<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513</atom:id><lastBuildDate>Tue, 01 Dec 2009 08:15:21 +0000</lastBuildDate><title>Adriano Carôso</title><description></description><link>http://adrianocaroso.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Adriano Carôso)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>358</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-1453440447917562700</guid><pubDate>Sun, 04 Oct 2009 15:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-04T13:12:18.761-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>O Caminho de Volta</category><title>O CAMINHO DE VOLTA</title><description>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Continuação. Para ler o capítulo anterior clique &lt;a style="color: rgb(255, 0, 0);" href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/09/o-caminho-de-volta_27.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPÍTULO 10&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foram horas e horas de muito papo até os velhos amigos botarem as estórias em dia. Marcolino quis saber todos os detalhes da vinda de Antonio, ou melhor Joca, para Minuano. Não teve muito sucesso. Segundo Juca, o homem vivia praticamente em retiro, tinha pouco convívio social, e raramente vinha a cidade. O que se sabia ao certo é que mantinha estreita amizade com Padre Hermínio o amado pároco do lugar, que há anos comandava a paróquia da cidade. Foi justamente como sacristão da igreja, que José Carlos começara sua vida em Minuano. Atualmente tomava conta da fazenda do padre localizada há dois quilômetros da sede do distrito Passaredo e era ajudado por um dos seus cinco filhos, o mais velho, Zequinha. Quando chegou à cidade, a princípio sozinho, nos últimos meses do ano de 1972, tinha um aspecto muito diferente do homem que três anos antes tivera lá comprando a garota. Usava uma farta barba e cabelos compridos. Quando o vira pela primeira vez na igreja, Juca logo desconfiou que o conhecia de algum lugar, mas não conseguia lembrar exatamente de onde. Muito tempo se passou e nada de Bigodão lembrar de onde já vira aquele semblante. Mais ou menos um ano depois da chegada de Joca ao local, depois da missa matinal de domingo, Juca se aproximou do rapaz e o interpelou:&lt;br /&gt;-Joca, há muito que quero te perguntar uma coisa. Tenho a clara impressão de já ter lhe visto antes, mas não consigo lembrar de onde.&lt;br /&gt;-Com certeza o senhor nunca me viu. Sempre morei na Bahia na cidade onde Pe Hermínio morava e era sacristão da igreja dele por lá. Depois de muitos convites resolvi tentar a vida por estas bandas. Agora trouxe minha família.&lt;br /&gt;-Mulher e filhos?&lt;br /&gt;-Sim, seis filhos, mas dois estão com os avós na Bahia.&lt;br /&gt;-Sabe Joca, tenho quase certeza que o conheço ou você parece muito com alguém que já vi antes, mas não consigo lembrar.&lt;br /&gt;-Não senhor, deve estar havendo algum engano.&lt;br /&gt;-Com certeza sim. Tenha um bom dia.&lt;br /&gt;Juca não se conformou com as explicações do sacristão. Sentia um certo desconforto em suas palavras e isto o fez alimentar uma desconfiança gratuita por ele. Foram muitas as tentativas de reanimar a memória até que um dia desistiu.&lt;br /&gt;Marcolino ouvia atentamente cada sílaba proferida pelo amigo.&lt;br /&gt;-Continue Bigodão.&lt;br /&gt;-Uma coisa me deixou mais intrigado ainda. Depois que interroguei o sujeito, ele passou a me evitar nas missas. Procurava não cruzar comigo e sempre virava o rosto para evitar meu olhar. Uns dois meses depois ele saiu da igreja, entrou um outro sacristão novinho e tive notícias que ele tinha ido tomar conta da fazenda que o padre acabara de comprar e por isso se mudara para Passaredo. Até que, pouco depois que o amigo tomou o chá de sumiço, ou seja uns oito anos depois que ele chegara aqui, o Pe Hermínio começou a organizar um jogo de futebol beneficente para os velhinhos e crianças da zona rural lá no campo da fazenda dele. Este evento acontece até hoje uma vez por ano. Os comerciantes e empresários da cidade patrocinam tudo. Tem um grande churrasco e um bingo de um grande prêmio. Às vezes motos, novilhas, já teve até carro. As cartelas são vendidas aos montes. É uma festa que movimenta toda a cidade. Mas eu tenho minhas dúvidas quanto a aplicação do dinheiro arrecadado.&lt;br /&gt;-Você não tem jeito Juca, desconfia de todo mundo mesmo né Tchê?&lt;br /&gt;-Bah Tchê! O homem tem um nível de vida muito alto. Carro novo, casa bonita, fazenda... Se bem que ele já tinha tudo isto antes de começar a organizar este evento. Dizem que ele é de uma família de muitas posses lá na Bahia. Aqui o sujeito é muito adorado.&lt;br /&gt;-Então pare de difamar o pároco, amigo. O homem tá fazendo um trabalho social bonito e você levantando suspeitas.&lt;br /&gt;-Bem, no primeiro ano desta festa, eu fui lá na fazenda ver o jogo e tentar a sorte no bingo. Lá pelas tantas eu vi o Joca tomando umas pinga num bar. Aí sentei pra conversar com ele. O cara já tava meio gambá e aquelas alturas já embolava a língua. Aproveitei sua situação e tentei mais uma vez perguntar de onde eu o conhecia. Não houve jeito dele falar nada, mas naquele dia percebi que sua barba estava mais baixa e seu rosto aparecia mais. Então me concentrei bastante no seu jeito de falar, nas suas feições e me lembrei. Foi aí que perguntei:&lt;br /&gt;-Você conheceu Marcolino? – Ele ficou extremamente nervoso, gaguejou muito, falou um bocado de bobagem até responder que não. Não posso confirmar esta suspeita, não tenho como provar, mas dou minha cara a tapa se ele e Antonio não forem a mesma pessoa. E tem mais. Outra coisa que me intriga é a amizade dele com o padre. Veja se isto não é de se estranhar. Como ele soube da existência de uma criança na cidade cuja mãe morrera e o pai era um bêbado inveterado capaz de vender a própria filha? Alguém daqui o informou.&lt;br /&gt;Neste momento as lágrimas rolaram mais uma vez no rosto de Marcolino. Juca percebeu a mancada que havia dado.&lt;br /&gt;-Desculpe Marquinho, não quis ofender o amigo.&lt;br /&gt;-Não se preocupe Juca. Você falou a pura verdade. Eu fui um crápula mesmo. É por isso que estou aqui, para tentar me redimir um pouco de tudo isto. Você acha então que o padre pode ter participado de tudo?&lt;br /&gt;-Você não acha estranho, um ilustre desconhecido chega a cidade, compra uma menina e some. Três anos depois volta, vai trabalhar com o padre e é seu protegido. Todo mundo sabe disto, não é segredo para ninguém. Há quem fale até que eles têm mais que amizade.&lt;br /&gt;-O povo também é fogo.&lt;br /&gt;-Mas falam isso sim. Há quem diga que os dois são florzinha. Esta estória fica meio abafada porque Padre Hermínio é muito querido por aqui. Ajuda muita gente, faz muita caridade, mas se fala a boca pequena que enche Joca de presentes. Agora eu lhe pergunto, como ele soube da existência da menina? Não teria sido alguém da cidade que lhe deu o serviço?&lt;br /&gt;-Mas se me lembro bem, Padre Hermínio tinha viajado para visitar familiares naquela época. Não estava na cidade.&lt;br /&gt;-Isto só me deixa mais desconfiado. Acho que foi de propósito, para não levantar suspeitas.&lt;br /&gt;-E porque o amigo deixou este assunto de lado? Não informou a polícia, por exemplo?&lt;br /&gt;-Primeiro porque não tenho provas e segundo porque Gerusa deu queixa do amigo. Você lembra bem disto. Na época nada se pode provar e você só passou umas duas noites no xadrez. Mas com algo tão concreto poderia ter sido diferente e o amigo ficar numa situação complicada.&lt;br /&gt;-Começo a achar que suas suspeitas têm fundamento Bigode. Preciso visitar este José Carlos. Como faço para encontrá-lo?&lt;br /&gt;Juca ensinou a Marcolino como chegar a Joca. Os amigos conversaram muito, levantaram diversas hipóteses e Juca se comprometeu a ajudar o amigo.&lt;br /&gt;Marcolino saiu do Bigodão com destino ao Hotel dos Pampas, recentemente inaugurado na cidade e foi muito bem recomendado por Juca. Seus pensamentos eram confusos, não conseguia articular as idéias, mas achava que o amigo tinha muita lógica nas suas suspeitas. Enquanto caminhava envolto nos seus pensamentos, ouviu uma voz conhecida no outro lado da rua.&lt;br /&gt;-Marcolino, é você?&lt;br /&gt;Olhou para o lado e viu Antonieta, prima de Gerusa. Atravessou a rua e se dirigiu a ela.&lt;br /&gt;-Sou eu sim Antonieta. Foi bom encontrá-la aqui. Preciso muito falar com Gerusa. Ela ainda mora no mesmo lugar?&lt;br /&gt;-Mora sim. A gente pensou que você tinha morrido. Por onde andou?&lt;br /&gt;-É uma longa história. Vamos comigo a Gerusa que vou lhe contando.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-1453440447917562700?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/10/o-caminho-de-volta.html</link><author>adrianocaroso@gmail.com (Adriano Caroso)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-6465449228866335565</guid><pubDate>Sun, 27 Sep 2009 12:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-27T09:44:12.648-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>O Caminho de Volta</category><title>O CAMINHO DE VOLTA</title><description>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Continuação. Para ler o capítulo anterior clique&lt;/span&gt; &lt;a style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);" href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/09/o-caminho-de-volta_20.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CEDMUND%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;CAPÍTULO 09&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;Quando o ônibus começou a se aproximar de Minuano o coração de Marcolino foi ficando apertado disparando no peito. Era difícil voltar a sua cidade natal após treze anos de ausência. Muitas eram as recordações negativas que aquele retorno lhe trazia. Sua culpa o corroía a cada dia, mas depois de muitos anos de trabalho interior, finalmente se sentia pronto para pisar novamente onde um dia, jogou sua vida no ralo e cometeu seu maior desatino. Tinha o claro objetivo de, naquele caminho de volta, resgatar sua dignidade e buscar pistas que o fizessem ter um ponto de partida para encontrar sua filha. Não conseguiria mais viver em paz caso não encontrasse a menina. Imaginava que ela não a perdoasse, sequer sabia que rumo sua vida teria tomado ou mesmo se estava viva, se morava no Brasil ou no exterior, se realmente caíra nas mãos de traficantes ou de um desesperado homem querendo realizar o sonho da paternidade ao lado da esposa infértil. Na verdade nada sabia além da certeza que ele precisava tentar. No meio a estes pensamentos as lágrimas lhe molharam o rosto jorrando dos seus olhos baços e azuis. A passageira sentada ao seu lado, observando o estado do homem, perguntou o que o acometia, se ela podia ajudar, mas ele apenas sussurrou poucas palavras:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;-É só um homem velho, recomeçando a sua vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;Quando final mente desceu do ônibus, observou atentamente as profundas mudanças que aconteceram no lugar. Agora já não era mais a agência de passagens na praça do coreto, a parada final do veículo. Uma pequena estação rodoviária fora construída no meio da Av. Érico Veríssimo, principal entrada da cidade que agora ganhara asfalto e um belo canteiro central com oitis amarelos a cada vinte metros. Imediatamente fora cercado por diversos motoristas de carros de praça oferecendo transporte. Ele no entanto, preferiu seguir a pé. Dois quarteirões a frente, dobrou a direita entrando na rua Getúlio Vargas com destino ao Bairro dos Italianos. As casas estavam mudadas, a maioria foram postas abaixo cedendo lugar a lojas de diversos segmentos, bancos e repartições. A rua havia se transformado numa espécie de centro comercial da cidade. Onde antes funcionava o Bar do Guri, lugar aonde tomara muitos e muitos goles da famosa Caninha Catarinense, hoje se via uma casa lotérica bem equipada, na esquina com Rua do Vaneirão, a antiga casa da família Menotti, era hoje um grande banco. O progresso finalmente havia chegado a Minuano. Começou a se perguntar se o eu primeiro destino ainda encontrava-se de pé. O Bar do Bigodão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;Ao fim da Getúlio se chegava à Praça Anita Garibaldi, mas conhecida como Praça do Coreto. Esta ainda conservava em sua maioria, o encanto singelo de treze anos atrás. O belo jardim, impecavelmente cuidado com seu relógio de flores, era a principal atração do lugar. Na esquina da secular farmácia Menotti, esta parecia não ter mudado nada nos últimos cem anos, se tinha acesso a rua do Meio onde finalmente Marcolino avistou a tão conhecida placa: Bar do Bigodão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;-Bigodão, bota um guaraná aí que agora não tomo mais a branquinha tchê!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;Juca olhava abismado para o amigo de longas datas com seu farto bigode agora branco amarelado pelo fumo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;-És tu Marquinho? Ou será que bebi demais hoje?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;-Não amigo, não bebeste não. Sou eu em carne e osso. Quem é vivo sempre aparece.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;-Barbaridade guri. Onde andaste? Desde que sumiu a gente chegou a pensar que o amigo tinha passado destas para melhor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;-Ainda não chegou o meu dia Juca. Tenho muito a fazer nesta vida antes de desencarnar. É uma longa estória. Vamos sentar para eu lhe contar tudo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;Juca pedia a Moreno, seu principal funcionário, que tomasse conta de tudo, e entrou para os fundos do estabelecimento, onde mantinha uma espécie de escritório e depósito num pequeno quarto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;Marcolino contou tudo nos mínimos detalhes. Como vendeu Carolina, como gastou até o último centavo daquele maldito dinheiro, sua visão com a filha, a ida para Porto Alegre, tudo que sofreu e passou até ser acolhido pelo pessoal do centro. Contou que deixara de beber, que estudara e como se tornara o principal palestrante da casa. Como descobriu sua mediunidade e o quanto já tinha ajudado outros errantes que, assim como ele outrora, andavam perdidos na vida. Explicou para o amigo que estava empenhado em encontrar a filha e que para isso gastaria todos os dias da sua vida, era o seu plano de redenção.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;-Então acho que tenho uma boa notícia para o amigo aqui.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;-Que notícia Bigode?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;-O sergipano Antonio, o que comprou a guria e na verdade se chama Joca, ou melhor José Carlos, e é baiano, está morando a doze quilômetros daqui, no povoado de Passaredo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;Marcolino entendeu que Deus havia lhe dado mais uma chance.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-6465449228866335565?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/09/o-caminho-de-volta_27.html</link><author>adrianocaroso@gmail.com (Adriano Caroso)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-1643128316000125649</guid><pubDate>Sun, 20 Sep 2009 10:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-20T07:03:05.461-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>O Caminho de Volta</category><title>O CAMINHO DE VOLTA</title><description>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Continuação. Para ler o capítulo anterior clique &lt;a style="color: rgb(255, 0, 0);" href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/09/o-caminho-de-volta_14.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPÍTULO 08&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caminhei até o sol se por completamente. Quando voltei para casa já passavam das sete da noite. Encontrei Carolina absorta na janela, olhando para o horizonte, como se buscasse ali respostas para as inúmeras perguntas que martelavam sua mente. Não quebrei o seu silencio. Eu também procurava respostas para perguntas que sequer sabia enunciar. Sentei no chão da sala e a observei atentamente, até que ela falou.&lt;br /&gt;-Caco, você vai lá em casa comigo? Queria dormir aqui mais uma noite, mas preciso pegar umas coisas. Você me deixa ficar aqui?&lt;br /&gt;- Como posso dizer não a este rostinho angelical? Para falar a verdade vou amar tê-la mais uma noite ao meu lado. Vou tomar um banho rápido e saímos já.&lt;br /&gt;Talvez eu ainda não tivesse consciência, mas acabara de mergulhar de cabeça num mar de tormentas e riquezas. Sem dúvida nenhuma, movido pelo amor. Seria possível um sentimento tão forte nascer em tão pouco tempo? Que magia tinha aquela garota para me deixar tão envolvido? Porque eu não ouvia a voz da razão? Não tinha respostas para nada daquilo apenas queria viver o momento que se apresentava, me deixar levar.&lt;br /&gt;Pegamos um táxi e quinze minutos depois estávamos na frente de uma mansão cinematográfica, encravada num dos pontos mais altos do Horto Florestal, um dos mais nobres bairros da cidade. Carolina abriu o vidro, falou breves palavras ao segurança da guarita e em segundos o imenso portão de ferro torneado se abria a nossa frente. O táxi percorreu um caminho estreito que margeava uma piscina e um jardim, ambos deslumbrantes até chegar numa espécie de estacionamento para visitantes. Pedimos que nos aguardasse e entramos na casa pela porta da frente.&lt;br /&gt;Eu olhava atentamente todos os detalhes. Nunca tinha estado numa casa daquelas, tão suntuosa e bonita. A sala era imensa, decorada com muito bom gosto e repletas de obras de arte. As esculturas foram as que mais me chamaram a atenção. Carolina tocou um sininho que descansava numa pequena mesa de canto, quando apareceu um senhor que aparentava estar perto dos setenta anos e tinha o típico porte de mordomo de romance inglês.