu coração tá apertado, algo me diz pra não irmos pro estádio&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Que nada, vim de viagem tão cedo, agora vai amarelar?&lt;/span&gt; No fundo eu estava com o mesmo sentimento. Algo me dizia para não ir. Comemos o feijão, maravilhoso por sinal, e saímos pro campo. Eu ainda o chamei para tomar uma, mas ele, cheio de mania que é, disse que só beberia do meio do segundo tempo pra frente. Eu achei pertinente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu precisava comprar pilhas para o meu rádio e Edmundo queria que eu comprasse no mercadinho do condomínio dele. Lá só tinha pilha da bala, alcalina de R$ 4,25. Eu que comprei meu radinho por R$ 5,00 no camelô da Fonte Nova, não aceitei pagar. Disse: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vou comprar no camelô a paraguaia por R$1,00&lt;/span&gt;. Ele falou: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vendedor de rádio e pilha é que não vai faltar nas redondezas do estádio&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho para o estádio, ele  o tempo todo falava: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Vamos voltar, ouvimos o jogo pelo rádio tomando uma lá em Gil(um bar em seu condomínio), não tomamos chuva e, independente do resultado, estou preocupado com você. Todo fantasiado de Bahia. Até nos encontrarmos na volta do jogo, você voltará na contra-mão da torcida do Vitória, que estará alegre ou feliz, mas com certeza a fim de brigar&lt;/span&gt;. Vi que o cara tinha total razão, ainda quero escrever sobre isso. As torcidas estão transformando um lazer numa guerra. Uma diversão numa tortura. Paramos no estacionamento, pagamos R$ 5,00, comprei uma capa de chuva por mais R$ 5,00, e fomos em direção ao estádio.  Não havia um vendedor de pilhas sequer. Fomos até depios do campo e voltamos e nada. No caminho, eu fantasiado de Bahia, ele de Vitória, cruzamos com um grupo de torcedores rubro-negros. Uns quinze mais ou menos. Quando me viram com a camisa do Bahia cantaram: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Camisa feia, cheia de cor, todo viado que conheço é tricolor!" &lt;/span&gt;Eu tremi na base. Imaginei a cena que Edmundo havia descrito. Eu voltando na contra-mão da torcida. Não importava o resultado. Estava ali para tomar no cu, além de porrada é claro. Comecei a temer pela minha sorte. Aí resolvi aceitar a sua proposta. Voltar para casa. Mas aí ele começou a tirar onda. Já tá aqui, voltar pra que? Foi aí que Deus intercedeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele momento, caiu um toró torrencial. Foi o motivo que achei para convencer o cara.  Vale lembrar que, no meio do engarrafamento monstro que pegamos, tinha uma campanha de vacinação contra gripe. Os agentes nos convenceram a tomar a vacina. Ele desceu primeiro enquanto eu tentava encostar o carro. Ouvi a agente falando pra ele: -O Sr. Vai tomando a vacina enquanto seu filho estaciona. Toma filho da puta! Mesmo assim voltou ele cartando que eu era torcedor W.O. Pôs até esse título no seu &lt;a style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);" href="http://blogs.abril.com.br/edmundocaroso/2009/05/torcedor-w-parte-i.html"&gt;post&lt;/a&gt;. Ou seja, que eu tinha corrido do pau. Mas ele topou. Naquele momento, nem imaginávamos ainda que o jogo iria passar na tv, ao vivo para todo mundo. Fomos pra Gil e assistimos ao jogo na televisão devidamente protegidos do torrencial dilúvio que caiu sobre o Barradão, mais conhecido como Barralixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Bahia precisava ganhar por uma diferença de dois gols para ser campeão. Edmundo já havia falado que não gostaria que nossa rivalidade esportiva transformasse aqule encontro fraternal numa briga de família. Fizemos este pacto então. O jogo começou e logo aos 14min o Baêa meteu 1x0. Edmundo ficou logo emburrado. Mais tarde começou a reclamar de uma falta que o juiz não marcou. Eu falei: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Quem não sabe brincar não desce pro play&lt;/span&gt;. Infeliz idéia esta minha. Ele, que não conhecia o ditado, tomou aquilo como pirraça. Nos descontos do primeiro tempo, aos 46min, o Baêa broca de novo: 2x0. Placar do primeiro tempo. Eu, já me sentindo o campeão, entoei uns versos de uma paródia que fiz com o hino do Vitória, fazendo alusão ao fato do time nunca ter sido campeão brasileiro. Eu já fui duas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu sou, um time sem glória&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não tenho história, nem tradição&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Eu sou, sou o vicetória&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E nunca fui um campeão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo tempo tudo mudou de figura. O vitória, que jogava pior que o Bahia, fez 2X1 e em seguida empatou o jogo. A cada lance Edmundo falava: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Quem não sabe brincar não desce pro play&lt;/span&gt;. Quando o jogo acabou ele ligou para o filho e contou a mesma cantilena: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Quem não sabe brincar, não desce pro play&lt;/span&gt;. Mesmo assim tomamos amigavelmente mais um lote de cerveja até que fui para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda, quando acordei na maior ressaca, recebi um recado do meu sobrinho Pablo, filho de Edmundo, que havia ligado e dizia: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Quem não sabe brincar, não desce pro play. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-6755612535441398463?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/6755612535441398463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=6755612535441398463&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/6755612535441398463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/6755612535441398463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/05/ba-x-vi-quem-nao-sabe-brincar-nao-desce.html' title='BA x VI - &quot;Quem Não Sabe Brincar, Não Desce Pro Play&quot;'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SgHXA8_dYyI/AAAAAAAABGo/vhAVIBBS6aM/s72-c/BA-VI.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-7702483598912962777</id><published>2009-05-03T07:00:00.001-03:00</published><updated>2009-05-03T13:18:50.280-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Caminho de Volta'/><title type='text'>O CAMINHO DE VOLTA</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Continuação. Para ler o capítulo anterior clique &lt;a style="COLOR: rgb(255,0,0)" href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/04/o-caminho-de-volta_26.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;INTRODUÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;VII&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Minuano, 25 de maio de 1969&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar a Minuano Joca logo se informou onde ficava o Bigodão e foi direto pra lá. Como o padre tinha orientado não perguntou por Marcolino a ninguém. Esperou até que chegasse alguém com as características que Hermínio lhe dera. Pediu uma cerveja e um petisco. Logo Juca, o dono do recinto, aproximou-se. Bastava olhar para Joca, ouvir apenas uma sílaba por ele pronunciada para saber que o cara não era dali.&lt;br /&gt;-O Sr. não é destas bandas tchê?&lt;br /&gt;-Não. Sou sergipano. Estou de passagem.&lt;br /&gt;-O que te trazes aqui?&lt;br /&gt;-Vou para Porto Alegre visitar minha irmã que veio de Aracaju há muito tempo. Nunca tive condição de vir vê-la, mas agora apareceu uma oportunidade.&lt;br /&gt;-Desculpe a intromissão, mas não seria melhor ter ido direto pra lá? Porque passou por Minuano?&lt;br /&gt;-É que tomei o ônibus errado, entende?&lt;br /&gt;-Bah! Tri-chato rapaz!&lt;br /&gt;Juca não acreditara naquela conversa de ônibus errado. Tinha algo estranho ali. O que faria aquele sergipano em Minuano? Isto lhe intrigou. Iria descobrir.&lt;br /&gt;Joca procurava ser simpático, não queria despertar suspeitas. Sentiu que Juca não havia engolido muito a sua estória. Estava ficando agoniado pois Marcolino não aparecia. Até que, às duas horas da tarde, com cara de sono e de ressaca, olhos inchados com profundas olheiras, um sujeito branco de olhos claros e cabelos lisos alourados, adentra o bar alardeando: - Bota uma aí tchê! Preciso curar a de ontem guri! – Joca não teve dúvidas, a descrição de Hermínio fora perfeita. Era Marcolino.&lt;br /&gt;-Bota uma comidinha também Juca, estou numa ressaca dos diabos, tchê!&lt;br /&gt;-Eu quero novidade Marcolino! Disto a gente já sabe. O pior é que sua conta já está estourada.. Desde o falecimento de Maria que você não paga nada. Ainda por cima é comida e cachaça todo dia. Assim não dá.&lt;br /&gt;-Bah! Juca. Não acredito que estás falando sério tchê. Somos amigos de longas datas guri. Sabes que estou em dificuldades financeiras. Terás coragem de me deixar com fome?&lt;br /&gt;-Vou lhe servir hoje, mas se não pagar o que deve até amanhã, serei obrigado a cortar o seu crédito.&lt;br /&gt;Joca observara a conversa de Marcolino com Juca. As coisas estavam dando certo. Nesta situação não seria difícil convencer o rapaz a vender a criança.&lt;br /&gt;-Por favor amigo, o que tem aí para almoço? – Gritou Joca para chamar a atenção de Marcolino. Juca levou-lhe o cardápio.&lt;br /&gt;-Cara nova na área Juca? – Quis saber Marcolino quem era o forasteiro.&lt;br /&gt;-Sou sergipano. Estou a caminho de Porto Alegre. Vim para visitar a minha irmã. Já tem dez anos que não a vejo.- O próprio Joca respondeu. – Aceita uma cervejinha?&lt;br /&gt;Não foi preciso oferecer duas vezes. Marcolino já puxou uma cadeira e sentou na mesa do desconhecido.&lt;br /&gt;-Sou Marcolino Dantas, muito prazer! E o amigo?&lt;br /&gt;-Antonio César ao seu dispor!&lt;br /&gt;Joca e Marcolino começaram a beber juntos e conversar. O rapaz até que era simpático, mas logo se percebia que se tratava de um bêbado aproveitador.&lt;br /&gt;-O almoço hoje é por minha conta.&lt;br /&gt;-O amigo é muito generoso. Não quero incomodar, mas se o amigo faz tanta questão.&lt;br /&gt;-Que incômodo que nada. Quando se está longe da nossa terra é sempre bom uma companhia agradável, uma nova amizade.&lt;br /&gt;-Nisto o amigo tem razão.&lt;br /&gt;-Você que conhece, o que acha que devo pedir para comer?&lt;br /&gt;-Estás no Rio Grande tchê! Vamos pedir um churrasco misto. Dá para os dois e é uma delícia.&lt;br /&gt;-Então churrasco. Pode pedir.&lt;br /&gt;Comeram e beberam muito. Depois passaram a tarde jogando bilhar, bebendo e papeando. Juca ficou o tempo inteiro ligado na conversa dos dois. Alguma coisa lhe dizia que o forasteiro viera ali justamente para encontrar Marcolino. Mas com que intuito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joca foi aos poucos conquistando a confiança de Marcolino e o deixando cada vez mais bêbado e à vontade. No fim da tarde, Joca sentiu que já estava na hora.&lt;br /&gt;-É, hoje não é o meu dia, não ganhei uma sequer. Desse jeito vai me levar a falência. Você é um jogador retado.&lt;br /&gt;-O amigo não quer jogar outra? Quem sabe a sorte não muda?&lt;br /&gt;-Este não é o caso de sorte Marco e sim de saber jogar. Você joga muito melhor do que eu. Já está ficando tarde, preciso encontrar uma pensão para passar a noite. Amanhã viajo cedo para Porto Alegre.&lt;br /&gt;-Vá pra pensão da Donana. Lá é ótimo e tem umas gurias que se deitam por qualquer mincharia.&lt;br /&gt;-Por acaso se incomoda de me levar lá? Não conheço nada na cidade. Depois podíamos pegar umas meninas para nos divertir um pouco. O que achas?&lt;br /&gt;-Com prazer amigo! Cadê sua bagagem?&lt;br /&gt;-Está guardada com Seu Juca.&lt;br /&gt;Pediram a conta que Joca pagou sozinho, pegaram a bagagem e saíram rumo à pensão de Donana. No caminho Joca, aproveitando a embriaguez de Marcolino, começou a por o plano em prática.&lt;br /&gt;-Pelo que pude perceber o amigo não está em boa condição financeira, não é?&lt;br /&gt;-É Antonio. Estou desempregado, as coisas não estã fáceis.&lt;br /&gt;-Desculpe a intromissão, mas quanto é o seu débito com Juca?&lt;br /&gt;-Nada de muito grande. O Bigodão é que é sovina tchê.&lt;br /&gt;-Acho que posso ajudar o amigo.&lt;br /&gt;-Como assim? Não entendo.&lt;br /&gt;-Vai entender. Vamos até a pensão. Lá explico tudo. Vou propor-lhe um negócio que resolverá seu problema.&lt;br /&gt;Chegaram à pensão ao cair da noite. Marcolino fez as apresentações com Donana. Pegaram um quarto pra Joca.&lt;br /&gt;-Donana, pede pra descer duas gurias, a gente vai se divertir muito hoje. Vamos mostrar ao amigo aqui que a gaúcha é quente tchê.&lt;br /&gt;-Bah Marquinho! E a conta? Quem vai pagar. Você já ta devendo na casa a noitada com a Flor.&lt;br /&gt;-Não se preocupe Donana, eu pago. Tome este dinheiro como garantia. – Se antecipou Joca – Agora preciso ter um particular com o amigo enquanto conheço o quarto. Depois voltamos para ver as garotas.&lt;br /&gt;Donana levou os rapazes até o quarto e deixou-os a sós.&lt;br /&gt;-Marcolino, vou lhe contar o verdadeiro motivo que me trouxe aqui. Na verdade não tenho irmã no sul. Toda minha família encontra-se lá em Sergipe. Eu tenho passado por um problema que está custando meu casamento e acho que o amigo pode me ajudar a resolvê-lo.&lt;br /&gt;-Mas bah tchê! Que tanto mistério é este homem de Deus? Fala logo.&lt;br /&gt;-Sou casado há sete anos mas não posso ter filhos. Minha mulher não se conforma, entende? Sei que antes de morrer sua esposa teve uma filhinha e que o amigo não é muito chegado a crianças nem tem condições de criá-la de forma decente. Eu poderia dar um lar, educação, amor e conforto para a menina se me deixasse adotá-la. Minha esposa seria feliz e com certeza será uma ótima mãe. Com quem a criança está agora?&lt;br /&gt;-Mas tchê, como sabes disto tudo se é de tão longe guri?&lt;br /&gt;-As notícias têm pés ligeiros Marcolino. Minha esposa tem uma prima distante que mora aqui na cidade vizinha. Mas isto não vem ao caso. Posso te pagar uma boa grana pela menina.&lt;br /&gt;-Quanto? – Os olhos de Marcolino brilharam naquele momento.&lt;br /&gt;-Mais do que o amigo imagina. Que tal quinhentos dólares? É dinheiro suficiente para resolver seus problemas e tocar sua vida até arranjar um trabalho. – Mentiu Joca.&lt;br /&gt;-Não é pelo dinheiro amigo. Mas, para ajudar o amigo e sair desse buraco que estou. Não tenho mesmo jeito com criança. Não vou poder dar boa vida para ela. Mas existe um problema sério e talvez esta quantia não dê para resolver tudo. O amigo entende?&lt;br /&gt;-Acho que sim. Que problema é este?&lt;br /&gt;-Chama-se Gerusa. Maria e Géu eram muito amigas, quase irmãs. Ela morreu no parto ao lado da amiga e a desgraçada invocou de cuidar da guria. Não vai permitir nunca.&lt;br /&gt;-Ela nem precisa saber. A filha é sua e não dela. Eu e minha esposa temos muito mais condição de cuidar da menina, não acha?&lt;br /&gt;-Nisto o amigo tem razão. Gerusa é uma pobre coitada que vive de lavar roupa para os outros. Mas é osso duro de roer. Talvez se ela levasse uma graninha também. – Mentiu Marcolino.&lt;br /&gt;- Tudo bem. Vou te pagar oitocentos dólares. Assim você pode dar uma gratificaçãozinha pelo tempo que cuidou da menina. Mas se o amigo aceita um conselho, não fala nada com ela agora. Pega a menina amanhã cedo para dar uma volta e me traz ela aqui. Viajo no ônibus das 9h. Quando Gerusa der por si, a menina já vai estar longe. Aí você dar um cala boca pra ela se quiser. Quando o amigo trouxer a menina te pago em dinheiro vivo.&lt;br /&gt;-Negócio fechado amigo. Amanhã cedo pego Carolina para passear e te trago aqui. Você me paga e se manda, mas não pode comentar com ninguém senão estou frito.&lt;br /&gt;-Claro que não Marcolino. Nem eu quero que ninguém saiba. Vou cuidar da menina como se fosse minha filha. Nem ela vai saber de nada. Não sabia que ela já tinha um nome.&lt;br /&gt;-Foi a falecida quem botou. O amigo não me leve a mal, mas como pretende fazer a menina, branca cor de neve e de olho azul, acreditar que é sua filha mesmo?&lt;br /&gt;-Minha esposa é filha de alemães, Marco. – Falou Joca desconcertado. – Carolina. É um nome lindo. Pois é assim que ela vai se chamar. Carolina. Nada mais justo que fazer a vontade da mãe. Que Deus a tenha.&lt;br /&gt;Depois de tudo acertado os dois desceram e foram para o salão da pensão. Na verdade, o lugar era muito mais um bordel do que pensão, mas ninguém se incomodava muito com isso. Dançaram e beberam com várias mulheres diferentes até que cada um escolheu a sua. Providenciaram um quarto para Marcolino e subiram. Joca transou com uma garota loirinha com cara de criança; Ela dizia ter dezoito anos. Mas o rapaz desconfiou que a menina fosse menor de idade. Não perguntou muita coisa. Queria apenas se satisfazer. Enquanto fazia sexo com ela lembrou de Hermínio. Sentiu um imenso tesão e gozou alucinadamente. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-7702483598912962777?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/7702483598912962777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=7702483598912962777&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/7702483598912962777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/7702483598912962777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/05/o-caminho-de-volta.html' title='O CAMINHO DE VOLTA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-5867651826784332023</id><published>2009-05-02T07:12:00.004-03:00</published><updated>2009-05-02T07:21:07.299-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>ANIVERSÁRIO</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SfweQUwOuoI/AAAAAAAABGg/KUcu2P6nlGw/s1600-h/aniversario.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331169324697565826" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 246px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SfweQUwOuoI/AAAAAAAABGg/KUcu2P6nlGw/s320/aniversario.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Será que o corpo aguenta&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O peso dos quarenta&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esta maturação?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Será que a cabeça vã&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Suporta mais um cã&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Outra transformação?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Olho para trás em seguida&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vejo os anos que passaram&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As flores que deixaram&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E os espinhos que trouxeram&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Vejo o filme da minha vida&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O futuro que sonhei&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No que me transformei&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nas cenas que se expuseram&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Vejo o carinho dos amigos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O amor da minha filha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O filme da minha vida&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Terá um final feliz?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O que me reserva o futuro&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Este imenso túnel escuro&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Este eterno relicário?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Que seja um caminho contente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É o que peço de presente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em mais um aniversário &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-5867651826784332023?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/5867651826784332023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=5867651826784332023&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/5867651826784332023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/5867651826784332023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/05/aniversario.html' title='ANIVERSÁRIO'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SfweQUwOuoI/AAAAAAAABGg/KUcu2P6nlGw/s72-c/aniversario.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-3054179971874734750</id><published>2009-04-29T01:45:00.005-03:00</published><updated>2009-04-29T10:21:13.512-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>FRIGIDEIRA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SffbsOdqs_I/AAAAAAAABGQ/ZKZL1W8XiuI/s1600-h/20070824-omelete_gorgonzola.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 285px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SffbsOdqs_I/AAAAAAAABGQ/ZKZL1W8XiuI/s320/20070824-omelete_gorgonzola.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329970236859528178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A madrugada se arrasta lenta&lt;br /&gt;E eu, virando na cama&lt;br /&gt;De um lado para o outro&lt;br /&gt;Como o omelete tostando&lt;br /&gt;Ambas as faces por igual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, para dar sabor a tal prato&lt;br /&gt;Entre as camadas expostas, ao meio,&lt;br /&gt;É necessário o tempero exato&lt;br /&gt;E iguarias no recheio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justamente ele é o que se ausenta&lt;br /&gt;E eu, jogado na lama&lt;br /&gt;Sou um omelete roto&lt;br /&gt;Sobre o colchão fritando&lt;br /&gt;Sem gosto e sem sal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A madrugada vai alta&lt;br /&gt;E, no meio de cruzado fogo,&lt;br /&gt;Só agora o que me falta&lt;br /&gt;É desligar esse fogo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou ver se consigo dormir....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-3054179971874734750?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/3054179971874734750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=3054179971874734750&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/3054179971874734750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/3054179971874734750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/04/frigideira.html' title='FRIGIDEIRA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SffbsOdqs_I/AAAAAAAABGQ/ZKZL1W8XiuI/s72-c/20070824-omelete_gorgonzola.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-6632853052022082184</id><published>2009-04-28T21:28:00.013-03:00</published><updated>2009-04-29T10:56:51.319-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Elucubrações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outras Viagens'/><title type='text'>A PONTA DO NOVELO</title><content type='html'>&lt;a style="font-weight: bold;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SfeuODlkJmI/AAAAAAAABGA/VMnXFvpgWHU/s1600-h/gatinho+dormindo+sobre+o+novelo+de+l%C3%A3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 226px; height: 198px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SfeuODlkJmI/AAAAAAAABGA/VMnXFvpgWHU/s400/gatinho+dormindo+sobre+o+novelo+de+l%C3%A3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329920240520537698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Lã&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Poema de Nelson Elias sobre melodia de Márcio Valverde&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deixei-a naquela esquina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como se bem não amara mais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Requinte das vaidades&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dos olhos pingam saudades&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E as mãos num sem-que-fazer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Passam horas a tecer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A falta que ela me faz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É ofício de rendeira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um bilro, um fio, um ponto, um laço&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Desmancho tudo que faço&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E nem desfaço, refaço&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pra dar o que fazer as mãos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tecendo seu agasalho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em fios de lã de saudade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Capote, manta, ilusão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe quando você perde a ponta do durex? Parece uma&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SfeuHc9FpTI/AAAAAAAABF4/o7f-P-mOj8E/s1600-h/espelho%2Bquebrado.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 215px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SfeuHc9FpTI/AAAAAAAABF4/o7f-P-mOj8E/s400/espelho%2Bquebrado.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329920127071003954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; bobagem, mas às vezes isso nos consome por um longo tempo. Já se pegou gastando horas em busca da ponta de um novelo? Como começar o bordado se não sabe onde está ponta da linha? E se você não conhece o início imagine o seu fim? O fim da linha? Seu próprio fim? Ou será que você é o novelo emaranhado cuja ponta insiste em se ocultar e portanto não sabe que figura irá bordar? Como colar os pedaços da alma se a ponta da fita adesiva sumiu? É sempre possível fazer uma nova ponta com um estilete, é bem verdade. Mas não irá acabar a fita ao completar o seu arco até o corte? O mesmo não se dá com o novelo? Faça uma nova ponta com a tesoura e verá sua linha acabar antes mesmo da renda tomar forma. Aposentar as agulhas e bilros? Continuar despedaçado? Como tecer uma nova vida sem encontrar a ponta da lã?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São inúmeras as perguntas, infinitos os novelos e metros e metros de lã. São infinitas as formas de rendas, inacabáveis pedaços para colar. Onde estão as minhas pontas?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-6632853052022082184?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/6632853052022082184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=6632853052022082184&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/6632853052022082184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/6632853052022082184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/04/o-ponta-do-novelo.html' title='A PONTA DO NOVELO'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SfeuODlkJmI/AAAAAAAABGA/VMnXFvpgWHU/s72-c/gatinho+dormindo+sobre+o+novelo+de+l%C3%A3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-2433242411287741478</id><published>2009-04-26T07:00:00.002-03:00</published><updated>2009-04-26T11:48:26.706-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Caminho de Volta'/><title type='text'>O CAMINHO DE VOLTA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Continuação. Para ler o capítulo anterior clique &lt;a style="color: rgb(255, 0, 0);" href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/04/o-caminho-de-volta_19.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;INTRODUÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;VI&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Porto Alegre, 25 de maio de 1969&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os acontecimentos da noite anterior não saíam da cabeça de Joca. Começara tudo errado na sua viagem. Não foi para isto que havia saído de tão longe. E se chegasse aos ouvidos de Pe. Ducas? Se as pessoas em Serra Grande viessem saber? Estaria perdido, seria uma desmoralização completa. Um turbilhão fervilhava em sua mente. Nunca imaginara manter relações com um homem, quanto mais com um padre.&lt;br /&gt;Quando Pe. Hermínio foi para o hotel de Joca naquela noite, já saíra mal intencionado. Sempre tivera tesão no rapaz. Desde os tempos em que estava em Conceição. Quando ia à Serra Grande e visitava o amigo de lá, ficava observando-o. Joca era um mulato bonito, de corpo musculoso e bem torneado, olhos negros e vibrantes. Do tipo que ele gostava. Sempre se mantivera distante até por respeito a Ducas que não aprovaria este ato. Mas agora, tão longe, não poderia perder esta oportunidade. Atacaria Joca por suas maiores fraquezas: o dinheiro e o álcool.&lt;br /&gt;Hermínio chegou ao hotel às 20h. Interfonou para Joca descer. Tomaram um táxi e foram para um barzinho bem reservado perto da Redenção.