Continuação. Para ler o capítulo anterior clique aqui.
INTRODUÇÃO
VII
Minuano, 25 de maio de 1969
Ao chegar a Minuano Joca logo se informou onde ficava o Bigodão e foi direto pra lá. Como o padre tinha orientado não perguntou por Marcolino a ninguém. Esperou até que chegasse alguém com as características que Hermínio lhe dera. Pediu uma cerveja e um petisco. Logo Juca, o dono do recinto, aproximou-se. Bastava olhar para Joca, ouvir apenas uma sílaba por ele pronunciada para saber que o cara não era dali.
-O Sr. não é destas bandas tchê?
-Não. Sou sergipano. Estou de passagem.
-O que te trazes aqui?
-Vou para Porto Alegre visitar minha irmã que veio de Aracaju há muito tempo. Nunca tive condição de vir vê-la, mas agora apareceu uma oportunidade.
-Desculpe a intromissão, mas não seria melhor ter ido direto pra lá? Porque passou por Minuano?
-É que tomei o ônibus errado, entende?
-Bah! Tri-chato rapaz!
Juca não acreditara naquela conversa de ônibus errado. Tinha algo estranho ali. O que faria aquele sergipano em Minuano? Isto lhe intrigou. Iria descobrir.
Joca procurava ser simpático, não queria despertar suspeitas. Sentiu que Juca não havia engolido muito a sua estória. Estava ficando agoniado pois Marcolino não aparecia. Até que, às duas horas da tarde, com cara de sono e de ressaca, olhos inchados com profundas olheiras, um sujeito branco de olhos claros e cabelos lisos alourados, adentra o bar alardeando: - Bota uma aí tchê! Preciso curar a de ontem guri! – Joca não teve dúvidas, a descrição de Hermínio fora perfeita. Era Marcolino.
-Bota uma comidinha também Juca, estou numa ressaca dos diabos, tchê!
-Eu quero novidade Marcolino! Disto a gente já sabe. O pior é que sua conta já está estourada.. Desde o falecimento de Maria que você não paga nada. Ainda por cima é comida e cachaça todo dia. Assim não dá.
-Bah! Juca. Não acredito que estás falando sério tchê. Somos amigos de longas datas guri. Sabes que estou em dificuldades financeiras. Terás coragem de me deixar com fome?
-Vou lhe servir hoje, mas se não pagar o que deve até amanhã, serei obrigado a cortar o seu crédito.
Joca observara a conversa de Marcolino com Juca. As coisas estavam dando certo. Nesta situação não seria difícil convencer o rapaz a vender a criança.
-Por favor amigo, o que tem aí para almoço? – Gritou Joca para chamar a atenção de Marcolino. Juca levou-lhe o cardápio.
-Cara nova na área Juca? – Quis saber Marcolino quem era o forasteiro.
-Sou sergipano. Estou a caminho de Porto Alegre. Vim para visitar a minha irmã. Já tem dez anos que não a vejo.- O próprio Joca respondeu. – Aceita uma cervejinha?
Não foi preciso oferecer duas vezes. Marcolino já puxou uma cadeira e sentou na mesa do desconhecido.
-Sou Marcolino Dantas, muito prazer! E o amigo?
-Antonio César ao seu dispor!
Joca e Marcolino começaram a beber juntos e conversar. O rapaz até que era simpático, mas logo se percebia que se tratava de um bêbado aproveitador.
-O almoço hoje é por minha conta.
-O amigo é muito generoso. Não quero incomodar, mas se o amigo faz tanta questão.
-Que incômodo que nada. Quando se está longe da nossa terra é sempre bom uma companhia agradável, uma nova amizade.
-Nisto o amigo tem razão.
-Você que conhece, o que acha que devo pedir para comer?
-Estás no Rio Grande tchê! Vamos pedir um churrasco misto. Dá para os dois e é uma delícia.
-Então churrasco. Pode pedir.
Comeram e beberam muito. Depois passaram a tarde jogando bilhar, bebendo e papeando. Juca ficou o tempo inteiro ligado na conversa dos dois. Alguma coisa lhe dizia que o forasteiro viera ali justamente para encontrar Marcolino. Mas com que intuito?
Joca foi aos poucos conquistando a confiança de Marcolino e o deixando cada vez mais bêbado e à vontade. No fim da tarde, Joca sentiu que já estava na hora.