&lt;br /&gt;-Aurino, onde estão todos?&lt;br /&gt;-Seus pais saíram senhorita. A senhorita Paula está com o namorado vendo um filme no home theater.&lt;br /&gt;-Aurino, gostaria de lhe perguntar uma coisa, mas queria que fosse muito sincero.&lt;br /&gt;-Pois não D. Carolina.&lt;br /&gt;-Você tem muitos anos aqui em casa. Trabalha com meus pais desde antes do meu nascimento não é?&lt;br /&gt;-Sim senhorita.&lt;br /&gt;-Como foi que eles me adotaram?&lt;br /&gt;-Do que a senhora está falando?&lt;br /&gt;-Pare com isso Aurino. Sei que você sabe de tudo. Você vê tudo que se passa nessa casa.&lt;br /&gt;-Não senhorita. Não tenho olhos, ouvidos ou boca. Faz parte do meu trabalho. Não deveria me perguntar tais coisas. Se quer saber de algo, porque não pergunta a Dr. Mário ou a D. Sandra?&lt;br /&gt;-Se você fala assim é porque sabe de alguma coisa Aurino. Por favor me conte, eu preciso muito saber.&lt;br /&gt;-Senhorita já disse que nada sei, não me pergunte mais nada.&lt;br /&gt;Foram inúteis os apelos de Carolina. Aurino nada falou, sua fidelidade aos patrões era irretocável.&lt;br /&gt;-Onde está Luzia, Aurino?&lt;br /&gt;-Hoje é sua folga senhorita. Deve chegar mais tarde ou amanhã cedo.&lt;br /&gt;-Obrigada.&lt;br /&gt;Carolina dispensou os serviços do mordomo e falou com Caco.&lt;br /&gt;-Meu amor, vou pegar algumas coisas lá em cima e já volto. Fique à vontade.&lt;br /&gt;-Eu espero Carol. Não demore, não quero estar aqui sozinho se seus pais chegarem.&lt;br /&gt;Trocaram um longo beijo e neste momento, vestindo apenas um camisão, entra na sala uma bela morena, de cabelos negros, olhos expressivos, sobrancelhas grossas e sensualidade à flor da pele. Olhou bem para o Casal e disse:&lt;br /&gt;-Maninha! Não vai me apresentar seu mais novo namorado. Ele é um gato!&lt;br /&gt;-Caco esta é minha irmã Paula.&lt;br /&gt;-Muito prazer, me chamo Caio.&lt;br /&gt;-Seja bem vindo Caco. O prazer é todo meu. –Falou Paula com um tom visivelmente provocador.&lt;br /&gt;Neste momento Carolina me puxou pelo braço e fomos até seu quarto no andar superior. Lá chegando, enquanto ela botava umas mudas de roupa na mochila, ligou a televisão. Foi então que vimos a notícia num programa dominical. Seria aquilo uma coincidência?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-1643128316000125649?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/09/o-caminho-de-volta_20.html</link><author>adrianocaroso@gmail.com (Adriano Caroso)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-2145793425820070926</guid><pubDate>Fri, 18 Sep 2009 13:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-26T17:49:56.765-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Cordel</category><title>TERRA BAHIA</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SrONpmRF7FI/AAAAAAAABSI/X2qvhAAlyqI/s1600-h/elevador_lacerda_salvador_bahia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; 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 &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Colonização&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Que se regala festeira&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;À sua maneira&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Num só coração&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Berço de tantos talentos&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Fortes monumentos&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Da nossa cultura&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Velhos, rapazes, rebentos&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Palavras, inventos&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;A arte mais pura&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Terra de mil Caetanos&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Caroso, Adrianos&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Valverdes e Rosas&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Terra dos Novos Baianos&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Amados, fulanos&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;De Ruys e Barbosas&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Terra de boa comida&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Gilbertos dão vida&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Pros tempos de paz&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Castros e Alves na lida&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Poesia esculpida&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Versos de Moraes&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Lugar onde o vento gorjeia&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Menina, sereia&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Tarde, Itapoã&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Quem se deitar nesta areia&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Pulsará na veia&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;De um belo amanhã&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Onde renasçam Caimmys&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Com notas sublimes&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Rede e violão&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Onde na esteira de vime&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Preguiça é vitrine&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Para uma nação&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Onde nasceram Marias&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Bethânias, poesias&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Costas e Gal&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Caldas, Dodôs e folias&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Reinado de dias&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;O som, carnaval&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Cantam Sangalos e Leites&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Pra nosso deleite&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Macedos, João&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Fortes como seu azeite&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Tempero de peixes&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Abará, camarão&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Dadá e seu sorriso lindo&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Nascendo, fluindo&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Para exportação&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Porto seguro, menino&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Correndo, carpindo&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Mais uma canção&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Terra de tantas belezas&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Naturais riquezas&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;De mares e rios&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Terra de tão farta mesa&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Alegria e tristeza&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Num só desafio&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Aqui nasceram pessoas&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Tão raras, tão boas&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Quase uma elegia&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Tu és o hino que entoa&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;O sino que soa&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;És terra, Bahia!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-2145793425820070926?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/09/terra-bahia.html</link><author>adrianocaroso@gmail.com (Adriano Caroso)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SrONpmRF7FI/AAAAAAAABSI/X2qvhAAlyqI/s72-c/elevador_lacerda_salvador_bahia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-3385252267905772109</guid><pubDate>Mon, 14 Sep 2009 08:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-14T05:53:00.422-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>O Caminho de Volta</category><title>O CAMINHO DE VOLTA</title><description>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Continuação. Para ler o capítulo anterior clique &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;" href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/09/o-caminho-de-volta.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CEDMUND%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;CAPÍTULO 07&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;Quando Sandra terminou o tratamento com Dr. Clark e finalmente engravidou, sua vida ganhou um novo sentido. Todas as dores e inseguranças do passado se dissiparam e ela teve a impressão que definitivamente agora era uma mulher completa para a vida e para Mário, seu devotado e fiel marido. Foi uma gravidez tranqüila, embora coberta de cuidados redobrados. Dr Ciszem a acompanhou durante a gestação em Salvador e pôde observar o novo ânimo e gás que o fato trouxera para a amiga. Uma coisa no entanto o preocupava muito. Depois de grávida, Sandra demonstrara um progressivo desinteresse por Carolina fato que, parecia, o marido também compartilhava. Muito apegado à afilhada, a quem tinha como uma filha, Ciszem começou a temer pelo destino da menina. Embora procurasse através de conversas abrir os olhos do casal, sentia seu esforço esvair-se sem sucesso. Quanto mais se aproximava a data do nascimento de uma nova menina, já batizada de Paula Cristina, mais o casal deixava Carolina de lado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;Quando Paula nasceu, Carolina já com três anos, cada vez mais bela e inteligente, começou a perceber que não ocupava mais o mesmo espaço naquela casa. As atenções eram todas agora voltadas para o bebê recém chegado. Na inocência infantil, não podia mensurar as conseqüências do abandono cada vez maior que sofreria e a devastação irreversível que tal fato provocaria em sua vida. Extremamente sensível, Carolina absorvia profundamente, cada atitude, cada demonstração de carinho, afeto, indiferença, enfim, ela absorvia mais que os seres humanos normais, qualquer sentimento a ela dedicado, fosse bom ou ruim. E assim a menina foi aos poucos ficando carente, complexada e triste. Era incapaz porém, de reclamar, de se fazer ouvir. Interiorizava tudo a sua volta, e em pouco tempo, tornou-se um paiol transbordando, pronto para explodir a qualquer momento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;Paula foi criada com excessivo carinho e muita permissividade, sem conhecer limites ou barreiras, ficada a cada dia mais desobediente, agressiva, possessiva e egoísta. Tinha um ciúme doentio da irmã, fato que desenvolvera desde muito cedo, embora não tivesse nenhum motivo para tal. Além de tudo, aprontava as maiores malvadezas com a irmã mais velha, como no dia que tocou fogo no rabo do cachorro após encharcá-lo com gasolina e pôs a culpa na irmã. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Por mais que Carolina jurasse inocência, ninguém acreditou nela que ficou de castigo no quarto por uma semana. A palavra de Paula era incontestável. Depois de crescidas, Paula passou a perseguir e desejar qualquer namoradinho ou paquera da irmã. Sem escrúpulos ou pudores, sempre conseguia tomá-los e Carolina nada fazia para contê-la. De certa forma, a própria Carolina também contribuía para os desmandos da irmã que, sem ver limites ou conseqüências para os seus atos descabidos, cada vez mais mergulhava na lama da impunidade e desconfigurava ainda mais o seu já duvidoso caráter.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;Paula perdeu a virgindade aos treze anos com Lucas de dezoito anos, que há três meses namorava Carolina. O rapaz que já tentara por diversas vezes chegar às vias de fato com a namorada, não resistiu aos encantos e insinuações da cunhada. Depois do acontecido, Paula fez questão de contar tudo a irmã que imediatamente terminou o namoro. Paula entretanto, deu um pé na bunda no rapaz, uma semana depois. E assim, tudo fazia para tornar a vida de Carolina o maior inferno possível fazendo tudo para tirá-la do seu caminho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;Quando tinha treze anos, num domingo após o almoço que Ciszen, como comumente acontecia, participara, ouviu uma conversa do pai com o compadre no escritório. Ambos haviam abusado um pouco do álcool e falaram além do que deviam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;- Amigo, lembro de quando aquele homem trouxe Carolina aqui. Se eu soubesse naquele momento que Paula viria um dia, não a teria comprado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;-Não fale isto Mário. Carolina é uma menina encantadora, uma excelente aluna, de beleza sem igual. Uma pessoa doce, de boa índole, vai com certeza dar muito orgulho a vocês.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;- Sei disso compadre, mas Sandra não tem mais o mesmo amor e atenção com ela. Confesso que eu próprio já não me sinto como pai desta menina. É diferente olhar para Paula e saber que ela sim é fruto do meu amor com Sandra. Deveria ter deixado que os traficantes a levassem para a Europa. Às vezes até tenho vontade de procurar seus verdadeiros pais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;-Nem pense numa coisa assim meu amigo. Poderia acabar com a vida da garota. Porque não deixa tudo como está? Além do mais você não conhece o paradeiro deles.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;-Não seria difícil encontrá-los. Dr. Severino, o colega que advoga para o padre que lidera a quadrilha, me contou tudo. Ela foi comprada, me parece que do pai, no Rio Grande do Sul. Numa cidadezinha muito pequena de oito mil habitantes chamada Minuano. Como o amigo pode perceber não seria difícil. Basta por um bom detetive no caso e rapidamente chegamos a eles.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;-Nem pense numa loucura dessas Mário. Você e Sandra têm a obrigação moral de cuidar de Carolina para sempre dando tudo do bom e do melhor para ela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;-Mas é isto que fazemos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;-Não estou falando de bens, luxo, roupas ou coisas assim. Falo principalmente de amor, carinho, compreensão e amizade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;-Na medida do possível fazemos isto também amigo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;-Converse com Sandra compadre. Não é tão difícil assim dividir tanto amor. Pense na imensa alegria que ela trouxe para suas vidas num momento crítico, cujo casamento de vocês estava por um fio por causa da impossibilidade de gerarem herdeiros. Outra coisa que o amigo deve considerar é que você também compactuou com um crime e não gostaria de correr o risco de ver o seu nome envolvido num escândalo destes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;-É verdade Ciszen. Talvez por isso nunca mexi nesse vespeiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;Depois de ouvir aquela conversa, Paula intensificou sua perseguição a irmã e passou a fazer insinuações maldosas quanto a verdadeira identidade de Carol. Até que, oito anos depois, despejos a verdade nos ouvidos da irmã no meio de uma briga entre as duas em pleno aniversário dela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-3385252267905772109?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/09/o-caminho-de-volta_14.html</link><author>adrianocaroso@gmail.com (Adriano Caroso)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-96613878428107809</guid><pubDate>Thu, 10 Sep 2009 23:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-10T20:24:56.262-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Da vida</category><title>O VENDEDOR</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SqmHYg8HRPI/AAAAAAAABSA/ySepT5MkR9E/s1600-h/remedios.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 400px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SqmHYg8HRPI/AAAAAAAABSA/ySepT5MkR9E/s400/remedios.