&lt;br /&gt;-Joca, você vai cumprir amanhã uma tarefa muito importante. De você depende o sucesso deste que será talvez o mais arriscado e lucrativo negócio que já fizemos. Não irei. É conveniente que eu me mantenha longe. Você sabe os problemas que tive em Conceição. Não posso deixar isto se repetir. Irei te dar todos os detalhes e dicas para que tudo corra bem. Não se preocupe. Você será muito bem recompensado. Sei que agora não é fácil, mas quando receber a bolada que te aguarda, vai dar pulos de alegria e rir, rir muito desta apreensão e medo que está sentindo agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermínio explicou todos os detalhes ao sacristão. Como chegar a Minuano e descobrir Marcolino. Como também deveria abordá-lo e quais as armas a serem usadas para o golpe fatal. Não haveria problemas para comprar a menina. Só dependia de Joca fazer tudo certo sem deixar Marcolino alardear para os outros.As amigas da finada sim poderiam “melar” o negócio, mas acreditava que Marcolino desse um jeito nelas.&lt;br /&gt;No meio de todo aquele papo Hermínio foi envolvendo Joca com uns drinquinhos a mais e a cada momento que passava botava em prática sua outra estratégia.&lt;br /&gt;-Sabe Joca, você é um rapaz bonito. Devia curtir mais a vida.&lt;br /&gt;-Quando se tem seis filhos e uma mulher que não larga do seu pé não é fácil padre.&lt;br /&gt;-Mas agora você está bem longe. – Serviu mais um whisky para o sacristão que àquela altura já estava zonzo. – Hoje vamos nos divertir bastante.&lt;br /&gt;Enquanto falava, Hermínio procurava ao máximo tocar no rapaz. Um toque na perna, outro no rosto, sempre com carinho, mas sem parecer invasivo. Joca estava um tanto desconcertado, mas a medida que o álcool lhe subia a cabeça, ficava mais à vontade. Era difícil para ele reconhecer, mas sem dúvida estava excitado. O efeito do álcool o deixava com vontade de sexo e Hermínio soubera envolvê-lo com aquele papo todo. Depois de beberem bastante, jantaram lá mesmo no bar, tomaram um táxi e foram para o hotel de Hermínio. Transaram como dois apaixonados. Joca gostou da experiência e acordou leve. Contudo estava envergonhado e com medo. Tomaram o café da manhã no quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pe. Hermínio deu-lhe o dinheiro para as despesas da viagem até Minuano, para o pagamento da criança bem como um extra para qualquer outra eventualidade que pudesse acontecer. Combinara com Joca que no máximo pagaria mil dólares pela criança, mas que tentasse fechar em quinhentos.&lt;br /&gt;Durante a viagem de quatro horas para Minuano, Joca não pensara em outra coisa senão nos acontecimentos da noite anterior. Sentia um aperto no coração. Tinha que reconhecer para si mesmo: foi maravilhoso. No entanto jurara intimamente que jamais aconteceria de novo. Uma lágrima rolou no seu rosto. Tentou dormir, mas foi em vão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-2433242411287741478?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/2433242411287741478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=2433242411287741478&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/2433242411287741478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/2433242411287741478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/04/o-caminho-de-volta_26.html' title='O CAMINHO DE VOLTA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-9189953012189910480</id><published>2009-04-25T00:07:00.002-03:00</published><updated>2009-04-25T00:09:25.738-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Elucubrações'/><title type='text'>O FUNDO DO POÇO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SfJ-ppcP0eI/AAAAAAAABFI/ArbGihepL5c/s1600-h/po%C3%A7o.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SfJ-ppcP0eI/AAAAAAAABFI/ArbGihepL5c/s320/po%C3%A7o.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328460563096785378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Aonde é o fundo do poço em que caí?&lt;br /&gt;Porque ele não chega logo?&lt;br /&gt;Me parece o fim da linha,&lt;br /&gt;Ou melhor, o início da água?&lt;br /&gt;Mas cadê ela?&lt;br /&gt;Porque será que não sinto meu corpo molhar?&lt;br /&gt;Parece uma queda sem fim&lt;br /&gt;Um abismo abissal&lt;br /&gt;Uma forma de morte&lt;br /&gt;Um espelho em frente a outro&lt;br /&gt;Nunca acaba esta visão&lt;br /&gt;Nunca acaba esta queda&lt;br /&gt;Este poço não tem fim.&lt;br /&gt;Mas eu caio firme&lt;br /&gt;Caio com a certeza de que fiz a minha parte&lt;br /&gt;Que deixei a minha arte&lt;br /&gt;Deixei o meu legado.&lt;br /&gt;Me sinto uma pena&lt;br /&gt;Que não pode contra o vento&lt;br /&gt;Não sabe onde vai parar.&lt;br /&gt;O que me espera lá no fundo?&lt;br /&gt;O que me reserva o mundo?&lt;br /&gt;Onde está o meu caminho?&lt;br /&gt;As vezes me sinto sozinho&lt;br /&gt;Mas sei que não estou&lt;br /&gt;Tenho amigos, tenho amor&lt;br /&gt;O que será que me falta?&lt;br /&gt;Madrugada já vai alta&lt;br /&gt;O sono não se aproxima&lt;br /&gt;Perdi a minha rima&lt;br /&gt;Perdi a inspiração&lt;br /&gt;Que venha a água do fundo&lt;br /&gt;Me lave que estou imundo&lt;br /&gt;Mas não me mate.&lt;br /&gt;Eu sei nadar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-9189953012189910480?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/9189953012189910480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=9189953012189910480&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/9189953012189910480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/9189953012189910480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/04/o-fundo-do-poco.html' title='O FUNDO DO POÇO'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SfJ-ppcP0eI/AAAAAAAABFI/ArbGihepL5c/s72-c/po%C3%A7o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-7507542274175212869</id><published>2009-04-22T13:04:00.006-03:00</published><updated>2009-04-22T13:16:39.483-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outras Viagens'/><title type='text'>O CREPÚSCULO DA BANANEIRA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/Se9A9M4JW3I/AAAAAAAABE4/R1bjqWiusQw/s1600-h/j-inacio-bananeiras-ast-70x60.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 291px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/Se9A9M4JW3I/AAAAAAAABE4/R1bjqWiusQw/s400/j-inacio-bananeiras-ast-70x60.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327548304375503730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Tem gente que é poeta e não sabe. Ainda por cima faz graça com isso. Quando meu amigo Luciano na adolescência, apaixonado que estava pela namorada, sua hoje esposa Cássia, escreveu estes versos, para ela, nem imaginava que estava fazendo um poema romântico e de muito valor. Hoje ele o recita para fazer piada, para os amigos darem risada. Sábado passado, quando estávamos reunidos na casa de Ruy, tomando um vinho e fazendo um jantar maravilhoso(só por curiosidade Bacalhau a Gomes de Sá e Camarão ao Pomodoro), ele o recitou. Todos riram. Eu fiquei emocionado. Parabéns Luciano.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/Se9A0KwhC_I/AAAAAAAABEw/qeHVoK0GLdo/s1600-h/goiaba.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 210px; height: 163px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/Se9A0KwhC_I/AAAAAAAABEw/qeHVoK0GLdo/s400/goiaba.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327548149187808242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Crepúsculo da Bananeira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Luciano Lubala&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O luar clareia o pé de bananeira&lt;br /&gt;Mas, como eu não gosto de goiaba&lt;br /&gt;Roubaram minha bicicleta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/Se9Ar7XKXdI/AAAAAAAABEo/9JDqE1wnOqU/s1600-h/bicicleta31.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 234px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/Se9Ar7XKXdI/AAAAAAAABEo/9JDqE1wnOqU/s320/bicicleta31.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327548007615978962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-7507542274175212869?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/7507542274175212869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=7507542274175212869&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/7507542274175212869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/7507542274175212869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/04/o-crepusculo-da-bananeira.html' title='O CREPÚSCULO DA BANANEIRA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/Se9A9M4JW3I/AAAAAAAABE4/R1bjqWiusQw/s72-c/j-inacio-bananeiras-ast-70x60.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-3323863013106720627</id><published>2009-04-19T07:00:00.002-03:00</published><updated>2009-04-19T10:17:17.569-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Caminho de Volta'/><title type='text'>O CAMINHO DE VOLTA</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Continuação. Para ler o capítulo anterior clique &lt;a style="color: rgb(255, 0, 0);" href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/04/o-caminho-de-volta_12.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;INTRODUÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;V&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Porto Alegre-Rs, 24 de maio de 1969&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ônibus, depois de uma longa e cansativa viagem que durara dias, mais de dois mil kilômetros entre Salvador e Porto Alegre, e começara de trem, chegava a capital gaúcha numa tarde de muito frio. Entre seus passageiros estava Joca. Ele estava um misto de nervoso, amedrontado e ansioso. Nervoso e com medo pela missão que lhe levava àquele lugar. Ansioso por, no curso dos seus quase trinta anos de vida, nunca pusera os pés fora da Bahia. Tudo era novidade. O frio em pleno mês de maio, o verde da estrada tinha um tom diferente do nordestino, daquela paisagem sertaneja, seca e árida a qual estava acostumado.&lt;br /&gt;Ao parar na rodoviária um forte frio na barriga o tomou de assalto. Joca temia que algo desse errado. Não gostaria de ver sua vida no lixo. Afinal tinha mulher e seis filhos para dar de comer. Era exatamente por isso que havia entrado no contrabando de crianças com o Pe. Ducas. Era ele quem encontrava os bebês, na maioria das vezes na zona rural de Serra Grande, e dava o jeito de tirá-los dos pais. Quase sempre pessoas sem nenhuma instrução, vivendo na mais absoluta miséria.&lt;br /&gt;Joca na verdade não ganhava muito com os negócios do padre. Ele nem sequer imaginava o montante de dinheiro que circulava. Porém o que lhe chegava era suficiente para as necessidades da sua família. Filho de pobres lavradores passou toda a vida privado das mais básicas necessidades chegando inclusive a passar fome na infância. Foi quando entrou para sacristão na Igreja de Serra Grande que as coisas para ele começaram a melhorar. Padre Ducas se mostrou generoso. Dava-lhe roupas, mantimentos e o tratava muito bem além de ter lhe proporcionado a oportunidade de estudar. Quando aos dezesseis anos engravidou Filomena de Seu Zé, foi Ducas quem o ajudou a conseguir do hospital ao enxoval. Nos cinco filhos que se seguiram teve também o apoio geral do amigo. Tinha por ele uma gratidão infinita sendo capaz de arriscar a própria vida pelo sacerdote. Era isto que estava fazendo naquele momento. Foi assim que Ducas conquistou sua confiança e o envolveu nos seus negócios. Sabia que Joca jamais abriria a boca para incriminá-lo, sabia também que ele seria capaz até de assumir a culpa caso acontecesse um imprevisto indesejado. Era bom ter um bode expiatório na manga. Contudo sempre escondeu do rapaz os verdadeiros perigos que corriam, bem como os valores reais que movimentava com tais transações. Joca, no entanto, sentia que havia ali algo além do que o padre falava, mas achava melhor não fazer comentários ou perguntas. Ele com certeza sabia o que estava fazendo e não seria capaz de desejar-lhe o mal.&lt;br /&gt;A cabeça de Joca estava a mil. O frio na barriga era maior que o frio que fazia lá fora. O tempo estava realmente ruim. O vento frio e úmido já rachava os seus lábios. Pra completar, olhara para todos os lados assim que descera do ônibus e nem sinal de Pe. Hermínio. O que fazer agora? Pegou sua bagagem e saiu à procura de um lugar para sentar enquanto esperava seu anfitrião. Foram duas horas angustiantes. Mais pareceram dois anos. Tremia de frio até que ouviu a inconfundível voz rouca de Hermínio:&lt;br /&gt;-José Carlos meu amigo! Seja bem vindo ao sul. Tome este agasalho que a coisa aqui é preta. Se não se precaver direitinho vira picolé.&lt;br /&gt;Padre Hermínio recebeu Joca como se realmente fossem amigos íntimos. Em parte pela simpatia e educação que lhe eram peculiares, e, na verdade, por ter um grande interesse naquela visita. Joca era o instrumento para o maior negócio da sua vida.&lt;br /&gt;Os dois saíram andando da rodoviária até um hotelzinho barato na Av. Júlio de Castilhos perto da estação. Lá, Hermínio acomodou Joca no quarto que previamente reservara.&lt;br /&gt;-E então Joca o que achas?&lt;br /&gt;-Bom senhor. Muito bom.&lt;br /&gt;-Não é nada de muito luxo mais é tudo limpinho e o café da manhã é uma delícia. Agora quero que descanse. Esta viagem é de matar. Tome um banho, relaxe bem. À noite voltarei para jantarmos juntos e acertarmos todos os detalhes. Vou telefonar para Ducas avisando da sua chegada e quando voltar estará tudo combinado com ele. Aí te passo as orientações.&lt;br /&gt;Pe. Hermínio foi para o hotel onde estava hospedado, perto dali, mas de outro nível. Um hotel quatro estrelas defronte à rodoviária. No quarto, ligou o aquecedor, serviu-se de um 12 anos, acendeu um charuto cubano e pensou: - agora é só o miserável do Joca fazer tudo certinho e esperar os lucros. Telefonou para Ducas e depois dormiu um sono profundo, o sono dos Deuses. Acordou com o telefone às 19hs conforme pedira na recepção.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-3323863013106720627?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/3323863013106720627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=3323863013106720627&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/3323863013106720627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/3323863013106720627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/04/o-caminho-de-volta_19.html' title='O CAMINHO DE VOLTA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-3793503957434088770</id><published>2009-04-17T15:35:00.004-03:00</published><updated>2009-04-17T15:41:44.529-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>DESEJO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SejMQ6irnYI/AAAAAAAABEY/mIRbnPV2S4Y/s1600-h/desejo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 160px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SejMQ6irnYI/AAAAAAAABEY/mIRbnPV2S4Y/s200/desejo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325731150330305922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Se eu pudesse saber o que ela queria&lt;br /&gt;Eu queria o que ela quisesse&lt;br /&gt;Se eu pudesse entender o que ela sentia&lt;br /&gt;Sentiria o que nela estivesse&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu pudesse ser eu naquele momento&lt;br /&gt;Eu traria o mundo pra dar-te nas mãos&lt;br /&gt;Se eu pudesse falar sobre o sentimento&lt;br /&gt;Naquele momento eu seria a canção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a ninasse&lt;br /&gt;A fizesse dormir&lt;br /&gt;Embalasse seu sono&lt;br /&gt;O seu coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu pudesse ser homem&lt;br /&gt;Um homem pra ela&lt;br /&gt;Cantaria a capela&lt;br /&gt;Eu seria mais eu&lt;br /&gt;Eu faria do mundo&lt;br /&gt;A coisa mais bela&lt;br /&gt;Eu faria da vida&lt;br /&gt;O seu apogeu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a encantasse&lt;br /&gt;A fizesse sorrir&lt;br /&gt;Enfeitasse seu pomo&lt;br /&gt;E te desse a mão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu a merecesse, não a perderia&lt;br /&gt;Pra que todo dia&lt;br /&gt;Eu fosse só seu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu a seduzisse enfim bastaria&lt;br /&gt;Aquele sorriso&lt;br /&gt;Seria só meu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-3793503957434088770?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/3793503957434088770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=3793503957434088770&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/3793503957434088770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/3793503957434088770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/04/desejo.html' title='DESEJO'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SejMQ6irnYI/AAAAAAAABEY/mIRbnPV2S4Y/s72-c/desejo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-6512944917731721301</id><published>2009-04-17T01:56:00.002-03:00</published><updated>2009-04-17T01:56:00.988-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>RAINHA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/See2jsCZ9vI/AAAAAAAABEA/sAXKrROqzME/s1600-h/rainhadas.png"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 308px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/See2jsCZ9vI/AAAAAAAABEA/sAXKrROqzME/s320/rainhadas.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325425808621827826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eu sou uma mulher fatal&lt;br /&gt;Quando me entrego sou completa&lt;br /&gt;Quando me nego sou harpia&lt;br /&gt;Faço para ele tudo que posso&lt;br /&gt;Tudo que me sacia&lt;br /&gt;Tudo que me faz feliz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou daquelas que não esperam&lt;br /&gt;Tomo a iniciativa&lt;br /&gt;Sou cativa, sou fogosa&lt;br /&gt;Sou a rosa e o espinho&lt;br /&gt;Sou a rua, sou o ninho&lt;br /&gt;Sou mulher em toda essência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trago nas mãos o punhal do desejo&lt;br /&gt;No coração o golpe do amor&lt;br /&gt;Sou o carrasco, a cafetina&lt;br /&gt;Sou a menina em forma de flor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou a Deusa, sou a conquista&lt;br /&gt;A ametista, diamante bruto&lt;br /&gt;A carpideira chorando seu luto&lt;br /&gt;A faxineira limpando seu chão&lt;br /&gt;A dançarina brilhando no palco&lt;br /&gt;Quando desfalco a sua paixão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou uma pobre criança&lt;br /&gt;Meras lembranças de um tempo longínquo&lt;br /&gt;De mares distantes, de encarnações&lt;br /&gt;A soberana, beata e profana&lt;br /&gt;A vil mundana das mutilações&lt;br /&gt;Quando em seu corpo sem dó eu me finco&lt;br /&gt;Eu sou a dona das emoções&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou a mulher valente, a mulher amada&lt;br /&gt;Eu sou a fada e sou a bruxa.&lt;br /&gt;A que agrada e a que repulsa&lt;br /&gt;A que faz falta e a que sobra&lt;br /&gt;Sou o autor sem sua obra&lt;br /&gt;Eu sou a obra sem seu autor&lt;br /&gt;Eu sou a mãe, a filha, a sogra&lt;br /&gt;Eu sou o ódio, eu sou amor&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-6512944917731721301?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/6512944917731721301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=6512944917731721301&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/6512944917731721301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/6512944917731721301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/04/rainha.html' title='RAINHA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/See2jsCZ9vI/AAAAAAAABEA/sAXKrROqzME/s72-c/rainhadas.png' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-3262328459114275367</id><published>2009-04-16T11:20:00.008-03:00</published><updated>2009-04-17T00:41:04.050-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>AO TELEFONE</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SedGo_XJ-XI/AAAAAAAABD4/z9VfWmrspaA/s1600-h/ao+telefone.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 298px; height: 298px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SedGo_XJ-XI/AAAAAAAABD4/z9VfWmrspaA/s400/ao+telefone.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325302754406168946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;-Alô!&lt;br /&gt;-É você!&lt;br /&gt;-Sim. A chuva tá forte, bateu saudade!&lt;br /&gt;-Porque não ligou ontem?&lt;br /&gt;-Viajei, estava trabalhando.&lt;br /&gt;-Pensei que tinha esquecido de mim.&lt;br /&gt;-Não é possível isto. Como esquecer de você?&lt;br /&gt;-Está mentindo, só quer me agradar.&lt;br /&gt;-Não verdade, eu gosto de você!&lt;br /&gt;-Então porque não ligou ontem?&lt;br /&gt;-Já falei, estava viajando a trabalho!&lt;br /&gt;-Não podia parar um minutinho para me ligar? Só um minuto.&lt;br /&gt;-Não dá para falar só um minuto com você.&lt;br /&gt;-Está me chamando de conversadeira? Está se incomodando ao falar comigo?&lt;br /&gt;-Não. Apenas quis dizer que conversar contigo é bom. Por isso não consigo falar pouco.&lt;br /&gt;-Mentiroso. Você sabe que dia é hoje?&lt;br /&gt;-Sim, quinta-feira!&lt;br /&gt;-Ta vendo que você não se importa comigo?&lt;br /&gt;-Porque?&lt;br /&gt;-Hoje completa um mês exatamente que tive aquela afta.&lt;br /&gt;-E porque eu deveria marcar esta data?&lt;br /&gt;-Você ficou um dia sem poder me beijar. Deveria tê-lo marcado para sempre.&lt;br /&gt;-Bobagem.&lt;br /&gt;-Como você é insensível, não se importa comigo.&lt;br /&gt;-Não fala isto. Me importo e muito com você.&lt;br /&gt;-Se se importasse lembraria de qualquer dia que não pode me beijar.&lt;br /&gt;-Prefiro lembrar dos dias em que a beijo com sofreguidão.&lt;br /&gt;-Tá vendo? Só lembra dos beijos. Não falou dos dias em que fazemos amor. Na certa você acha que a Cristina, aquela sua ex sem sal, era melhor do que eu.&lt;br /&gt;-Porque colocar a Cristina na conversa? Quando te conheci tinha mais de um ano que não a via nem falava com ela. Logo depois do nosso término ela foi para Espanha e nunca mais nos falamos.&lt;br /&gt;-Mas você queria revê-la.&lt;br /&gt;-Não. Quero ver você. Estou com saudades. Por isso te liguei.&lt;br /&gt;-Mas estou despreparada. Não fui ao salão.&lt;br /&gt;-Bobagem, você é linda de qualquer jeito.&lt;br /&gt;-E estou meio assim.&lt;br /&gt;-Assim como?&lt;br /&gt;-Assim ora. Você não me entende mesmo né? Hoje não dá pra sairmos.&lt;br /&gt;-Porque?&lt;br /&gt;-Porque não. Está aonde?&lt;br /&gt;-Em casa, pensando em você.&lt;br /&gt;-Mentiroso. Quer sair comigo a tarde para ir ao jogo à noite.&lt;br /&gt;-Mas o jogo é fora, não vou ao estádio.&lt;br /&gt;-Mas se fosse aqui você iria.&lt;br /&gt;-Sim, mas iria te convidar.&lt;br /&gt;-Para me irritar? Sabe que não gosto de futebol. Vá assisti seu jogo na televisão.&lt;br /&gt;-Não vai ser transmitido. Quero sair com você, vamos.&lt;br /&gt;-Hoje não. Deixa para amanhã.&lt;br /&gt;-Amanhã não posso vou passar o dia no congresso.&lt;br /&gt;-Tá vendo? Você nunca pode sair comigo.&lt;br /&gt;-Mas estou te convidando!&lt;br /&gt;-Só porque não ligou ontem. Está querendo se redimir.&lt;br /&gt;-Porra será que você não entende?&lt;br /&gt;-Não seja grosso! Você são uns trogloditas.&lt;br /&gt;-Desculpe, não quis ser grosso. Só apelei para que você acredite que eu te amo e quero sair com você.&lt;br /&gt;-Verdade!&lt;br /&gt;-Claro! Eu te amo!&lt;br /&gt;-Fala de novo.&lt;br /&gt;-Eu te amo!&lt;br /&gt;-Não ouvi.&lt;br /&gt;-Eu te amo, te amo, te amo!&lt;br /&gt;-Que lindo. Você é apaixonante!&lt;br /&gt;-Você também.&lt;br /&gt;-Porque os homens tem essa mania de dizer "também". Porque não tem coragem de falar que eu sou apaixonante.&lt;br /&gt;-Mas acabei de falar que te amo?&lt;br /&gt;-Mas não teve coragem de dizer que sou apaixonante.&lt;br /&gt;-Assim fica difícil, não dá pra falar desse jeito. Está de TPM?&lt;br /&gt;-Não sei, talvez.&lt;br /&gt;-Então nos falamos depois.&lt;br /&gt;-Me liga mais tarde.&lt;br /&gt;-Pra quê? Acabamos de nos falar e você não parece estar bem.&lt;br /&gt;-Tá vendo? Não quer ligar porque vai sair com outra ou encher a cara com seus amigos nos bares da cidade.&lt;br /&gt;-Não vou sair de casa. Não sem você.&lt;br /&gt;-Então me liga mais tarde.&lt;br /&gt;-Tá bom, ligo sim.&lt;br /&gt;-Nos falamos depois então. Um beijo. Até mais.&lt;br /&gt;-Um beijinho lindo. Vou sentir saudades. Vou esperar ansiosa ao lado do telefone. Não tenho coragem de desligar. Desliga você.&lt;br /&gt;-Tá bom. Beijão. Mais tarde te ligo..&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; tum, tum, tum....&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;-AH FILHO DA PUTA!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-3262328459114275367?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/3262328459114275367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=3262328459114275367&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/3262328459114275367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/3262328459114275367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/04/ao-telefone.html' title='AO TELEFONE'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SedGo_XJ-XI/AAAAAAAABD4/z9VfWmrspaA/s72-c/ao+telefone.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-6020949689772970178</id><published>2009-04-14T20:02:00.009-03:00</published><updated>2009-04-14T23:04:26.733-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Selos'/><title type='text'>CHICO BUARQUE,  O PENETRA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SeVAOqP0p3I/AAAAAAAABDw/Bg5lmSumGbc/s1600-h/chico-buarque.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 369px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SeVAOqP0p3I/AAAAAAAABDw/Bg5lmSumGbc/s400/chico-buarque.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324732755038480242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Fiquei puto com Lorena, do &lt;a style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);" href="http://stlittlegirl.blogspot.com/"&gt;Strange Little Girl&lt;/a&gt;, que não me convidou para essa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;festa&lt;/span&gt;. Um meme como este, faço total questão de participar. Logo eu que ando tão distante da blogosfera, quase sem nenhuma interação, não ando lendo ninguém, muito menos comentando, como me acho no direito de ficar puto com ela por não ter me convidado? Bobagem essa minha mas a verdade é que fiquei. Mais ainda por saber que não terei um décimo da capacidade que ela teve para respondê-lo, é um meme muito difícil. A inveja é uma merda!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Consiste no seguinte: escolher um cantor e responder à série  de perguntas a seguir apenas com letras, ou trecho delas, de músicas do artista escolhido. Como valorizo muito o lado autoral, escolhi um cantor por consequencia, mas essencialmente um compositor. O meu maior ídolo, o cara que descobri aos doze anos e que nunca mais saiu da minha vida, cuja obra tem a capacidade de traduzí-la nos seus mais íntimos momentos: Chico Buarque. Quem eu gostaria de ser por apenas &lt;a style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);" href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2008/04/desafio-da-humana.html"&gt;um dia&lt;/a&gt;. Mais uma vez, a inveja é uma merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos então às perguntas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;1. És homem ou mulher?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"...Deus me fez um cara fraco, desdentado e feio&lt;br /&gt;Pele e osso simplesmente, quase sem recheio..."&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Partido Alto(Chico Buarque)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;2. Descreve-te&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando nasci veio um anjo safado&lt;br /&gt;O chato dum querubim&lt;br /&gt;E decretou que eu tava predestinado&lt;br /&gt;A ser errado assim&lt;br /&gt;Já de saída a minha estrada entortou&lt;br /&gt;Mas vou até o fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inda garoto deixei de ir à escola&lt;br /&gt;Cassaram meu boletim&lt;br /&gt;Não sou ladrão, eu não sou bom de bola&lt;br /&gt;Nem posso ouvir clarim&lt;br /&gt;Um bom futuro é o que jamais me esperou&lt;br /&gt;Mas vou até o fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu bem que tenho ensaiado um progresso&lt;br /&gt;Virei cantor de festim&lt;br /&gt;Mamãe contou que eu faço um bruto sucesso&lt;br /&gt;Em Quixeramobim&lt;br /&gt;Não sei como o maracatu começou&lt;br /&gt;Mas vou até o fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por conta de umas questões paralelas&lt;br /&gt;Quebraram meu bandolim&lt;br /&gt;Não querem mais ouvir as minhas mazelas&lt;br /&gt;E a minha voz chinfrim&lt;br /&gt;Criei barriga, minha mula empacou&lt;br /&gt;Mas vou até o fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tem cigarro, acabou minha renda&lt;br /&gt;Deu praga no meu capim&lt;br /&gt;Minha mulher fugiu com o dono da venda&lt;br /&gt;O que será de mim?