-É, hoje não é o meu dia, não ganhei uma sequer. Desse jeito vai me levar a falência. Você é um jogador retado.
-O amigo não quer jogar outra? Quem sabe a sorte não muda?
-Este não é o caso de sorte Marco e sim de saber jogar. Você joga muito melhor do que eu. Já está ficando tarde, preciso encontrar uma pensão para passar a noite. Amanhã viajo cedo para Porto Alegre.
-Vá pra pensão da Donana. Lá é ótimo e tem umas gurias que se deitam por qualquer mincharia.
-Por acaso se incomoda de me levar lá? Não conheço nada na cidade. Depois podíamos pegar umas meninas para nos divertir um pouco. O que achas?
-Com prazer amigo! Cadê sua bagagem?
-Está guardada com Seu Juca.
Pediram a conta que Joca pagou sozinho, pegaram a bagagem e saíram rumo à pensão de Donana. No caminho Joca, aproveitando a embriaguez de Marcolino, começou a por o plano em prática.
-Pelo que pude perceber o amigo não está em boa condição financeira, não é?
-É Antonio. Estou desempregado, as coisas não estã fáceis.
-Desculpe a intromissão, mas quanto é o seu débito com Juca?
-Nada de muito grande. O Bigodão é que é sovina tchê.
-Acho que posso ajudar o amigo.
-Como assim? Não entendo.
-Vai entender. Vamos até a pensão. Lá explico tudo. Vou propor-lhe um negócio que resolverá seu problema.
Chegaram à pensão ao cair da noite. Marcolino fez as apresentações com Donana. Pegaram um quarto pra Joca.
-Donana, pede pra descer duas gurias, a gente vai se divertir muito hoje. Vamos mostrar ao amigo aqui que a gaúcha é quente tchê.
-Bah Marquinho! E a conta? Quem vai pagar. Você já ta devendo na casa a noitada com a Flor.
-Não se preocupe Donana, eu pago. Tome este dinheiro como garantia. – Se antecipou Joca – Agora preciso ter um particular com o amigo enquanto conheço o quarto. Depois voltamos para ver as garotas.
Donana levou os rapazes até o quarto e deixou-os a sós.
-Marcolino, vou lhe contar o verdadeiro motivo que me trouxe aqui. Na verdade não tenho irmã no sul. Toda minha família encontra-se lá em Sergipe. Eu tenho passado por um problema que está custando meu casamento e acho que o amigo pode me ajudar a resolvê-lo.
-Mas bah tchê! Que tanto mistério é este homem de Deus? Fala logo.
-Sou casado há sete anos mas não posso ter filhos. Minha mulher não se conforma, entende? Sei que antes de morrer sua esposa teve uma filhinha e que o amigo não é muito chegado a crianças nem tem condições de criá-la de forma decente. Eu poderia dar um lar, educação, amor e conforto para a menina se me deixasse adotá-la. Minha esposa seria feliz e com certeza será uma ótima mãe. Com quem a criança está agora?
-Mas tchê, como sabes disto tudo se é de tão longe guri?
-As notícias têm pés ligeiros Marcolino. Minha esposa tem uma prima distante que mora aqui na cidade vizinha. Mas isto não vem ao caso. Posso te pagar uma boa grana pela menina.
-Quanto? – Os olhos de Marcolino brilharam naquele momento.
-Mais do que o amigo imagina. Que tal quinhentos dólares? É dinheiro suficiente para resolver seus problemas e tocar sua vida até arranjar um trabalho. – Mentiu Joca.
-Não é pelo dinheiro amigo. Mas, para ajudar o amigo e sair desse buraco que estou. Não tenho mesmo jeito com criança. Não vou poder dar boa vida para ela. Mas existe um problema sério e talvez esta quantia não dê para resolver tudo. O amigo entende?
-Acho que sim. Que problema é este?
-Chama-se Gerusa. Maria e Géu eram muito amigas, quase irmãs. Ela morreu no parto ao lado da amiga e a desgraçada invocou de cuidar da guria. Não vai permitir nunca.
-Ela nem precisa saber. A filha é sua e não dela. Eu e minha esposa temos muito mais condição de cuidar da menina, não acha?