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379980085099447538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CEDMUND%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="metricconverter"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;Conta a piada que um certo vendedor, desesperado pela grande maré de azar que atravessava, há meses não preenchia uma folha no seu talão de pedidos, resolveu não trabalhar naquele dia e vagava pela praia procurando espairecer. De repente, uma dor lancinante. Descalço que estava, topara com toda força num objeto metálico e quente por causa do sol &lt;st1:personname productid="em brasa. Depois" st="on"&gt;em brasa. Depois&lt;/st1:personname&gt; de proferir palavrões inenarráveis, abaixou-se para acariciar o dedão na vã tentativa de aplacar a dor. Neste momento observou que o tal objeto, nada mais era que a lâmpada perdida por Aladim. Sem titubear, alisou o objeto mágico libertando o Gênio de séculos de prisão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;-O senhor é meu amo, pois me libertou. Com isso terá direito a três pedidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;-Um minutinho só, enquanto vou correndo no carro buscar o talão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;Não sei se por coincidência ou por capricho do destino, veio parar na minha mão por empréstimo, o livro &lt;b style=""&gt;O Vendedor de Sonhos&lt;/b&gt; de Augusto Cury, justamente no momento que acabo de me tornar um vendedor, não de sonhos, não tenho tal pretensão, mas de remédios e produtos de farmácia. Ainda não descobri o que esse maravilhoso livro, pude perceber isso pelo pouco que li até agora, terá relação com minha nova atividade. Mas uma história destas, contada de maneira tão deliciosa, com ensinamentos profundos, com certeza terá sua contribuição no meu engrandecimento nesta nova jornada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;Ainda não tinha contado isto a vocês, mas depois de um ano desempregado, acumulando dívidas e à beira do desespero, me apareceu esta oportunidade que agarrei com mãos, pés, boca e tudo mais que sirva para agarrar alguma coisa. Vale lembrar que isto foi uma mudança radical na minha vida. Primeiro porque tive que me mudar. Agora fixei residência em Serrinha, a &lt;st1:metricconverter productid="170 km" st="on"&gt;170 km&lt;/st1:metricconverter&gt; de Salvador, para poder atender a região que darei cobertura, o sertão baiano, na área da produção de sisal. São muitas cidades que visito semanalmente: a partir de Serrinha, que também faz parte do meu setor, vem: Teofilândia, Araci, Jorrinho, Caldas do Jorro, Tucano, Quijingue, Euclides da Cunha, Uauá, Canudos, Monte Santo, Cansanção, Nordestina, Queimadas, Santa Luz, Valente, Retirolândia, Conceição do Coité, até chegar novamente a Serrinha, perfazendo uma ferradura de mais de &lt;st1:metricconverter productid="600 km" st="on"&gt;600 km&lt;/st1:metricconverter&gt; de extensão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;Depois, tem o fato de nunca eu ter tido experiência com vendas e não entender praticamente nada de medicamentos e suas substâncias com nomes estrambólicos, parecidos, muitas vezes, e de difícil assimilação. Com isso, venho dando muitas cabeçadas, mas, depois de quase três semanas de atividade, acho que estou me saindo até bem, numa otimista auto-avaliação. Este é um dos motivos, sem querer aqui dar nenhuma desculpa esfarrapada pelo meu desaparecimento do mundo maravilhoso dos blogs. A verdade é que pouco estou podendo acessar a net. Trabalhando quase 13 horas por dia, perambulando por cidades que, na sua maioria, não tem internet nos hotéis, como é o caso de agora que escrevo sozinho, num aconchegante, limpo e agradável quarto de hotel &lt;st1:personname productid="em Santa Luz" st="on"&gt;em Santa Luz&lt;/st1:personname&gt;, ficou mais difícil de escrever coisas novas, ler meus autores blogueiros prediletos e, principalmente, comentar nas suas maravilhosas postagens.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;Bem, voltando ao vendedor, não consigo descrever a sensação sentida quando por fim, gastei a primeira folha do meu talão de pedidos. Foi deslumbrante, mesmo tendo sido um pedido pouco acima do pedido mínimo e longe de ser um bom pedido. Quase tremia ao preencher aquelas poucas linhas com quantidades, nomes confusos e pouca compreensão. Como um bom sinal, foi no meu primeiro dia de trabalho. Segundo os experientes da área, isto não é fácil. Ponto pra mim. É claro que venho dando minhas cabeçadas, mas aos poucos estou encontrando meu estilo, minha forma de vender. Não sonhos, estes vou tendo enquanto dirijo sob o sol escaldante do sertão baiano, suado nas roupas quentes e &lt;i style=""&gt;apresentáveis&lt;/i&gt; que agora sou obrigado a usar, mas os Diclofenacos, Losartanas, Fluoxetinas, Cloridratos e tantos outros &lt;i style=""&gt;acos, anas e inas &lt;/i&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;da vida, pagando propinas a guardas rodoviários para não me multarem por causa das duas linhas de vidro trincado no pára-brisa do meu carro, que a precária situação financeira não me deixou trocar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;Já foram várias as garfes que cometi. Como perguntar ao cliente o fabricante de determinado remédio mais conhecido que o Papa e ouvi dele: &lt;i style=""&gt;-Já vi que você é marinheiro de primeira viagem. –Sim.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;Respondi. &lt;i style=""&gt;–Porém, não conheço nenhum marinheiro experiente que não tenha dado a primeira viagem ou alguém que aprendeu a nadar sem se jogar pela primeira vez na água.&lt;/i&gt; Semana passada, eu cometi uma outra que me deixou muito envergonhado. Depois de conhecer, num pequeno intervalo de tempo, mais de cem pessoas, cometi a imprudência de confiar na memória. Entrei num estabelecimento, sem consultar minhas anotações, que já tinha visitado na semana anterior e chamei sua dona pelo nome.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;-Como vai Dona Maria Luiza?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;-Bem, mas me chamo Rita de Cássia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;Desconsertado falei a primeira bobagem que me veio na cabeça:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;-Maria Luiza e Rita de Cássia? É quase a mesma coisa, chega até a rimar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;Era a cidade de Queimadas, onde até hoje eu não tinha tirado nenhum pedido. É claro que a senhora não comprou nada em minha mão, por mais que eu tentasse me redimir. No lugar dela eu também não compraria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;- Não se zangue comigo D. Rita. Conheci muitas pessoas nos últimos dias e fica difícil gravar o nome de todas. Tire um pedidozinho com seu amigo, para batizá-lo na cidade. Ainda não vendi nada aqui &lt;st1:personname productid="em Queimadas. Preciso" st="on"&gt;em Queimadas. Preciso&lt;/st1:personname&gt; mandar o leite da menina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;-Não foi nada Adriano. Não tem nada a ver com isso. Estou sem faltas, já pedi o que precisava com outros representantes. Quem sabe na próxima semana.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;Não botei muita fé. Aquelas palavras foi o que eu mais tinha ouvido nos últimos dias. Fui embora desolado sem vender um comprimido na cidade. Hoje, estava retornando à Queimadas e, entrando na cidade, alguns versos surgiram de repente na minha cabeça quase a porta da farmácia da simpática senhora. Então não titubeei. Desci do carro e entrei no estabelecimento falando:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;O que D. Rita de Cássia precisa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;É tirar um pedido com Adriano&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;Para que este não cometa o engano&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;De chamar-lhe Maria Luiza&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;E aí D. Rita de Cássia?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;Flor das acácias de terras amadas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;Minha caneta está pronta&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;Pra marcar na sua ponta&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;Meu batismo em Queimadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:14pt;"&gt;Ela riu, olhou meu catálogo e fez um gordo pedido. Mais um ponto para mim. Quem sabe um dia eu chego lá? Eu acredito e continuo sonhando.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-96613878428107809?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/09/o-vendedor.html</link><author>adrianocaroso@gmail.com (Adriano Caroso)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SqmHYg8HRPI/AAAAAAAABSA/ySepT5MkR9E/s72-c/remedios.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-2727352557964001580</guid><pubDate>Tue, 08 Sep 2009 22:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-08T19:40:02.043-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Poemas de Zé Ribeiro</category><title>MEU PÉ DE CAJU</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/Sqbb-syeb1I/AAAAAAAABR4/egZIHWJULcY/s1600-h/Cajueiro.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 218px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/Sqbb-syeb1I/AAAAAAAABR4/egZIHWJULcY/s320/Cajueiro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379228675161878354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Fração dos meus averes prediletos&lt;br /&gt;O meu pé de caju detrás de um muro&lt;br /&gt;Safra em safra me dá frutos seletos&lt;br /&gt;Mas deles ele logo fica puro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do passaredo e dos insetos&lt;br /&gt;Mazelas naturais que lhe não curo&lt;br /&gt;Com pedradas garotos irriquietos&lt;br /&gt;Lá não deixam para mim caju maduro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me zango, porque não me exaspera&lt;br /&gt;A garotada lesta divertida&lt;br /&gt;A derribar cajus....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E até quisera ser eu&lt;br /&gt;Um pé de caju da mesma classe&lt;br /&gt;Para que produzindo nesta vida&lt;br /&gt;Desse fruto a quem pedra me jogasse.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-2727352557964001580?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/09/meu-pe-de-caju.html</link><author>adrianocaroso@gmail.com (Adriano Caroso)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/Sqbb-syeb1I/AAAAAAAABR4/egZIHWJULcY/s72-c/Cajueiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-3803344927900696175</guid><pubDate>Sun, 06 Sep 2009 13:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-06T11:01:03.275-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>O Caminho de Volta</category><title>O CAMINHO DE VOLTA</title><description>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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Para ler o capítulo anterior clique &lt;a href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/08/o-caminho-de-volta_30.html"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;CAPÍTULO 06&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-Meus amigos! Onde estaria a justiça de Deus se não existisse a reencarnação. Porque o Senhor colocaria no mundo um pobre coitado, aleijado e miserável enquanto outro é afortunado e perfeito? Aos olhos do Criador não deveriam ser todos iguais sendo Ele pura bondade, justiça e compreensão? Não meus senhores, não seria Deus justo conosco permitindo e criando tamanhas diferenças. É por isso que nascemos e morremos para nascer de novo, tendo a oportunidade de a cada vida reparar os erros de vidas passadas e assim elevar o nosso espírito em busca do engrandecimento e da paz. Somos iguais sim meus irmãos aos olhos de Deus, mas temos contas diferentes a acertar. O mal que causamos aqui, pode nos ser cobrado aqui mesmo, mas muito comumente damos conta dele nas encarnações futuras. É por isso que devemos, na medida do possível, reparar os nossos erros na vida corrente, na mesma encarnação que o cometemos. É uma maneira de amenizar o calvário do espírito até que ele possa reencarnar, para uma vida mais serena, mais feliz. Vou contar uma história aos amigos aqui presentes: &lt;i style=""&gt;Numa pequena cidadezinha do interior, existia um rapaz, ignorante, sem educação ou fortuna, mas que teve a oportunidade de construir uma vida e uma família feliz. Casou com uma moça trabalhadora, fiel e dedicada. No entanto o rapaz, preferia a vida boêmia, refestelando-se nos bares e bordéis da cidade, gastando com bebida e mulheres o pouco dinheiro que a esposa auferia com o suor do seu trabalho. Invariavelmente andava trôpego, sem alimentação adequada, minava a própria saúde na esbórnia da vida. Então a esposa engravidou e ele não gostou nada disto. Não queria uma criança disputando com ele os cuidados e, principalmente, o dinheiro da mulher. Ignorou a gestação ficando cada dia mais longe de casa sem dar o devido apoio que a situação exigia. Chegou o dia da esposa dar a luz. Nasceu uma linda menina e mais uma vez o rapaz teve a chance de redimir-se dos erros e destemperos que cometera, uma vez que o Senhor levou a mãe para junto de si no momento do parto. Em vez disto ele abandonou a guria a própria sorte, na mão de estranhos. Certa feita, um forasteiro aparece na cidade e lhe propõe comprar a garota. Oferece-lhe míseros vinténs e o que fez o rapaz? Raptou a menina da casa das pessoas que a cuidavam entregando-lhe ao forasteiro. Pouco durou o dinheiro recebido. Foram muitas farras e orgias que consumiram o vil metal até o último centavo. Mais uma vez na miséria, sem amigos, sem dinheiro, sem nada, passou a viver perambulando pelas ruas, da caridade do próximo, mendigando trocados que invariavelmente gastava com cachaça. Maltrapilho, sujo e solitário, vivia a espera de esmolas para beber. Ás vezes bondosas almas lhe davam comida e cobertores, sua vida entrava em profundo vazio, num colapso total. Até que um dia, anos depois do acontecido teve uma visão: sua esposa apareceu e disse:&lt;/i&gt; - Vá buscar a nossa filha, ela está sofrendo e vai sofrer muito mais ainda.&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Seu semblante era triste, sua voz embargada pelo choro. Pensou estar tendo uma alucinação provocada pelos nocivos efeitos do álcool, mas a esposa o tomou nos braços, levitaram e sobrevoaram sua vida. Viu seus dias de criança pobre, mas bem cuidada. Sua mãe zelosa a lhe ensinar os caminhos tortuosos do destino. Lição que insistia em não assimilar. Viu o dia que jogou veneno de rato no prato da irmã por pura brincadeira maldosa, levando-a a passar dias e dias internada na enfermaria de um fétido hospital. Viu o dia que apagara da memória, quando foi violentado pelo padrasto e a imensa dor interior que a isto se sucedeu. Viu seu primeiro gole, sua primeira aposta, suas infindas derrotas. Por fim, viu uma linda mulher de olhos azuis com a expressão desesperada dos suicidas á beira de um penhasco. Antes que ele dissesse algo ela se jogou. Observava inerte o corpo em queda livre tendo certeza de que era a sua filha quando a esposa o falou: &lt;/i&gt;-Vai, ainda dá tempo de pegá-la antes da queda. &lt;i style=""&gt;Neste momento acordou imundo, no meio da rua, sob um frio de três graus. A vergonha e a indignação o tomavam. Como pode ter sido tão torpe? Era um monstro. O rapaz fugiu da cidadezinha e foi para a capital. Pediu ajuda neste Centro Espírita onde foi acolhido, alimentado e orientado. Deixou de beber, estudou, e trabalhou durante treze anos, sempre marcado pelo remorso e arrependimento. A culpa lhe corroia até que se sentiu pronto para iniciar o caminho da sua redenção e segurar a mulher antes da queda. Era chegado o momento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-Bem amigos este rapaz da história, é a pessoa que vos fala. Neste momento me despeço de vocês para ir em busca da minha salvação.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Preciso me redimir dos meus erros, encontrar o meu caminho e salvar a minha filha. Talvez não salve a minha vida, mas assim poderei descansar em paz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O palestrante Marcolino foi aplaudido de pé pela imensa platéia presente no auditório do Centro Espírita Dr. Bezerra de Menezes em Porto Alegre.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:16pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;st1:personname productid="em Porto Alegre." st="on"&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-3803344927900696175?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/09/o-caminho-de-volta.html</link><author>adrianocaroso@gmail.com (Adriano Caroso)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-6388325532963532113</guid><pubDate>Sun, 30 Aug 2009 10:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-30T07:00:00.875-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>O Caminho de Volta</category><title>O CAMINHO DE VOLTA</title><description>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Continuação. Para ler o capítulo anterior clique &lt;a href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/08/o-caminho-de-volta_24.html"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;CAPÍTULO 05&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você acha que é o que? Quem você pensa que é? Se enxerga garota. Devia dar graças a Deus de ter a nós. Uma família nobre, dinheiro, posição. Mas não! Ainda reclama. Tem inveja de mim porque? Estou cansada de você, de suas chorumelas e lamentos. Fica posando de santinha, de boa, mas a mim você não engana. Você queria estar no meu lugar, ser a filha verdadeira. Se enxerga Carol!&lt;br /&gt;-O que você disse Paula? Filha verdadeira? Do que você está falando?&lt;br /&gt;-Vai dizer que a ingênua nunca percebeu? Que painho e mainha não parecem com você? Que lhe tratam com indiferença, que gostam mais de mim? Você é burra mesmo!&lt;br /&gt;Carolina desfalecia na cama. O pranto lhe tomava. As duras palavras da irmã eram como um punhal em seu peito. No fundo sempre desconfiara, mas ouvindo daquela maneira era um golpe fatal.&lt;br /&gt;-O que eu te fiz pra você ter tanta raiva de mim Paula? Somos irmãs, fomos criadas juntas, te vi nascer e crescer.&lt;br /&gt;-Eu não tenho irmã. Não sou da sua laia. Nunca fui entregue por meus pais a traficantes. Nem eles mesmos lhe quiseram.&lt;br /&gt;-Traficantes? Aonde você ta querendo chegar? Conta logo de uma vez. Não me torture assim.&lt;br /&gt;-Pergunte pro pai, ele vai lhe dizer quanto pagou pelo brinquedinho deles enquanto me esperavam, até mamãe poder me ter. Como uma quadrilha de traficantes trouxe você pra Bahia. Ele te conta tudo.&lt;br /&gt;-Mentira sua louca, mentira! Você é um monstro. Como pode ser tão torpe?&lt;br /&gt;-Mas é verdade. Eu ouvi painho e seu padrinho conversando outro dia no escritório. Você foi trazida por traficantes de crianças que a levariam para a Europa. Veio de uma cidadezinha do Rio Grande do Sul chamada Minuano e nosso pai comprou você deles. Mamãe não podia engravidar até fazer o tratamento nos Estados Unidos. Então pegaram você, registraram e criaram-na até que eu nascesse. De lá para cá, você foi um estorvo na vida de todos nós. Só você não nota isto.Carolina não conseguia mais emitir uma palavra. Apenas chorava copiosamente olhando desesperada para irmã querendo acreditar que tudo fosse mentira. No fundo sabia que era verdade. Porque Paula a tratava assim? O que tinha feito de mal a ela ao ponto de despertar tanto ódio? Nunca entendera tanta maldade, indiferença e hostilidade por parte da irmã. Agora com a confirmação da desconfiança que não era filha legítima, as coisas começavam a ficar mais claras. Saiu do quarto em disparada a procura dos pais. Eles não estavam em casa. Foi aí que saiu sem rumo, andando pelas ruas ao léu. Era seu aniversário, mas não tinha nada para comemorar. Continuou vagando pelas ruas quando percebeu que já havia anoitecido. Perguntou as horas a um estranho, andou mais um pouco até que sentou num banco de praça e voltou a chorar copiosamente&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-6388325532963532113?