&lt;br /&gt;Eu já nem lembro pronde mesmo que vou&lt;br /&gt;Mas vou até o fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já disse era um anjo safado&lt;br /&gt;O chato dum querubim&lt;br /&gt;Que decretou que eu tava predestinado&lt;br /&gt;A ser todo ruim&lt;br /&gt;Já de saída a minha estrada entortou&lt;br /&gt;Mas vou até o fim"&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Até o Fim(Chico Buarque)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;3. O que as pessoas acham de ti?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mesmo que os cantores sejam falsos como eu&lt;br /&gt;Serão bonitas, não importa&lt;br /&gt;São bonitas as canções&lt;br /&gt;Mesmo miseráveis os poetas&lt;br /&gt;Os seus versos serão bons..."&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Choro Bandido(Edu Lobo/Chico Buarque)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;4. Como descreves o teu último relacionamento?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu vou lhe deixar a medida do Bonfim&lt;br /&gt;Não me valeu&lt;br /&gt;Mas fico com o disco do Pixinguinha, sim ?&lt;br /&gt;O resto é seu&lt;br /&gt;Trocando em miúdos, pode guardar&lt;br /&gt;As sobras de tudo que chamam lar&lt;br /&gt;As sombras de tudo que fomos nós&lt;br /&gt;As marcas de amor nos nossos lençóis&lt;br /&gt;As nossas melhores lembranças&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela esperança de tudo se ajeitar&lt;br /&gt;Pode esquecer&lt;br /&gt;Aquela aliança, você pode empenhar&lt;br /&gt;Ou derreter&lt;br /&gt;Mas devo dizer que não vou lhe dar&lt;br /&gt;O enorme prazer de me ver chorar&lt;br /&gt;Nem vou lhe cobrar pelo seu estrago&lt;br /&gt;Meu peito tão dilacerado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás&lt;br /&gt;Aceite uma ajuda do seu futuro amor&lt;br /&gt;Pro aluguel&lt;br /&gt;Devolva o Neruda que você me tomou&lt;br /&gt;E nunca leu&lt;br /&gt;Eu bato o portão sem fazer alarde&lt;br /&gt;Eu levo a carteira de identidade&lt;br /&gt;Uma saideira, muita saudade&lt;br /&gt;E a leve impressão de que já vou tarde "&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Trocando em Miúdos(Francis Hime/Chico Buarque)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;5.Descreve o momento atual da tua relação:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"...Ah, eu quero te dizer&lt;br /&gt;Que o instante de te ver&lt;br /&gt;Custou tanto penar&lt;br /&gt;Não vou me arrepender&lt;br /&gt;Só vim te convencer&lt;br /&gt;Que eu vim pra não morrer&lt;br /&gt;De tanto te esperar&lt;br /&gt;Eu quero te contar&lt;br /&gt;Das chuvas que apanhei&lt;br /&gt;Das noites que varei&lt;br /&gt;No escuro a te buscar&lt;br /&gt;Eu quero te mostrar&lt;br /&gt;As marcas que ganhei&lt;br /&gt;Nas lutas contra o rei&lt;br /&gt;Nas discussões com Deus&lt;br /&gt;E agora que cheguei&lt;br /&gt;Eu quero a recompensa&lt;br /&gt;Eu quero a prenda imensa&lt;br /&gt;Dos carinhos teus"&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Sem Fantasia(Chico Buarque)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;7. Onde queria estar agora?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Negras nuvens&lt;br /&gt;Mordes meu ombro em plena turbulência&lt;br /&gt;Aeromoça nervosa pede calma&lt;br /&gt;Aliso teus seios e toco&lt;br /&gt;Exaltado coração&lt;br /&gt;Então despes a luva para eu ler-te a mão&lt;br /&gt;E não tem linhas tua palma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que é sonho&lt;br /&gt;Incomodado estou, num corpo estranho&lt;br /&gt;Com governantes da América Latina&lt;br /&gt;Notando meu olhar ardente&lt;br /&gt;Em longínqua direção&lt;br /&gt;Julgam todos que avisto alguma salvação&lt;br /&gt;Mas não, é a ti que vejo na colina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual esquina dobrei às cegas&lt;br /&gt;E caí no Cairo, ou Lima, ou Calcutá&lt;br /&gt;Que língua é essa em que despejo pragas&lt;br /&gt;E a muralha ecoa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Lisboa&lt;br /&gt;Faz algazarra a malta em meu castelo&lt;br /&gt;Pálidos economistas pedem calma&lt;br /&gt;Conduzo tua lisa mão&lt;br /&gt;Por uma escada espiral&lt;br /&gt;E no alto da torre exibo-te o varal&lt;br /&gt;Onde balança ao léu minh’alma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Macau, Maputo, Meca, Bogotá&lt;br /&gt;Que sonho é esse de que não se sai&lt;br /&gt;E em que se vai trocando as pernas&lt;br /&gt;E se cai e se levanta noutro sonho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que é sonho&lt;br /&gt;Não porque da varanda atiro pérolas&lt;br /&gt;E a legião de famintos se engalfinha&lt;br /&gt;Não porque voa nosso jato&lt;br /&gt;Roçando catedrais&lt;br /&gt;Mas porque na verdade não me queres mais&lt;br /&gt;Aliás, nunca na vida foste minha"&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Sonhos sonhos são(Chico Buarque)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;7. O que pensas a respeito do amor?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Amo tanto e de tanto amar&lt;br /&gt;Acho que ela é bonita&lt;br /&gt;Tem um olho sempre a boiar&lt;br /&gt;E outro que agita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem um olho que não está&lt;br /&gt;Meus olhares evita&lt;br /&gt;E outro olho a me arregalar&lt;br /&gt;Sua pepita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A metade do seu olhar&lt;br /&gt;Está chamando pra luta, aflita&lt;br /&gt;E metade quer madrugar&lt;br /&gt;Na bodeguita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se seus olhos eu for cantar&lt;br /&gt;Um seu olho me atura&lt;br /&gt;E outro olho vai desmanchar&lt;br /&gt;Toda a pintura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela pode rodopiar&lt;br /&gt;E mudar de figura&lt;br /&gt;A paloma do seu mirar&lt;br /&gt;Virar miúra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É na soma do seu olhar&lt;br /&gt;Que eu vou me conhecer inteiro&lt;br /&gt;Se nasci pra enfrentar o mar&lt;br /&gt;Ou faroleiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo tanto e de tanto amar&lt;br /&gt;Acho que ela acredita&lt;br /&gt;Tem um olho a pestanejar&lt;br /&gt;E outro me fita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas pernas vão me enroscar&lt;br /&gt;Num balé esquisito&lt;br /&gt;Seus dois olhos vão se encontrar&lt;br /&gt;No infinito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo tanto e de tanto amar&lt;br /&gt;Em Manágua temos um chico&lt;br /&gt;Já pensamos em nos casar&lt;br /&gt;Em Porto Rico"&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Tanto Amar(Chico Buarque)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;8.Como é a tua vida?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O meu pai era paulista&lt;br /&gt;Meu avô, pernambucano&lt;br /&gt;O meu bisavô, mineiro&lt;br /&gt;Meu tataravô, baiano&lt;br /&gt;Meu maestro soberano&lt;br /&gt;Foi Antonio Brasileiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi Antonio Brasileiro&lt;br /&gt;Quem soprou esta toada&lt;br /&gt;Que cobri de redondilhas&lt;br /&gt;Pra seguir minha jornada&lt;br /&gt;E com a vista enevoada&lt;br /&gt;Ver o inferno e maravilhas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessas tortuosas trilhas&lt;br /&gt;A viola me redime&lt;br /&gt;Creia, ilustre cavalheiro&lt;br /&gt;Contra fel, moléstia, crime&lt;br /&gt;Use Dorival Caymmi&lt;br /&gt;Vá de Jackson do Pandeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi cidades, vi dinheiro&lt;br /&gt;Bandoleiros, vi hospícios&lt;br /&gt;Moças feito passarinho&lt;br /&gt;Avoando de edifícios&lt;br /&gt;Fume Ari, cheire Vinícius&lt;br /&gt;Beba Nelson Cavaquinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para um coração mesquinho&lt;br /&gt;Contra a solidão agreste&lt;br /&gt;Luiz Gonzaga é tiro certo&lt;br /&gt;Pixinguinha é inconteste&lt;br /&gt;Tome Noel, Cartola, Orestes&lt;br /&gt;Caetano e João Gilberto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva Erasmo, Ben, Roberto&lt;br /&gt;Gil e Hermeto, palmas para&lt;br /&gt;Todos os instrumentistas&lt;br /&gt;Salve Edu, Bituca, Nara&lt;br /&gt;Gal, Bethania, Rita, Clara&lt;br /&gt;Evoé, jovens à vista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu pai era paulista&lt;br /&gt;Meu avô, pernambucano&lt;br /&gt;O meu bisavô, mineiro&lt;br /&gt;Meu tataravô, baiano&lt;br /&gt;Vou na estrada há muitos anos&lt;br /&gt;Sou um artista brasileiro"&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Paratodos(Chico Buarque)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;9. O que pedirias se pudesses ter só um dese&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;jo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pra mim&lt;br /&gt;Basta um dia&lt;br /&gt;Não mais que um dia&lt;br /&gt;Um meio dia&lt;br /&gt;Me dá&lt;br /&gt;Só um dia&lt;br /&gt;E eu faço desatar&lt;br /&gt;A minha fantasia&lt;br /&gt;Só um&lt;br /&gt;Belo dia&lt;br /&gt;Pois se jura, se esconjura&lt;br /&gt;Se ama e se tortura&lt;br /&gt;Se tritura, se atura e se cura&lt;br /&gt;A dor&lt;br /&gt;Na orgia&lt;br /&gt;Da luz do dia&lt;br /&gt;É só&lt;br /&gt;O que eu pedia&lt;br /&gt;Um dia pra aplacar&lt;br /&gt;Minha agonia&lt;br /&gt;Toda a sangria&lt;br /&gt;Todo o veneno&lt;br /&gt;De um pequeno dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só um&lt;br /&gt;Santo dia&lt;br /&gt;Pois se beija, se maltrata&lt;br /&gt;Se come e se mata&lt;br /&gt;Se arremata, se acata e se trata&lt;br /&gt;A dor&lt;br /&gt;Na orgia&lt;br /&gt;Da luz do dia&lt;br /&gt;É só&lt;br /&gt;O que eu pedia, viu&lt;br /&gt;Um dia pra aplacar&lt;br /&gt;Minha agonia&lt;br /&gt;Toda a sangria&lt;br /&gt;Todo o veneno&lt;br /&gt;De um pequeno dia"&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Basta Um Dia(Chico Buarque)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;10.Escreva uma frase sábia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"...Oh, pedaço de mim&lt;br /&gt;Oh, metade arrancada de mim&lt;br /&gt;Leva o vulto teu&lt;br /&gt;Que a saudade é o revés de um parto&lt;br /&gt;A saudade é arrumar o quarto&lt;br /&gt;Do filho que já morreu..."&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Pedaço de Mim(Chico Buarque)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem é isto. Como não fui convidado para a festa entro de penetra. Não me sinto no direito de repassá-lo, mas se alguém quiser entrar de penetra também, sinta-se a vontade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;SELO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SeU-P4xu6cI/AAAAAAAABDo/WxlCcrYaCkU/s1600-h/blogue_de_ouro_ganhei+da+Isa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 176px; height: 163px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SeU-P4xu6cI/AAAAAAAABDo/WxlCcrYaCkU/s400/blogue_de_ouro_ganhei+da+Isa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324730577095420354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quero aproveitar este meme para agradecer ao &lt;a style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;" href="http://renovidade.blogspot.com/"&gt;Vidal&lt;/a&gt; pelo selo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Blog de Ouro&lt;/span&gt;. Ele sim merece este, mas com sua imensa bondade compartilhou com os amigos do &lt;a style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);" href="http://bilheteseafins.blogspot.com/"&gt;Bilhetes&lt;/a&gt; e acabei por ser agraciado. Obrigado Mano. Agora então vou repassá-lo para outros blogs que merecem ao meu entender, o selo dourado.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://stlittlegirl.blogspot.com/"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Strange Little Girl&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 0, 0);" href="http://anavision.blogspot.com/"&gt;Anavision&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 0, 0);" href="http://reflorescer.blogspot.com/"&gt;Florescer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 0, 0);" href="http://blogs.abril.com.br/lenidavid"&gt;De Tudo Um Pouco&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 0, 0);" href="http://blogs.abril.com.br/leda"&gt;Blog de Lêda&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 0, 0);" href="http://blogs.abril.com.br/lia"&gt;De Pó a Poesia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que a lista seria muito maior, mas vou ficando por aqui. Beijo a todos!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-6020949689772970178?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/6020949689772970178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=6020949689772970178&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/6020949689772970178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/6020949689772970178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/04/chico-buarque-o-penetra.html' title='CHICO BUARQUE,  O PENETRA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SeVAOqP0p3I/AAAAAAAABDw/Bg5lmSumGbc/s72-c/chico-buarque.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-7087361668538033079</id><published>2009-04-12T07:00:00.002-03:00</published><updated>2009-04-12T08:16:37.228-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Caminho de Volta'/><title type='text'>O CAMINHO DE VOLTA</title><content type='html'>&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Continuação. Para ler o capítulo anterior clique &lt;a style="COLOR: rgb(255,0,0)" href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/04/o-caminho-de-volta.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;INTRODUÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;br /&gt;IV&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Salvador, 15 de maio de 1969&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Dr Mário e Sandra formavam um casal, como se diz, perfeito ou pelo menos quase. Mário um advogado de sucesso, bem sucedido financeiramente, sócio majoritário do escritório Marchesini &amp;amp; Filhos Advogados Associados, o mais conceituado da cidade, gozava de um enorme prestígio junto à sociedade soteropolitana. Sandra, filha de um milionário da construção civil, vivia nas colunas sócias e revistas de celebridades, era uma mulher fútil, dondoca, mas extremamente linda e dedicada ao marido. Estavam casados a cinco anos em plena harmonia. Tudo transcorria na mais perfeita ordem exceto por um detalhe: até o momento não tinham conseguido ter filhos. Mário já havia feito todos os exames e com ele estava tudo normal. Sandra relutara muito. Tinha imensa vontade de ser mãe e nem cogitava a hipótese de ser ela a infértil. Seria um desastre. Um filho era tudo que faltava na sua vida. A única coisa no mundo que desejava e ainda não tinha. Naquele dia sairia o tão esperado resultado dos seus exames.&lt;br /&gt;Estavam na sala de espera do Dr. Ciszem, maior autoridade da Bahia e um dos médicos mais respeitados do Brasil em reprodução humana. De repente, em meio ao clima tenso que pesava sobre os dois, a recepcionista avisou:&lt;br /&gt;-Dr. Mário, D. Sandra. É a vez dos senhores.&lt;br /&gt;Por mais que Ciszem quisesse amenizar sabia que era impossível. Era amigo da família há muitos anos e tinha consciência do quanto para ela era importante engravidar. Decidiu então pelo mais prático: ser direto.&lt;br /&gt;-Sandra! Infelizmente tenho que ser sincero. Você não pode ter filhos.&lt;br /&gt;Foi como se o mundo desmoronasse sobre sua cabeça. Como se tudo que sempre teve na vida não valesse nada. Agora ela via que não valia realmente.&lt;br /&gt;Sandra chorou até esgotar sua última lágrima. Seu descontrole era total por mais que Mário e Dr. Ciszem tentassem acalmá-la. Só depois que o médico aplicou-lhe um sedativo, acalmou-se um tanto desorientada adormeceu na maca do consultório.&lt;br /&gt;-Dr. Mário. Sei que não é fácil a situação de vocês. Sei o quanto desejavam uma criança, mas estas são as fatalidades da vida contra as quais nada podemos fazer, nem com todo dinheiro e prestígio do mundo. Porém isto não é o fim. Outras alternativas podem amenizar o sofrimento de vocês. Adotar uma criança, além de ser um gesto humano muito bonito, vai com certeza resolver este problema.&lt;br /&gt;-Mas Dr. Ciszen, Sandra não vai aceitar uma criança que não tenha sido gerada por ela. Que ela não saiba a procedência dos pais biológicos. Definitivamente ela não vai admitir isto.&lt;br /&gt;-Cabe a você como marido convencê-la. Deixe passar um pouco o trauma da notícia. Vá aos poucos explicando que uma criança adotada é também um filho nosso. O tempo se encarrega de torná-la assim como se fosse gerada em nosso próprio ventre. Vocês aprenderão a amá-la como se fosse um filho legítimo. Além do mais, é melhor que a solidão de uma mãe frustrada.&lt;br /&gt;-Vou fazer de tudo Dr. Espero que ela aceite, pois não sei como será daqui pra frente. Tenho medo que nossa vida se transforme num inferno.&lt;br /&gt;-Vá com calma e lembre-se: procure não contrariá-la. Evite ao máximo que ela se aborreça ou fique nervosa. O trauma foi grande para ela eu sei. Tenho certeza que tudo vai dar certo.&lt;br /&gt;-Assim espero amigo, assim espero. Muito obrigado.&lt;br /&gt;-Boa sorte. Não hesite em me procurar a qualquer hora do dia ou da noite. Tenha fé em Deus e tudo vai ficar bem. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-7087361668538033079?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/7087361668538033079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=7087361668538033079&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/7087361668538033079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/7087361668538033079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/04/o-caminho-de-volta_12.html' title='O CAMINHO DE VOLTA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-7499235416737140811</id><published>2009-04-09T02:38:00.000-03:00</published><updated>2009-04-09T02:38:00.725-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>POETISA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SdyS597KjWI/AAAAAAAABDY/vnUo26XD6BM/s1600-h/poetisa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 251px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SdyS597KjWI/AAAAAAAABDY/vnUo26XD6BM/s320/poetisa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322290384218000738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Se tu soubesses&lt;br /&gt;A força e beleza das tuas palavras&lt;br /&gt;O quão fundo elas adentram os corações&lt;br /&gt;Quando descem coma lavas&lt;br /&gt;E incendeiam as emoções&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tu soubesses&lt;br /&gt;Como é belo o sentimento&lt;br /&gt;Expostos em teu papel&lt;br /&gt;Quantos sonham com você&lt;br /&gt;Nas estrofes que tu gravas&lt;br /&gt;Com a força do teu cinzel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a mágica dos teus versos&lt;br /&gt;Primam na ilusão das rimas&lt;br /&gt;Na mente insana do leitor&lt;br /&gt;Se tu soubesses&lt;br /&gt;Que propagas em poemas&lt;br /&gt;As mais belas cantilenas&lt;br /&gt;E o lindo fruto do amor&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-7499235416737140811?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/7499235416737140811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=7499235416737140811&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/7499235416737140811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/7499235416737140811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/04/poetisa.html' title='POETISA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SdyS597KjWI/AAAAAAAABDY/vnUo26XD6BM/s72-c/poetisa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-8514445733836812917</id><published>2009-04-05T07:00:00.002-03:00</published><updated>2009-04-06T12:04:20.430-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Caminho de Volta'/><title type='text'>O CAMINHO DE VOLTA</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Continuação. Para ler o capítulo anterior clique &lt;a style="color: rgb(255, 0, 0);" href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/03/o-caminho-de-volta_29.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;INTRODUÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;III&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Serra Grande-Ba, 15 de maio de 1969&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Padre Ducas voltava intrigado do posto telefônico após a ligação que acabara de receber. Uma criança de olhos azuis era uma jóia preciosa. Prato cheio para qualquer casal europeu. Valeria uma fortuna com certeza. Nessas horas, sempre lembrava de pedir perdão a Deus, mas tinha a consciência que não era um bom padre, na verdade em quase nada seguia os mandamentos da igreja católica. Claro que a sociedade serragrandense não imaginava nem por sonho os negócios escusos em que andava metido. Exceto pelo fato de ter uma companheira e dois filhos e, de vez em quando, gostar de tomar umas e outras, era querido pela maioria dos fiéis da cidade. Muito bem quisto pelas beatas, as aconselhava e, vez ou outra comia algumas delas, inclusive as casadas. Tudo no mais perfeito sigilo e discrição. A própria sacristia era o seu “matadouro”. Lugar livre de qualquer suspeita.&lt;br /&gt;Padre Ducas no entanto estava envolvido com um negócio milionário de contrabando de crianças. Chegava a mandar de 50 a 100 meninos por ano para a Europa. Isto lhe rendia uma verdadeira fortuna. Era pouco se considerado o risco que corria, mas também com a quantidade de intermediários, todo mundo tinha de “mamar” um pouquinho. Além disso, jamais faria esta quantia com as míseras contribuições dos fiéis para a sua sagrada igreja.&lt;br /&gt;Desta vez recebeu um telefonema de um antigo sócio nos negócios, Padre Hermínio, ex-pároco de uma cidade vizinha a Serra Grande, Conceição. Dois anos atrás ele foi mandado para uma pequena cidade do Rio Grande do Sul. Até hoje não se sabe o motivo da transferência. Falavam as más línguas que foi por causa da sua suposta homossexualidade e por ostentar um nível de vida nada compatível com o de um sacerdote. Este erro Ducas nunca cometeu. Pelo contrário, sempre aconselhou Hermínio a ser mais discreto. Guardava suas economias em paraísos fiscais enquanto o amigo vivia com carros novos, tinha várias propriedades inclusive uma fazenda enorme com uma sede maravilhosa onde criava gado e cavalos de raça. Com tanto patrimônio, numa cidade de cinqüenta mil habitantes, logo começaram as especulações de qual seria a origem do dinheiro do padre. Ducas já não fazia negócios com ele há um bom tenpo e se sentiu aliviado quando Hermínio foi transferido para bem longe. Agora ele ligava com esta notícia bombástica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que chegou a Minuano, Hermínio começou a sondar a região. Qual a possibilidade de trabalhar com crianças de lá? Elas tinham a pele mais “pura”, normalmente olhos claros. Isto com certeza agradaria aos europeus que pagariam melhor. Mas, nos dois anos que se passaram desde sua chegada, nenhuma oportunidade como esta havia aparecido. Carolina filha recém nascida de um casal miserável e rejeitada pelo pai. A mãe, morrera logo após o parto, vitimada por uma forte hemorragia. O pai, beberrão inveterado, louco por dinheiro, não criaria dificuldades para vender a menina a preço de banana já que tanto a detestava. Bastariam umas poucas garrafas de cachaça. Os lucros seriam imensos. Foi isto que explicara detalhadamente à Ducas no seu telefonema que, pôr estar bem longe, seria o intermediário ideal para não levantar suspeitas.&lt;br /&gt;Enquanto caminhava Ducas arquitetava todo o plano que traçaria o destino daquela criança. Era realmente um negócio imperdível. Ao chegar a igreja dirigiu-se imediatamente ao seu comparsa e sacristão:&lt;br /&gt;-Joca! Arrume as malas. Você vai fazer uma longa viagem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-8514445733836812917?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/8514445733836812917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=8514445733836812917&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/8514445733836812917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/8514445733836812917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/04/o-caminho-de-volta.html' title='O CAMINHO DE VOLTA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-5635674719972378848</id><published>2009-04-03T22:46:00.006-03:00</published><updated>2009-04-04T12:22:40.983-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Elucubrações'/><title type='text'>O TÚNEL</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/Sda_VkpskuI/AAAAAAAABDI/i6SxKx7_-00/s1600-h/luznotunel.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/Sda_VkpskuI/AAAAAAAABDI/i6SxKx7_-00/s320/luznotunel.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320650387121541858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Talvez meu destino&lt;br /&gt;Esteja sendo traçado&lt;br /&gt;A dois mil quilômetros&lt;br /&gt;Da minha casa&lt;br /&gt;Talvez esteja na esquina&lt;br /&gt;Do próximo quarteirão&lt;br /&gt;Não importa a distância&lt;br /&gt;Que eu tenha de percorrer&lt;br /&gt;Sei que chego lá&lt;br /&gt;Afinal, há sempre uma luz&lt;br /&gt;No fim do túnel&lt;br /&gt;Ou não há?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-5635674719972378848?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/5635674719972378848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=5635674719972378848&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/5635674719972378848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/5635674719972378848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/04/o-tunel.html' title='O TÚNEL'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/Sda_VkpskuI/AAAAAAAABDI/i6SxKx7_-00/s72-c/luznotunel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-5952389794255565953</id><published>2009-04-03T12:07:00.001-03:00</published><updated>2009-04-03T12:07:31.643-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>A AMIGA</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SdQYmks7HOI/AAAAAAAABDA/P0Ki7dEdK9I/s1600-h/coracao_partido.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 276px; height: 283px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SdQYmks7HOI/AAAAAAAABDA/P0Ki7dEdK9I/s320/coracao_partido.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319904110797593826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É um pedaço de mim&lt;br /&gt;Um pedaço vital&lt;br /&gt;Que hoje se desprende e vai embora&lt;br /&gt;Queria ter palavras nessa hora&lt;br /&gt;Mas só tenho lágrimas para rolar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um membro, uma veia,&lt;br /&gt;Um coração devastado&lt;br /&gt;Perde a força, o traçado&lt;br /&gt;Bombeia o sangue errado&lt;br /&gt;Não sabe qual é seu lugar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sentir esta falta?&lt;br /&gt;Como viver sem seu lastro?&lt;br /&gt;E dizer que a vida é bela?&lt;br /&gt;Como enfrentar esta fera,&lt;br /&gt;Sem seu ombro pra chorar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai, mas leva contigo&lt;br /&gt;Todo meu ser, minha vida&lt;br /&gt;Saiba que sua amiga&lt;br /&gt;Sempre vai te esperar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te amo, te amo, te amo,&lt;br /&gt;E sempre que eu te chamo&lt;br /&gt;É por amor que eu clamo&lt;br /&gt;Contigo compartilhar.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-5952389794255565953?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/5952389794255565953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=5952389794255565953&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/5952389794255565953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/5952389794255565953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/04/amiga.html' title='A AMIGA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SdQYmks7HOI/AAAAAAAABDA/P0Ki7dEdK9I/s72-c/coracao_partido.