-Nisto o amigo tem razão. Gerusa é uma pobre coitada que vive de lavar roupa para os outros. Mas é osso duro de roer. Talvez se ela levasse uma graninha também. – Mentiu Marcolino.
- Tudo bem. Vou te pagar oitocentos dólares. Assim você pode dar uma gratificaçãozinha pelo tempo que cuidou da menina. Mas se o amigo aceita um conselho, não fala nada com ela agora. Pega a menina amanhã cedo para dar uma volta e me traz ela aqui. Viajo no ônibus das 9h. Quando Gerusa der por si, a menina já vai estar longe. Aí você dar um cala boca pra ela se quiser. Quando o amigo trouxer a menina te pago em dinheiro vivo.
-Negócio fechado amigo. Amanhã cedo pego Carolina para passear e te trago aqui. Você me paga e se manda, mas não pode comentar com ninguém senão estou frito.
-Claro que não Marcolino. Nem eu quero que ninguém saiba. Vou cuidar da menina como se fosse minha filha. Nem ela vai saber de nada. Não sabia que ela já tinha um nome.
-Foi a falecida quem botou. O amigo não me leve a mal, mas como pretende fazer a menina, branca cor de neve e de olho azul, acreditar que é sua filha mesmo?
-Minha esposa é filha de alemães, Marco. – Falou Joca desconcertado. – Carolina. É um nome lindo. Pois é assim que ela vai se chamar. Carolina. Nada mais justo que fazer a vontade da mãe. Que Deus a tenha.
Depois de tudo acertado os dois desceram e foram para o salão da pensão. Na verdade, o lugar era muito mais um bordel do que pensão, mas ninguém se incomodava muito com isso. Dançaram e beberam com várias mulheres diferentes até que cada um escolheu a sua. Providenciaram um quarto para Marcolino e subiram. Joca transou com uma garota loirinha com cara de criança; Ela dizia ter dezoito anos. Mas o rapaz desconfiou que a menina fosse menor de idade. Não perguntou muita coisa. Queria apenas se satisfazer. Enquanto fazia sexo com ela lembrou de Hermínio. Sentiu um imenso tesão e gozou alucinadamente.
VII
Minuano, 25 de maio de 1969
Ao chegar a Minuano Joca logo se informou onde ficava o Bigodão e foi direto pra lá. Como o padre tinha orientado não perguntou por Marcolino a ninguém. Esperou até que chegasse alguém com as características que Hermínio lhe dera. Pediu uma cerveja e um petisco. Logo Juca, o dono do recinto, aproximou-se. Bastava olhar para Joca, ouvir apenas uma sílaba por ele pronunciada para saber que o cara não era dali.
-O Sr. não é destas bandas tchê?
-Não. Sou sergipano. Estou de passagem.
-O que te trazes aqui?
-Vou para Porto Alegre visitar minha irmã que veio de Aracaju há muito tempo. Nunca tive condição de vir vê-la, mas agora apareceu uma oportunidade.
-Desculpe a intromissão, mas não seria melhor ter ido direto pra lá? Porque passou por Minuano?
-É que tomei o ônibus errado, entende?
-Bah! Tri-chato rapaz!
Juca não acreditara naquela conversa de ônibus errado. Tinha algo estranho ali. O que faria aquele sergipano em Minuano? Isto lhe intrigou. Iria descobrir.
Joca procurava ser simpático, não queria despertar suspeitas. Sentiu que Juca não havia engolido muito a sua estória. Estava ficando agoniado pois Marcolino não aparecia. Até que, às duas horas da tarde, com cara de sono e de ressaca, olhos inchados com profundas olheiras, um sujeito branco de olhos claros e cabelos lisos alourados, adentra o bar alardeando: - Bota uma aí tchê! Preciso curar a de ontem guri! – Joca não teve dúvidas, a descrição de Hermínio fora perfeita. Era Marcolino.
-Bota uma comidinha também Juca, estou numa ressaca dos diabos, tchê!
-Eu quero novidade Marcolino! Disto a gente já sabe. O pior é que sua conta já está estourada.. Desde o falecimento de Maria que você não paga nada. Ainda por cima é comida e cachaça todo dia. Assim não dá.
-Bah! Juca. Não acredito que estás falando sério tchê. Somos amigos de longas datas guri. Sabes que estou em dificuldades financeiras. Terás coragem de me deixar com fome?