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/08/o-caminho-de-volta_30.html</link><author>adrianocaroso@gmail.com (Adriano Caroso)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-7381285772791907930</guid><pubDate>Mon, 24 Aug 2009 23:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-24T20:41:21.107-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>O Caminho de Volta</category><title>O CAMINHO DE VOLTA</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Continuação. Para ler o capítulo anterior clique &lt;a href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/08/o-caminho-de-volta_16.html"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CAPÍTULO 04&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do alto dos seus trinta e oito anos, dezessete deles dedicados à polícia, o investigador Peçanha nunca vira esquema de crime organizado tão ousado e bem armado. Já completara dez anos que trabalhava na investigação do tráfico internacional de crianças e, há dois, assumira a chefia da operação Mamadeira que investigava o hediondo crime. Embora jovem, sempre se destacou na polícia. Prestara concurso aos dezenove anos, quando já cursava a faculdade de direito. Passou em terceiro lugar. Foi emposssado quase dois anos depois. Após se formar, prestou concurso para delegado passando em primeiro lugar. No entanto, sua paixão sempre foi o trabalho investigativo e desde que entrou na corporação tinha como meta de vida desarticular esta famigerada quadrilha. Agora, após ouvir inúmeras vezes as mais de trinta fitas gravadas com conversas telefônicas, autorizadas pela justiça, sentia que estava mais perto do que nunca de desvendar todo o mistério. O padre miserável, que parecia ser o cabeça de todo esquema, já havia sido expulso da igreja. Não pelos crimes que vinha cometendo, mas pelo fato de manter na cidade da sua paróquia, aos olhos de todos, mulher e filhos. Havia também uma desconfiança dos seus superiores, ele sabia disso, pelo fato do padre ter diversas propriedades como fazendas, apartamentos, casas, andar com carros de luxo e ostentar uma vida de riquezas. A igreja no entanto, preferiu não investigar a fundo a questão e por uma cortina encobrindo os podres do Sr. Ducas. Ele não, estava cada vez mais perto do padre e aguardava a resposta sobre o mandado de prisão que solicitara. Pensara em viajar para Serra Grande, mas aguardava o apoio da justiça. Queria voltar de lá com o padre algemado e para isso não podia se precipitar. Tudo indicava que o vigário não desconfiava estar sendo investigado, a operação transcorria há dois anos no mais absoluto sigilo. Agora, tão perto que estava de por a mão no meliante, não podia correr o risco de espantar a presa e deixá-la fugir.&lt;br /&gt;O delegado, mesmo com a pouca idade, sentia necessidade de parar um pouco. Tirar uma licença, dedicar-se mais a vida pessoal. Lembrou que há tempos não saía com uma mulher, e há muito vinha pensando em casar, ter filhos, enfim, constituir uma família. Por isso, estava muito ansioso para encerrar a operação com sucesso e dar um pouco de si a si mesmo. Sua cabeça era um turbilhão e os pensamentos o tomavam.&lt;br /&gt;-Maia, alguma notícia do mandado?-Falou com o assistente ao interfone.&lt;br /&gt;-Não senhor. Até agora não obtivemos resposta.&lt;br /&gt;-Não estou me sentindo bem. Vou para casa. Preciso me recolher um pouco. Se tiver alguma notícia, seja que hora for, você me encontra no bip, no celular ou no fixo, ok?&lt;br /&gt;-Certo chefe.&lt;br /&gt;Peçanha desceu o elevador distraído. Pegou o carro e saiu pensativo. Era um longo caminho da sede da Polícia Federal na Cidade Baixa até seu apartamento no bairro da Pituba. Repassou na mente todo o plano da operação. Nada podia falhar. Colocou no toca fitas a última das gravações que ainda não havia ouvido inteira.&lt;br /&gt;De repente o inesperado. Através dos códigos que ele já conhecia muito bem, o padre marcava com um casal de italianos a entrega de outra criança. Era bom demais para ser verdade. Um encontro marcado para a próxima semana, num grande shopping da cidade. O Dr. Peçanha voltou o trecho da fita várias vezes. Não teve dúvidas. Era a marcação de um encontro para a entrega de uma criança. O que faltava para o flagrante.&lt;br /&gt;Ouvia a fita à exaustão. O cansaço lhe tomava após três noites quase sem dormir, até que adormeceu na direção, saiu da pista e bateu de frente em um poste de iluminação.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-7381285772791907930?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/08/o-caminho-de-volta_24.html</link><author>adrianocaroso@gmail.com (Adriano Caroso)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-9181185718732918936</guid><pubDate>Sun, 16 Aug 2009 10:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-16T07:30:30.889-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>O Caminho de Volta</category><title>O CAMINHO DE VOLTA</title><description>&lt;strong&gt;Continuação. Para ler o capítulo anterior clique &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/08/o-caminho-de-volta_09.html"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CAPÍTULO 03&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eram três horas da tarde quando Carolina despertou. Não estava mais na sala e sim na minha cama. Ao olhar para o lado não me viu e se assustou. Uma estranha sensação de felicidade a tomava. Estranha, pois há muito não sabia o que era se sentir feliz. Estava leve como uma pluma e sorridente. Um sentimento diferente, o qual nunca havia experimentado, a tomava. Ela não sabia, mas aquilo se chamava amor. Neste momento eu estava tomando banho. Também fazia pouco tempo que acordara. O sol entrava pela janela da sala adentro muito forte e me despertou. Carolina dormia como um anjo. Para protegê-la, carreguei-a até o meu quarto e a pus na minha cama. Fechei bem as cortinas para evitar a entrada do sol e ela pudesse dormir melhor. Seu sono era tão pesado que ela não acordou. Olhava para a mulher ao meu lado e não acreditava no que estava vivendo. Tudo tinha sido tão maravilhoso e intenso que não imaginava aquilo como apenas uma transa a mais. Mas, no fundo, algo me dizia que estava entrando num problema muito sério. Aquela mulher era de um outro mundo, extremamente diferente do meu. Filha de milionários e com todos os problemas que carregava consigo, decididamente não era mulher para mim. No entanto a vontade de levar tudo adiante parecia mais forte que a minha consciência e razão. Após observá-la longamente e cada vez mais admirar sua beleza e seu sono tranqüilo, fui tomar meu banho envolto nesses pensamentos e pouco depois ela acordou. Chamou meu nome, mas não a ouvi. A ducha estava forte e fazia muita zoada. Embora se visse sozinha não sentira medo. Não saberia explicar, mas se sentia segura ali. Estava feliz, muito feliz. Quando voltei para o quarto enrolado na toalha ela me chamou e disse:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Vem fazer amor comigo novamente. Me faz sentir tudo de novo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais uma vez nos amamos, desta feita com mais intensidade e carinho. Parecia que nos conhecíamos há muito tempo, tamanha era nossa intimidade. Depois do amor, nos abraçamos na cama e após um longo silêncio perguntei:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Carol, você já pensou que a gente não tem chances, que não podemos ficar juntos?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Posso ficar com que eu quiser. Sou rejeitada, mas sou dona do meu nariz. Não tenho pais, não tenho ninguém. Logo posso fazer o que quiser e ficar com quem quero e, acredite, quero você. A não ser que você não me queira.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Não é isto que estou falando, você nem me conhece, como pode saber que é realmente a mim que quer? Como pode saber que sou a pessoa certa para você.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Intuição. Não preciso te conhecer mais do que conheço. Já vi quem você é e pronto. Sou uma pessoa determinada, sei o que quero pra mim. Brigo com o mundo se preciso for.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Eu espero que não lhe traga mais problemas do que já tem. As coisas não vão ser como você está pensando. Por mais que não seja filha biológica, que seus pais a rejeitem, você é registrada como tal. Acha mesmo que eles vão admitir que se relacione com alguém como eu? Pobre e sem status?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Meus pais não ligam para mim. Nunca ligaram. Não se importam com que eu ando ou com o que faço. Você verá que é assim. Não me deixe agora Caco, por favor! Preciso de você. Quero que me ajude.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Como assim?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Preciso encontrar meus verdadeiros pais. Não sei bem o que aconteceu para que eles me entregassem aos traficantes. Nem sei se fui realmente entregue ou se fui roubada. Talvez eles me procurem até hoje. Todos os dias vemos nos jornais pais que procuram seus filhos desaparecidos, às vezes por décadas. Tudo que Paula me disse não me dá muitas pistas. Só sei que vim do Rio Grande do Sul, de uma cidade chamada Minuano. Mas já é um bom ponto de partida. É por lá que temos que começar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Temos que começar? Está ficando louca? Que acha que vou fazer? Abandonar minha vida, meu trabalho para sair com você procurando seus verdadeiros pais? Não, isto não faz sentido, nem vai dar o meu sustento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Não pedi para você largar a sua vida, só pedi a sua ajuda. Mas te digo uma coisa Caco: com ou sem você vou descobrir a minha origem, custe o que custar, farei qualquer coisa para isto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Você é realmente muito determinada. Preciso pensar em tudo isto. Parece que de ontem pra hoje minha vida virou 180 graus.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Se a sua virou assim, imagine a minha. Até ontem eu pensava ter pais e uma irmã. Verdade que eles me tratavam de uma forma estranha. Sem carinho, com desprezo até. Sempre achei que havia algo estranho até aquela cobra me dar de presente de aniversário toda a verdade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-O que pretende fazer agora?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Não sei. Ainda não decidi. Preciso pensar o que fazer com muita calma. Talvez procurar a polícia. Se é verdade que eles me compraram na mão de traficantes, então cometeram um crime, não foi?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-É, acho que sim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Por outro lado isto já tem mais de vinte anos. Já deve ter prescrito. Dr. Mário Constantino é uma raposa velha. Advogado sem escrúpulos, sabe como ninguém se precaver de algum problema. Mas acho que posso contar com meu padrinho. Este sim foi um grande pai pra mim. Só não consigo entender porque nunca me contou a verdade. Poderia estar magoada com ele, mas sei que deve ter tido um motivo muito forte. Tenho que procurá-lo. Meus pensamentos estão muito confusos. Preciso por a cabeça no lugar. Posso ficar aqui hoje?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Claro que sim! Eu vou adorar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Vou pensar em todas as possibilidades que tenho, qual o trunfo que disponho. Tem que haver uma forma. Preciso saber de tudo, caso contrário não terei paz o resto dos meus dias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Cuidado para você não se machucar mais ainda. Tem coisas na vida que é melhor a gente nem ficar sabendo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Caco, quando uma coisa martela nossa mente, por pior que seja, é melhor ficarmos a par. Nunca vou saber se é ruim caso não a conheça, entende? E, além do mais, se não tentar morrerei na dúvida. Isto aprendi com meu pai, aliás, com Dr. Mário. Nem sei se tenho pai.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Claro que você tem pai Carolina. Eles te criaram, não esqueça disto. Te deram tudo que tem hoje?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-E o que tenho hoje? Diga-me. Eles só me aturaram por não ter outro jeito. Por serem culpados e não poderem se livrar de mim. Tudo sempre foi para Paula. O mais importante principalmente: o carinho, o amor. Eu nunca tive nada nesta vida Caco. Só ilusões, sonhos e decepções.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Carol, tome muito cuidado com os seus sentimentos. Não deixe que o ódio a domine, ele pode lhe destruir. Lembre-se sempre que a capacidade de perdoar é muito mais nobre e gratificante que a vingança. Aliás, a melhor vingança é o perdão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Não quero me vingar de ninguém, quero apenas me descobrir. Não que ache isto a solução dos meus problemas, mas se estivesse no meu lugar iria me entender. Eu devo ter um pai e uma mãe Caco. Os que me geraram. O que aconteceu com eles? Será que estão vivos? Porque me deram para outros criarem? Será que me deram mesmo ou fui roubada por alguém? E esta história de tráfico de crianças? Você acha que isto deve ficar impune? Não Caco, preciso muito saber de tudo e, acredite, saberei. Quando boto uma coisa na cabeça nada me faz recuar e não vai ser dessa vez. Talvez, depois de saber tudo até entenda melhor os meus pais, tanto biológicos como de criação. A verdade é que isto me dá um novo sentido na vida, algo que não existia. Viver para mim era apenas passar e agora é o caminho para chegar a um lugar específico. Um objetivo, algo porque lutar. Preciso fazer meu caminho de volta para entender como e porque estou aqui. Entende?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Acho que sim minha princesa, espero só que você não se machuque mais. Vou ver como poderei ajudá-la ta?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Oh meu amor! Eu sabia que poderia contar contigo. Soube disto desde o momento que me olhou no banco daquela praça.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Eu tenho medo de me envolver com isto, tenho que ser sincero. Não sei o que pensar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Mas eu sei. Sei o que me fez sentir, sei que me tornou mulher. Nunca me senti tão amada e valorizada. Você deu a minha vida um significado. Algo que ela nunca teve.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Vá tomar um banho meu amor. Vou preparar algo pra gente tomar o café da manhã às cinco da tarde.-Falei rindo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto eu cortava umas frutas para um suco e fazia uns sanduíches Carolina tomou banho e veio ao meu encontro. Falava como uma desesperada, não parava um minuto sequer. Eu, atordoado, tentava assimilar suas palavras, mas era difícil para mim. Tudo porque segui aquela mulher. Mas que mulher? Linda, meiga, decidida, fascinante. Sem querer estava me envolvendo num problema muito sério e era preciso tomar uma decisão logo, antes que fosse tarde demais. Eu sentia que minha vida nunca mais seria a mesma. Só não sabia o que estava por vir. Se seria melhor ou pior de tudo que já tinha vivido. O que me esperava naquele caminho de volta?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Carolina. Espero que não me leve a mal. Preciso ficar sozinho por um tempo. Acho que você também. Fique a vontade. Se quiser ligue o som ou a televisão, ou pegue um livro na estante. Vou sair para caminhar, não demoro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Vai Caco. Estarei aqui esperando você. Ela me beijou. Eu estremeci, senti um arrepio frio na espinha. Saí sozinho e caminhei até a orla. Vaguei sem rumo olhando o mar. O que estava do outro lado dele?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-9181185718732918936?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/08/o-caminho-de-volta_16.html</link><author>adrianocaroso@gmail.com (Adriano Caroso)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-6606351918622533736</guid><pubDate>Thu, 13 Aug 2009 23:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-13T20:43:13.827-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Poemas</category><title>O SUSTO</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SoSkGoOnz9I/AAAAAAAABRw/WF0vgqoMckc/s1600-h/caras-de-susto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369597089517391826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 380px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SoSkGoOnz9I/AAAAAAAABRw/WF0vgqoMckc/s400/caras-de-susto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;O susto é o prenúncio do medo&lt;br /&gt;O medo que está por vir&lt;br /&gt;Ou aquele que já veio?&lt;br /&gt;Do veio porvir&lt;br /&gt;Porventura&lt;br /&gt;A cura do medo&lt;br /&gt;Segredo sem farol&lt;br /&gt;Labareda no teu seio&lt;br /&gt;Alimento na ponta do anzol&lt;br /&gt;Assombração entre o arvoredo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medo, medo, medo&lt;br /&gt;Segredo, segredo, segredo&lt;br /&gt;Arvoredo, arvoredo, arvoredo&lt;br /&gt;Ventura, ventura, ventura&lt;br /&gt;A cura, a cura, a cura&lt;br /&gt;Pura, pura, pura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assombração entre o arvoredo&lt;br /&gt;Alimento na ponta do anzol&lt;br /&gt;Labareda no teu seio&lt;br /&gt;Segredo sem farol&lt;br /&gt;A cura do medo&lt;br /&gt;Porventura&lt;br /&gt;Do veio porvir&lt;br /&gt;Ou aquele que já veio?