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-1488674105420348128</id><published>2009-04-01T20:32:00.011-03:00</published><updated>2009-04-01T21:43:10.776-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opiniões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Da vida'/><title type='text'>BAIANADA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SdQFzELFqrI/AAAAAAAABC4/lbTAFbsHQH4/s1600-h/acidente.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 301px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SdQFzELFqrI/AAAAAAAABC4/lbTAFbsHQH4/s400/acidente.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319883434683116210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora há pouco, por volta das 18h30, eu estava num ponto de ônibus esperando um amigo. Como este demorava, fiquei observando o intenso movimento de carros àquela altura do início da noite, na movimentada avenida da orla marítima no Jardim de Alah aqui em Salvador. Neste momento, ignorando o recuo apropriado para a parada no ponto, um motorista parou o ônibus no meio da rua abrindo as portas para embarque e desembarque dos passageiros. Não restando outra alternativa, quem descia ou subia no veículo tinha que atravessar a faixa de recuo. Foi então que um apressadinho, motivado pela irresponsabilidade brutal do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;motô&lt;/span&gt;*, resolveu fazer pior que ele e ultrapassá-lo usando o recuo do ponto, quase causando uma tragédia sem precedentes. Não tenho dúvidas que foi a mão de Deus que evitou o desastre. Imediatamente me lembrei de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Caetano Veloso&lt;/span&gt;&lt;span&gt;, um baiano que dispensa apresentações,&lt;/span&gt; e sua música &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;"Vamo Comer"&lt;/span&gt;, além do post que publiquei aqui, o &lt;a style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);" href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2007/04/baiano-na-direo-diploma-de-provinciano.html"&gt;Baiano na Direção&lt;/a&gt;. Gostaria que isto fosse uma brincadeira de 1º de abril, o dia da mentira, mas é a mais pura verdade. Basta ler ou assistir aos jornais locais diariamente para vermos a imensa incidência de acidentes de trânsitos, em boa parte fatais, na capital baiana. A maioria deles seriam evitados se houvesse mais consciência por parte dos motoristas, motociclistas, e pedestres, enfim, pela população em geral. Meu Deus! Até quando amargaremos esta vergonha, este recorde lastimável? Sei que este é um problema mais amplo, que ultrapassa as fronteiras baianas, mas, sinceramente, pelo que já vi e vivi longe daqui, acho que estamos na frente de outros estados, o que é lamentável e vergonhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como meu amigo demorou mais ainda, fiquei maquinando na cabeça cheia de indignação, os versos expostos a seguir. Não tem nenhuma pretensão poética, foi apenas uma forma de passar o tempo e de dar o meu grito de protesto. Não gostaria de dar razão a Caetano. Que pena!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;BAIANADA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O ônibus pára no meio da rua&lt;br /&gt;O carro ultrapassa pelo ponto&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Baiano, burro, nasce e cresce"&lt;/span&gt;**&lt;br /&gt;Compra carteira por qualquer cem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;conto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quebra-molas é sinal aberto&lt;br /&gt;Canteiro, faixa intermitente&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Baiano, burro, nasce e cresce"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;É os ás na direção valente&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A vida é uma brincadeira&lt;br /&gt;O carro arma para a guerra&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Baiano, burro, nasce e cresce"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A cada hora uma vida enterra&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Tem sempre que chegar primeiro&lt;br /&gt;A rua é pista de corrida&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Baiano, burro, nasce e cresce"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;E esquece o valor da vida&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Onde andam os nossos valores?&lt;br /&gt;O respeito pela vida humana&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Baiano, burro, nasce e cresce"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Numa corrida cruel e insana&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O trânsito é uma batalha&lt;br /&gt;Avenida é campo minado&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Baiano, burro, nasce e cresce"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;E passa no sinal fechado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu que também sou baiano&lt;br /&gt;Já tô achando que não sou normal&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Baiano, burro, nasce e cresce"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;E ainda fala que eu sou boçal&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;*&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Motô:&lt;/span&gt; Forma carinhosa que o baiano chama o motorista de ônibus.&lt;br /&gt;**Versos de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Caetano Veloso&lt;/span&gt; da música &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Vamo Comer"&lt;/span&gt; "Baiano burro, nasce e cresce e nunca pára no sinal. E quem pára e espera o verde é que é chamado de boçal.".&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-1488674105420348128?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/1488674105420348128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=1488674105420348128&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/1488674105420348128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/1488674105420348128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/04/baianada.html' title='BAIANADA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SdQFzELFqrI/AAAAAAAABC4/lbTAFbsHQH4/s72-c/acidente.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-3373252623029859672</id><published>2009-04-01T12:54:00.000-03:00</published><updated>2009-04-01T12:55:37.290-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Culinária'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos'/><title type='text'>CULINÁRIA BAIANA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Habitada por índios, descoberta por portugueses e recheada por africanos que aos montes foram sendo trazidos para a nossa terra, a Bahia sofreu a influência marcante destas culturas. Tantos ingredientes, cada um na sua exata porção, deram origem a uma das receitas mais saborosas do mundo, A CULINÁRIA BAIANA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos dizer que, casualmente ou não, a busca de novos sabores, foi preponderante para a descoberta das terras brasileiras, haja vista que um tesouro, dos mais preciosos da época, as especiarias, motivou, em 08 de março de 1500, a saída da expedição de Cabral de terras lusitanas, em busca do caminho das Índias. Lá estavam as tão valiosas especiarias, as mesmas tão ao alcance das nossas mãos e mesas hoje em dia: cravo, canela, gengibre, baunilha, mostarda, erva-doce, dentre muitas outras. Em tempos de ausência de técnicas de conservação de alimentos, seu valor mais tinha a ver com a questão da pura sobrevivência do que com o requinte culinário. As especiarias tornavam os sabores mais toleráveis, além de amenizarem, pelas suas propriedades medicinais, eventuais desarranjos de saúde, provocados pela ingestão de comidas inadequadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o discutível desvio acidental da rota desejada, os portugueses desembarcaram no Brasil a 23 de abril de 1500, um dia depois de avistarem nossas terras. Os primeiros contatos com os habitantes locais, os Índios, foram marcados por trocas amistosas de alguns presentes, em sua maioria iguarias de cada um dos povos. Inicialmente os índios brasileiros rejeitaram os sabores europeus, cuspindo quase tudo que lhes era servido, inclusive o vinho. Foi uma questão de dias. Logo em 29 de abril, dois nativos subiram a bordo de uma das embarcações e comeram de tudo que lhes ofereceram. Esbaldaram-se com arroz e presunto cozido servido frio e beberam vinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do cardápio local, os primeiros ingredientes experimentados pelos portugueses vieram do mar e rios: peixes e camarões. “Grossos e curtos, entre os quais tinha um tão grande e grosso, como em nenhum tempo vi tamanho” admira-se Caminha em sua carta ao rei, onde descrevia as belezas e encantos, assim como os defeitos, pelo menos aos olhos dos portugueses, da nova terra e seu povo.&lt;br /&gt;Começava ali a nascer, a culinária brasileira, uma mistura de culturas e sabores que hoje, extremamente diversificada e influenciada por outras culturas, encanta os paladares mais requintados do mundo tendo como um dos destaques principais, a culinária baiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As primeiras mudas de cana-de-açúcar chegaram ao Brasil a bordo das embarcações que sucederam Cabral. Encontrando um solo fértil de massapê e clima úmido que logo se mostraram ideais para seu cultivo. Assim se formava a lavoura que trouxe às nossas terras, a pitada de sabor que faltava para completar a receita: o povo africano. Eles vieram das Ilhas do Golfo Guiné, Angola, Moçambique, Costa do Marfim, Costa da Malagueta e outras regiões da África. Tinham culturas diversas, algumas milenares e, conseqüentemente, culinárias distintas entre si, que ajudaram e muito a enriquecer os sabores do cardápio brasileiro. Trouxeram na bagagem um extraordinário talento de adaptação aos poucos ingredientes a que tinham acesso aos seus hábitos culinários. Aperfeiçoaram por exemplo, o pirão, uma invenção portuguesa no Brasil, a partir da farinha de mandioca, já vastamente usada pelos índios e das técnicas portuguesas de caldos e papas. Para fazer render a pequena ração que recebiam, escaldavam a farinha no caldo fervente dos alimentos e comiam com pimenta malagueta. Era o Pirão Massapé, assim chamado pela coloração arroxeada do preparo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a intensificação do tráfico de escravos (negros africanos), vários produtos e plantas alimentares da áfrica vieram para cá. Quiabo, inhame, gengibre, dendê, côco e tantos outros. Aqui, junto aos produtos locais e os trazidos pelos portugueses, foram “assados, grelhados e cozidos” durante anos e anos de colonização, sofrimento e história, dando origem ao “prato” de sabor indescritível e tempero sem igual: A CULINÁRIA BAIANA.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bibliografia consultada:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Fruend, F.; Vieira, S. e Zuanetti, R. 2001. O Mundo da Cozinha. Rio de Janeiro: Senac Nacional&lt;br /&gt;   Leal, M. L. Soares. 1998. A História da Gastronomia. Rio de Janeiro: Senac Nacional&lt;br /&gt;   Romio, Eda. 2000. 500 Anos de Sabor. São Paulo: Romio&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-3373252623029859672?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/3373252623029859672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=3373252623029859672&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/3373252623029859672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/3373252623029859672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/04/culinaria-baiana.html' title='CULINÁRIA BAIANA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-7188287559113607068</id><published>2009-03-29T07:00:00.007-03:00</published><updated>2009-03-29T09:50:40.437-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Caminho de Volta'/><title type='text'>O CAMINHO DE VOLTA</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Continuação. Para ler o capítulo anterior clique &lt;a style="color: rgb(255, 0, 0);" href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/03/o-caminho-de-volta.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minuano-Rs, 02 de maio de 1969&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Maria começou a sentir fortes dores e aos poucos começaram as contrações. Ela estava lavando suas pobres roupas e do marido Marcolino. Deixou-se cair sobre a imensa bacia e começou a gritar. Logo chegaram as vizinhas e alguns curiosos que passavam pela rua no momento.&lt;br /&gt;-Corre Jesuína, vai chamar o Marcolino tchê! A Maria vai parir. - Gritou Gerusa.&lt;br /&gt;- Onde ele está Géu?&lt;br /&gt;- Sabe Deus criatura. Vai gritando por aí que ele aparece. O desgraçado não faz nada mesmo.  Deve estar no Bigodão e provavelmente está &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gambá&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;(1)&lt;/span&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;,  aquele vagabundo!&lt;br /&gt;- Bah! Não fala assim do meu Marquinho! - Era maria defendendo o seu homem mesmo gemendo de tanta dor.&lt;br /&gt;Na verdade Gerusa não estava mentindo. Marcolino nunca foi dado ao trabalho. Vivia bebendo com os amigos na rua, jogando bilhar no bar de seu Juca, “O Bigodão” como era chamado por causa do farto bigode do seu dono. Um ambiente quase familiar. Lá ele encontrava outras mulheres com quem gastava a maior parte do dinheiro que Maria com muito sacrifício ganhava fazendo doces e guloseimas para a granfinada da cidade. Fazia também faxinas nas casas das madames, lavava e passava para trazer o sustento da casa e Marcolino gastava quase tudo na boemia. Cachaça, mulheres e jogo. Eram suas prediletas ocupações. Foi justamente lá, no Bigodão, que Jesuína encontrou Marcolino. Estava bêbado debruçado sobre a mesa do bilhar perdendo a décima primeira partida.&lt;br /&gt;-Corre tchê! A Maria está sentindo as dor. Vamos homem de Deus!&lt;br /&gt;-Para de amolar criatura. Manda ela tomá um anador Jesú.&lt;br /&gt;- Vem filho da puta. As dor dela são de ter menino.&lt;br /&gt;- Eu disse pr'aquela vagabunda que não queria criança em casa. Só serve pra cagar e mijar tudo além de ficar berrando nos ouvido da gente. Pois diga a desgraçada da Maria pra ter o filho sozinha.&lt;br /&gt;-Eu não acredito. Tu não vai acudir a mulher que te ama? Que vai parir um filho teu?&lt;br /&gt;De nada adiantaram os apelos de Jesuína. Marcolino totalmente insensível saiu trocando as pernas e gritando palavrões que não se podem repetir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, Maria cada vez mais se contorcia com o chegado da hora. Os vizinhos mandaram chamar D. Ferdinanda, parteira da mais alta competência, famosa em toda periferia da cidade. Gerusa com a ajuda dos amigos, levou Maria para a sua casa e deitou-a na cama. Enquanto a parteira não chegava, já foram sendo providenciados todos os apetrechos para um bom parto: bacia, panos limpos e água no fogo.&lt;br /&gt;Não foi um parto difícil. Poucas horas depois Maria dava a luz a uma linda menina. Olhos azuis como o céu. Nasceu berrando sem parar e com saúde. Gerusa e Ferdinanda cortaram o cordão umbilical, enrolaram a menina num manto branco e colocaram-na sobre o peito de Maria.&lt;br /&gt;- É uma linda guria Maria.&lt;br /&gt;- Carolina. Vai se chamar Carolina. - Foram as últimas palavras de Maria. Em seguida, fechou os olhos e morreu serenamente com um sorriso nos lábios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;N.A.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;1. Gambá: Bêbado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CAriano%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt; 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float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 246px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/Sc5DX7KzvpI/AAAAAAAABCw/aoAjEtZApdI/s320/tremTiradentes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5318262288270212754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Uma luz que vem de Minas&lt;br /&gt;Como o trem de Sabará&lt;br /&gt;A beleza explicada&lt;br /&gt;As ondas belas do mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mar de minas&lt;br /&gt;A emoção deste sal&lt;br /&gt;Nos caminhos do Belo Horizonte&lt;br /&gt;As cores do cartão postal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sabor do pão de queijo&lt;br /&gt;O som do clube da esquina&lt;br /&gt;A beleza que não vejo&lt;br /&gt;Da bela moça de Minas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-318777008927387821?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/318777008927387821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=318777008927387821&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/318777008927387821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/318777008927387821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/03/o-trem-de-minas.html' title='O TREM DE MINAS'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/Sc5DX7KzvpI/AAAAAAAABCw/aoAjEtZApdI/s72-c/tremTiradentes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-3922816890828863046</id><published>2009-03-26T19:58:00.033-03:00</published><updated>2009-03-28T13:13:01.608-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Turismo'/><title type='text'>VIVA SALVADOR - 460 ANOS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/Scw14EW20CI/AAAAAAAABCo/JeDjmNA7N_Y/s1600-h/Vista+Salvador.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/Scw14EW20CI/AAAAAAAABCo/JeDjmNA7N_Y/s400/Vista+Salvador.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317684497376268322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vista aérea de Salvador&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Foto: Sandra Bigollo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Domingo, 29 de março de 2009, a cidade de Salvador da Bahia completa 460 anos. Marcada pela riqueza cultural, diversidade de etnias, belezas naturais, arquitetura colonial e tantos outros atributos, Salvador com suas  igrejas, ladeiras, casarios, festas, praias e guetos é uma cidade apaixonante que encanta baianos, brasileiros e gente de todos os lugares do mundo. Nasci aqui embora tenha passado minha infância inteira mudando de cidade em cidade no interior do estado. Só em 1983, quando vim definitivamente para a capital estudar, é que pude conhecer de verdade a minha cidade natal. Foi amor a primeira vista. Parafraseando Chico Buarque, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"ver Amaralina, foi que nem beijar menina, que cenário de platina, que poema à beira mar"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Salvador tem uma importância histórica fundamental para o Brasil tendo sido a sua primeira capital. **"A história da cidade de Salvador inicia-se 48 anos antes de sua fundação oficial com a descoberta da Baía de Todos os Santos, em 1501. A Baía reunia qualidades portuárias e de localização, o que a tornou referência para os navegadores, passando a ser um dos pontos mais conhecidos e visitados do Novo Mundo. Isso fomentou a idéia de construção da cidade. O rei D. João III, então, nomeou o militar e político Thomé de Sousa para ser o Governador-geral do Brasil e fundar, às margens da Baía, a primeira metrópole portuguesa na América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 29 de março de 1549, a armada portuguesa aportava na Vila Velha (hoje Porto da Barra), comandada pelo português Diogo Alvares, o Caramuru. Era fundada oficialmente a cidade de Cidade do São Salvador da Baía de Todos os Santos, que desempenhou um papel estratégico na defesa e expansão do domínio lusitano entre os séculos XVI e XVIII, sendo a capital do Brasil de 1549 a 1763.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trecho que vai da atual Praça Castro Alves até a Praça Municipal, o plano mais alto do sítio, foi escolhido para a construção da cidade fortaleza. Thomé de Souza chegou com uma tripulação de cerca de mil homens – entre voluntários, marinheiros soldados e sacerdotes&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/ScwyZpcqNvI/AAAAAAAABCY/X_ynl--7xiU/s1600-h/Piedade.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 160px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/ScwyZpcqNvI/AAAAAAAABCY/X_ynl--7xiU/s320/Piedade.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317680676221892338" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;, que ajudaram na fundação e povoação de Salvador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1550, os primeiros escravos africanos vieram&lt;br /&gt;da Nigéria, Angola, Senegal, Congo, Benin, Etiópia e Moçambique. Com o trabalho deles, a cidade prosperou, principalmente devido a atividade portuária, cultura da cana de açúcar e comercialização o algodão o fumo e gado do Recôncavo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;A riqueza da Capital atraiu a atenção de estrangeiros, que promoveram expedições para conquistá-la. Durante 11 meses, de maio de 1624 ao mês de abril de 1625, Salvador ficou sob ocupação holandesa. Em 1638, mais uma tentativa de invasão da Holanda, desta vez com o Conde Maurício de Nass&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/ScwyBoj4wlI/AAAAAAAABCQ/OeDdADtaHl0/s1600-h/salvador_fotos_antigas11.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 183px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/ScwyBoj4wlI/AAAAAAAABCQ/OeDdADtaHl0/s320/salvador_fotos_antigas11.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317680263666909778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;au que não obteve êxito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade foi escolhida como refúgio pela família real portuguesa ao fugir das investidas de Napoleão na Europa, em 1808. Nessa ocasião, o príncipe regente D. João abriu os portos às nações amigas e fundou a escola médico-cirúrgica, primeira faculdade de medicina do País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em 1823, mesmo um ano depois da proclamação da Independência do Brasil, a Bahia continuou ocupada pelas tropas portuguesas do Brigadeiro Madeira de Mello. No dia 2 de julho do mesmo ano, Salvador foi palco de um dos mais importantes acontecimentos históricos para o estado e que consolidou a total independência do Brasil. A data passou a ser referência cívica dos baianos, comemorada anualmente com intensa participação popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos planos iniciais de D. João III, expressos na ordem de aqui ser cons&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/ScwxYZtnpEI/AAAAAAAABCI/69B8u6-8L_s/s1600-h/Campo+Grande.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 160px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/ScwxYZtnpEI/AAAAAAAABCI/69B8u6-8L_s/s320/Campo+Grande.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317679555306562626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;truída "A fortaleza e povoação grande e forte", o compromisso foi cumprido por Thomé de Souza e continuado pelos que os sucedem. São filhos de Catarina e Caramuru, que se misturaram com os negros da mãe África e legaram à Salvador a força de suas raças criando um povo “gigante pela própria natureza”." **&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;                                                        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Esta semana, em comemoração aos festejos do aniversário da cidade, uma televisão local está realizando uma &lt;a style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);" href="http://ibahia.globo.com/bahiameiodia/"&gt;enquete&lt;/a&gt; para decidir qual a música que melhor representa  a cidade. Tarefa difícil haja a vista a riqueza de músicas que falam com maestria sobre Salvador. Foram dez canções previamente escolhidas para que o internauta pudesse dar o seu voto. Veja abaixo a relação e as letras&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/Scwu3-iUA0I/AAAAAAAABCA/ylf54Epu7XU/s1600-h/Elevador+lacerda.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 160px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/Scwu3-iUA0I/AAAAAAAABCA/ylf54Epu7XU/s320/Elevador+lacerda.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317676799232312130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; de cada uma delas. Eu mesmo sinto muito a falta de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Chame Gente&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Armandinho/Moraes Moreira)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, para mim não poderia ficar fora de tal relação. Contudo, como bom baiano que sou e apaixonado pela cidade, darei o meu voto. Seja qual for a escolhida, o que importa é que todas elas homenageiam com beleza a bela São Salvador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/ScwunWlr78I/AAAAAAAABB4/BJIm8vtXmmE/s1600-h/Porto+da+Barra.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 160px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/ScwunWlr78I/AAAAAAAABB4/BJIm8vtXmmE/s320/Porto+da+Barra.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317676513631137730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;São Salvador&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Dorival Caymmi)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Salvador, Bahia de São Salvador&lt;br /&gt;A terra de Nosso Senhor&lt;br /&gt;Pedaço de terra que é meu                                                                                                                                          &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;São Salvador, Bahia de São Salvador&lt;br /&gt;A terra do branco mulato                                                    &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A terra do preto doutor&lt;br /&gt;São Salvador, Bahia de São Salvador&lt;br /&gt;A terra do Nosso Senhor&lt;br /&gt;Do Nosso Senhor do Bonfim&lt;br /&gt;Oh Bahia, Bahia cidade de São Salvador&lt;br /&gt;Bahia oh, Bahia, Bahia cidade de São Salvador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Baianidade Nagô&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Evany)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já pintou verão&lt;br /&gt;Calor no coração&lt;br /&gt;A festa vai começar&lt;br /&gt;Salvador se agita&lt;br /&gt;Numa só alegria&lt;br /&gt;Eternos dodô e osmar&lt;br /&gt;Na avenida sete&lt;br /&gt;Da paz eu sou tiete&lt;br /&gt;Na barra o farol a brilhar&lt;br /&gt;Carnaval na bahia&lt;br /&gt;Oitava maravilha&lt;br /&gt;Nunca irei te deixar meu amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vou&lt;br /&gt;Atrás do trio elétrico vou&lt;br /&gt;Dançar ao negro toque do agogô&lt;br /&gt;Curtindo a minha baianidade nagô&lt;br /&gt;Eu queria&lt;br /&gt;Que essa fantasia fosse eterna quem sabe um dia a paz&lt;br /&gt;Vence a guerra&lt;br /&gt;E viver será só festejar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Êô êô laiá êô êô laiá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;We Are The World of Carnaval&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Nizan Guanaes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, que bom você chegou&lt;br /&gt;Bem-vindo a Salvador&lt;br /&gt;Coração do Brasil&lt;br /&gt;Vem, você vai conhecer&lt;br /&gt;A cidade de luz e prazer&lt;br /&gt;Correndo atrás do trio&lt;br /&gt;Vai compreender que a baiano é&lt;br /&gt;Um povo a mais de mil&lt;br /&gt;Ele tem Deus no seu coração&lt;br /&gt;E o Diabo no quadril&lt;br /&gt;We are Carnaval&lt;br /&gt;We are, we are folia&lt;br /&gt;We are, we are the world of Carnaval&lt;br /&gt;We are Bahia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bahia com H&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Denis Brian)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá licença, dá licença meu senhor&lt;br /&gt;Dá licença, dá licença pra Ioiô&lt;br /&gt;Eu sou amante da gostosa Bahia porém&lt;br /&gt;Pra saber seus segredos serei baiano também&lt;br /&gt;Dá licença de gostar um pouquinho só&lt;br /&gt;A Bahia eu não vou roubar, tem dó&lt;br /&gt;Já disse o poeta que terra mais linda não há&lt;br /&gt;Isso é velho, do tempo em que já se escrevia Bahia com H&lt;br /&gt;Deixa eu ver, com meus olhos de amante saudoso&lt;br /&gt;a Bahia do meu coração&lt;br /&gt;Deixa ver Baixa do Sapateiro,&lt;br /&gt;Chaio, Barroquinha, Calçada, Taboão&lt;br /&gt;Sou amigo que volta feliz pra teus braços abertos Bahia&lt;br /&gt;Sou poeta e não quero ficar assim longe da tua magia&lt;br /&gt;Deixa ver teus sobrados, igrejas, teus santos&lt;br /&gt;Ladeiras e montes tal qual um postal&lt;br /&gt;Dá licença de rezar pro Senhor do Bonfim&lt;br /&gt;Salve a Santa Bahia imortal, Bahia dos sonhos mil&lt;br /&gt;Eu fico contente da vida em saber que a Bahia é Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Bahia Te Espera&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Chianca de Garcia/Herivelto Martins)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Bahia da magia, dos feitiços e da fé.