-Vou lhe servir hoje, mas se não pagar o que deve até amanhã, serei obrigado a cortar o seu crédito.
Joca observara a conversa de Marcolino com Juca. As coisas estavam dando certo. Nesta situação não seria difícil convencer o rapaz a vender a criança.
-Por favor amigo, o que tem aí para almoço? – Gritou Joca para chamar a atenção de Marcolino. Juca levou-lhe o cardápio.
-Cara nova na área Juca? – Quis saber Marcolino quem era o forasteiro.
-Sou sergipano. Estou a caminho de Porto Alegre. Vim para visitar a minha irmã. Já tem dez anos que não a vejo.- O próprio Joca respondeu. – Aceita uma cervejinha?
Não foi preciso oferecer duas vezes. Marcolino já puxou uma cadeira e sentou na mesa do desconhecido.
-Sou Marcolino Dantas, muito prazer! E o amigo?
-Antonio César ao seu dispor!
Joca e Marcolino começaram a beber juntos e conversar. O rapaz até que era simpático, mas logo se percebia que se tratava de um bêbado aproveitador.
-O almoço hoje é por minha conta.
-O amigo é muito generoso. Não quero incomodar, mas se o amigo faz tanta questão.
-Que incômodo que nada. Quando se está longe da nossa terra é sempre bom uma companhia agradável, uma nova amizade.
-Nisto o amigo tem razão.
-Você que conhece, o que acha que devo pedir para comer?
-Estás no Rio Grande tchê! Vamos pedir um churrasco misto. Dá para os dois e é uma delícia.
-Então churrasco. Pode pedir.
Comeram e beberam muito. Depois passaram a tarde jogando bilhar, bebendo e papeando. Juca ficou o tempo inteiro ligado na conversa dos dois. Alguma coisa lhe dizia que o forasteiro viera ali justamente para encontrar Marcolino. Mas com que intuito?
Joca foi aos poucos conquistando a confiança de Marcolino e o deixando cada vez mais bêbado e à vontade. No fim da tarde, Joca sentiu que já estava na hora.
-É, hoje não é o meu dia, não ganhei uma sequer. Desse jeito vai me levar a falência. Você é um jogador retado.
-O amigo não quer jogar outra? Quem sabe a sorte não muda?
-Este não é o caso de sorte Marco e sim de saber jogar. Você joga muito melhor do que eu. Já está ficando tarde, preciso encontrar uma pensão para passar a noite. Amanhã viajo cedo para Porto Alegre.
-Vá pra pensão da Donana. Lá é ótimo e tem umas gurias que se deitam por qualquer mincharia.
-Por acaso se incomoda de me levar lá? Não conheço nada na cidade. Depois podíamos pegar umas meninas para nos divertir um pouco. O que achas?
-Com prazer amigo! Cadê sua bagagem?
-Está guardada com Seu Juca.
Pediram a conta que Joca pagou sozinho, pegaram a bagagem e saíram rumo à pensão de Donana. No caminho Joca, aproveitando a embriaguez de Marcolino, começou a por o plano em prática.
-Pelo que pude perceber o amigo não está em boa condição financeira, não é?
-É Antonio. Estou desempregado, as coisas não estã fáceis.
-Desculpe a intromissão, mas quanto é o seu débito com Juca?
-Nada de muito grande. O Bigodão é que é sovina tchê.
-Acho que posso ajudar o amigo.
-Como assim? Não entendo.
-Vai entender. Vamos até a pensão. Lá explico tudo. Vou propor-lhe um negócio que resolverá seu problema.
Chegaram à pensão ao cair da noite. Marcolino fez as apresentações com Donana. Pegaram um quarto pra Joca.
-Donana, pede pra descer duas gurias, a gente vai se divertir muito hoje. Vamos mostrar ao amigo aqui que a gaúcha é quente tchê.
-Bah Marquinho! E a conta? Quem vai pagar. Você já ta devendo na casa a noitada com a Flor.
-Não se preocupe Donana, eu pago. Tome este dinheiro como garantia. – Se antecipou Joca – Agora preciso ter um particular com o amigo enquanto conheço o quarto. Depois voltamos para ver as garotas.
Donana levou os rapazes até o quarto e deixou-os a sós.