&lt;br /&gt;O medo que está por vir&lt;br /&gt;O susto é o prenúncio do medo&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-6606351918622533736?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/08/o-susto.html</link><author>adrianocaroso@gmail.com (Adriano Caroso)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SoSkGoOnz9I/AAAAAAAABRw/WF0vgqoMckc/s72-c/caras-de-susto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-629949552954183945</guid><pubDate>Sun, 09 Aug 2009 10:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-09T07:00:02.058-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>O Caminho de Volta</category><title>O CAMINHO DE VOLTA</title><description>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Continuação. Para ler o capítulo anterior clique &lt;/span&gt;&lt;a href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/08/o-caminho-de-volta.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPÍTULO 02&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vida de Carolina foi um verdadeiro conto de fadas até seus três anos de idade. Como única filha, era paparicada por todos. Pai, mãe e avós. Tinha tudo do bom e do melhor vivendo rodeada de presentes e carinho. Chegava a ser demasiado o dengo com o qual era tratada por todos. Tinha tudo para ter uma vida de rainha até que, sem que ela pudesse imaginar, um fato novo viria mudar toda a sua vida e o seu destino daquele dia em diante.&lt;br /&gt;Quando Mário e Sandra resolveram criar Carolina, se conformaram plenamente com aquele desvio do destino. Já que não podiam ter filhos, era esta a vontade de Deus, o jeito seria adotar uma criança. Numa circunstância um tanto estranha conheceram Carolina. A paixão foi imediata. A menina era linda e ainda um bebê de dias. Pele alva e olhos claros o que muito contava para o preconceituoso casal. Dedicaram-se como verdadeiros pais à criação da menina. Registram-na como filha legítima e em tudo no que mais poderia influir na sua formação assim agiam. Sandra até já havia esquecido que jamais poderia ser mãe. Era como se já fosse e pronto. Até fizeram um pacto com os avós maternos e paternos para que jamais fosse revelada a Carolina a sua origem, bem como a qualquer outra pessoa. Sandra não comentara sobre o seu problema com ninguém e, logo que tomaram Carolina para criar, viajaram para a Europa onde passaram quase dois anos. Ao voltar, foi fácil apresentar a menina sem levantar suspeitas. Ela cresceria acreditando ser filha biológica do casal. Tudo isto estava perfeito até março de 1972. Naquela época, Dr. Ciszen retornara de uma viagem de três meses aos Estados Unidos onde fizera um curso de aperfeiçoamento. Ele que, além de médico, era amigo íntimo da família, assim que chegou a Salvador foi a casa dos Constantinos para uma visita, para matar as saudades de Carolina por quem se afeiçoara muito e para contar as boas novas que trazia de lá para o casal.&lt;br /&gt;-Dr. Ciszen! Grande prazer ter o amigo de volta! Vamos fazer um brinde de boas vindas.&lt;br /&gt;-Senti muitas saudades Mário. Esta terra é maravilhosa, realmente mágica. Posso ir pra qualquer lugar do mundo, o mais civilizado que seja, mas só me sinto em casa no Brasil e, principalmente, em Salvador. Aqui tenho meus amigos, minha família, minha casa de praia, enfim, tudo meu está aqui. E Sandra? Tudo bem. E a pequena Carol, estou com saudades da minha afilhada. Deve ter crescido um bocado nesses três meses hein? Deve estar linda. Estou louco para vê-la.&lt;br /&gt;Mário pediu que Aurino chama-se a patroa e descesse com Carolina.&lt;br /&gt;-Mas diga Ciszen, como vão as coisas na América. Lá já é primavera, daqui a pouco chega o verão. Irei a Nova York em breve. Preciso resolver uns negócios para um cliente.&lt;br /&gt;-Aquilo nunca muda. Acho o povo frio, feio e chato. Não posso negar que estão a nossa frente, mas prefiro meu Brasil, por mais esculhambado que seja.&lt;br /&gt;-Que nada Ciszen, aquilo sim é que é país. Não esta porcaria de Brasil.&lt;br /&gt;-Amigo não cuspa no prato que come todos os dias.&lt;br /&gt;Durante aquela conversa informal desce Sandra  sem Carolina.&lt;br /&gt;-Ciszen! Que prazer tê-lo de volta. Carolina está dormindo, por isso não a trouxe. Ela ficaria muito feliz em vê-lo.&lt;br /&gt;-Deixa ela dormir Sandra, quando acordar a verei.&lt;br /&gt;-Vai ficar para jantar conosco. Vou providenciar seu prato predileto.&lt;br /&gt;-Já que a senhora tanto insiste, não tenho como recusar.&lt;br /&gt;-Mas conte-nos como foi a viagem e o curso. – Falou Sandra.&lt;br /&gt;-Foi tudo muito bom graças ao bom Deus. Pra vocês é que trago uma notícia que, creio eu, vai agradar-lhes muito.&lt;br /&gt;-Não diga! Do que se trata? – Indagou Mário curioso.&lt;br /&gt;-Nos estudos que fiz por lá tomei conhecimento de uma nova técnica no tratamento de alguns casos de infertilidade feminina que creio casar muito bem com o caso de Sandra. Através de um tratamento moderno, desenvolvido por um especialista americano, mulheres como você, têm conseguido em 90% dos casos, restabelecer a possibilidade de ter filhos. O método já foi testado em larga escala com muito sucesso. É um tratamento caro e, por enquanto só pode ser realizado lá. Mas isto não é problema para vocês.&lt;br /&gt;Sandra ouvia atentamente as palavras do médico. Elas lhe davam uma esperança há muito morta no seu coração. Um novo sentido na vida.&lt;br /&gt;-O Sr. acha que valeria a pena submeter-me a um tratamento desses Ciszen?&lt;br /&gt;-Sandra, já diz o ditado que a esperança é a última que morre. Pode não dar certo, mas jamais saberá se não tentar. Deve sim estar preparada psicologicamente para um resultado negativo. Você já tem Carolina que uma princesinha. Caso não dê certo não amargará mais a dor de não ser mãe.&lt;br /&gt;-Dr., Sandra já se conformou com a nossa situação. Temos Carolina que é tudo para nós. Tenho medo de, não dando certo, ela volte a ficar revoltada e caia naquela depressão. Não quero nem imaginar uma coisa assim.&lt;br /&gt;-Calma Mário. Sou eu quem tenho que decidir. Afinal o problema está comigo.&lt;br /&gt;-Eu sei amor, não é disto que falo. Pense bem, lhe darei todo o apoio seja qual for a sua decisão, mas confesso que temo algo de ruim.&lt;br /&gt;-Mário, eu como médico ginecologista e obstetra, sei da importância que é para uma mulher gerar um filho no ventre. Sei também, e vocês mais do que eu, da frustração que é não poder gerá-lo. E, além disso, sou daquelas pessoas que só se dão como perdida quando se esgota a última das últimas das tentativas. Acho que vale a pena Sandra tentar o tratamento.&lt;br /&gt;-Eu quero Dr., quero tentar. O Sr. me dá novas esperanças, este sempre foi o meu sonho. Preciso tentar novamente.&lt;br /&gt;-Posso indicar vocês ao Dr. Clark Gate. Ele é uma das maiores sumidades do mundo no assunto. Foi ele quem desenvolveu este novo método revolucionário. Mário disse-me que está indo a Nova York em breve. Poderiam aproveitar a viagem e fazer uma consulta. Não custa nada. Só ele vai poder dizer se o tratamento se aplica ou não ao seu caso. Pelo que sei, já que fui eu quem acompanhou o seu problema desde o início, e, pelo que estudei por lá, acho que tem grandes chances de dar certo.&lt;br /&gt;Sandra ficou entusiasmadíssima. Nada a impediria de fazer a consulta. Se Dr. Ciszen tinha esperança é porque ela tinha chances. Quem mais do que ele poderia saber disso? Mesmo que Mário não concordasse, ela iria se consultar. Porém, Mário jamais  deixou de fazer as vontades de Sandra e não seria desta vez. Acabou por concordar em levá-la na viagem para que pudesse ir ao médico.&lt;br /&gt;A intenção de Ciszen foi a melhor possível. Gostava muito de Sandra e de toda a família. Ela e a mãe eram, além de amigas, suas pacientes há anos. Mas, gostava muito mais de Carolina que além de sua afilhada era como a filha que sempre desejou e não teve. Não teve também coragem de adotar uma e a sua consciência lhe cobrava isto. Se imaginasse o mal que estava fazendo a menina ao sugerir o tratamento a Sandra, jamais teria dito nada.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-629949552954183945?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/08/o-caminho-de-volta_09.html</link><author>adrianocaroso@gmail.com (Adriano Caroso)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-5905501183109193437</guid><pubDate>Wed, 05 Aug 2009 13:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-05T11:26:46.040-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Música</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Outras Viagens</category><title>ANA CAROLINA</title><description>O vídeo já diz tudo. O poema de Elisa Lucinda e a parceria de Tom Zé. Sem comentários!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/pwXhp2pYMXw&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/pwXhp2pYMXw&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-5905501183109193437?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/08/ana-carolina.html</link><author>adrianocaroso@gmail.com (Adriano Caroso)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-6249809582826774795</guid><pubDate>Wed, 05 Aug 2009 10:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-05T11:27:11.065-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>regionalismo</category><title>NA BAIANA DO ACARAJÉ</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SnllN9-hUSI/AAAAAAAABRY/1LE_0MeyClE/s1600-h/acaraje.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 254px; height: 228px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SnllN9-hUSI/AAAAAAAABRY/1LE_0MeyClE/s320/acaraje.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366431721638154530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;-Diga aí freguês?&lt;br /&gt;-Baiana, vê um com e um sem pra viage.&lt;br /&gt;-Bota pimenta?&lt;br /&gt;-Tá muito retada?&lt;br /&gt;-Tá boa.&lt;br /&gt;-Então bota como se o cu fosse seu. Tem guaraná?&lt;br /&gt;-Sim. Tem coca, fanta, fanta uva e soda.&lt;br /&gt;-Bota uma coca pra viage também. Sabe dizer onde eu pego o buzu pra Muriçoca?&lt;br /&gt;-Faz o arrodeio a direita. Ele passa na pista de lá.&lt;br /&gt;-Costuma demorar?&lt;br /&gt;-Demora pra caralho. Só passa de caju em caju.&lt;br /&gt;-Ôto dia peguei esse buzu e o motô botou pra fudê. Corria virado na nisgraça, acho que tava comeno água.&lt;br /&gt;-Esses corno num respeita a gente. Leva o buzu como se fosse fusca. Ôto dia o motô fez uma curva virado na porra e derramou meu balaio todo.&lt;br /&gt;-Filho da puta! Porque você num mandou ele pra casa da porra?&lt;br /&gt;-É que tava na pendura, num podia reclamar. Cê sabe né, as vez a gente pega carona.&lt;br /&gt;-Cê tava indo pronde?&lt;br /&gt;-Da Curva Grande pro Pau Miúdo.&lt;br /&gt;-Ah! Longe pra porra.&lt;br /&gt;-O pior né isso. O buzu tava intupido e tinha um viado fazeno terra em mim. Mandei o sujeito tomar no lugar que galo gosta. Que falta de respeito!&lt;br /&gt;-Pois é baiana. O povo num respeita mais nada. É foda! Cê já viu que tem um carioca trabalhano na padaria de seu Nonô?&lt;br /&gt;-Vi, acho que ele é meio tiziu do peito seco.&lt;br /&gt;-Pois é. O sacana ficou rino da minha cara porque pedi uma vara e dois cassetinho, pode?&lt;br /&gt;-Pode não batera, quem essa bicha pensa que é?&lt;br /&gt;-Sei lá. Aquela coca é fanta mesmo.&lt;br /&gt;-Tô indo baiana. Vou levá o acarajé da nêga antes que isfrie. Ah! Bota uma punheta também. Quanto é?&lt;br /&gt;-Seis real.&lt;br /&gt;-Bota no prego baiana. De hoje a oito eu te pago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;P.S.&lt;/span&gt; Este texto é quase uma transcrição literal de um diálogo que ouvi ontem entre a baiana e um cliente quando fui comprar um acarajé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Glossário de Regionalismos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Diga aí freguês:&lt;/span&gt; Saudação de comerciante, principalmente feirante, camelôs e baianas de acrajé, aos seus clientes.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Baiana:&lt;/span&gt; Vendedora de acarajé.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um com, um sem:&lt;/span&gt; Acarajé com e sem camarão.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Muito retada:&lt;/span&gt; Muito forte, ardendo demais.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Como se o cu fosse seu:&lt;/span&gt; pouca pimenta.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Guaraná:&lt;/span&gt; Para o baiano guaraná é sinônimo de refrigerante.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Viage:&lt;/span&gt; Viagem.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Buzu:&lt;/span&gt; Ônibus coletivo.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Muriçoca:&lt;/span&gt; Pernilongo. Neste caso alusão ao Vale da Muriçoca que liga o bairro da Federação a Av. Vasco da Gama em Salvador.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Arrodeio:&lt;/span&gt; Retorno.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pra caralho:&lt;/span&gt; Muito.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;De caju em caju:&lt;/span&gt; De quando em vez, espaçadamente.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ôto:&lt;/span&gt; Outro.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nisgraça:&lt;/span&gt; Desgraça.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Comeno água:&lt;/span&gt; Fazendo uso de bebida alcoólica.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Motô:&lt;/span&gt; Motorista.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Virado na Porra:&lt;/span&gt; Forte, nervoso, com muita intensidade.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Balaio:&lt;/span&gt; Cesto grande trançado de vime ou cipó.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Na Pendura:&lt;/span&gt; Fiado ou de graça.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Num:&lt;/span&gt; Não&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cê:&lt;/span&gt; Você.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pronde:&lt;/span&gt; Para onde.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Curva Grande:&lt;/span&gt; Ladeira no bairro do Garcia em Salvador.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pau Miúdo:&lt;/span&gt; Bairro de Salvador.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Intupido:&lt;/span&gt; Muito cheio, entupido.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fazeno terra:&lt;/span&gt; Roçar por trás nas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;No lugar que galo gosta:&lt;/span&gt; No cu.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Trabalhano:&lt;/span&gt; Trabalhando.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tizio do peito seco: &lt;/span&gt;Homossexual.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rino:&lt;/span&gt; Rindo.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vara:&lt;/span&gt; Pão francês 200g.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cassetinho:&lt;/span&gt; Pão francês 50g.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Batera:&lt;/span&gt; Amigo, parceiro.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Aquela coca é fanta:&lt;/span&gt; O rapaz é gay.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nêga:&lt;/span&gt; Esposa, namorada, amante.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Isfriar:&lt;/span&gt; Esfriar.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Punheta:&lt;/span&gt; Bolinho frito de tapioca coberto com açúcar e canela em pó. Também conhecido como bolinho de estudante.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Botar no prego:&lt;/span&gt; Pendurar, fazer fiado.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;De hoje a oito:&lt;/span&gt; Daqui a uma semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-6249809582826774795?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/08/na-baiana-do-acaraje.html</link><author>adrianocaroso@gmail.com (Adriano Caroso)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SnllN9-hUSI/AAAAAAAABRY/1LE_0MeyClE/s72-c/acaraje.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-3526403475663262015</guid><pubDate>Mon, 03 Aug 2009 13:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-03T10:36:22.978-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Elucubrações</category><title>BILHETES II</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SnQYW5N_RHI/AAAAAAAABRQ/6ji9bexP88k/s1600-h/bilhete_de_suicidio.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 225px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SnQYW5N_RHI/AAAAAAAABRQ/6ji9bexP88k/s320/bilhete_de_suicidio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364939837700785266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Eu escrevi bilhetes de amor. Escrevi linhas que falavam da minha angústia e do meu desespero. Escrevi cartas com mentiras e verdades tentando aproximar o meu eu da minha razão. Eu fui fundo nas palavras dos bilhetes não lidos. Esquecidos na porta da geladeira. Como aquele que avisava para desligarem o fogo do feijão antes do incêndio consumado. Eu escrevi bilhetes conotativos com idéias desencontradas e palavras sem sentido, cujos significados &lt;i style=""&gt;desconotativavam&lt;/i&gt; o resumo da história. Escrevi bilhetes sem memórias ou lembranças. Sem esperanças, sem pudores. Falava dos meus amores como falo de futebol. Escrevi bilhetes não postados, esquecidos nas gavetas e escaninhos de um cérebro &lt;st1:personname productid="em colapso. Fui" st="on"&gt;em colapso. Fui&lt;/st1:personname&gt; relapso, preguiçoso, fui fugaz. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: georgia; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: georgia; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Recebi bilhete azul me apontando a porta da saída. Na hora da despedida um bilhete de apoio e consolo. Li bilhetes de artistas nos versos das canções. Bilhetes de corações apaixonados. Cartas quilométricas desconsiderando a distância entre seus destinatários. Bilhetes com relicários e um passado no papel. Bilhetes de uma vida, uma encarnação não lembrada, nas sessões de regressão no divã de um analista. Um que veio do florista com as rosas vermelhas e amarelas. Este estava perfumado. Bilhetes deixados na mesa, nos correios, no caderno ou no bolso. Bilhetes, bilhetes, bilhetes, que teimo em ler ou escrever com a caneta já falhando. A tinta acabando no bilhete que deixo agora supurando a ferida. Não conto a minha história, só me despeço da vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-3526403475663262015?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/08/bilhetes-ii.html</link><author>adrianocaroso@gmail.com (Adriano Caroso)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SnQYW5N_RHI/AAAAAAAABRQ/6ji9bexP88k/s72-c/bilhete_de_suicidio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-7730257045808440929</guid><pubDate>Sun, 02 Aug 2009 10:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-02T07:00:02.231-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>O Caminho de Volta</category><title>O CAMINHO DE VOLTA</title><description>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Continuação. Para ler o capítulo anterior clique &lt;/span&gt;&lt;a href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/06/o-caminho-de-volta_15.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPÍTULO I&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando dobrei a esquina vi que ela havia sentado num banquinho da praça. Aproximei-me o mais que pude. Foi então que percebi o seu desespero. Ela chorava muito.&lt;br /&gt;-Posso ajudá-la? – Perguntei.&lt;br /&gt;Ela me olhou e nada disse. Apenas chorava. Seus olhos estavam vermelhos, sua face molhada pelas lágrimas. Observei atentamente suas feições e vi o quão bonita ela era. Linda. Seus olhos brilhavam, de um azul celestial, mesmo embaçados pelo pranto. Sua tez parecia suave como uma seda e os cabelos loiros e lisos balançavam ao vento daquele início de noite.&lt;br /&gt;-Menina, sabe que não deve ficar aqui sozinha? Já escureceu e logo ficará perigoso. – Falei enquanto sentava ao seu lado. Ela me olhou profundamente e, por um instante, parou de chorar. Tentou falar algo, mas o pranto tomou-lhe novamente. Abraçou-me com se me conhecesse há tempos e, com todo o carinho, ofereci meu ombro para consolá-la.&lt;br /&gt;-Não sei que tipo de problema está passando. Não sei se quer o seu nome, mas não gosto de ver uma moça tão linda chorando na rua, em plena noite a se expor.&lt;br /&gt;-Carolina. Me chamo Carolina. – Pela primeira vez ouvi sua voz, estava trêmula. Pela aparência imaginei que tivesse mais ou menos a minha idade, 24 anos, mas não quis perguntar.&lt;br /&gt;-Quer que te leve pra casa Carolina?&lt;br /&gt;-Não. Pra casa não. Nunca mais quero por os pés lá.&lt;br /&gt;-Então o que posso fazer para te tirar daqui. Você não vai ficar aqui sozinha vai?&lt;br /&gt;-Não. Vou para um hotel. Quero passar esta noite refletindo. Amanhã decido o que fazer da minha vida.&lt;br /&gt;-Que tal se fôssemos a um barzinho? Podemos conversar e assim você relaxa um pouco.&lt;br /&gt;-Você me leva?&lt;br /&gt;-Claro. Não a convidei?&lt;br /&gt;Pegamos um táxi e fomos a um bar no Parque do Abaeté. Lá a brisa da lagoa soprava como carícia em nossos rostos.&lt;br /&gt;-Quer tomar um chopp?&lt;br /&gt;-Prefiro uma caipirosca, por favor.&lt;br /&gt;-Garçom! Traga-nos um chopp e uma caipirosca.&lt;br /&gt;-Pouco açúcar, por favor. – Pediu Carolina.&lt;br /&gt;-Tem certeza que não quer conversar sobre você?&lt;br /&gt;-Você já está sendo muito gentil. Não quero te encher com os meus problemas. Provavelmente já tem os seus.&lt;br /&gt;-Isto com certeza. Afinal quem não tiver problemas que mande o primeiro beijo.&lt;br /&gt;Pela primeira vez ela sorriu.&lt;br /&gt;-Desculpe minha falta de educação, sequer perguntei o seu nome.&lt;br /&gt;-Não tem problema, você estava transtornada. Eu é que fui mal educado em não me apresentar. Me chamo Caio Marcelo, mas pode me chamar de Caco.&lt;br /&gt;-Caco, eu espero não estar atrapalhando.&lt;br /&gt;-De forma nenhuma. Na verdade é até bom. Estava indo para casa e ficaria sozinho. Com certeza acabaria a noite deprimido. Sabe, hoje é meu aniversário e não gosto de passar esta data sem estar rodeado pelos amigos.&lt;br /&gt;-É mesmo? Coincidência, também faço aniversário hoje!&lt;br /&gt;-Jura? Quando nasceu?&lt;br /&gt;-Em 69.&lt;br /&gt;-Realmente é muita coincidência, também sou do mesmo ano. Temos exatamente a mesma idade.&lt;br /&gt;-Então vamos comemorar juntos. Um brinde a nós.&lt;br /&gt;-Que tenhamos muitos anos de vida então. Tintin..&lt;br /&gt;Brindamos o nosso dia e conversamos muito noite adentro. Não perguntei mais nada sobre o estado de desespero que a encontrei. Ela já estava descontraída, não quis trazê-la de volta ao sofrimento. Não sentimos o tempo passar até que notei o bar se esvaziando. Já era tarde e os garçons começavam a desmontar as mesas.&lt;br /&gt;-Carolina, acho que já estão querendo fechar a casa.&lt;br /&gt;-É mesmo! A gente perdeu a noção da hora. Vamos pedir a conta.&lt;br /&gt;-Você já decidiu pra onde vai?&lt;br /&gt;-Não, ainda não pensei nisto. Qualquer hotel próximo pra mim ta bom. Olha Caco, queria te agradecer. Você foi demais, conseguiu fazer com que eu esquecesse tudo que estou passando. Muito obrigada mesmo.&lt;br /&gt;-Não agradeça, não fiz nada demais. Pra mim foi maravilhoso também. Salvou minha noite. Gostaria de poder ajudar mais. Sei que algo muito grave está acontecendo contigo, mas não quero me meter na sua vida. De qualquer maneira, saiba que ganhou um amigo e que estarei a sua inteira disposição quando precisar.&lt;br /&gt;O garçom trouxe a conta que Carolina insistiu em pagar porém não deixei que isto acontecesse. Pedi ao garçom que chamasse um táxi.&lt;br /&gt;-Carolina, não quero parecer inconveniente nem mal intencionado, mas se quiser pode ir pra minha casa comigo. Lá preparo algo para comermos, você toma um banho, relaxa, dorme e amanhã, com a cabeça fria, decide o que fazer.&lt;br /&gt;-Não, não quero incomodar. As pessoas lá não estão esperando visitas. Vai ser um transtorno.&lt;br /&gt;-De forma alguma. Primeiro porque moro sozinho e depois será um grande prazer para mim, poder acolhê-la.&lt;br /&gt;-Será que posso confiar em você? – Falou rindo. Um sorriso encantador.&lt;br /&gt;-Sou um cavalheiro. Seria incapaz de te importunar. Fique tranqüila.&lt;br /&gt;Fomos para o meu apartamento. Eu estava confuso. Na verdade, no fundo, no fundo, pensava em tentar algo com ela, mas batia um grande receio de decepcioná-la. Nunca havia tido uma mulher tão linda nos braços. Talvez aquele momento de fragilidade que ela atravessava tornasse as coisas mais fáceis. Por outro lado poderia espantá-la se tentasse alguma coisa. Cabeça de homem! Que horror! Resolvi então me comportar e ser mesmo o cavalheiro que havia propagado.&lt;br /&gt;Quando chegamos à minha casa, arranjei algumas roupas para Carolina poder tomar um banho. Havia algo da minha irmã Helena em casa que sempre vinha do interior passar dias comigo. Dei-lhe toalhas limpas, sabonete novo, etc. Notei que ela me observava a cada passo e que em seus lindos olhos brilhavam um lampejo de medo, uma linha de arrependimento. Como se tivesse lido meus pensamentos anteriores.&lt;br /&gt;Enquanto ela tomava seu banho, fui para cozinha preparar algo rápido para jantarmos. Fiz um macarrão ao alho e óleo com camarões fritos à milanesa. Quando ela saiu do banho, veio para cozinha e ficou observando-me enquanto cozinhava.&lt;br /&gt;-Nunca vi um homem como você sabia?&lt;br /&gt;-O que tenho de diferente dos outros homens?&lt;br /&gt;-Sei lá. Acho que é esse seu jeito gentil, sua maneira de tratar as pessoas. Nunca na vida um homem cozinhou para mim, a não ser em restaurantes é claro, mas isto não conta.&lt;br /&gt;-Os melhores cozinheiros são homens se você não sabe.&lt;br /&gt;-Já ouvi falar isto, mas nunca achei um disposto a me provar.&lt;br /&gt;-Não sou bom. Faço o suficiente para me virar sozinho. Como pode ver não tenho ninguém para cozinhar pra mim.&lt;br /&gt;-Você não tem família Caco?&lt;br /&gt;-Tenho minha mãe e uma irmã, mas elas moram no interior.&lt;br /&gt;-Você não as vê muito?&lt;br /&gt;-Vejo sim. Sempre vou lá visitá-las. Às vezes minha irmã aparece por aqui e fica uns dias, mas não é muito freqüente não.&lt;br /&gt;-Como você se relaciona com elas? Bem?&lt;br /&gt;-Ah sim, muito bem! Elas são maravilhosas.&lt;br /&gt;-Você é que tem sorte. Não posso dizer o mesmo.&lt;br /&gt;-Você está revoltada com sua família? Porque diz que não quer mais voltar para casa?&lt;br /&gt;-É uma história muito comprida Caco. Um dia posso te contar. Agora preferia não falar neste assunto. O máximo que posso te dizer agora é que tenho pais e uma irmã que não são meus e nunca me trataram como se fossem.&lt;br /&gt;-Eles devem estar preocupados com você. Não gostaria de ligar avisando que não vai voltar para casa?&lt;br /&gt;-Não, não precisa. Eles só se preocupam consigo mesmo. Mas este negócio está cheirando bem, hein? Você parece ser bom.&lt;br /&gt;-Quando provar você fala certo?&lt;br /&gt;Foi uma noite maravilhosa. Conversamos muito. Carolina me contou sua vida e as descobertas que tinha feito naquele dia. Todo o seu drama. Observei tudo que dizia. Não imaginava que pessoas como ela pudessem ter aqueles tipos de problemas. Foi uma surpresa para mim. Falei um pouco de mim também. Dos meus sonhos, minhas decepções, meus desencontros e desencantos, meus acertos e progressos e da minha total falta de grana, enfim, falamos de nós. Nada poderia fazer para consolá-la. Seus problemas eram maiores que todos os meus somados. Entretidos que estávamos na conversa, nem percebemos quando o sol raiou. O dia estava lindo, mas o sono nos dominava. Ainda bem que era domingo, não teria de trabalhar.&lt;br /&gt;-Carolina, acho melhor a gente ir dormir. O dia já amanheceu. Foi uma das melhores noites da minha vida. Você é uma companhia muito agradável. Vou para o outro quarto. Espero que consiga descansar o corpo e principalmente a cabeça.&lt;br /&gt;Neste momento ela olhou fundo nos meus olhos. Seu olhar era de ternura. Então, se aproximou e me beijou com uma ternura sôfrega. Aquele beijo foi diferente de tudo que já havia experimentado. O sol que nascia foi a única testemunha do nosso amor. Nos amamos até cairmos exaustos no tapete da sala. Adormecemos profundamente, abraçados como um só ser. Até aquele dia, Carolina era virgem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-7730257045808440929?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/08/o-caminho-de-volta.html</link><author>adrianocaroso@gmail.com (Adriano Caroso)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-742490210453392407</guid><pubDate>Sat, 01 Aug 2009 10:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-01T08:11:13.248-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Poemas</category><title>PRESENTE PRA LAI</title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SnLOaPmKIII/AAAAAAAABRA/kTURk-hhS-Q/s1600-h/presente.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 326px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SnLOaPmKIII/AAAAAAAABRA/kTURk-hhS-Q/s400/presente.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364577056410181762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;25 de Julho de 2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É seu aniversário&lt;br /&gt;E sou eu quem ganho o presente&lt;br /&gt;Da imensa alegria&lt;br /&gt;De estar com você&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É seu aniversário&lt;br /&gt;E eu sou quem fico contente&lt;br /&gt;De ver minh'alma cansada&lt;br /&gt;Na estrada rejuvenescer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É seu aniversário&lt;br /&gt;E embora eu não mereça&lt;br /&gt;Que no meu campo floresça&lt;br /&gt;Um belo jardim em flor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo na frente o cenário&lt;br /&gt;De um lindo campo florido&lt;br /&gt;E o sabor colorido&lt;br /&gt;Da língua do seu amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É seu aniversário&lt;br /&gt;E nada trago nas mãos pra te dar&lt;br /&gt;Nem jóias, mimos ou teréns&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É seu aniversário&lt;br /&gt;E nada pra te ofertar&lt;br /&gt;Só meu amor, parabéns!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-742490210453392407?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/08/presente-pra-lai.html</link><author>adrianocaroso@gmail.com (Adriano Caroso)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SnLOaPmKIII/AAAAAAAABRA/kTURk-hhS-Q/s72-c/presente.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-3495475498675284395</guid><pubDate>Fri, 31 Jul 2009 10:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-31T08:13:22.872-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Esclarecimentos</category><title>PREGUIÇA BAIANA</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SnLFZRHzlZI/AAAAAAAABQ4/y1-GlWrQchI/s1600-h/Pregui%C3%A7a.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 312px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SnLFZRHzlZI/AAAAAAAABQ4/y1-GlWrQchI/s400/Pregui%C3%A7a.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364567144035227026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;"As vezes sinto uma vontade enorme de trabalhar. Aí, vou para um canto quietinho, fico lá deitadinho, esperando a vontade passar."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Autor Desconhecido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que baiano é preguiçoso. Nunca vi uma mentira maior. O baiano é um povo trabalhador e disposto, mesmo sendo festeiro. Acho que o percursor desta bobagem foi o genial Dorival Caymmi. Preguiçoso de marcar maior, com sua música universal, propagou esta fama mundo afora. Só que a verdade é bem diferente. Mas não foi sobre isto que vim aqui falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia dar um monte de desculpas, falar de falta de tempo, de compromissos inadiáveis, uma fictícia L.E.R. ou algo do tipo, para justificar o longo período de silêncio deste espaço sem qualquer satisfação. No entanto vou falar a pura verdade. Nos últimos tempos me baixou o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;caboclo&lt;/span&gt; Dorival e eu fiquei com uma preguiça danada. Uma preguiça baiana. Fiquei como o cidadão da ilustração acima, esperando a vontade passar. Fui também acometido de um banzo que tentou minar as minhas forças, mas renasço das cinzas para voltar a postar aqui e nos outros espaços que participo. Espero que os caros leitores perdoem-me a ausência e não abandonem este baiano que de preguiçoso não tem nada, mas às vezes tambem tem direito a uma rede. Obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;P.S.&lt;/span&gt; A partir do próximo domingo, darei continuidade a história &lt;a style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;" href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/03/o-caminho-de-volta.html"&gt;"O Caminho de Volta"&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-3495475498675284395?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/07/preguica-baiana.html</link><author>adrianocaroso@gmail.com (Adriano Caroso)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SnLFZRHzlZI/AAAAAAAABQ4/y1-GlWrQchI/s72-c/Pregui%C3%A7a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-7385429688594418215</guid><pubDate>Mon, 15 Jun 2009 10:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-15T07:09:04.639-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>O Caminho de Volta</category><title>O CAMINHO DE VOLTA</title><description>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Continuação. Para ler o capítulo anterior clique &lt;/span&gt;&lt;a href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/06/o-caminho-de-volta.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Introdução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XIII&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Salvador, 29 de maio de 1969&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Joca saiu no táxi com Carolina. Estava extremamente pensativo. Na verdade se decepcionara com Ducas pela traição a Hermínio. Se agia assim com um amigo de tantos anos que não precisava dele para nada, como seria com o próprio sacristão? Estaria só interessado em usar as pessoas? Os pensamentos se misturavam na sua cabeça. Um misto de raiva e decepção. Ou estaria ele ofendido por Hermínio de quem não conseguia esquecer? Não, isto não. Ele sempre fora um homem e não uma bicha apaixonada por um padre! Joca não conseguia se encontrar em seus pensamentos quando o taxista anunciou:&lt;br /&gt;-Chegamos senhor, não vai descer?&lt;br /&gt;Pagou a corrida e olhou para a casa que estava a sua frente. Como alguém podia ter tanto dinheiro e morar num lugar daqueles enquanto outros passavam fome e miséria? É, definitivamente Deus não é justo.&lt;br /&gt;Tocou a sirene e em dois minutos um funcionário da residência veio atendê-lo.&lt;br /&gt;-O que o Sr. deseja?&lt;br /&gt;-Por favor, Dr. Mário Constantino. Ele está a minha espera. Meu nome é Antonio César.&lt;br /&gt;-Acompanhe-me senhor. Ele o espera.&lt;br /&gt;Entraram por um suntuoso jardim impecavelmente cuidado que encantou Joca. Ao fundo via-se a piscina em forma de um caroço de feijão. Ficava cada vez mais impressionado à medida que entrava na mansão. Ao chegar, Dr. Mário o esperava na sala de visitas.