&lt;br /&gt;Bahia que tem tanta igreja, que tem tanto candomblé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para te buscar nossos saveiros já partiram para o mar.&lt;br /&gt;Yayá Eufrásia, ladeira do Sobradão&lt;br /&gt;Tá preparando seu candomblé&lt;br /&gt;Velha Damásia da ladeira do mamão&lt;br /&gt;Tá preparando o acarajé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para te buscar nossos saveiros já partiram para o mar&lt;br /&gt;Nossas morenas roupas novas vão botar&lt;br /&gt;Se tu vieres, virás provar o meu vatapá&lt;br /&gt;Se tu vieres viverás nos meus braços a festa de Yemanjá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem, vem, vem&lt;br /&gt;Vem em busca da Bahia&lt;br /&gt;Cidade da tentação&lt;br /&gt;Onde o meu feitiço impera&lt;br /&gt;Vem&lt;br /&gt;Se me trazes o teu coração&lt;br /&gt;Vem&lt;br /&gt;Que a Bahia te espera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bahia, Bahia, Bahia, Bahiaaaa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rebentão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Carlos Pita)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moro numa cidade cheia de ritmos&lt;br /&gt;Que sobe e que desce ao som da maré&lt;br /&gt;Ela canta, ela dança&lt;br /&gt;Ela toca, ela vibra&lt;br /&gt;Ele bate com a mão&lt;br /&gt;Ela dança com o pé&lt;br /&gt;Ele faz samba na porta do ônibus&lt;br /&gt;Liberdade é o negro do ilê&lt;br /&gt;Ela dança com a lata na cabeça&lt;br /&gt;Sua trança bonita, ela é badauê&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iô, iô, iô, rebentão&lt;br /&gt;Iô, iô, iô, de maré&lt;br /&gt;Ele bate na palma da mão&lt;br /&gt;Ela dança com a ponta do pé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moro numa cidade cheia de ritmos&lt;br /&gt;Que sobe e que desce ao som da maré&lt;br /&gt;Ela canta, ela dança&lt;br /&gt;Ela toca, ela vibra&lt;br /&gt;Ele bate com a mão&lt;br /&gt;Ela dança com o pé&lt;br /&gt;Eles passam cantando com a tribo em festa&lt;br /&gt;É muzenza na cor, é muzenza na fé&lt;br /&gt;Basta ouvir os tambores tocando&lt;br /&gt;Que a cidade já sabe Olodum como é&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Canto da Cidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Tote Gira/Daniela Mercury)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cor dessa cidade&lt;br /&gt;Sou eu!&lt;br /&gt;O canto dessa cidade&lt;br /&gt;É meu!..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gueto, a rua, a fé&lt;br /&gt;Eu vou andando a pé&lt;br /&gt;Pela cidade bonita&lt;br /&gt;O toque do afoxé&lt;br /&gt;E a força, de onde vem?&lt;br /&gt;Ninguém explica&lt;br /&gt;Ela é bonita...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uô Ô!&lt;br /&gt;Verdadeiro amor&lt;br /&gt;Uô Ô!&lt;br /&gt;Você vai onde eu vou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não diga que não me quer&lt;br /&gt;Não diga que não quer mais&lt;br /&gt;Eu sou o silêncio da noite&lt;br /&gt;O sol da manhã...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mil voltas o mundo tem&lt;br /&gt;Mas tem um ponto final&lt;br /&gt;Eu sou o primeiro que canta&lt;br /&gt;Eu sou o carnaval...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;É D'Oxum&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Gerônimo/Vevé Calazans)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa Cidade Todo Mundo É d'oxum&lt;br /&gt;Homem, Menino, Menina, Mulher&lt;br /&gt;Toda Essa Gente Irradia Magia&lt;br /&gt;Presente Na Água Doce&lt;br /&gt;Presente n'água Salgada&lt;br /&gt;E Toda Cidade Brilha&lt;br /&gt;Seja Tenente Ou Filho De Pescador&lt;br /&gt;Ou Importante Desembargador&lt;br /&gt;Se Der Presente É Tudo Uma Coisa Só&lt;br /&gt;A Força Que Mora n'água&lt;br /&gt;Não Faz Distinção De Cor&lt;br /&gt;E Toda A Cidade É d'oxum&lt;br /&gt;É d'oxum, É d'oxum, É d'oxum,&lt;br /&gt;Eu Vou Navegar, Eu Vou Navegar&lt;br /&gt;Nas Ondas Do Mar, Eu Vou Navegar&lt;br /&gt;É d'oxum, É d'oxum&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Na Baixa dos Sapateiros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Ary Barroso)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Baixa do Sapateiro eu encontrei um dia&lt;br /&gt;A morena mais frajola da Bahia.&lt;br /&gt;Pedi-lhe um beijo, não deu,&lt;br /&gt;Um abraço, sorriu,&lt;br /&gt;Pedi-lhe a mão, não quis dar, fugiu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bahia, terra da felicidade,&lt;br /&gt;Morena,   eu ando louco de saudade.&lt;br /&gt;Meu Senhor do Bonfim&lt;br /&gt;Arranje outra morena   igualzinha pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh!     amor, ai,&lt;br /&gt;Amor bobagem que a gente não explica, ai, ai,&lt;br /&gt;Prova um bocadinho, ô&lt;br /&gt;Fica envenenado, ô&lt;br /&gt;E pro resto da vida é um tal de sofrer&lt;br /&gt;Ôlará, ôleré.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ô      Bahia,&lt;br /&gt;Bahia que não me sai do pensamento.&lt;br /&gt;Ouve o meu lamento, ô&lt;br /&gt;Na desesperança, ô&lt;br /&gt;De encontrar nesse mundo&lt;br /&gt;Um amor que eu perdi na Bahia, vou contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ô      Bahia,&lt;br /&gt;Bahia que não me sai do pensamento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Salvador é Um Porto Seguro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Moraes Moreira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvador é um porto seguro&lt;br /&gt;Seguro que é tanta agonia&lt;br /&gt;Há tanta beleza&lt;br /&gt;Tanta tristeza e alegria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um porto, é um porto sete portas&lt;br /&gt;Sempre abertas pra magia&lt;br /&gt;De todos os santos&lt;br /&gt;Que vem baixar na Bahia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um porto parto e chego&lt;br /&gt;Fica o nêgo e português&lt;br /&gt;Olho aberto de índio&lt;br /&gt;Enxergando até chinês&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um porto, é um porto&lt;br /&gt;Portugal&lt;br /&gt;É um porto, é um porto é um&lt;br /&gt;Carnaval&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/ScwtvziJqtI/AAAAAAAABBw/PlyH2yzubkM/s1600-h/salvadororladabarra.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 278px; height: 166px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/ScwtvziJqtI/AAAAAAAABBw/PlyH2yzubkM/s400/salvadororladabarra.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317675559328262866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vista áerea da orla com destaque para o farol da Barra&lt;/span&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;**Trecho retirado do &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold; font-style: italic;" href="http://www.saltur.salvador.ba.gov.br/index_anim.asp?idLinguagem=1"&gt;site&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; oficial de turismo de Salvador&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-3922816890828863046?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/3922816890828863046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=3922816890828863046&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/3922816890828863046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/3922816890828863046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/03/viva-salvador-460-anos.html' title='VIVA SALVADOR - 460 ANOS'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/Scw14EW20CI/AAAAAAAABCo/JeDjmNA7N_Y/s72-c/Vista+Salvador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-7780705599432516402</id><published>2009-03-25T12:09:00.004-03:00</published><updated>2009-03-25T12:21:55.899-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>A ÁRVORE</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/ScpLsaNgJtI/AAAAAAAABBg/5_jkvZS3kcE/s1600-h/arvore_coracao_2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/ScpLsaNgJtI/AAAAAAAABBg/5_jkvZS3kcE/s320/arvore_coracao_2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317145536386574034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;Uma árvore frondosa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;Cheia de frutos e folhas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;Nasceu em meu coração&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;Sob o nome de amor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;Em seus galhos os pássaros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;Macacos e bichos preguiças&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;Encontram abrigos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;E tecem seus ninhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;Encontram a fresca sombra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;Aqueles que param sob a fronde&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;Na sesta revigorante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;Sob as folhas da paixão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;Um coração selvagem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;No meio da floresta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;Derrama a sua seiva&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;Pensando nela&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Lindo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Arbusto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Imáginário&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-7780705599432516402?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/7780705599432516402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=7780705599432516402&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/7780705599432516402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/7780705599432516402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/03/arvore.html' title='A ÁRVORE'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/ScpLsaNgJtI/AAAAAAAABBg/5_jkvZS3kcE/s72-c/arvore_coracao_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-3413360548941326696</id><published>2009-03-23T23:20:00.007-03:00</published><updated>2009-03-24T06:37:23.149-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>GRAVURA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SchDgKLcMeI/AAAAAAAABBQ/0cfnXmcpGUs/s1600-h/gravurajulia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 198px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SchDgKLcMeI/AAAAAAAABBQ/0cfnXmcpGUs/s400/gravurajulia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316573579878085090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Com teus traços&lt;br /&gt;Externas sentimentos&lt;br /&gt;Retratas o belo, o feliz&lt;br /&gt;A imagem profunda&lt;br /&gt;O exato momento&lt;br /&gt;Do sorriso, a mais perfeita matiz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A busca do talento inesgotável&lt;br /&gt;A sombra dá volume à bela face&lt;br /&gt;Gravura de valor inestimável&lt;br /&gt;O orbe que assim representaste&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um coração que aqui emocionado&lt;br /&gt;No momento uma lágrima derrama&lt;br /&gt;Por ver em belas linhas retratado&lt;br /&gt;O rosto da pessoa que mais ama&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Para &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://sousa7arte.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;César Sousa&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, autor da gravura da minha filha Júlia acima.&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/ScipcOc2oDI/AAAAAAAABBY/IXQ245PTs8U/s1600-h/julia.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-3413360548941326696?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/3413360548941326696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=3413360548941326696&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/3413360548941326696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/3413360548941326696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/03/gravura.html' title='GRAVURA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SchDgKLcMeI/AAAAAAAABBQ/0cfnXmcpGUs/s72-c/gravurajulia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-3284612576057303624</id><published>2009-03-22T07:00:00.004-03:00</published><updated>2009-07-31T07:54:25.485-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Caminho de Volta'/><title type='text'>O CAMINHO DE VOLTA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Apresentação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um triste sábado de 1993, dia do meu aniversário, 02 de maio. Como quase sempre acontece nessas datas me sentia deprimido e triste. Nunca consegui entender o motivo deste sentimento justamente no dia onde todos comemoram e ficam felizes. Já fazia anos que eu não escrevia uma linha sequer. Nem um verso, uma letra de música, um poema, nada.&lt;br /&gt;Naquela época eu trabalhava como gerente financeiro de uma produtora musical que movimentava mensalmente altas somas de dinheiro em pleno estouro da música baiana no cenário nacional, a chamada axé music. Como era de costume no início de cada mês, eu estava sozinho no escritório, envolto em planilhas e números, montando a prestação de contas do mês anterior. Por causa de um erro  minúsculo de formulação que havia cometido em uma das planilhas as contas não batiam de forma nenhuma. Os resultados a que chegava não coincidiam com os saldos bancários e o dinheiro em caixa. A tarde já ía findando e minha cabeça explodindo de dor. De repente fechei todas as planilhas do excel, guardei na gaveta os extratos e papéis que amontoavam-se na minha mesa e acendi um cigarro. Fumei recostado a cadeira procurando expulsar dos escaninhos da mente qualquer coisa que pudesse ter relação com dinheiro ou números. Neste momento abri o word e fiquei olhando para a tela em branco no computador. Comecei a escrever compulsivamente algo que, inicialmente, não tinha compromisso com nada nem objetivo nenhum. Parei exausto às 4h da manhã de segunda e fui para casa me recompor um pouco, pois havia um erro a ser encontrado e um prazo a cumprir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, a primeira coisa que fiz quando cheguei ao escritório, foi reabrir as planilhas e por sobre a mesa os papéis responsáveis por mais um aniversário em branco. Eu acabara de completar 24 anos de idade. Talvez por presente divino, encontrei imediatamente o famigerado erro e consegui cumprir o prazo dos relatórios de mês. Durante duas semanas, nas horas de folga e em casa, trabalhei no texto que comecei a desenvolver naquele dia. Foram mais de sessenta páginas que começaram a tomar forma de um romance. Mais uma vez, por insegurança, medo e talvez preguiça, larguei o texto de lado e nunca mais voltei nele. O arquivo ponto doc se perdeu numa das formatações da minha máquina e, não fosse por uma única cópia impressa que encontrei recentemente durante uma faxina no meu quarto, amarelada e se apagando, tais folhas tivessem desaparecido para sempre da minha vida. Li e reli muitas vezes o que escrevi naqueles dias e tomei uma decisão. Vou por a prova a qualidade daquele texto. Ver até que ponto a história tem poder de prender o leitor e, principalmente, de dar prazer a quem o lê. Por isso resolvi publicá-la em capítulos para que vocês que acompanham meu blog possam através dos comentários emitir opiniões. Quem sabe não encontro forças para levá-la adiante? Ou, talvez, resolva jogar no lixo as amareladas folhas que por anos ficaram esquecidas no fundo de uma mala?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de hoje, a cada domingo, vou publicar um capítulo aqui e esperar para ver o que vai dar. No entanto, devo confessar que não resisti e já estou trabalhando na sua continuidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CAriano%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O CAMINHO DE VOLTA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Nota do Autor:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Embora esta história seja inspirada num escândalo verídico que povoou por um bom tempo a mídia nacional na década de 80, seus personagens, desenvolvimento e desfecho são totalmente fictícios. As cidades, excetuando as capitais, também são imaginárias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;INTRODUÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;I&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Salvador-Ba, 02 de maio de 1993&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei por que resolvi seguir aquela mulher. Algo nela chamou minha atenção de uma forma inusitada. Não a beleza, suas roupas, nada que eu possa explicar. Apenas me senti atraído. Algo que até hoje não consigo definir. Estava esperando o ônibus de retorno a casa quando ela veio em minha direção:&lt;br /&gt;-O Sr. tem horas?&lt;br /&gt;-São 19h30. -Respondi.&lt;br /&gt;-Muito Obrigado. Boa noite.&lt;br /&gt;Nada demais, apenas uma mulher perguntando as horas. Ela saiu na direção oposta a que chegou. Não deu um sorriso, nada disse além daquelas poucas palavras, mas percebi algo estranho nela e fiquei encabulado. Neste instante, movido por um súbito ímpeto, saí desesperadamente atrás dela antes que a perdesse de vista. Eu nem imaginava os acontecimentos consequentes daquele meu estranho ato impensado, que iriam mudar minha vida de forma drástica depois daquele encontro. Naquele dia eu completava exatamente 24 anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-3284612576057303624?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/3284612576057303624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=3284612576057303624&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/3284612576057303624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/3284612576057303624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/03/o-caminho-de-volta.html' title='O CAMINHO DE VOLTA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-1323683987337399249</id><published>2009-03-19T10:53:00.006-03:00</published><updated>2009-03-21T00:06:10.074-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='parcerias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>MÃOS DADAS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/ScJR4k6xeaI/AAAAAAAABBA/iZmyGaqKRqc/s1600-h/maos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 310px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/ScJR4k6xeaI/AAAAAAAABBA/iZmyGaqKRqc/s400/maos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314900542675319202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há duas semanas atrás eu conversava com a amiga &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Ana Casanova&lt;/span&gt; sobre o poder de aproximação que a internet, e em particular a blogosfera, tem sobre os seres humanos. Distâncias kilométricas tornam-se insignificantes diante da rede. Ela me falava sobre o fato de amigos blogueiros localizados nos mais longínquos rincões estarem usando o poder da rede para fazerem parcerias das mais diversas. Uma idéia muito interessante me pareceu. Eu mesmo já havia visto algo sobre isto e lido alguns frutos destas parcerias. Lembrei também, que muito antes do advento da internet, parceiros como &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Roberto Carlos e Erasmo Carlos&lt;/span&gt;, usaram o telefone para criarem músicas antológicas que, até hoje, mesmo com toda a força da net, se mostram atuais e continuam sensibilizando corações das mais novas gerações. Eu mesmo já fiz músicas através de e-mails com o meu amigo e parceiro &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Márcio Valverde&lt;/span&gt;. Quase sempre o resultado final nos deixa muito orgulhosos. Ela então me propôs o desafio de fazermos um poema juntos. Assim, através de e-mails fomos reunindo idéias de cada um para que juntas transformassem-se numa coisa só. Daí nasceu este poema que por sugestão minha parla sobre o tema em questão. A aproximação que a internet possibilita a quem está tão longe, como no nosso caso, que estamos separados por um oceano imenso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez lembro a frase de &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Richard Bach: "podem os kilômetros separarnos dos amigos?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mãos Dadas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Ana Casanova/Adriano Carôso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num campo lindo e florido&lt;br /&gt;Demos as mãos, e&lt;br /&gt;Escrevemos um poema&lt;br /&gt;Poema de amor, de amizade&lt;br /&gt;Poema onde a saudade&lt;br /&gt;Tem um fundo colorido&lt;br /&gt;Poema que nos invade&lt;br /&gt;Poema de quatro mãos&lt;br /&gt;Poema que é canção&lt;br /&gt;Uma bela cantilena&lt;br /&gt;Poema que nos une&lt;br /&gt;Muito embora a distancia&lt;br /&gt;Em tudo nos aproxime&lt;br /&gt;Através do oceano&lt;br /&gt;Transportados em sonhos&lt;br /&gt;Na sintonia das palavras&lt;br /&gt;Na maré das emoções&lt;br /&gt;Poema que nos transporta&lt;br /&gt;Em continentes e ilhas&lt;br /&gt;Nesta imensa simbiose&lt;br /&gt;Pura, singela e sem medos&lt;br /&gt;E, juntos desafiamos&lt;br /&gt;Tudo o que nos afasta&lt;br /&gt;Pela força da partilha&lt;br /&gt;Num poema a vinte dedos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;P.S. &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Ana Casanova&lt;/span&gt; é uma escritora angolana radicada em Portugal que escreve o blog &lt;a style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);" href="http://anavision.blogspot.com/"&gt;Anavision&lt;/a&gt;.&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-1323683987337399249?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/1323683987337399249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=1323683987337399249&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/1323683987337399249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/1323683987337399249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/03/maos-dadas.html' title='MÃOS DADAS'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/ScJR4k6xeaI/AAAAAAAABBA/iZmyGaqKRqc/s72-c/maos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-5678779056754098901</id><published>2009-02-10T11:55:00.025-03:00</published><updated>2009-02-11T10:04:42.784-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opiniões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Elucubrações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='regionalismo'/><title type='text'>BORA BAHÊÊÊA MINHA PORRA!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se tem uma coisa que eu gosto na vida é de futebol e das gozações que os torcedores fazem uns com os outros. Só lamento a violência que vem se espalhando nos estádios e entre as torcidas rivais no Brasil. Na Bahia esse problema ainda não tomou proporções muito sérias, mas é preciso tomar cuidado pois, como diria meu pai:, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Filho só puxa a pai quando é ladrão de cavalo&lt;/span&gt;. Ou seja, o que não presta a gente aprende logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torcedor saudável do Bahia que sou, até porque ninguém é Bahia doente, no máximo convicto, observo a nossa torcida e vejo que não importa a divisão em que esteja, não importa a merda de time que temos, não importa nada, a torcida do Bahia, ou Baêêêa, como gostamos de chamar, é uma torcida fantástica, uma torcida fiel. Não tenho medo de dizer, a mais fiel do Brasil. Que timão que nada! Quero ver a torcida do Corínthians ou Flamengo, botar sessenta mil pagantes no estádio na terceira divisão jogando com o Fast. Por causa desse jogo, através de uma &lt;a href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2007/10/vumbora-baaaaa.html"&gt;crônica muito interessante&lt;/a&gt; que recebi por e-mail, descobri um blog de torcedores fanáticos, O &lt;a href="http://www.baheaminhaporra.com/"&gt;Baheaminhaporra&lt;/a&gt;, e através dele, o &lt;a href="http://espalitandodente.blogspot.com/"&gt;Espalitando Dente&lt;/a&gt;, que eu curto pra caralho. E agora, depois do Bahia dar de 2x0 no Vitória, em pleno Barradão, jogando pior é bem verdade, mas aí fica mais gostoso ainda, e com direito a um frangaço do goleiro Viáfora, segundo a torcida do Bahia, o mais novo contratado do Tricolor de Aço, recebo um novo e-mail, com uma nova crônica, que mais uma vez quero compartilhar com vocês.; Torcedores do Bahia ou não, isto não é uma provocação acintosa, é apenas uma brincadeira saudável. Os verdadeiros baianos de coração, entenderão isso facilmente. Uma coisa nela me chamou muita atenção. A forma como retrata o linguajar dos baianos. Principalmente a linguagem popular. Já falei sobre isso numa opinião sobre  o filme &lt;a href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2007/09/vumbora-cinema-brasileeeeirooo.html"&gt;Ó Paí Ó&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como muitas pessoas que me visitam, não são da Bahia ou do Brasil, e não conhecem de perto a realidade sobre a qual estou falando, vou fazer um pequeno prefácio para a crônica e um glossário regionalista para melhor entendimento. Esta crônica está publicada no blog &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Baheaminhaporra&lt;/span&gt; e quem quiser lê-la ali, com direito à fotos e seus comentários, clique &lt;a href="http://www.baheaminhaporra.com/2009/01/de-quatro.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Prefácio&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bahia e Vitória são os times de futebol com mais expressão na Bahia. O Vitória, embora bem mais velho que o Bahia que foi fundado em 1931, tem reconhecidamente por várias fontes de informação uma torcida muito menor. Ele que há anos festejou seu centenário, está atualmente numa melhor fase, com lugar na primeira divisão do campeonato brasileiro, o Bahia na segunda, e tem ganho quase todos os campeonatos estaduais nos últimos anos. Se não estou enganado, a última vez que o Bahia foi campeão baiano, foi em 2001. De lá para cá o Vitória levou todoas exceto uma edição vencida por um time do interior do estado. A rivalidade das torcidas é muito grande. O Bahia &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"se gaba"&lt;/span&gt; de duas estrelas no peito. Uma pela Taça Brasil de 1959, ganha em cima do &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Santos&lt;/span&gt; de &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Pelé&lt;/span&gt; no Maracanã, uma vez que perdeu na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fonte Nova&lt;/span&gt; e ganhou na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vila Belmiro&lt;/span&gt;, sendo disputada uma terceira partida em campo neutro. Alguns torcedores do rival não reconhecem este título como o de campeão brasileiro, mas a verdade é que este foi o primeiro campeonato realizado a nível nacional; e, a segunda, pelo título de campeão nacional ganho em pleno &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Beira Rio&lt;/span&gt; em cima do &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Internacional&lt;/span&gt; de Porto alegre. Embora o jogo tenha sido realizado em fevereiro de 1989, era a edição do campeonato do ano de 88.