-Marcolino, vou lhe contar o verdadeiro motivo que me trouxe aqui. Na verdade não tenho irmã no sul. Toda minha família encontra-se lá em Sergipe. Eu tenho passado por um problema que está custando meu casamento e acho que o amigo pode me ajudar a resolvê-lo.
-Mas bah tchê! Que tanto mistério é este homem de Deus? Fala logo.
-Sou casado há sete anos mas não posso ter filhos. Minha mulher não se conforma, entende? Sei que antes de morrer sua esposa teve uma filhinha e que o amigo não é muito chegado a crianças nem tem condições de criá-la de forma decente. Eu poderia dar um lar, educação, amor e conforto para a menina se me deixasse adotá-la. Minha esposa seria feliz e com certeza será uma ótima mãe. Com quem a criança está agora?
-Mas tchê, como sabes disto tudo se é de tão longe guri?
-As notícias têm pés ligeiros Marcolino. Minha esposa tem uma prima distante que mora aqui na cidade vizinha. Mas isto não vem ao caso. Posso te pagar uma boa grana pela menina.
-Quanto? – Os olhos de Marcolino brilharam naquele momento.
-Mais do que o amigo imagina. Que tal quinhentos dólares? É dinheiro suficiente para resolver seus problemas e tocar sua vida até arranjar um trabalho. – Mentiu Joca.
-Não é pelo dinheiro amigo. Mas, para ajudar o amigo e sair desse buraco que estou. Não tenho mesmo jeito com criança. Não vou poder dar boa vida para ela. Mas existe um problema sério e talvez esta quantia não dê para resolver tudo. O amigo entende?
-Acho que sim. Que problema é este?
-Chama-se Gerusa. Maria e Géu eram muito amigas, quase irmãs. Ela morreu no parto ao lado da amiga e a desgraçada invocou de cuidar da guria. Não vai permitir nunca.
-Ela nem precisa saber. A filha é sua e não dela. Eu e minha esposa temos muito mais condição de cuidar da menina, não acha?
-Nisto o amigo tem razão. Gerusa é uma pobre coitada que vive de lavar roupa para os outros. Mas é osso duro de roer. Talvez se ela levasse uma graninha também. – Mentiu Marcolino.
- Tudo bem. Vou te pagar oitocentos dólares. Assim você pode dar uma gratificaçãozinha pelo tempo que cuidou da menina. Mas se o amigo aceita um conselho, não fala nada com ela agora. Pega a menina amanhã cedo para dar uma volta e me traz ela aqui. Viajo no ônibus das 9h. Quando Gerusa der por si, a menina já vai estar longe. Aí você dar um cala boca pra ela se quiser. Quando o amigo trouxer a menina te pago em dinheiro vivo.
-Negócio fechado amigo. Amanhã cedo pego Carolina para passear e te trago aqui. Você me paga e se manda, mas não pode comentar com ninguém senão estou frito.
-Claro que não Marcolino. Nem eu quero que ninguém saiba. Vou cuidar da menina como se fosse minha filha. Nem ela vai saber de nada. Não sabia que ela já tinha um nome.
-Foi a falecida quem botou. O amigo não me leve a mal, mas como pretende fazer a menina, branca cor de neve e de olho azul, acreditar que é sua filha mesmo?
-Minha esposa é filha de alemães, Marco. – Falou Joca desconcertado. – Carolina. É um nome lindo. Pois é assim que ela vai se chamar. Carolina. Nada mais justo que fazer a vontade da mãe. Que Deus a tenha.
Depois de tudo acertado os dois desceram e foram para o salão da pensão. Na verdade, o lugar era muito mais um bordel do que pensão, mas ninguém se incomodava muito com isso. Dançaram e beberam com várias mulheres diferentes até que cada um escolheu a sua. Providenciaram um quarto para Marcolino e subiram. Joca transou com uma garota loirinha com cara de criança; Ela dizia ter dezoito anos. Mas o rapaz desconfiou que a menina fosse menor de idade. Não perguntou muita coisa. Queria apenas se satisfazer. Enquanto fazia sexo com ela lembrou de Hermínio. Sentiu um imenso tesão e gozou alucinadamente.
1 Comenta ou desminta, mas fale!:
Muito bom este capítulo. Estou aqui colocando a leitura em dia.
E como sempre a música do blog é show. Marcio Valverde arrebentando em Maos Dadas e o Chico na voz do Oswaldo. Muito bom.
Postar um comentário