&lt;br /&gt;-Prazer Sr. Antonio! Sou Mário Constantino.&lt;br /&gt;-O prazer é todo meu senhor.&lt;br /&gt;Durante as apresentações Mário observava a menina. Embora tivesse mentindo para a esposa, acabou por contar a verdade. Ela era linda. Conforme Dr. Miguel, seu colega, descrevera. Olhos azuis, pele clara e traços finos. Tinha realmente características de nobreza.&lt;br /&gt;-Sr. Antonio. Vou chamar a minha esposa para ver a menina. Caso ela goste, ficaremos com a criança. Se tudo der certo, efetuarei o pagamento em particular no meu escritório ao lado. Não quero que ela presencie isto, entende?&lt;br /&gt;-Claro doutor.&lt;br /&gt;-Outra coisa. Para todos os efeitos eu vi a criança antes. Tive que contar esta mentirinha para convencer minha esposa. O senhor sabe né?&lt;br /&gt;-Sem problemas Dr. Mário.&lt;br /&gt;Mário tocou um sininho e segundos depois adentra a sala o indefectível Aurino. O mordomo que há anos trabalhava na família.&lt;br /&gt;-Aurino. Peça a senhora Sandra que desça. Diga a ela que a menina está aqui.&lt;br /&gt;Quando o mordomo avisou a Sandra, seu coração palpitou e mais parecia rasgar-lhe o peito e querer pular para fora. Não estava certa se era aquilo que realmente queria. Tinha medo, muito medo mesmo. Aquela criança lá embaixo não era sua. Como iria conviver com isto o resto dos seus dias? Seria melhor nem descer para vê-la. Mário não a perdoaria, seria para ele uma afronta. Deu a palavra ao colega que ela veria a criança. Não era justo que nem sequer descesse para olhar. Além do mais, bastava dar uma olhadinha e dizer que não gostou. Que não queria ficar com a menina. Estava decidida. Não iria criar uma desconhecida. Desceu sabendo exatamente o que iria falar.&lt;br /&gt;Tudo mudou quando viu Carolina. Era uma princesa. Como sempre sonhara uma filha. Quando fitou a face da criança esta lhe deu um lindo sorriso. Uma lágrima rolou em seu rosto. Não teve como conter o choro.&lt;br /&gt;Sandra tomou Carolina nos braços. Seus olhos brilhavam. Sentiu uma sensação de maternidade. Pareciam que as duas eram mãe e filha. Foi o que sentiu no momento. Sua mãe tinha razão. Iria criar a menina.&lt;br /&gt;-Mário é linda! Você tinha mesmo razão.&lt;br /&gt;-Ela é nossa filinha Sandra. Como iremos chamá-la meu amor?&lt;br /&gt;-Perdão doutor pela intromissão. A mãe dela, antes de morrer, lhe deu um lindo nome. Carolina.&lt;br /&gt;-É o nome da minha mãe! Exclamou Sandra. Carolina então. Vai se chamar Carolina. Minha Carol.&lt;br /&gt;-Bem Sr. Antonio, vamos até meu escritório para acertarmos todos os detalhes.&lt;br /&gt;Mário efetuou o pagamento a Joca. Foram cem mil dólares. Pagou em espécie e Joca contou nota por nota.&lt;br /&gt;-Sr. Sou uma pessoa influente e não quero meu nome envolvido em escândalos. Por isso o Sr, vai esquecer de mim e de tudo que se passou aqui.&lt;br /&gt;-Não se preocupe Dr. Mário. A discrição é fundamental. Nunca o vi na vida.&lt;br /&gt;-É assim que se fala meu caro. Seja discreto e não irá se arrepender. O mesmo não posso falar caso faça alguma bobagem.&lt;br /&gt;-Não tenha medo. Foi um prazer conhece-lo.&lt;br /&gt;Joca estava satisfeito e orgulhoso de si próprio. Pela primeira vez esteve envolvido tão diretamente nos negócios de Ducas. Tinha consciência que se saíra muito bem. Nunca tinha estado com tanto dinheiro nas mãos. Agora podia entender o que Hermínio queria falar com “lhe pago muito mais”.  Percebeu o quanto era pouco o que lhe cabia pelo tanto que se arriscava.  E se fugisse com o dinheiro e fosse ao encontro de Hermínio? Mas tinha sua mulher e seus filhos. Não poderia abandoná-los. Não, não podia fazer isto. Naquele momento tomara uma decisão. Aceitaria a proposta de Hermínio.&lt;br /&gt;Joca encontrou Ducas no hotel. Deu-lhe o dinheiro e contou-lhe como foi o encontro com Dr. Mário.&lt;br /&gt;-Bom trabalho Joca. Você está a cada dia mais esperto.&lt;br /&gt;-Obrigado padre, o Sr. é um homem muito bom.&lt;br /&gt;- Que nada Joca, apenas sei reconhecer o trabalho e dedicação do amigo. Tome aqui meu filho. Cento e cinqüenta dólares para você. Hermínio pediu que lhe desse um pouco a mais.&lt;br /&gt;-Obrigado padre.&lt;br /&gt;-Não agradeça. Vamos fazer um brinde ao sucesso. Mas Joca, lembre-se sempre: Para Hermínio esta criança custou US$ 50.000,00. Este é um segredo nosso.&lt;br /&gt;-Claro padre.&lt;br /&gt;Joca se riu por dentro e pensou: -Segredo nosso? Sim, meu e de Hermínio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-7385429688594418215?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/06/o-caminho-de-volta_15.html</link><author>adrianocaroso@gmail.com (Adriano Caroso)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-1793381429285250133</guid><pubDate>Sun, 07 Jun 2009 10:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-15T07:07:15.032-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>O Caminho de Volta</category><title>O CAMINHO DE VOLTA</title><description>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Continuação. Para ler o capítulo anterior clique &lt;/span&gt;&lt;a href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/05/o-caminho-de-volta_31.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;INTRODUÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;XII&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Salvador, 28 de Maio de 1969&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando Hermínio deixou Joca no aeroporto Salgado Filho em Porto Alegre, este estava com uma cara inconfundível: a de quem vai viajar de avião pela primeira vez. Era para ele uma experiência fantástica. Sempre sonhara com isso. Preferia apenas que fosse numa outra circunstância. O padre cuidou do embarque de Joca e da menina. Não tiveram nenhum problema pela presença da criança. A certidão que Hermínio providenciara abriu as portas do vôo para a criança. Hermínio orientou o rapaz de como proceder durante a viagem.&lt;br /&gt;-Bem Joca, espero que faça uma ótima viagem. Ducas vai te esperar no aeroporto de Salvador. Daí em diante é com ele. Ele pagará a você. Quando for pagar a minha parte pedirei que deixe um pouco contigo pela sua competência.&lt;br /&gt;-Não precisa Hermínio. O que for a minha parte já me basta.&lt;br /&gt;-Precisa sim. Não se desvalorize. Seu trabalho foi fundamental e de grande importância. Além do mais, nada paga os momentos maravilhosos que vivemos. Vá com Deus meu filho. Que ele te proteja sempre. Agora pense muito no que te propus. Pense nos seus filhos, na sua mulher, e como será bom tudo isso para nós. Deus te guie!&lt;br /&gt;-Não sei Hermínio. Vejo muita confusão em torno disto. Acho que não vai dar certo.&lt;br /&gt;-Vai sim. Vai com Deus. É a última chamada. Você não pode perder este avião. Daqui pra frente o funcionário da companhia aérea vai te guiar. Boa viagem.&lt;br /&gt;-Obrigado padre. Fica com Deus você também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joca passou o vôo inteiro pensativo. Não pode sequer curtir a sua primeira viagem aérea tamanha era a confusão na sua mente.  Em tão pouco tempo, muitas coisas aconteceram na sua vida que o deixaram atordoado. Bebeu muito durante a viagem e sentiu um forte enjôo. A comissária logo percebeu que Joca não estava passando bem.&lt;br /&gt;-O Sr. está sentindo alguma coisa?&lt;br /&gt;-Estou um pouco enjoado.&lt;br /&gt;-Se der vá ao toillete que eu fico com a menina. Ou então use o saquinho.&lt;br /&gt;-Joca levantou às pressas e conseguiu chegar ao sanitário a tempo. Vomitou tudo que comera e bebera naquele dia, mas saiu bastante aliviado. O vôo foi demorado. Quatro escalas se sucederam até a chegada em Salvador. Teve a sensação que se cansara mais do que na ida, mas achou maravilhoso sair de tão longe e chegar no mesmo dia.&lt;br /&gt;Ducas se encontrava no Aeroporto Internacional Dois de Julho a espera do sacristão. Estava tranqüilo, pois a pouco havia mantido contato com Hermínio e tivera um relatório detalhado de toda ação. Ficara bastante satisfeito com o desempenho de Joca na missão. No início, ficou um pouco apreensivo pela inexperiência do rapaz. Ele próprio não poderia se expor tanto. Resolveu arriscar. Quando a chegada do vôo foi anunciada nos alto-falantes, correu para o mirante e aguardou ansioso. Quando Joca desceu da aeronave com a criança no colo, mandou-lhe um aceno com um sorriso que em poucas ocasiões era tão sincero.&lt;br /&gt;-Joca meu amigo! Fez boa viagem com sua filhinha?&lt;br /&gt;-Fiz padre. Um pouco cansativa, tive alguns enjôos, mas tudo bem.&lt;br /&gt;-É natural da primeira vez meu filho. E a criança como está?&lt;br /&gt;-Muito bem. Esta menina é um doce. Não estranha, quase não chora. Sabe padre, criei muito afeto por ela. Parece até que é minha filha mesmo.&lt;br /&gt;-Ela é sua filha rapaz! Não estrague tudo depois de fazer tudo certo. Vamos, no carro a gente conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ducas foi até o estacionamento retirar o carro e foi pegar Joca na plataforma de desembarque. Ao entrar no veículo, a menina acordou e mostrou seus lindos olhos azuis para o sacerdote.&lt;br /&gt;-Que bela menina Joca!&lt;br /&gt;-Carolina padre. Foi a mãe quem deu o nome quando ela nasceu.&lt;br /&gt;-Ela não tem nome Joca. Quem dará seu nome serão os verdadeiros pais daqui pra frente.&lt;br /&gt;-Quando ela embarca para a Europa?&lt;br /&gt;-Os planos mudaram meu filho. Esta menina deve ficar aqui mesmo.  Será menos complicado e mais lucrativo. O mesmo preço com muito menos despesa.&lt;br /&gt;-Como assim padre?&lt;br /&gt;-Saberá de tudo em breve. Não se preocupe. Afinal, será você mesmo quem vai entregá-la. Falta acertar alguns detalhes. Até amanhã tudo se resolve, mas quero lhe pedir uma coisa. Não vamos comentar nada destas mudanças com Hermínio. Ele não precisa saber. Assim os lucros serão maiores pra gente. Para todos os efeitos a menina embarca para Itália amanhã cedo. Certo Joca?&lt;br /&gt;-Claro padre. – Falou Joca tomado por um profundo sentimento de decepção.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-1793381429285250133?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/06/o-caminho-de-volta.html</link><author>adrianocaroso@gmail.com (Adriano Caroso)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-1313191175352255065</guid><pubDate>Fri, 05 Jun 2009 14:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-05T12:00:41.279-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Outras Viagens</category><title>A LÍNGUA DO "F"</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SikvchjxngI/AAAAAAAABG4/b5Tg2rPY-8w/s1600-h/frango.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 274px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SikvchjxngI/AAAAAAAABG4/b5Tg2rPY-8w/s400/frango.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343854599943069186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O discurso etílico de mesa de bar às vezes produz algumas pérolas. Ontem de madrugada fui com uns amigos ao aeroporto esperar meu compadre Zé Filho que veio do Pará passar alguns dias na boa terra. De lá fomos a um barzinho tomar umas geladas e comer uma bela feijoada. Depois de muitas cervejas, meu amigo Goiabão já não conseguia pronunciar corretamente uma palavra sequer chapado que estava. Mas, na hora de contar este "causo" articulou tudo direitinho para delírio dos bêbados a sua volta que deram muitas risadas, incluindo este que vos fala. A autoria é desconhecida, mas vale o registro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um sujeito entra no restaurante, senta e chama a garçonete pelo nome:&lt;br /&gt;-Filomena faça favor!&lt;br /&gt;-Pois não senhor o que deseja?&lt;br /&gt;-Fineza fazer frango frito.&lt;br /&gt;-Algum acompanhamento?&lt;br /&gt;-Farofa e fritas.&lt;br /&gt;-Quer algo para beber?&lt;br /&gt;-Frisante.&lt;br /&gt;Depois de comer, a solícita garçonete pergunta:&lt;br /&gt;-Está satisfeito? Quer mais alguma coisa para comer?&lt;br /&gt;-Filé e fígado.&lt;br /&gt;-Para acompanhar?&lt;br /&gt;-Feijão e farinha.&lt;br /&gt;Quando acabou o segundo prato, Filomena perguntou ao senhor:&lt;br /&gt;-Aceita alguma sobremesa:&lt;br /&gt;-Frutas frescas.&lt;br /&gt;Ela trouxe a fruta junto com um copo de água e um cafezinho. Ao tomar o café o senhor fez uma cara horrível.&lt;br /&gt;-O que foi, não está bom o café?&lt;br /&gt;-Frio e fraco.&lt;br /&gt;-E como o senhor gosta?&lt;br /&gt;-Forte e fervendo.&lt;br /&gt;-Desculpe amigo, qual o seu nome?&lt;br /&gt;-Francisco Fernandes Fontoura Figueira Filho.&lt;br /&gt;-Qua a sua profissão?&lt;br /&gt;-Fui ferreiro.&lt;br /&gt;-E porque não é mais?&lt;br /&gt;-Faltou ferro.&lt;br /&gt;-E o que o senhor fazia?&lt;br /&gt;-Faca, faquinha, facão, fechadura, ferrolho, ferro fundido, funil...&lt;br /&gt;-E agora depois de aposentado como o senhor se sente?&lt;br /&gt;-Feio, fodido e falido.&lt;br /&gt;-Tudo bem seu Fernandes. Se o senhor falar mais seis palavras começadas com F não vai pagar a conta.&lt;br /&gt;-Formidável! Ficando fiado fico freguês.&lt;br /&gt;Ao falar isto, se levantou e saiu sem pagar a despesa. Filomena, percebendo o erro do moço gritou:&lt;br /&gt;-Seu Fernandes, o Sr. disse apenas cinco palavras.&lt;br /&gt;-Foda-se Filomena!"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-1313191175352255065?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/06/lingua-do-f.html</link><author>adrianocaroso@gmail.com (Adriano Caroso)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Cxv3W9QCccM/SikvchjxngI/AAAAAAAABG4/b5Tg2rPY-8w/s72-c/frango.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-1196982942643413526</guid><pubDate>Sun, 31 May 2009 10:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-31T07:00:00.202-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>O Caminho de Volta</category><title>O CAMINHO DE VOLTA</title><description>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Continuação. Para ler o capítulo anterior clique &lt;/span&gt;&lt;a href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/05/o-caminho-de-volta_24.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Introdução&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;XI&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Salvador, 28 de maio de 1969&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os dias que se seguiram à consulta com Dr. Ciszem foram conturbados para Mário e Sandra. Ela desesperada e inconformada, ele exausto, com os nervos à flor da pele, cansado de tentar convence-la que adotar uma criança poderia resolver o problema conforme a orientação do próprio Ciszem. Resolveu pedir ajuda a sogra.&lt;br /&gt;Foi uma decepção muito grande para Sandra que passara a vida inteira sonhando em ser mãe. Na verdade fora criada para isto, ser dona de casa, esposa e mãe. Mas Deus às vezes tem planos diferentes e contra isto não se pode lutar. Sua mãe, D. Carolina, a pedido de Mário, fora passar aqueles dias com ela em sua casa. Consolava Sandra como podia e conversava muito com ela.&lt;br /&gt;-Sandra, acho que Mário tem razão. Não existe outra solução que não seja a adoção de uma criança.&lt;br /&gt;-Mas mãe, um filho que não é nosso, que não sabemos de onde veio, quem são os seus pais, que sangue carrega nas veias. Isto não me parece algo para gente da nossa classe social. A maioria dessas crianças adotadas é de família miserável, às vezes até filhas de marginais. Que tipo de gente podemos botar em nossa casa?&lt;br /&gt;-Filha, ninguém nasce ruim. O mundo e a criação é que se encarregam de formar o caráter de uma pessoa. Se você der amor a um filho adotivo como se fosse seu, educá-lo conforme seus valores, dar-lhe todo o seu amor, sua amizade, seu carinho, é isto que ele vai assimilar na vida. É de um boa índole então que ele vai se formar. E, além do mais, a criança nem precisa saber que não é filha legítima.&lt;br /&gt;-A senhora acha mesmo isto mainha?&lt;br /&gt;-Claro que sim. Veja a minha prima Analu, ela não é filha legítima de tia Olga. Embora saiba disto, é uma pessoa exemplar, uma excelente filha, uma mãe maravilhosa. Foi uma criança largada, sabe Deus por quem, na frente da casa de titia. Quando tia Olga a encontrou, ficou com ela pra criar e hoje são como mãe e filhas sem nenhuma diferença. Mas também foi criada com muito amor e com toda condição. Por que não pode ser assim com você querida?&lt;br /&gt;-Ah mãe, não sei não. Tenho muito medo. Só de pensar que nunca vou poder ter o meu verdadeiro filho...&lt;br /&gt;Neste momento Mário chega em casa todo feliz, cumprimenta a sogra e a esposa e fala:&lt;br /&gt;-Tenho uma notícia maravilhosa para vocês!&lt;br /&gt;-O que é amor? Fala logo.&lt;br /&gt;-Calma Sandra. D. Carolina preciso da sua ajuda para convencer esta teimosa. Louca pra ser mãe e não quer adotar uma criança. Mas acho que ela pode mudar de idéia com o que tenho para contar.&lt;br /&gt;-Fala Mário, estou ficando curiosa. Pára com esse suspense bem.&lt;br /&gt;-Já ouviram falar de crianças brasileiras que são mandadas para a Europa?&lt;br /&gt;-Esta ficando maluco meu genro? Está falando de contrabando de crianças?&lt;br /&gt;-Calma minha sogra, não é nada disto. Falo justamente do contrário, de evitarmos que isto aconteça mais uma vez impunemente. Tem uma menina gaúcha, linda, olhos azuis, branquinha como algodão, linda mesmo, não tem sequer um mês de nascida. Pois esta menina está prestes a ser mandada para a Itália. Se Sandra quiser podemos evitar isto e ficar com ela.&lt;br /&gt;-Você já viu a menina amor?&lt;br /&gt;-Vi sim, fui lá hoje. É linda como uma rosa. – Mentiu Mário. – Tenho um colega que já defendeu umas causas para um dos intermediários do tráfico de crianças. Foi por intermédio dele que tomei conhecimento da menina. Ela pode ser nossa já, basta ligar para que eles mandem traze-la aqui. Depois, ninguém precisa ficar sabendo de nada. Não precisamos contar a ela que não é nossa filha. Temos pessoas de olhos claros na família. Tudo se encaixa perfeitamente. Sandra, só depende de você.