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, a torcida rubro negra, se vangloria de ter um estádio próprio, de estar em melhor situação nos campeonatos regional e nacional atualmente e em franco crescimento numérico por causa dessas situações. Para piorar a história para o tricolor, em novembro de 2007, como frisei em alguns textos no marcador &lt;a href="http://adrianocaroso.blogspot.com/search/label/Futebol"&gt;Futebol&lt;/a&gt; aqui no blog, aconteceu uma tragédia lamentável no jogo que ascendeu o Bahia de volta para a segunda divisão do Brasileirão, que deixou a Fonte Nova interditada e o Bahia sem estádio para jogar. Durante todo o ano de 2008, o tricolor mandou os seus jogos na cidade de Feira de Santana, a 110km de Salvador, onde não teve a presença maciça de público a que estava acostumado e onde obteve um rendimento lastimável, tanto no Baianão como no Brasileiro, onde não chegou sequer a almejar um subida para a primeira divisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por causa do forte impacto negativo econômico e social que tal situação provocou para o estado, o governo resolveu reformar o &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Estádio Roberto Santos&lt;/span&gt;, mais conhecido como estádio de &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Pituaçú&lt;/span&gt;. Era para ser inaugurado no ano passado, mas uma série de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"coisas aconteceram"&lt;/span&gt;. A obra foi embargada por supeitas de irregularidades no orçamento e se arrastou o ano todo. Alguns dizem que a juíza era da "família rubro negra", outros falam que que o governador é Bahia e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ladrão&lt;/span&gt;, se aproveitando para beneficiar o seu time e seu bolso. Nada sobre isso posso contestar ou afirmar. Só duas coisas posso falar sobre o impasse. Torcedores do Bahia e do Vitória estão errados. Os do Bahia quando acham que o estádio de Pituaçú é deles. Não, não mesmo. É um estádio público onde qualquer um, inclusive o Vitória, pode mandar seus jogos desde quando pague os 6% da renda de aluguel e se responsabilize pela manutenção do espaço e seus equipamentos. Os do Vitória quando falam que a obra foi feita para beneficiar o Bahia.  Não. Todos ganham com isso. Principalmente o futebolo baiano e a Bahia, um pólo turístico fortíssimo que acaba de ser confirmada como sede de um jogo da seleção pelas eliminatórias da copa no referido Pituaçú.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De resto é rir das gozações de tricolores e rubro-negros que até hoje, e espero que para sempre, se harmonizam, mesmo com todas as piadas, independente dos resultados. É claro que, puxando a sardinha para o meu lado, acabo de ganhar de 2x0 do Vitorinha em pleno Barradão. Isto tem um sabor especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Crônica: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;De Quatro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Assinada por Bolota do Bahia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porra, véi... dia bonito da porra que fez domingo. Levantei cedo pra caralho. Quando abri o olho, tava batendo 11:30 no relógio. Dei uma espiada na broca da parede e vi o solzão virado no estopô. Balancei a nêga do meu lado e disse carinhosamente: "Acorda, porra. Acorda nessa desgraça que a gente vai quebrar essa gelada na praia antes de ir pra Pituaço".&lt;br /&gt;Como era um dia muito especial pra mim, resolvi levar a sacaneta pruma praia de bacana. Jardim de Alá. Ou como diz meu bróder Obama:"God´s Garden".&lt;br /&gt;Peguei meu ingresso, o dinheiro do buzú e me piquei com a neguinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente eu escolho a barraca que eu vou ficar pela trilha musical. A que tiver tocando o som mais nigrinhagem, é a que eu fico. Fui passeando entre as barracas e comecei a ouvir um som que eu não escutava há uns 10 anos. Um repertório que ia do antigo Gera-Samba, passando por Neon do Samba, Pagolada, Feras Potentes e finalizando com o show do Kiribamba LIVE em Juiz de Fora (MG). Só os clássicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"A capenguinha, a capenguinha, a capenguinha, a capenguinha, a capenguinha, a capenguinha quer andar. A capenguinha quando não tá de muleta, ela pega no porrete pra poder se equilibrar..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era esse o nível do som. Puro jazz. Bom pra caralho.&lt;br /&gt;O nome da barraca era Ponto G. Pronto. Achei a porra do Ponto G. Pelo menos uma vez na minha vida eu achei essa porra. Com um nome desse, não tive dúvida. É aqui mermo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedi logo uma gelosa e uma dúzia de lambreta. O lugar era muito bacana. Várias gostosas. O único mal é que tinha muito pombo. Parecia o Barradão, a porra.&lt;br /&gt;Tava tudo muito de fuder até a hora que encontrei Helinho Sabonete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabonete é um torcedor do vice. Ele tem esse apelido porque, dizem as más línguas, quando ele serviu ao exército, foi tomar banho, deixaram cair um sabonete e ele foi catar do chão. Depois desse incidente, o bicho ficou manco. Não sei porquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que o sacana resolveu tirar sarro com a minha cara. Disse que eu não tinha estádio. Que tava a não sei quanto tempo sem ganhar porra nenhuma e todas aquelas merdas que a gente tá acostumado a ouvir dos vices. E pra fuder com tudo, ainda disse que a gente ia tomar pau do Ipitanga!! Aí eu pirei. Mandei ele repetir o que ele disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Repita aí o que você falou, véi..&lt;br /&gt;- O Jahia vai tomar de 1 a zero do Ipitanga - o filadaputa repetiu.&lt;br /&gt;- Repita aí de novo, véi...&lt;br /&gt;- Tá surdo, porra gordo?? o Jahia vai tomar gude preso do Ipitanga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapaz... o sangue me subiu à cabeça. E a nega dizendo "calma, calma". O garçom dizendo "segura o gordo". E a baiana de acarajé dizendo "fudeu!!". E o pombo dizendo "gurururu, gurururu...." aí eu explodi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ó seu viado desgraçado filadaputa corno manco do cu brocado. O Bahia hoje vai meter de 4 que nem fizeram com você no quartel, sinhá nisgraça. Só vou apostado, miserável!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bora!! Pra cada gol do Bahia, uma grade pra você. Pra cada gol do Ipitanga, uma grade pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei se o sacana tava bebo ou maluco. Só sei que aceitei a porra da aposta doida do fornecedor de briôco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí virado na porra da praia. Já era dez pras três e eu ainda tinha que pegar a zorra do buzú pra Pituaço. As palavras de Sabonete ecoavam na minha cabeça... mas o Bahêa não ia me decepcionar. Não dessa vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei lá no estádio e me arrepiei de ver a massa tricolor. Puta que pariu. Coisa linda demais. A cidade é nossa, galera. Agora temos 2 estádios!! Um numa ponta (a boa e velha Fonte) e o outro na outra ponta da cidade. E que estádio. PituAÇO é lindo pra caralho. Me senti numa Copa do Mundo. Sem putaria nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hino do Brasil, Placar eletrônico de última geração, helicóptero jogando pétalas brancas, vermelhas e azuis... um SHOW!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui pegar logo meu copão de cerveja. Cerveja cara da porra!! 3 real lá dentro. E o balcão também era meio apertado, mas vamo nessa. Começou o jogo. O Ipitanga na pressão e eu ouvindo a voz de Sabonete na minha cabeça... "O Jahia vai tomar cacete" porra... será que vou ter que pagar engradado praquele viadinho??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha cerveja acabou. Mandei a nêga pegar outra pra mim. Foi ela subir a zorra da escada que eu só vi Élton matar a bola na coxa e meter um tirambaço pro fundo da rede!! GOOOOOOL DO BAHIA MINHA PORRAAAA!!!! AHAHAHAHA!!! UMA GRADE!!!! UMA GRADE!!!! UMA GRADE!!!!&lt;br /&gt;Fiquei feliz pra caralho!!! Pena que a nêga não viu o gol... pena uma porra!!! Vai ver foi isso!!! Ela tava dando azar, a miserável.&lt;br /&gt;Ela voltou com um copão e fiquei vendo o jogo. O Bahia até que melhorou. Vai ver é viagem da minha cabeça. Deixa a nêga quieta curtindo o jogo do tricolaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que aí o Ipitanga desceu num contra-ataque virado na porra. O sacana do atacante chutou a queima roupa e Marcelo espalmou. O cara chutou de novo e Marcelo defende novamente. Caralho! Que sufoco.&lt;br /&gt;E pra fuder com tudo, meu copo ficou vazio.&lt;br /&gt;- Neguinha.... pega outra pra mim?&lt;br /&gt;Quando eu peço assim cheio de carinho, num tem não certo... a nêga faz tudo que eu quero. Lá foi ela pegar outra cerva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei olhando ela subir pra pegar a cerveja. E não é que quando ela sumiu da multidão, Hélton Luiz recebe um passe da porra, sai picado, deixa dois zagueiros pra trás e BROCA!!! GOOOOOOOOOOLLLL DO BAHIA, PORRA!!!! DUAS GRADES!!! DUAS!!! DUAS GRADES!!!!&lt;br /&gt;É grade pra caralho!!! Eu nem queria mais a cerveja que a nêga foi pegar. Fica lá, mizéra!!! Já tenho 2 grades!!! AHAHAHAHAHAHAH!!!&lt;br /&gt;Mas aí ela voltou cheia de chamego. Me deu um beijo na boca, entregou meu copão e a gente ficou curtindo o intervalo juntinho. Feliz da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitei também o intervalo pra bater o mijão. Porra véi... banheiro de primeiro mundo. Mijar em mureta nunca mais. A porra limpinha, véi. Bonito pra caralho. Naquele dia eu tava achando tudo lindo! Até mictório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada de mijar na mureta, viu, porra??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa o segundo tempo. O Bahia só administrando. Naquele reme-reme. Naquele toquinho pra cá, toquinho pra lá. Deu uns 20 minutos e a nêga percebeu que meu copão tava vazio.&lt;br /&gt;- Quer tomar, mais uma, preto?&lt;br /&gt;- Porra, nêga... pegue lá pra mim, vá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá foi ela. Com aquele bundão pra lá e pra cá. Eu fiquei lá olhando aquele bundão lindo subindo a escada. Hipnotizado. Aí ela sumiu. Quando voltei o olho pro campo, tava rolando um bafafá na área do Ipitanga, a bola sobra pra Hélton Luiz e.... saco!!! 3 grades de cerveja. Na moral... comecei a ficar com pena de Sabonete. Ô, meu Deus. O desgraçado vai ter que falar com a moça nos balcões BPN da Insinuante e pedir um empréstimo pra pagar minha aposta. Fale com a moça, filadaputa!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nêga tava demorando dessa vez. Mal terminei de comemorar o terceiro, quando o pequeno Ananias broca mais um. Quatro. Quatro a zero, papá!!! Quatro grades de pura alegria!! Eu tinha cantado a pedra. Sabonete tomou no cu. Dessa vez não foi literalmente. Mas deve ter doído pra caralho do mesmo jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neguinha chegou com a minha cerveja na hora de um pênalty do Ipitanga. Só que o dia era do Bahia. Pituaçu era do Bahia. O sacana mandou a bola lá na casa da porra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A torcida era só alegria. "Rubro-negro otário!! Enfie no cu seu aterro sanitário!!!". Era só o que se ouvia na saída do estádio. "Vamos torcer pro Bahia ser campeão, em Pituaçu meu Caldeirãoooo!!!". Caldeirão mermo. Aquela porra ferveu, véi. E se você não foi, vá!!! Porque é bom demais. E arranje um otário rubro-negro pra apostar umas grades. Eu já ganhei quatro, pai véi!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BORA BAHÊA, MINHA PORRAAAAAAAA!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Glossário Regionalista:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Se Gaba: &lt;/span&gt;Conta vantagem.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Véi:&lt;/span&gt; Velho no sentido de amigo, camarada, colega...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Da Porra:&lt;/span&gt; Legal, bonito, bom, muito bom...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Virado no Estopô:&lt;/span&gt; Muito forte&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nêga:&lt;/span&gt; Espôsa, companheira, amante, namorada...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pituaço:&lt;/span&gt; Referência ao estádio de Pituaçú. Mistura de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pituaçú&lt;/span&gt; com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aço&lt;/span&gt; de Tricolor de Aço, como o Bahia é comumente chamado pela torcida, e uma forma corriqueira de evitar rimas indesejadas usada na Bahia.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vice:&lt;/span&gt; Alusão ao apelido &lt;span style="font-style: italic;"&gt;carinhoso&lt;/span&gt; de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vicetória&lt;/span&gt; colocado no Esporte Clube Vitória pela torcida do Bahia uma vez que já chegou à vice-campeão mas nunca foi campeão brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Buzú:&lt;/span&gt; Ônibus coletivo.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Me Piquei:&lt;/span&gt; Saí, fui embora.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nigrinhagem:&lt;/span&gt; Popular, povão, baixo astral.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mermo:&lt;/span&gt; Mesmo.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Porrete:&lt;/span&gt; Pênis.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gelosa:&lt;/span&gt; Cerveja bem gelada.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lambreta:&lt;/span&gt; Espécie de marisco em concha, semelhante à um búzio,  muito consumido na Bahia cozido no vapor.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pombo:&lt;/span&gt; Homosexuais, pessoas desprezíveis.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Barradão:&lt;/span&gt; Apelido do Estádio do Esporte Clube Vitória, o Manoel Barradas.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Manco:&lt;/span&gt; Capenga, com uma perna menor que outra.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tirar Sarro:&lt;/span&gt; Fazer gozação, brincar.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jahia:&lt;/span&gt; Apelido &lt;span style="font-style: italic;"&gt;carinhoso&lt;/span&gt; que a torcida do Vitória colocou no Esporte Clube Bahia na sua atual má fase.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gude Preso:&lt;/span&gt; Perder de uma zero.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nisgraça:&lt;/span&gt; Desgraça.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Briôco:&lt;/span&gt; Ânus.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Virado na Porra:&lt;/span&gt; Muito chateado.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Engradado, Grade:&lt;/span&gt; Caixa de cerveja contendo 24 unidades.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mijar na Mureta:&lt;/span&gt; Alusão ao fato dos banheiros da Fonte Nova estarem em estado degradável e os torcedores, inconscientes, fazerem xixi em qualquer muro do estádio.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sai Picado:&lt;/span&gt; Saiu correndo, com muita velocidade.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mizéra:&lt;/span&gt; Azarada, &lt;span&gt;miserável,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; pé frio&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Reme-reme:&lt;/span&gt; Apaziguando, meio sem querer fazer nada.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bafafá:&lt;/span&gt; Confusão.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Balcões BPN:&lt;/span&gt; Alusão às &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Lojas Insinuantes&lt;/span&gt;, loja de eletro-domésticos baiana com sedes em várias cidades brasileiras que disponibilizam os &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Balcôes BPN&lt;/span&gt;, um banco para empréstimos pessoais, normalmente com taxas de juros elevadas.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fale Com a Moça:&lt;/span&gt; Jargão utilizado na propaganda do Balcão BPN da Insinuante sobre as meninas que atendem no banco. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Se precisa de um empréstimo, fale com a moça...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cantado a Pedra:&lt;/span&gt; Expressão oriunda do jogo de dominó, quando uma pessoa advinha a pedra que irá ser posta na mesa a seguir.  Acertado a jogada, no caso, acertado o placar do jogo.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Aterro Sanitário:&lt;/span&gt; Alusão ao estádio do Vitória construído na área onde funcionava um antigo aterro sanitário da cidade de Salvador.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-5678779056754098901?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/5678779056754098901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=5678779056754098901&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/5678779056754098901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/5678779056754098901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/02/bora-baheeea-minha-porra.html' title='BORA BAHÊÊÊA MINHA PORRA!'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-9060457428458956022</id><published>2009-01-27T13:10:00.003-03:00</published><updated>2009-01-27T13:22:13.129-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>É TÃO BOM!</title><content type='html'>É impressionante o poder das palavras&lt;br /&gt;O poder dos sentimentos e das expressões&lt;br /&gt;Da música, da poesia e do amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impressionante o poder da flora,&lt;br /&gt;Florindo os corações e as plantações,&lt;br /&gt;Trazendo no vento o cheiro da flor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheiro que vem de longe,&lt;br /&gt;Mas, mesmo assim nos invade.&lt;br /&gt;Traduz a palavra saudade,&lt;br /&gt;E deixa o corpo aberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vento que nunca esconde,&lt;br /&gt;Que fala sempre a verdade,&lt;br /&gt;E com simplicidade&lt;br /&gt;Mostra que o longe está perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcado por uma música,&lt;br /&gt;Marcado por um poema,&lt;br /&gt;O turbilhão deste som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcado pelo destino,&lt;br /&gt;Marcado pelo desejo,&lt;br /&gt;E, tudo isso "É tão bom!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-9060457428458956022?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/9060457428458956022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=9060457428458956022&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/9060457428458956022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/9060457428458956022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/01/e-tao-bom.html' title='É TÃO BOM!'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-7373672177576497052</id><published>2009-01-27T08:47:00.006-03:00</published><updated>2009-01-27T09:28:42.579-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Republicações'/><title type='text'>“PEGA NO TOMBA” – Fazendo Novos Amigos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" style="font-weight: bold; font-style: italic;" href="http://3.bp.blogspot.com/_YIGfsLvmMMY/Rt6RrCxusUI/AAAAAAAAANw/91-lJ_NGSp8/s1600-h/Concentra%C3%83%C2%A7%C3%83%C2%A3o+01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5106679196150575426" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_YIGfsLvmMMY/Rt6RrCxusUI/AAAAAAAAANw/91-lJ_NGSp8/s400/Concentra%C3%A7%C3%A3o+01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Republicação de texto publicado em 05 de Setembro de 2007  no marcador Textos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 4:30hs da manhã na praça da concentração&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;É Tão Bom&lt;br /&gt;(Luiz Caldas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tão bom&lt;br /&gt;Quando a gente se entrega a beleza&lt;br /&gt;Se sente em total realeza&lt;br /&gt;Com a natureza e o amor...&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Fazer novos amigos é uma beleza. Para isto, é preciso estar de peito aberto, livre de preconceitos e, às vezes, se meter em aventuras inenarráveis. Contudo, corajoso que sou, vou tentar narrar a viagem que fiz em 26 de agosto de 2007, para um vilarejo por nome Pedras Altas. Era a Festa do Vaqueiro que se realiza todo ano, da qual quase nada vi, já que no ponto alto da festa, dormia profundamente no passeio interno da casa onde fizemos nosso ponto de apoio e, provavelmente, roncava muito, rodeado por uma infinidade de garrafas de cervejas vazias, que a turma pôs ao meu lado de sacanagem, para fotografar e filmar meu vexame.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O convite partiu de Erenilson, um colega de trabalho cuja família mora em Feira de Santana, no bairro do Tomba. Seus pais são de Pedras Altas e até hoje mantêm uma casa na cidade que fica a aproximadamente 280km de Salvador e 170km de Feira. A estrada é a mesma que leva à Juazeiro da Bahia, fronteira com Petrolina-Pe, onde morei dos 05 aos 07 anos. Não lembrava quase nada da região mesmo tendo passado por lá na época que trabalhei viajando com bandas de forró e desbravei todo o interior da Bahia. Desta forma, pouco se conhece de onde se passa. Fazia muito tempo Erenilson insistia na minha ida. Resolvi aceitar o convite. A coisa funciona da seguinte forma. Um grupo de aproximadamente trinta amigos faz a vaquinha para bancar a viagem. Aluguel de ônibus, carne para o churrasco, um panelão de feijoada, a cerveja e o gelo. Tudo com muita fartura. Uma pechincha, tudo isto por R$ 30,00 para cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí de Salvador de buzu no sábado, 25/08, descendo em Feira de Santana por volta das 10:40hs. Erenilson já me esperava na rodoviária com dois amigos, Feitosa e Dõe. De lá, fomos direto ao Centro de Abastecimento da cidade. Não sei se já comentei por aqui, mas adoro feiras, mercados, etc. É uma forma muito gostosa de interagir com o povo e a cultura de cada lugar. Primeiro paramos na barraca de Tia Nita. Uma velhinha de pelo menos 85 anos que, a cada garrafa que serve ao freguês surrupia um copinho e bebe com cara de imenso prazer, uma figura. Passeamos pelo Centro parando de bar em bar até chegar a um box-restaurante, onde degustamos um maravilhoso carneiro guarnecido com cuscuz de milho. De lá para o Tomba, continuando a via crucis pelos bares do bairro, até parar na mesa de sinuca onde o viciado Erenilson tratou de garantir nossas geladas através das tacadas certeiras, Aquela altura, não sei como ele conseguia jogar, já que o copo não deu conta de manter em pé. Animado pelas vitórias e pelos efeitos do álcool, derrubou-o no chão. Lembrei um e-mail de humor negro que certa feita recebi, onde dizia que era melhor ter mal de Alzeimer que de Parkison, haja vista ser melhor esquecer de pagar a conta que derrubar a cerveja. Erenilson concorda plenamente. Jantamos uma rabada em outro barzinho e fomos pra casa descansar os esqueletos para a jornada do dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que tive uma visão assustadora. Pensei que havia morrido e chegado ao inferno onde o Capeta me ordenou o pior dos castigos. Eram 4hs da manhã quando levantei ainda tonto e baratinado pelo sono. Ouvi uma zoada estranha, fiquei angustiado naquele escuro, num lugar que nunca havia visto antes. Levou um certo tempo até descobrir onde estava e que a tal zoada era, na verdade, o chuveiro onde Erenilson tomava seu banho. Quase corri desesperado quando a figura saiu nu do banheiro. Uma visão de terror, digna de haloween. Nervos abrandados, banhei-me também, vesti a roupa e saímos às 4:30hs para a concentração da viagem. Primeiros fomos a casa de Miguel, o tesoureiro, cozinheiro e churrasqueiro da turma e único abstêmio. Lá fizemos o desjejum com um delicioso e forte caldo de feijão. Aprovei o cozinheiro na hora. Lá também se encontrava o imenso isopor abastecido de gelo e latinhas. Era o único lugar seguro para guardá-lo. O resto da turma daria uma baixa com certeza em tão precioso conteúdo. Ajudamos Miguel a levar os bagulhos para a praça. Nesta altura o ônibus já nos esperava. Começaram a chegar os amigos do meu amigo. Alguns eu já havia conhecido no dia anterior, outros estava vendo pela primeira vez ali mesmo. Sei que não lembrarei todos os nomes, mas vamos tentar: Guaxinim, Tenente Pão Com Bufa, Feitosa, João Caruru, Caetano, Zé Braz, Tonho, Nêgo, Hugo, Tião e o filho Adriano, Júnior e o filho Felipe, Zé Pernambuco, Correia, Biro Biro, Paulo, Neto, Professor Embola Roda, Chico de Amália(…”Eu vou pra Maracangalha…”) e tantos outros cuja amnésia alcóolica não me permite lembrar. Desculpem àqueles que ficaram fora desta lista podem crer que estão no coração. Feitosa, de sacanagem, trouxe um coco gelado cujo conteúdo era 10% de água e o restante de cachaça. Saiu oferecendo a todos e alguns, uns desavisados como eu, outros por puro prazer, aceitaram a oferta e sofreram mais tarde as devidas consequências.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_YIGfsLvmMMY/Rt6RfCxusTI/AAAAAAAAANo/2DQEFwLe8sE/s1600-h/Concentra%C3%83%C2%A7%C3%83%C2%A3o+02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5106678989992145202" style="margin: 0px auto 10px; display: block; cursor: pointer; text-align: center;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_YIGfsLvmMMY/Rt6RfCxusTI/AAAAAAAAANo/2DQEFwLe8sE/s400/Concentra%C3%A7%C3%A3o+02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;A turma na concentração às 6hs da Manhã. Miguel com a camisa do Bahia e Erenilson Rosa, o anfitrião, de camisa rosa. Ai meu Deus!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A viagem começou da mesma forma que terminou. No maior clima de festa com a percussão comendo no centro na cozinha, sambas e sambas cantados por vozes apaixonadas, nem sempre afinadas, brincadeiras gostosas entre amigos que se dão bem e se respeitam embora quem venha de fora e não conheça a tradição do lugar, pode até se assustar com as trocas de amabilidades. Um pit stop tático no meio da viagem garante o término do café da manhã. Uma farofa de carne típica de posto de beira de estrada da Bahia. Chegando a Pedras Altas, bota-se o feijão pra ferver na casa dos pais de Erenilson, improvisa-se uma churrasqueira de blocos no fundo do quintal e parte-se para rodar a cidade, ver os desfiles de cavalos, visitar a represa, banhar-se nas águas geladas e renovadoras do rio Itapicurumirim, paquerar as belas meninas vestidas ao estilo dos rodeios, cantar, dançar e beber. Apenas Miguel ficou em casa tomando conta do rango e da churrasqueira. Não pensem que ele se importa, esta é a sua diversão. Seu semblante transparece o imenso prazer que sente com sua função.&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/pt2TXlzhcj0"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/pt2TXlzhcj0" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na volta pra casa, o churrasco já rola a pleno vapor assim como a feijoada. A fartura é tanta que além de toda a excursão, várias pessoas da cidade e parentes dos anfitriões, filam a bóia na casa pequena, cujo coração não caberia neste texto de tão grande que é. É óbvio que depois de toda esta esbórnia, muitos, assim como eu, tiram sua madorninha depois do almoço. Estes sofrem nas lentes das máquinas e do câmera-man, especialmente contratado para registrar a viagem. Uma vez acordados, outro banho no Itapicurumirim renova todas as energias para a jornada da volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma delícia participar deste grupo, conhecer aquelas pessoas. Se Deus me der vida e saúde, quero voltar no próximo ano(e voltei, mais uma vez foi maravilhoso). Pois, se por acaso seu carro não pegar, bote no tombo. Se mesmo assim não der, passe no Tomba que ele pega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Glossário Regionalista:&lt;br /&gt;Vaquinha: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Reunião de dinheiro dado por diversos amigos com a finalidade de suprir alguma despesa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Buzu:&lt;/span&gt; Ônibus.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cuscuz:&lt;/span&gt; Espécie de bolo feito de fubá de milho com sal e liga de goma de tapioca cozido no vapor. Totalmente diferente do que se chama de cuscuz no sudoeste e sul do país.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bagulhos:&lt;/span&gt; tralhas, bagagem.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cozinha:&lt;/span&gt; Fundo do ônibus.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Amabilidades:&lt;/span&gt; Excluído o significado formal, forma irônica de ofensas.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rango:&lt;/span&gt; Comida.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Madorninha:&lt;/span&gt; Cochilo&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Filar a bóia:&lt;/span&gt; Comer de graça.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pegar no Tombo:&lt;/span&gt; Botar o carro para pegar ao ser empurrado ao tempo em que solta-se a embreagem e acelera-se. Algumas regiões falam "pegar no tranco".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-7373672177576497052?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/7373672177576497052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=7373672177576497052&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/7373672177576497052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/7373672177576497052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/01/pega-no-tomba-fazendo-novos-amigos.html' title='“PEGA NO TOMBA” – Fazendo Novos Amigos'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_YIGfsLvmMMY/Rt6RrCxusUI/AAAAAAAAANw/91-lJ_NGSp8/s72-c/Concentra%C3%A7%C3%A3o+01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-3874851790769601910</id><published>2009-01-20T07:31:00.003-03:00</published><updated>2009-01-20T07:36:19.607-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>A JANELA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SXWoHSSiV5I/AAAAAAAABAc/c5v0jnAsbgU/s1600-h/janela.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 260px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SXWoHSSiV5I/AAAAAAAABAc/c5v0jnAsbgU/s320/janela.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293321780166023058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Uma noite&lt;br /&gt;Sonhando com ela&lt;br /&gt;Vi na janela um beija-flor&lt;br /&gt;Mandei um beijo por ele&lt;br /&gt;Para que sentisse a pele&lt;br /&gt;Cheirosa do meu amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma noite&lt;br /&gt;Sonhando profundo&lt;br /&gt;Vi na janela um mundo&lt;br /&gt;Mandei o mundo pra ela&lt;br /&gt;Pra que da sua janela&lt;br /&gt;Visse um mundo de amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma noite&lt;br /&gt;Sonhando com sentimentos&lt;br /&gt;Vi na janela o momento&lt;br /&gt;Que ela vinha pra mim&lt;br /&gt;Mandei meu amor pra ela&lt;br /&gt;Pra que da sua janela&lt;br /&gt;Visse um amor sem fim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-3874851790769601910?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/3874851790769601910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=3874851790769601910&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/3874851790769601910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/3874851790769601910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/01/janela.html' title='A JANELA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SXWoHSSiV5I/AAAAAAAABAc/c5v0jnAsbgU/s72-c/janela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-5865290804537723513</id><published>2009-01-17T07:37:00.003-03:00</published><updated>2009-01-17T07:43:27.648-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>VALE A PENA</title><content type='html'>Trinta minutos no banho&lt;br /&gt;Quarenta na frente do espelho&lt;br /&gt;Mais dez penteando o cabelo&lt;br /&gt;Amaciante no pé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fico com raiva ou vermelho&lt;br /&gt;Escutem o meu conselho&lt;br /&gt;Vale a pena esperar essa mulher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o tempo que troca vestidos?&lt;br /&gt;Demora escolhendo sapatos&lt;br /&gt;Tiaras e brincos, é fato!&lt;br /&gt;Não usa um batom qualquer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fico com impaciência&lt;br /&gt;É doce a experiência&lt;br /&gt;Vale a pena esperar essa mulher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma vida esperando&lt;br /&gt;As horas que seguem passando&lt;br /&gt;E o tempo que nunca se finda&lt;br /&gt;Mas eu fico resignado&lt;br /&gt;Pois já estou acostumado&lt;br /&gt;E ela sempre chega linda&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-5865290804537723513?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/5865290804537723513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=5865290804537723513&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/5865290804537723513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/5865290804537723513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/01/vale-pena.html' title='VALE A PENA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-5627952710944220863</id><published>2009-01-15T13:59:00.006-03:00</published><updated>2009-01-24T10:59:39.396-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Elucubrações'/><title type='text'>HÁ VÁRIAS MANEIRAS DE SE DIZER A MESMA COISA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acabo de receber um e-mail intitulado "O Poema da Foda", destes que a gente recebe todo dia falando um bocado de bobagem, de sacanagem e coisas assim. Na verdade, tenho de confessar que dei muita risada e até achei interessante. Para mim não resta dúvida, algum valor poético tem ali. No entanto, imediatamente me lembrei de uma música que Elza Soares e Chico Buarque cantam de forma maestral e imaginei: existem várias maneiras de se dizer a mesma coisa, mas nem todos têm o mesmo talento e a mesma sensibilidade e cada um, é claro, luta com as armas que têm. E, numa guerra, temos sempre que escolhermos um lado para lutar. Cabe a nós ouvir os dois lados e tirarmos nossas próprias conclusões, escolhermos de que lado combater. Vou então transcrever o poema do e-mail e a letra da música além de um clipe muito inusitado dela que encontrei no Youtube. Não sei porque mas vi um elo entre ambos. Será que tô maluco?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Poema da Foda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Neste Brasil tão imenso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando chega o verão,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não há um ser humano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que não fique com tesão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É uma terra safada,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um paraíso perdido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Onde todo mundo fode,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Onde todo mundo é fodido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fodem moscas e mosquitos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fodem aranha e escorpião,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fodem pulgas e carrapatos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fodem empregadas com patrão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os brancos fodem os negros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Com grande consentimento,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os noivos fodem as noivas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Muito antes do casamento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Coronel fode Tenente,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;General fode Capitão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E o presidente da República&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vive fodendo a nação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os freis fodem as freiras,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O padre fode o sacristão,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Até na igreja de crente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O pastor fode o irmão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Todos fodem neste mundo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Num capricho derradeiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E o canalha do dentista&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fode a mulher do padeiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Parece que a natureza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vem a todos nos dizer,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que vivemos neste mundo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Somente para foder.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E você, meu nobre amigo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que agora está a se entreter,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se não gostou da poesia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Levante e vá se foder&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;(Autor Desconhecido)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Também pudera, se fosse conhecido, tava fodido&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso foi o que recibi no e-mail. Agora a música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Façamos (Vamos Amar)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cole Porter - Versão: Carlos Renó&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os cidadãos no Japão fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lá na China um bilhão fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Façamos vamos amar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os espanhóis, os lapões fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lituanos e letões fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Façamos vamos amar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os alemães em Berlim fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E também lá em Bhon&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em Bombaim fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os hindus acham bom&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nisseis, níqueis e sansseis fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lá em São Francisco muitos gays fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Façamos vamos amar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os rouxinóis, os saraus fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Picantes pica-paus fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Façamos vamos amar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os uirapurus no Pará fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tico-ticos no fubá fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Façamos vamos amar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Chinfrins, galinhas afim fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E jamais dizem não&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Corujas sim fazem, sábias como elas são&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Muitos perus todos nus fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gaviões, pavões e urubus fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Façamos vamos amar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dourados no Solimões fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Camarões em Camarões fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Façamos vamos amar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Piranhas só por fazer fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Namorados por prazer fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Façamos vamos amar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Peixes elétricos bem fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Entre beijos e choques&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cações também fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sem falar nos hadoques&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Salmões no sal em geral fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bacalhaus no mar em&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Portugal fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Façamos vamos amar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Libélulas em bambus fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Centopéias sem tabus fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Façamos vamos amar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os louva-deuses com fé fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dizem que bichos de pé fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Façamos vamos amar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;As taturanas também fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um ardor em comum&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Grilos meu bem fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E sem grilo nenhum&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Com seus ferrões os zangões fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pulgas em calcinhas e calções fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Façamos vamos amar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tamanduás e tatus fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Corajosos cangurus fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Façamos vamos amar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Coelhos só e tão só fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Macaquinhos no cipó fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Façamos vamos amar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gatinhas com seus gatões fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tantos gritos de ais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os garanhões fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Estes fazem demais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Leões ao léu, são do céu, fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ursos lambuzando-se no mel fazem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Façamos vamos amar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hW9MUaiiHsc&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/hW9MUaiiHsc&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-5627952710944220863?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/5627952710944220863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=5627952710944220863&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/5627952710944220863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/5627952710944220863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/01/h-vrias-maneiras-de-se-dizer-mesma.html' title='HÁ VÁRIAS MANEIRAS DE SE DIZER A MESMA COISA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-5717591909477228662</id><published>2009-01-14T13:25:00.015-03:00</published><updated>2009-01-14T14:42:03.165-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Da vida'/><title type='text'>A VOLTA</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Voltei, "quero ficar bem a vontade, na verdade eu sou assim...."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Michel e Gilson&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mendonça&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SW4UeUU2JuI/AAAAAAAABAQ/3-groeBoPqE/s1600-h/feriasjulia2009+005.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SW4UeUU2JuI/AAAAAAAABAQ/3-groeBoPqE/s400/feriasjulia2009+005.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291189123291686626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conforme prometido o blog volta às suas atividades agora em 2009 mais uma vez esperando que este ano nos traga gratas surpresas e realizações. Tive de dar uma trégua para curtir as férias. Não as minhas, mas sim as férias de Júlia que, como todos sabem, hoje morando em Belém-Pa, agora só a vejo uma vez por ano, e, nessas condições, uma ano parece um século, u&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SW4UU6scjJI/AAAAAAAABAI/7s3qhnbrUPk/s1600-h/feriasjulia2009+019.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SW4UU6scjJI/AAAAAAAABAI/7s3qhnbrUPk/s320/feriasjulia2009+019.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291188961792527506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ma vida, uma eternidade, uma saudade, um provação, tudo menos um ano, quem sabe uma encarnação?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso me deixo levar, no coração dessa menina, que tanto me ensina, e que muito me traz. Traz a felicidade, acaba com a saudade, bota no peito a paz. Fiz de todos os programas, comida italiana, pizza, cachorro quente. E, baiana que ela é, muito acarajé. Parque, rios, praias, cinema. Um verdadeiro poema, felicidade demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Distribuindo os presentes, satisfação total, curtindo no seio da família, dos nossos queridos entes, a beleza do natal. Isso foi tudo de bom, assim como o reveillon e o início do novo ano, que pro coração humano, é uma nova esperança. E isso não se traduz, &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SW4UE3kpmrI/AAAAAAAABAA/ien-hpvlC94/s1600-h/feriasjulia2009+075.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SW4UE3kpmrI/AAAAAAAABAA/ien-hpvlC94/s320/feriasjulia2009+075.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291188686076615346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;de forma assim tão perfeita, como quando a gente se deita, no coração da criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criança que lê um livro, ganhado de Papai Noel, na rede da casa de amigos, sugando o saber do papel. Papel que nos traz a lembrança, de tudo que fomos, somos e seremos um dia. Papel que desfaz a distância que nunca se venceria, com nossas pernas cansadas, palmas de pés calejadas de torpor e sofrimento. Criança que é a estrada mais curta para o firmamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criança que nos leva, a visitar os amigos, ver a margem do São Francisco em tão boa companhia. Banhar-nos nas águas do rio, e sentir o arrepio de tamanha alegria. De comer um peixe frito, pescado naquelas águas aonde o mundo deságua, sofrimento e agonias. De beijar sem preconceito, um amigo verdadeiro, que trago dentro do peito e que transformo em canção. Beijar meu negão favorito, beijar o meu grande irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SW4T31wfy7I/AAAAAAAAA_4/HgXSbtRIR1M/s1600-h/feriasjulia2009+101.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SW4T31wfy7I/AAAAAAAAA_4/HgXSbtRIR1M/s320/feriasjulia2009+101.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291188462251133874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Descansar assim a alma, a cabeça e o corpo físico, alcançar o inantingível e voar sem avião. São as férias que eu preciso pra voltar com emoção. E perceber que o passado, teve o seu valor, sua importância, que também me ensinou assim como ensina a criança que o mundo me presenteou. E agora volto, volto feliz, volto contente, volto pra ver minha gente, que tanto me acompanhou e que tanto bem me fez. Por isso volto de novo para abraçar o meu povo. E de coração eu dedico, um bico de amor pra vocês.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SW4Tn-qjN-I/AAAAAAAAA_w/3NhD9KkW2nA/s1600-h/Pauloafonso+014.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SW4Tn-qjN-I/AAAAAAAAA_w/3NhD9KkW2nA/s400/Pauloafonso+014.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291188189764204514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SW4Tag6Jb0I/AAAAAAAAA_o/sEO4Lc32qoQ/s1600-h/Pauloafonso+042.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SW4Tag6Jb0I/AAAAAAAAA_o/sEO4Lc32qoQ/s320/Pauloafonso+042.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291187958438260546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SW4TJPwlNXI/AAAAAAAAA_g/v5bMqKIQhww/s1600-h/Pauloafonso+060.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SW4TJPwlNXI/AAAAAAAAA_g/v5bMqKIQhww/s320/Pauloafonso+060.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291187661776958834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SW4S1X5tQ4I/AAAAAAAAA_Y/grHNJVQz5SA/s1600-h/Pauloafonso+073.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SW4S1X5tQ4I/AAAAAAAAA_Y/grHNJVQz5SA/s320/Pauloafonso+073.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291187320365335426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SW4SqYwhgqI/AAAAAAAAA_Q/svYWSC6NoFY/s1600-h/Pauloafonso+083.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SW4SqYwhgqI/AAAAAAAAA_Q/svYWSC6NoFY/s320/Pauloafonso+083.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291187131616690850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SW4SZ48DK-I/AAAAAAAAA_I/FX6fk-oln3Y/s1600-h/Pauloafonso+117.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SW4SZ48DK-I/AAAAAAAAA_I/FX6fk-oln3Y/s320/Pauloafonso+117.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291186848197192674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SW4STPiJIHI/AAAAAAAAA_A/cPPIIUpVPBM/s1600-h/Pauloafonso+136.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SW4STPiJIHI/AAAAAAAAA_A/cPPIIUpVPBM/s400/Pauloafonso+136.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291186734003462258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Bico de amor. "Um desejo pra sua felicidade..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-5717591909477228662?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/5717591909477228662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=5717591909477228662&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/5717591909477228662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/5717591909477228662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/01/volta.html' title='A VOLTA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SW4UeUU2JuI/AAAAAAAABAQ/3-groeBoPqE/s72-c/feriasjulia2009+005.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-8793634238039104024</id><published>2009-01-13T23:31:00.003-03:00</published><updated>2009-01-13T23:39:59.912-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>LONGE DELA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SW1QXQ0tM4I/AAAAAAAAA-4/gAN1iRrJPxs/s1600-h/vela.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 131px; height: 99px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SW1QXQ0tM4I/AAAAAAAAA-4/gAN1iRrJPxs/s400/vela.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290973497813447554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Se eu soubesse nadar&lt;br /&gt;Singraria o oceano&lt;br /&gt;Pra descobrir d'outro lado&lt;br /&gt;Um amor, um sentimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para viver cada momento&lt;br /&gt;Que a vida pudesse me dar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu soubesse cantar&lt;br /&gt;Cantaria uma elegia&lt;br /&gt;Que traduzisse em palavras&lt;br /&gt;O que não consigo falar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque uma simples imagem&lt;br /&gt;Não traduz toda a viagem&lt;br /&gt;Que busco no fundo do mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vida, vento, vela,&lt;br /&gt;Vela, vida, vento"&lt;br /&gt;Nunca apague este momento&lt;br /&gt;Nem me deixe longe dela&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-8793634238039104024?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/8793634238039104024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=8793634238039104024&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/8793634238039104024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/8793634238039104024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/01/longe-dela.html' title='LONGE DELA'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SW1QXQ0tM4I/AAAAAAAAA-4/gAN1iRrJPxs/s72-c/vela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-5418823328797302259</id><published>2008-12-19T11:47:00.006-03:00</published><updated>2008-12-19T18:57:32.930-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mensagens'/><title type='text'>BLOG DE FÉRIAS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SUu1yDgjFMI/AAAAAAAAA-U/7uzQP5W8-_s/s1600-h/ferias.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 304px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SUu1yDgjFMI/AAAAAAAAA-U/7uzQP5W8-_s/s400/ferias.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281514859561948354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queridos amigos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este blog entra de férias a partir de hoje retomando suas atividades no próximo ano. Gostaria de agradecer os quase trinta mil acessos que já tive e compartilhar com vocês a minha imensa felicidade de estar curtindo as férias com minha filha, como já externei em post anterior. Quero também desejar um natal cheio de luz para todos, com muita paz, saúde e que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2009&lt;/span&gt; venha com muitas surpresas boas e a realização de mais alguns dos nossos sonhos. Que cada um encontre o seu caminho e a tão sonhada paz de espírito por todos almejada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SUu1oT5s9XI/AAAAAAAAA-M/WXPtYs37BcE/s1600-h/fogos2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 225px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SUu1oT5s9XI/AAAAAAAAA-M/WXPtYs37BcE/s400/fogos2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281514692163728754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Um feliz 2009 para todos nós!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-5418823328797302259?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/5418823328797302259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=5418823328797302259&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/5418823328797302259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/5418823328797302259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2008/12/blog-de-frias.html' title='BLOG DE FÉRIAS'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SUu1yDgjFMI/AAAAAAAAA-U/7uzQP5W8-_s/s72-c/ferias.gif' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-4280997631425443939</id><published>2008-12-17T09:18:00.010-03:00</published><updated>2008-12-17T11:18:58.716-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Culinária'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Da vida'/><title type='text'>EU ACREDITO EM PAPAI NOEL</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SUj1cf0oUxI/AAAAAAAAA98/s7xvovworuU/s1600-h/FeriasJulia+Salvador+003.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SUj1cf0oUxI/AAAAAAAAA98/s7xvovworuU/s320/FeriasJulia+Salvador+003.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280740433019294482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Como disse a amiga &lt;a style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);" href="http://blogs.abril.com.br/leda"&gt;Leda&lt;/a&gt;, eu fui um bom menino este ano e papai noel se antecipou e me deu o melhor dos presentes. Trouxe minha filha Júlia para passar as férias comigo aqui em Salvador. Depois de quase um ano sem ver minha Preta, o coração andava apertado e a tristeza era muita. O prazer do reencontro no entanto faz a gente esquecer tudo. Vou aproveitar cada segundo dos 49 dias que ela vai passar aqui, 44 já que se passaram 5 desde que ela chegou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Que saudade deste beijo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tomei um susto quando vi o quanto ela cresceu neste período. Como está mais bonita! &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eita pai babão!&lt;/span&gt; Condecorada na escola com a medalha de&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Honra ao Mérito&lt;/span&gt; pel&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SUj1D27sGzI/AAAAAAAAA90/2g3jmVT_deA/s1600-h/FeriasJulia+Salvador+051.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SUj1D27sGzI/AAAAAAAAA90/2g3jmVT_deA/s320/FeriasJulia+Salvador+051.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280740009726188338" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;o seu rendimento escolar, uma vez que passou em todas as matérias com média 9,5 e 10, cheia de si, desembarcou no aeroporto e quando me viu abriu um sorriso tão gostoso que não pude conter uma lágrima solitária que escorreu do olho esquerdo de tanta emoção. Aquele sorriso me fez ver o quanto a vida vale a pena, o quanto eu sou feliz e privilegiado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Eu, Júlia e Lai&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contudo, ao desembarcar, fez logo a cobrança de uma coisa que havia me pedido por telefone pouco antes de vir: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Papai, não aguento mais de vontade de comer um acarajé!