&lt;br /&gt;-Quanto vai pagar por ela Mário?&lt;br /&gt;-Isto não vem ao caso. Nada que faça diferença.&lt;br /&gt;-O que a senhora acha mainha?&lt;br /&gt;-Por que não vai ver a menina?&lt;br /&gt;-A gente podia ir ver ela meu amor?&lt;br /&gt;-Não seria bom vocês irem lá. Podemos pedir que eles a mandem aqui. No máximo amanhã ou depois. Tenho certeza que vai adorá-la meu amor. Ela é uma princesa.&lt;br /&gt;-Tudo bem, mande trazer a menina aqui então, mas não prometo nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Luzia, empregada da casa desde os primeiros dias de casamento, hoje uma espécie de governanta do casal, vinha com a bandeja trazendo suco e biscoitos para Sandra e a mãe, não pode deixar de ouvir Mário chegar com a notícia. Ficou no corredor que dava acesso à sala íntima onde conversavam e ouviu tudo. Sentiu um arrepio na espinha e um pressentimento nada agradável.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-1196982942643413526?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/05/o-caminho-de-volta_31.html</link><author>adrianocaroso@gmail.com (Adriano Caroso)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-7469127477607857069</guid><pubDate>Sun, 24 May 2009 10:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-24T11:10:44.631-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>O Caminho de Volta</category><title>O CAMINHO DE VOLTA</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Continuação. Para ler o capítulo anterior clique &lt;/span&gt;&lt;a href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/05/o-caminho-de-volta_17.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;INTRODUÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;X&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Minuano, 27 de maio de 1969&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcolino entrou no Bigodão com sorriso de orelha a orelha e ar de superior.&lt;br /&gt;-Juca, passa a régua na minha conta. Quero pagar o que devo.&lt;br /&gt;-O que aconteceu tchê! Tirou na loteria?&lt;br /&gt;-Dívida é dívida, tem que ser paga guri. Bota logo uma branquinha para comemorar o pagamento Bigode.&lt;br /&gt;-Onde arranjou dinheiro Marquinho? Andou fazendo alguma besteira?&lt;br /&gt;-Marcolino filho da puta! Cadê Carolina seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bagual&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; duma figa? – Era Gerusa aos berros entrando desesperada no bar. – Foi assim que deixou de beber seu canalha? O que foi que você fez com a menina? Cadê minha Carol? – Ela não conseguia nem falar direito tamanho o desespero.&lt;br /&gt;-Êpa! Sua Carol? Se enxerga mulher, sua filha se chama Salomé. Carolina é minha filha e não sua entendeu? Ela está bem, pode ficar tranqüila.&lt;br /&gt;-Pelo amor de Deus Marquinho, onde está Carolina? O que você fez com ela?&lt;br /&gt;-Eu dei para um grande amigo meu criar. Ele é rico, vai dar um futuro melhor pra menina. Escola, casa bonita, viagens, enfim, tudo que a gente não pode dar.&lt;br /&gt;-Quem é esse amigo Marcolino? Nunca soube que tinhas amigo rico, tchê! De onde você conhece ele?&lt;br /&gt;-Ele não é daqui não, é de Sergipe. Terra de gente boa, gente de bons sentimentos.&lt;br /&gt;-O que não é o seu caso desgraçado. Filho da puta! Como pode existir um verme como você? Tu é um monstro! Não liga nem para quem ajudou a botar no mundo, não se importa com o destino da menina. Só pensa em você mesmo. Eu não estou engolindo esta história miserável!&lt;br /&gt;-Claro que me importo com o destino de Carolina. Justamente por me importar que tomei esta atitude. Com o Antonio ela vai ter um futuro digno de uma rainha. Vai ter carinho, amor, educação e tudo que você mesmo diz que uma criança precisa. Será que você não entende Géu, é melhor para ela.&lt;br /&gt;Gerusa olhava para Marcolino com olhos de serpente. A raiva lhe tomava por dentro e antes que fizesse uma bobagem saiu em prantos a correr desesperada pelas ruas sem saber o que fazer. Isto não ficaria assim. Ia por aquele verme na cadeia. Não podia fazer mais nada. Entregaria o mau caráter à polícia. Chegando ao posto policial, o delegado e o único guarda do município não se encontravam. O posto estava vazio. Resolveu esperar. Desde aquele dia, nunca mais dirigiu uma palavra a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Marcolino, esta estória está muito mal contada. – Era Juca que observara a discussão dos dois. – Você vendeu a menina para o sergipano de ontem né Marquinho?&lt;br /&gt;-Relaxa Juca. Antonio é homem decente, rico. Logo se vê que é gente fina. Não pode ter filhos o coitado. Sua esposa sonha com isso. Eles vão dar um futuro melhor para a minha filinha.&lt;br /&gt;-Para com isso Marquinho. Quando foi que te importaste com a menina? Além do mais sei que o sergipano te soltou uma nota preta. Onde tu arranjou dinheiro para pagar a conta?&lt;br /&gt;-Eu não vendi a menina não Bigode. Ele só me deu uma gratificaçãozinha, entende? Nada de muito valor. Então estou aproveitando para honrar meu compromisso. Mas se não queres a grana não precisa que eu pague não é mesmo Juca?&lt;br /&gt;-Não é isto que tô falando tchê. Sabes que não é. Já ouviu falar de contrabando de crianças amigo? Contrabandistas que roubam ou compram crianças no Brasil e mandam para o exterior? E se esse Antonio, se é que ele se chama assim, for um deles?&lt;br /&gt;-Onde já se viu Juca! Um moço tão fino como aquele contrabandista? Tu ta é maluco que nem a desmiolada da Gerusa, isso sim.&lt;br /&gt;-Quem vê cara não vê coração rapaz. Tu não sabe nada da vida mesmo tchê.&lt;br /&gt;-Vamos largar de conversa fiada ô Bigode. Bota mais uma branquinha aí. Preciso de inspiração e abrir o apetite. Tenho que me alimentar bem. Mais tarde vou na Donana. Chegou uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;chinoca&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; da fronteira que é uma beleza. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Macanuda&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; a guria tchê, precisas ver. Deve ter uns quinze anos. Ta todo mundo querendo abater a guria.&lt;br /&gt;-É já me disseram. Mas não to indo na Donana estes dias não. Da última vez deu o maior rolo com a patroa. Você sabe.&lt;br /&gt;-Eu sou um homem viúvo, desimpedido. Só não comi a franga ontem porque ainda tava naqueles dia. Já botei preço e Donana garantiu que hoje guarda ela só pra mim. Vou dar um agradinho a mais pra velha.&lt;br /&gt;-Quando foi que ser casado foi empecilho para você freqüentar Donana ou qualquer bordel da cidade Marquinho? Tu é muito cara de pau guri!&lt;br /&gt;Marcolino passou o dia na boemia. Pagou bebida para os amigos, comeu tudo que podia, depois foi comemorar na Pensão da Donana. Foram exatamente oito dias de comemorações, orgias e farras, tempo suficiente até ele gastar o último centavo do dinheiro que recebeu por Carolina. Depois disso, caiu numa sarjeta de dar dó. Vivia feito mendigo pelas ruas implorando alguns trocados que invariavelmente gastava em cachaça. Comia com a caridade dos outros. Os que se diziam amigos desapareceram, mas o povo de Minuano tinha um bom coração e sempre davam a ele comida e agasalhos. Dormia pelas ruas e raramente tomava banho. O único amigo de farra que não o abandonou foi Juca. Nunca mais ele vendeu ou deu cachaça a Marcolino, mas sempre aparecia com um prato de comida ou cobertores e, era o único que sentava na calçada para conversar com ele. Marcolino passou dez anos perambulando pelas ruas da cidade nesta vida de pedinte. Ficou só pele e osso e quase morreu de cirrose até o dia que teve a visão que mudou a sua vida para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;N.A.&lt;/span&gt; _____________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;1. Bagual: Equino selvagem, não domado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;2. Chinoca: Caboclinha, pessoa do sexo feminino de pouca idade que apresenta traços étnicos indígenas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;3. Macanudo: Bom, superior, belo, admirável, etc.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-7469127477607857069?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/05/o-caminho-de-volta_24.html</link><author>adrianocaroso@gmail.com (Adriano Caroso)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7444732421625232513.post-1341056039830107179</guid><pubDate>Sun, 17 May 2009 10:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-17T10:07:00.232-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>O Caminho de Volta</category><title>O CAMINHO DE VOLTA</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Continuação. Para ler o capítulo anterior clique &lt;/span&gt;&lt;a href="http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/05/o-caminho-de-volta_10.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;INTRODUÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;IX&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Porto Alegre, 27 de maio de 1969&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem foi tranqüila. Carolina chorou só um pouco. Joca, com a experiência de seis filhos não teve dificuldades. Pegou a mamadeira que preparara na pensão, sob o desconfiado olhar de Donana, e acalmou a menina. Pe Hermínio já o esperava na rodoviária. Já tinha também providenciado um berço para o quarto com o hotel. Joca embarcava na manhã seguinte no primeiro vôo para Salvador.&lt;br /&gt;-Não devemos sair mais hoje Joca, não é conveniente, pode chamar atenção. Desconfio que Gerusa, quando souber do ocorrido, irá procurar a polícia. Por falar nisso ela te viu?&lt;br /&gt;-Não, em nenhum momento.&lt;br /&gt;-Ótimo! Já providenciei que sirvam mingau quando ela estiver com fome. É só a gente pedir. Para todos os efeitos ela é sua filha. Entendeu?&lt;br /&gt;-Olhe para esta menina padre. Quem vai acreditar que é minha filha?&lt;br /&gt;-Não se preocupe. Ninguém precisa vê-la. Agasalhada do jeito que está quem verá a pele dela? Não me chame de padre, me chame apenas de Hermínio. Não está com fome?&lt;br /&gt;-Para falar a verdade estou morrendo de fome.&lt;br /&gt;-Vamos aproveitar enquanto ela dorme para comer. Vou pedir para mandarem algo bem gostoso para nós dois. Acariciou o rosto de Joca enquanto falava.&lt;br /&gt;-Ela tem um nome o Sr. Sabia? Carolina.&lt;br /&gt;-Sabia sim Joca. Mas isto não vem ao caso. Dentro de alguns dias esta menina vai embarcar para a Europa. Ducas já está fazendo os contatos e providenciando a documentação com nosso advogado em Salvador. Quando ela chegar lá, com certeza ganhará outro nome. Às vezes fico com remorsos, mas a verdade é que estamos ajudando e muito esta criança. Teria uma vida de privações aqui. Escola, alimentação, lazer? Que futuro teria essa menina aqui sendo criada por uma lavadeira? Ela vai ser adotada por um casal de condição. Vai ter uma vida melhor, viver num país melhor do que esta merda de Brasil. Por isso Deus não só nos perdoa como nos apóia.&lt;br /&gt;-O Sr. acha mesmo padre?&lt;br /&gt;-Hermínio, me chame de Hermínio meu garoto. Claro que sim Joca. Fique tranqüilo. – Alisou os cabelos encaracolados de Joca enquanto falava. – O que quer comer?&lt;br /&gt;- O que escolher está bom pra mim.&lt;br /&gt;-Então vou pedir um canelone de ricota.&lt;br /&gt;-Cane o quê?!!!&lt;br /&gt;-Canelone de ricota. É um prato italiano. A cozinha deste hotel é maravilhosa. Você vai gostar. Que tal um bom vinho para acompanhar?&lt;br /&gt;-Pode ser.&lt;br /&gt;Comeram no quarto mesmo. Carolina dormia tranqüila. Era uma criança serena, não estranhava ninguém e, justiça seja feita, estava sendo muito bem tratada pelos dois. Joca se deliciava com o canelone e com a segunda garrafa de vinho.&lt;br /&gt;-Hermínio, isto aqui é gostoso mesmo. Vixe Maria! Não sei quando foi que comi algo assim. Acho que nunca. – Falou Joca mais solto sob o efeito do vinho.&lt;br /&gt;-Você ainda vai comer muita coisa maravilhosa nesta vida Joca. Até melhor do que este canelone. Quando experimentar meu filé ao molho de madeira verá que além de bom padre sou um ótimo cozinheiro.&lt;br /&gt;-Tomara que um dia eu possa provar.&lt;br /&gt;-Só depende de você meu caro.&lt;br /&gt;Durante o resto da tarde os dois ficaram com Carolina. Hermínio, sem que Joca notasse sua intenção, não deixava a menina dormir. Brincava com ela o tempo inteiro. Queria que ela sentisse muito sono à noite. Não poderia perder a última noite de Joca no sul. Só de pensar já estava excitado. Estava sentindo que o rapaz gostara do que aconteceu embora fugisse do assunto. Preferiu não pressionar. Esperou que a quarta garrafa de vinho fizesse o efeito desejado.&lt;br /&gt;Joca contou com detalhes tudo que acontecera em Minuano. Como foi fácil convencer Marcolino Os dois riram. Sem nem mesmo entender, não teve coragem de contar ao padre que dormira com a moça na pensão de Donana. Às 10h mais ou menos, após uma última mamadeira, Carolina dormiu exausta. Hermínio serviu dois wiskhys 12 anos.&lt;br /&gt;-Vamos fazer um brinde Joca. Tudo deu certo, temos que comemorar.&lt;br /&gt;-Confesso que estou mais aliviado. Não pensei que fosse fácil assim. Ainda tenho um pouco de medo. A menina estava com uma amiga da mãe. Como o Sr. mesmo falou ela pode chamar a polícia e ainda tem a viagem de avião amanhã para Salvador. E se a polícia tiver avisada no aeroporto?&lt;br /&gt;-Não se preocupe. Mesmo que Gerusa avise ao delegado, pois ela já deve estar louca uma hora dessas, eles não têm recursos para se prepararem em tão pouco tempo. Quando a polícia daqui souber, se souber, você já estará seguro em Salvador e a menina voando para a felicidade na Europa. Além do mais, pensam que é Sergipano. Depois de uns meses tudo vai ser esquecido. É sempre assim. Marcolino foi quem ganhou uma inimiga para o resto da vida, mas isso não é problema nosso.&lt;br /&gt;Hermínio riu com o prazer da vitória. Pensava em quantos dólares valeria a criança. Já fazia tempo que não dava uma engordada destas na sua conta bancária. Ia tratar de abrir uma em Porto Alegre o mais rápido possível. Não poderia chamar atenção em Minuano com um depósito deste valor. Já cometera este erro antes. Agora que estava prestes a largar a batina e se beneficiar de tudo que juntou na vida para ter uma velhice feliz e tranqüila, não podia mais se expor.&lt;br /&gt;-Hermínio, posso te fazer uma pergunta? – Falou Joca com a voz já embolada pelos efeitos do álcool.&lt;br /&gt;-Claro Joca fale!&lt;br /&gt;-Este negócio é muito arriscado não é?&lt;br /&gt;-Não se preocupe. É seguro. Trabalhamos com muito cuidado. Quem poderia descobrir? Não dá nada pra gente não. Fique sossegado.&lt;br /&gt;-Às vezes me dá medo. Não tenho nada Hermínio, nem como me defender caso algo aconteça.&lt;br /&gt;-Não será preciso Joca, relaxe. – Falou enquanto alisava o rapaz e se aproximava mais.&lt;br /&gt;-Tudo bem, confio em vocês. Mas tem outra coisa que quero falar. Não sei por onde começar.&lt;br /&gt;-Pelo começo talvez. O que está te preocupando?&lt;br /&gt;-É a respeito do que aconteceu ante-ontem. Não gostaria que ninguém soubesse. O Sr. me entende né?&lt;br /&gt;-Claro que sim. Nem eu quero que ninguém saiba, muito menos Ducas. Ele não ia me perdoar. Mas quero que saiba que adorei. Você foi fantástico. Isto não é o fim do mundo acredite. – Enquanto falava Hermínio começou a alisar o pênis de Joca por sobre o calção que logo ficou duro. Este tremia de nervosismo e tesão. Não ia conseguir resistir. Amanhã ele iria embora e nunca mais isto aconteceria. Não tinha problema, só aquela vez. Como se adivinhasse os pensamentos de Joca, Hermínio tirou o pênis dele para fora e começou a fazer sexo oral no sacristão. Depois beijou-o na boca e foi correspondido. Mais uma vez fizeram amor ardentemente. Joca era demais, um homem como poucos, pensou o padre. Por isso sua esposa não largava do seu pé. Qualquer mulher, assim como ele, adoraria um homem daquele. Depois do sexo, deitaram juntinhos na cama de casal e Hermínio falou:&lt;br /&gt;-Joca, se você quiser, posso dar-lhe uma vida bem melhor. Basta que venha morar comigo. Pode ser o sacristão da minha paróquia. Em breve pretendo largar a batina e podemos viver juntos num lugar tranqüilo, longe de tudo e de todos. Pode trazer sua família. Consigo uma casa para vocês, uma casa boa. Garanto a escola dos meninos. Te pago bem pelos seus serviços na paróquia. Aí poderemos fazer amor sempre sem que ninguém saiba. Claro que isto não pode ser agora. É preciso dar um tempo para as coisas esfriarem por lá. Você não deve ser reconhecido em Minuano.&lt;br /&gt;-Hermínio você está louco! Pe. Ducas jamais iria me perdoar se eu o deixasse. Tenho uma dívida muito grande para com ele. É mais do que um pai para mim. E, além disto, jamais poderei voltar a Minuano.&lt;br /&gt;-Deixe que eu cuido disso. Quanto a Ducas, tudo que fez na vida foi te explorar. Ficar com a fortuna enquanto só lhe dava migalhas. Você tem idéia de quanto ele lucra em cima do seu trabalho? Vá para a Bahia, pense no assunto. Temos muito tempo pela frente. Pense: é o futuro dos seus filhos que está em jogo. Você não quer dar uma vida melhor para eles? Pense, pense com muito carinho. Eu vou entrar em contato no tempo certo. Se precisar é só me ligar. Sabe como me achar. Agora vamos dormir um pouco, temos que sair cedo amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No berço ao lado, Carolina dormia tranqüila alheia a tudo, ignorando o destino que lhe esperava, por causa daqueles dois.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7444732421625232513-1341056039830107179?l=adrianocaroso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://adrianocaroso.blogspot.com/2009/05/o-caminho-de-volta_17.html</link><author>adrianocaroso@gmail.com (Adriano Caroso)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item></channel></rss>