&lt;/span&gt; Eu tinha avisado a ela que sentiria falta em Belém, só que ela não me deu ouvidos. Já não dava mais para satisfazer o seu desejo àquela hora, tivemos que deixar o acarajé para o sábado. No entanto saímos para passear, eu estava com Lai e fui buscar o seu primo Pablo, filho de &lt;a style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);" href="http://blogs.abril.com.br/edmundocaroso"&gt;Edmundo&lt;/a&gt;, comemos uma pizza, jogamos palitinho, brincamos de dica, enfim, passamos uma noite perfeita.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dia seguinte Edmundo veio para almoçar com a gente. Preparei um cardápio especial para ela. Fiz um omelete de carne que ela adora, e&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SUj0yVOCdII/AAAAAAAAA9s/j5LMo_c7450/s1600-h/FeriasJulia+Salvador+029.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SUj0yVOCdII/AAAAAAAAA9s/j5LMo_c7450/s200/FeriasJulia+Salvador+029.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280739708618568834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;spaguete ao alho e óleo a seu pedido, arroz, batatas fritas, salada de tomates com manjericão e inventei um prato que imaginei ela gostaria cuja receita está logo abaixo no fim desta postagem e o nome a própria Júlia sugeriu. Foi um dia maravilhoso, um prenúncio do quanto será bom este período e a comprovação que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Leda&lt;/span&gt; esta certa. É por isso que eu acredito em Papai Noel!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Com o primo Pablo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title"&gt; FRANGO A JÚLIA PARMEGGIANA &lt;/h3&gt;   &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_YIGfsLvmMMY/SUhAaTF6qoI/AAAAAAAACfA/-6hLxsgTnzI/s1600-h/FeriasJulia+Salvador+031.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_YIGfsLvmMMY/SUhAaTF6qoI/AAAAAAAACfA/-6hLxsgTnzI/s400/FeriasJulia+Salvador+031.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280541383637772930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="font-style: italic;"&gt;Com Júlia, o prato principal e Edmundo ao fundo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Ingredientes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;06 sobrecoxas de frango desossadas&lt;br /&gt;06 fatias de mussarela&lt;br /&gt;06 fatias de presunto de peru&lt;br /&gt;02 folhas de louro&lt;br /&gt;01 colherinha de sálvia desidratada&lt;br /&gt;01 colherinha de orégano&lt;br /&gt;200ml de suco de laranja&lt;br /&gt;200ml de &lt;a style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);" href="http://cozinharfazbem.blogspot.com/2008/12/molho-vermelho.html"&gt;molho vermelho&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;01 colher de sobremesa de manteiga&lt;br /&gt;01 colher de sopa cheia de catchup&lt;br /&gt;03 colheres de sopa de azeite de oliva&lt;br /&gt;20 folinhas de manjericão&lt;br /&gt;Queijo parmesão ralado a gosto&lt;br /&gt;&lt;a style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);" href="http://cozinharfazbem.blogspot.com/2007/04/tempero-pronto.html"&gt;Tempero pronto&lt;/a&gt; a gosto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Modo de Preparo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em fogo baixo derreta a manteiga, coloque o azeite de oliva o molho vermelho, as folhas de manjericão e o catchup. Misture bem e deixe ferver por um minuto. Desligue o fogo e reserve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempere as sobrecoxas desossadas com tepero pronto a gosto. Coloque-as numa bacia, salpique por cima o orégano e a sálvia. Coloque as folhas de louro, despeje o suco de laranja e deixe neste caldo por uma hora. Escorra bem as sobrecoxas e grelhe com as folhas de louro em cima. De preferência use para grelhar uma churrasqueira de boca de fogão. Dispense as folhas de louro e arrume-as num refratário sem sobrepô-las. Cubra com o presunto e a mussarela. Despeje e espalhe o molho. Polvilhe o queijo ralado à vontade. Leve ao forno médio pré-aquecido até gratinar. Sirva com arroz branco e batatas em rodelas finas fritas e salada de tomates com manjericão.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-4280997631425443939?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/4280997631425443939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=4280997631425443939&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/4280997631425443939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/4280997631425443939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2008/12/eu-acredito-em-papai-noel.html' title='EU ACREDITO EM PAPAI NOEL'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SUj1cf0oUxI/AAAAAAAAA98/s7xvovworuU/s72-c/FeriasJulia+Salvador+003.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-8408457220039154565</id><published>2008-12-16T17:31:00.003-03:00</published><updated>2008-12-16T17:41:37.497-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>OCEANO</title><content type='html'>É um choro leve&lt;br /&gt;Uma lágrima que rola&lt;br /&gt;O som na vitrola&lt;br /&gt;A nossa canção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanta poesia&lt;br /&gt;Quanta melodia&lt;br /&gt;Que contradição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto desalento&lt;br /&gt;Vivo esse momento&lt;br /&gt;Varo o oceano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei se sinto&lt;br /&gt;Se é vero ou minto&lt;br /&gt;Se taro ou se amo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que sintonia&lt;br /&gt;Que par se anuncia&lt;br /&gt;Na nossa canção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa noite breve&lt;br /&gt;Lua cheia aflora&lt;br /&gt;Entra e me deflora&lt;br /&gt;O seu coração&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-8408457220039154565?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/8408457220039154565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=8408457220039154565&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/8408457220039154565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/8408457220039154565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2008/12/oceano.html' title='OCEANO'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-4442414386830214673</id><published>2008-12-13T09:59:00.014-03:00</published><updated>2008-12-13T20:47:04.385-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>NO SUPERMERCADO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SUPAlRWdyvI/AAAAAAAAA9A/ATlmooy8_n8/s1600-h/063.+Carrinho+de+Supermercado+-+03.06.08.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SUPAlRWdyvI/AAAAAAAAA9A/ATlmooy8_n8/s400/063.+Carrinho+de+Supermercado+-+03.06.08.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279274934753676018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eu sempre tive muita curiosidade de entender a linguagem dos surdos-mudos e por isso sempre os observo nos supermercados. Vocês já repararam o quanto o mudo é conversador? Parece uma coisa compulsiva, aquela gesticulação interminável e os sons intraduzíveis que eles emitem. Nos supermercados de Salvador existem muitos surdos-mudos trabalhando, quase sempre de empacotadores. Eu acho isto uma iniciativa muito legal e acredito que deva acontecer no resto do país também. São pessoas como outras quaisquer e devem sim estar inseridos no mercado de trabalho afinal possuem família, filhos, amores e precisam viver com conforto e dignidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Hoje presenciei uma cena que me fez perceber mais ainda o quanto estes seres são comuns como qualquer um. De manhã cedo fui às compras para abastecer a dispensa em função da maravilhosa chegada de minha filha Júlia que veio de Belém passar férias comigo. Nem precisa falar que estou feliz demais, rindo à-toa e com um bom humor de dar inveja a palhaço. Na hora de passar as compras no caixa percebi que o empacotador não tava com cara de muitos amigos.  Semblante sisudo, cara amarrada, a pura tradução do mau humor. Ele falava sozinho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Nhom, nham nhum nhum nham nhon! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E fazia um bico horroroso enquanto jogava minhas compras nas sacolas de qualquer jeito. Tentei reclamar: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Cuidado com as frutas amigo!&lt;/span&gt; Ele retrucou: -Nhuma, nhona, nham nhum nham! Não entendi porra nenhuma, preferi me calar e sublimar. Aí o empacotador do lado virou para ele e disse:&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SUPAA0zoIPI/AAAAAAAAA84/ZsWoADo1Xco/s1600-h/alfabeto_surdo_mudo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 213px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SUPAA0zoIPI/AAAAAAAAA84/ZsWoADo1Xco/s320/alfabeto_surdo_mudo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279274308616069362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Nhuma, nhona nhum nhom nhum nham nham!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Manhon main nanunan nhom nhuma!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento aconteceu uma coisa incrível, algo sobrenatural, inacreditável. De tão concentrado na conversa dos dois, comecei a visualizar uma legenda, tipo as de filme, traduzindo tudo que eles falavam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Nhom, nham nhum nhum nham nhon!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Legenda: Filho da puta, ela é minha, não mexa mais com ela!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Nhuma, nhona nhum nhom nhum nham nham?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Legenda: Você é que é um corno, tenho culpa se ela quer dar pra mim?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;-Manhona nhuma ang nhom nhon nhum nhan!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Legenda: Eu te mato seu viado duma figa!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;-Nhoma nhuna nhan nhan nhan nhoma nhum nhan!&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Legenda: Tenho pena da vadia que abriu as pernas para botar no mundo um sacripanta como você, desgraçado!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ânimos se acirraram ainda mais, os sons aumentaram, os gestos cada vez mais obscenos. Já estava vendo a hora dos dois saírem no tapa então explodi e gritei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Nhumnham nhon nhamuna nhon nham nhom nham nhenh nhan nhô!&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Legenda: Vão tomor no cu filhos da puta e falem baixo que ninguém é surdo aqui!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-4442414386830214673?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/4442414386830214673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=4442414386830214673&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/4442414386830214673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/4442414386830214673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2008/12/no-supermercado.html' title='NO SUPERMERCADO'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SUPAlRWdyvI/AAAAAAAAA9A/ATlmooy8_n8/s72-c/063.+Carrinho+de+Supermercado+-+03.06.08.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-6113606878192124700</id><published>2008-12-12T06:28:00.005-03:00</published><updated>2008-12-12T08:10:06.526-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>DOZE HORAS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SUIvNBOAQSI/AAAAAAAAA8w/sPlpJPuo4KY/s1600-h/Bosque+Rodrigues+Alves+310808+021.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SUIvNBOAQSI/AAAAAAAAA8w/sPlpJPuo4KY/s200/Bosque+Rodrigues+Alves+310808+021.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278833613943619874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Júlia venha logo&lt;br /&gt;Meu coração não aguenta&lt;br /&gt;Esta distância&lt;br /&gt;A sua ausência&lt;br /&gt;A falta que você me faz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Júlia venha voando&lt;br /&gt;Meu peito anda sangrando&lt;br /&gt;A tristeza&lt;br /&gt;A vacância&lt;br /&gt;A sua falta mordaz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As próximas doze horas&lt;br /&gt;Mais parecerão doze dias&lt;br /&gt;De desenganos, ansiedade&lt;br /&gt;Louca saudade, sem fantasias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecerão doze anos,&lt;br /&gt;Doze séculos, doze milênios&lt;br /&gt;Doze encarnações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doze big bangs&lt;br /&gt;Criando doze universos&lt;br /&gt;Com seu reversos aos milhões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas elas passarão&lt;br /&gt;E eu saberei esperar&lt;br /&gt;Como este ano&lt;br /&gt;contando os passos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela hora da redenção&lt;br /&gt;De ver o peito estourar&lt;br /&gt;De alegria e soberano&lt;br /&gt;chorando entre os seus braços&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Para Júlia Lopes&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-6113606878192124700?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/6113606878192124700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=6113606878192124700&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/6113606878192124700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/6113606878192124700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2008/12/doze-horas.html' title='DOZE HORAS'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SUIvNBOAQSI/AAAAAAAAA8w/sPlpJPuo4KY/s72-c/Bosque+Rodrigues+Alves+310808+021.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-6126743975106590703</id><published>2008-12-04T07:56:00.003-03:00</published><updated>2008-12-04T08:18:59.543-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>BEIJO ROUBADO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/STe3gK_BBdI/AAAAAAAAA8o/ooICq34WUWs/s1600-h/beijo+roubado.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 233px; height: 202px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/STe3gK_BBdI/AAAAAAAAA8o/ooICq34WUWs/s320/beijo+roubado.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275887251820185042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Um beijo roubado&lt;br /&gt;É um beijo de amor&lt;br /&gt;Há tempos guardado&lt;br /&gt;Num coração sofredor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um beijo roubado&lt;br /&gt;É um gesto de paixão&lt;br /&gt;Um crime premeditado&lt;br /&gt;Que não merece prisão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;Um beijo roubado&lt;br /&gt;É um sinal de carinho&lt;br /&gt;Mandado por um salafrário&lt;br /&gt;Quando se sente sozinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Para Elcio Tuiribepi&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-6126743975106590703?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/6126743975106590703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=6126743975106590703&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/6126743975106590703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/6126743975106590703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2008/12/beijo-roubado.html' title='BEIJO ROUBADO'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/STe3gK_BBdI/AAAAAAAAA8o/ooICq34WUWs/s72-c/beijo+roubado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-2194482078135401348</id><published>2008-12-03T12:38:00.002-03:00</published><updated>2008-12-03T12:42:46.334-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outras Viagens'/><title type='text'>CONSIDERAÇÃO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Li esse texto no blog do Hugo Oliveira, um primor de lugar, o &lt;a style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);" href="http://nosso-cotidiano.blogspot.com/"&gt;NOSSO-COTIDIANO&lt;/a&gt;. Fiquei tão sensibilizado com essas palavras que achei por bem publicá-las aqui. Achei a perfeição. A verdade em forma de palavra mesmo sendo a palavra a maior expressão da mentira.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_a7l41Xwx1FM/SSgfDmJroCI/AAAAAAAAAl4/e3w-mT3v1Kw/s1600-h/ponto-g-170308.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271497510478389282" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; height: 282px; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_a7l41Xwx1FM/SSgfDmJroCI/AAAAAAAAAl4/e3w-mT3v1Kw/s400/ponto-g-170308.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;A consideração é uma espécie de reconhecimento que as pessoas tem em relação a você e que você tem em relação aos outros. O ato de se ter consideração por alguém significa que você reconhece no outro a virtude, o esforço, a dedicação e mesmo que não tenha retorno da mesma forma, entende que é importante deixar claro que compreende isso na pessoa. É interessante perceber que por mais desgastados que estejam alguns valores hoje em dia, o que talvez tenha maior espaço na mente das pessoas é distinguir quem se considera e quem lhe considera. É como se você pudesse elencar àqueles com quem pode contar e que podem contar com você em uma relação de total reciprocidade. Porque considerar tem a ver com confiança, com apoio e com segurança.A confiança em saber que a pessoa não lhe julga, mas enxerga você como um ser humano. O apoio para as circunstâncias que você vive porque entende que as conquistas e as vicissitudes acontecem e sempre precisam de alguma palavra amiga para lhe parabenizar ou dar uma "força". A segurança de poder errar e mesmo assim saber que a pessoa estará lá para lhe ajudar a enxergar o erro e também para abrir o caminho com você para a mudança. Consideração é isso, é reconhecer. No mundo dos negócios, a consideração é um tesouro. Não é todo mundo que tem consideração pelos outros, porque não é apenas uma questão de valores pessoais, pois é um mundo muito competitivo.Cruzar a linha é muito fácil, em especial quando não há vantagens ou ganhos em retorno. É nesta hora que você percebe e entende quem tem consideração. Respeitar o ser que você é e que apesar de você estar em um ambiente profissional, saber enxergar que você é uma pessoa, merece toda a sua consideração. Então, a consideração é demonstrada nas atitudes. A atitude de entender, de contextualizar, de ouvir, de falar, de avaliar, de investigar e de perceber que as pessoas estão juntas nas ações; isto é consideração. Nunca se esqueça que você também tem de fazer a sua parte. Muito fácil esperar dos outros, mas na verdade o que importa é você ter consideração pelos outros, assim o caminho da reciprocidade se abre a sua frente. Mesmo nas situações mais adversas, nunca deixe de considerar os outros. Pense nos outros, como se fosse você. Assim você consegue entender e medir o que você fizer. Os seus valores como pessoa devem sempre falar mais alto. Nunca o contrário. Recear isto é bobagem. Ninguém vai muito longe agindo sem consideração, porque não vem de dentro. Mas o melhor a saber é que algumas decisões são tão importantes no processo de crescimento que podem significar sofrer ou crescer. Saiba que os caminhos de grande sucesso são àqueles que valem pelas pessoas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;(Sílvia Somenzi)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-2194482078135401348?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/2194482078135401348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=2194482078135401348&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/2194482078135401348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/2194482078135401348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2008/12/considerao.html' title='CONSIDERAÇÃO'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_a7l41Xwx1FM/SSgfDmJroCI/AAAAAAAAAl4/e3w-mT3v1Kw/s72-c/ponto-g-170308.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-935698262586316333</id><published>2008-11-24T11:33:00.011-03:00</published><updated>2008-11-27T07:54:00.229-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>QUANDO VOCÊ CHEGOU</title><content type='html'>&lt;div class="textoPost"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Um novo amor sempre traz novo gás pra nossa vida. Foi assim quando conheci Lai em outubro do ano passado e me apaixonei intensamente por ela. Naquela época, escrevi um poema sem pretensão de fazer música. Acontece que Luciano o leu publicado &lt;a style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(255,0,0)" href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2008/01/quando-voc-chegou.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; e me presenteou com esta canção. Fez algumas interferências na letra e falou que eu deveria por mais um verso a fim de casar melhor com a melodia que ele havia composto. Passei quase um ano para encontrar a frase e agora, ouvindo-a com atenção, observei o quanto ficou bonita. Dizem que quem gaba o toco é a própria coruja. Talvez seja verdade. Mas se a coruja não o fizer, quem mais fará? A verdade é que essa música, mesmo nesta gravação caseira só de voz e violão, ou melhor meia-voz e violão, que me desculpe Luciano, me toca profundamente. Além de me fazer lembrar o quanto de verdade e sentimento tem dentro dela. É exatamente assim que me sinto depois de um ano com Lai.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;span class="nfakPe"&gt;Quando&lt;/span&gt; &lt;span class="nfakPe"&gt;Você&lt;/span&gt; C&lt;span class="nfakPe"&gt;hegou&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;(Luciano Carôso/Adriano Carôso)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Eu estava perdido em pensamentos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Absorto em elucubrações&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Eu nadava contra maré e o vento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Caminhava pra trás sem emoções&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Comprava com cheque sem fundos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Cozinhava com água e fogo alto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Brigava com a vida, peitava o mundo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Fazia carícias no asfalto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Andava em sentido anti-horário&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;E era um voraz sofredor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;A alma de um dinossauro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="Ih2E3d"&gt;&lt;span class="nfakPe" style="FONT-STYLE: italic"&gt;Quando&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="nfakPe" style="FONT-STYLE: italic"&gt;você&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="nfakPe" style="FONT-STYLE: italic"&gt;chegou&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Tomou posse, me tirou desse contrário&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Triturou a minha dor e fez-se o amor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Obs: Aqui a letra está completa e definida incluindo a estrofe sugerida por Luciano cantada como tracinho, tracinho, tracinho. Desconsidere os erros no áudio, vale o que está escrito aqui.&lt;/i&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="WIDTH: 180px; HEIGHT: 236px"&gt;&lt;object height="236" width="180"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.deezer.com/embedded/widget.swf?path=15056679&amp;amp;lang=EN&amp;amp;colorBack=0x0099CC&amp;amp;colorVolume=0xFF0000&amp;amp;colorScrollbar=0x666666&amp;amp;colorText=0xFFFFFF&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;autoShuffle=0&amp;amp;id=1889896"&gt;&lt;embed src="http://www.deezer.com/embedded/widget.swf?path=15056679&amp;amp;lang=EN&amp;amp;colorBack=0x0099CC&amp;amp;colorVolume=0xFF0000&amp;amp;colorScrollbar=0x666666&amp;amp;colorText=0xFFFFFF&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;autoShuffle=0&amp;amp;id=1889896" type="application/x-shockwave-flash" width="180" height="236"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0);font-family:Arial;font-size:78%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-935698262586316333?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/935698262586316333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=935698262586316333&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/935698262586316333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/935698262586316333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2008/11/quando-voc-chegou.html' title='QUANDO VOCÊ CHEGOU'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-9170486196769089487</id><published>2008-11-13T00:32:00.003-03:00</published><updated>2008-11-13T00:38:37.626-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>DÚBIO</title><content type='html'>Duas coisas me enlouquecem:&lt;br /&gt;Sexo e amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas coisas me entristecem:&lt;br /&gt;Saudade e preconceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas coisas me envaidecem:&lt;br /&gt;Amizade e elogios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas coisas me enriquecem:&lt;br /&gt;Amigos e caridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas coisas me empobrecem:&lt;br /&gt;Desafetos e rancor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas coisas me fenecem:&lt;br /&gt;O descaso e o torpor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas coisas me engrandecem:&lt;br /&gt;A paixão e a libido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas coisas nem parecem&lt;br /&gt;que mexem tanto comigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-9170486196769089487?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/9170486196769089487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=9170486196769089487&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/9170486196769089487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/9170486196769089487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2008/11/dbio.html' title='DÚBIO'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-153868013663866657</id><published>2008-11-12T08:41:00.001-03:00</published><updated>2008-11-12T09:08:06.707-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>DIVAGANDO</title><content type='html'>Andas num lindo caminho&lt;br /&gt;Indo&lt;br /&gt;Subindo&lt;br /&gt;Crescendo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trilhas nas margens do rio&lt;br /&gt;Vindo&lt;br /&gt;Emergindo&lt;br /&gt;Enchendo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cruzas o nosso caminho&lt;br /&gt;Infindo&lt;br /&gt;Luzindo&lt;br /&gt;Tecendo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trilhos no fundo do rio&lt;br /&gt;Sentindo&lt;br /&gt;Fluindo&lt;br /&gt;Reflorescendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Para Jacinta Dantas&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-153868013663866657?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/feeds/153868013663866657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7444732421625232513&amp;postID=153868013663866657&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/153868013663866657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7444732421625232513/posts/default/153868013663866657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adrianocaroso.blogspot.com/2008/11/divagando.html' title='DIVAGANDO'/><author><name>Adriano Caroso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00610111624208738527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_Cxv3W9QCccM/R_F-V0DCAGI/AAAAAAAAATg/9sZ73rjjyBU/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-7018434983570352948</id><published>2008-11-10T12:20:00.010-03:00</published><updated>2008-11-16T11:11:58.564-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Minha vida'/><title type='text'>DE SALVADOR A BELÉM</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SSAqJl_snNI/AAAAAAAAA7w/JqYz5v2fW3M/s1600-h/eu+e+ju.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SSAqJl_snNI/AAAAAAAAA7w/JqYz5v2fW3M/s400/eu+e+ju.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269257908329946322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De tudo que fiz nessa vida, nada me dá tanto orgulho quanto o fato de ser o pai de Júlia. Ela é a razão da minha existência, é o sentido da minha vida. Acaba de completar nove anos, fez agora em 07 de novembro, infelizmente, muito longe de mim. Hoje ela mora em Belém com sua mãe, mas a maior parte da sua vida esteve muito próxima de mim. Não foi à toa que sábado, um dia depois do seu aniversário, quase não consegui completar o preparo do prato da foto, de tanto que chorei com saudades de
